Polícia Federal Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Polícia Federal

Lava Jato: PF diz ter provas de propina paga a José Guimarães

Por Wanfil em Ceará

24 de novembro de 2016

A Polícia Federal divulgou nota na manhã desta quinta-feira nota sobre a conclusão do inquérito 4259 do Supremo Tribunal Federal, instaurado no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo a PF, “a investigação comprovou que um deputado federal do Ceará recebeu propina do colaborador Alexandre Romano, no valor de R$ 97.761,00, em troca de sua intervenção junto ao ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, seu apadrinhado político”.

Nesse caso, não se trata mais de uma delação que vazou para a imprensa, mas a informação oficial de que provas teriam confirmado a delação. A nota não informa o nome, mas o deputado federal do Ceará citado é José Guimarães, do PT. E o ex-presidente do BNB é Roberto Smith.

Leia o texto da PF aqui.

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Investigadões do Forró

Por Wanfil em Corrupção

18 de outubro de 2016

A Operação For All, deflagrada nesta terça pela Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, investiga empresas de entretenimento responsáveis por bandas de forró, acusadas de sonegar R$ 500 milhões.

Os cantores Xand e Solange, da banda Aviões do Forró, e os empresários Isaías CDs e Carlinhos Aristides, da A3 Entretenimento, estão entre as pessoas levadas à sede da Polícia federal em Fortaleza para prestar esclarecimentos. Ninguém foi preso, mas os bens em nome dos suspeitos foram bloqueados pela Justiça. Por enquanto, formam o grupo Investigadões do Forró. Todos negam crimes fiscais.

Não é de hoje que os cachês de artistas Isso me faz lembrar de um amigo que trabalhou no Tribunal de Contas dos Municípios e que pelos idos de 2010 já dizia: “Se um dia investigarem a contratação de bandas de forró por prefeituras, será o maior escândalo da história do Ceará”.

Pois é. Pelo que ele contava, crime fiscal é o de menos.

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Eleições 2016: Barbalha e o escândalo da compra de votos

Por Wanfil em Eleições 2016

03 de outubro de 2016

O município de Barbalha entrou para a crônica política das eleições 2016 por causa da prisão de uma assessora da primeira-dama do Ceará, Onélia Leite, e de outras duas pessoas, com maços de dinheiro e material de campanha para Fernando Santana, do PT, apoiado pelo governador Camilo Santana, na antevéspera da votação. Segundo a Polícia Federal, o grupo planejava comprar votos.

O caso ganhou repercussão nacional e as investigações continuam. Em nota, o governo do Estado se limitou a dizer que a assessora estava afastada das funções. Ciro Gomes acusou a PF de abuso. Barbalha é reduto eleitoral do governador e por isso, naturalmente, uma de suas prioridades para as eleições.

Com tudo isso, é bem possível que o peso do flagrante e da denúncia tenham interferido no resultado do pleito, apertadíssimo. Argemiro Sampaio, do PSDB, foi eleito com 49,44% dos votos, contra 48,91% de Fernando Santana.

Vencer em casa é sempre importante. Basta ver o empenho de Cid e Ciro Gomes para eleger Ivo Gomes. No caso de Camilo, porém, essa ligação com o berço político é menos evidente do que com seus aliados de Sobral.

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Terrorista no Ceará. Era só o que faltava

Por Wanfil em Brasil

21 de julho de 2016

A Polícia Federal prendeu 10 suspeitos de planejar um atentado terrorista no Brasil. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que o grupo é amador e um dos seus membros é do Ceará. Os nomes não foram revelados.

É muito provável que os suspeitos não passem de fracassados (social, psicológica e profissionalmente falando) em busca do que acreditam ser uma grande realização que possa compensar sua baixa autoestima. Esse é o perfil desses terroristas recrutados, segundo o psicólogo israelense Ariel Merari, estudioso do assunto. Fanáticos religiosos são os seus recrutadores, que não se arriscam nos atentados.

O fato de serem amadores e fracassados não deve ser menosprezado, pelo contrário. No mundo louco de hoje em dia, isso pode até potencializar o risco, como ficou provado no ataque em Nice, na França, quando um desses radicais recém-convertidos matou 80 pessoas com um caminhão.

De qualquer forma, já não bastassem os atentados contra ônibus, policiais e prédios públicos feitos pelo crime organizado, agora surge um terrorista no Ceará. Era só o que faltava.

 

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Polícia Federal mostra verdadeiro motivo para atrasos na transposição do São Francisco

Por Wanfil em Corrupção

24 de junho de 2016

Dilma em Jati, no Ceará. O governo subestimou a obra e nós subestimamos o governo

Transposição em Jati. Obra subestimada, explica Dilma; orçamento superestimado para desvios, mostra a PF

Na campanha pela reeleição a presidente afastada Dilma Rousseff justificou os constantes atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco, previstas inicialmente para ficarem prontas em 2010, dizendo o seguinte: “Houve atraso porque se subestimou a sua complexidade. Éramos bastante inexperientes. O Brasil jamais fez uma obra dessa dimensão”. Isso aconteceu em maio de 2014, na cidade de Jati, aqui no Ceará.

Agora a Polícia Federal informa que outros fatores podem ter contribuído para a demora. É que nesta semana a Operação Turbulência descobriu um esquema de propina usado na compra do avião que matou o candidato à Presidência Eduardo Campos. Uma das empresas fantasmas utilizadas era a Câmara e Vasconcelos, de propriedade do laranja Paulo César Morato, encontrado (misteriosamente ) morto na quarta-feira, que recebeu quase R$ 19 milhões da construtora OAS para obras da transposição. Repito: trata-se de uma EMPRESA DE FACHADA.

Somando-se a isso o fato de que o custo da transposição pulou de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões na gestão Dilma, fica claro que se por um lado faltou experiência técnica ao governo para o projeto, como afirmou Dilma, por outro sobrou experiência em corrupção.

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Catilinárias – nome perfeito para a nova operação da PF na Lava Jato

Por Wanfil em Corrupção

15 de dezembro de 2015

No site da Polícia Federal:

“A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou hoje, 15, a Operação Catilinárias que tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.”

“* Catilinárias são uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina.”

Os nomes das operações da Polícia Federal são fantásticos. Na investigação do roubo de verbas na Transposição do São Francisco, na semana passada, foi a Vidas Secas – Sinhá Vitória, em alusão à personagem criada  por Graciliano Ramos, que denunciava a exploração de fazendeiros inescrupulosos contra sertanejos.

Agora é a Operação Catilinárias, que mira figurões do PMDB, entre os quais Eduardo Cunha e Henrique Alves, além de nomes menores, como os cearenses Sérgio Machado e Aníbal Ferreira Gomes. O nome, mais uma vez, é perfeito.

Cícero discursou contra Catilina porque este tencionava dissolver o Senado Romano e com desfaçatez assombrosa, insistia em frequentar o local como se ninguém soubesse de sua intenção. Logo no primeiro discurso, Cícero, que viveu entre 106 e 43 a.C, e foi um dos maiores oradores da História, disparou:

“Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos?”

Depois mandou ver ainda:

“Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?”

É um recado direto para Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados enrolados com denúncias de corrupção e que usa suas prerrogativas e manobras para obstruir investigações no Conselho de Ética, além de reduzir o robusto pedido de impeachment feito por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal contra Dilma Rousseff, a mero instrumento de retaliação contra o governo, também ele enrolado com a lei.

A quem Cunha imagina enganar? Após o discurso de Cícero exortando seus colegas a tomar uma iniciativa, Catilina deixou Roma.

No Brasil de hoje, a diferença é que nos falta um Cícero, papel que não pode ser exercido pela PF. E que em Roma Catilina era apenas um, enquanto por aqui, é uma legião. Lula, Renan, Dilma, Edinho Silva, José Guimarães, Carlos Lupi, Romero Jucá, Jacques Wagner e tantos outros, já sentem que seus planos estão à vista de todos, mas fingem que não.

Na falta de um Cícero, para esses que tramam contra o interesse público, fica a dica: cuidado com o japonês da Polícia Federal.

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Catilinárias – nome perfeito para a nova operação da PF na Lava Jato

Por Wanfil em Corrupção

15 de dezembro de 2015

No site da Polícia Federal:

“A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou hoje, 15, a Operação Catilinárias que tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.”

“* Catilinárias são uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina.”

Os nomes das operações da Polícia Federal são fantásticos. Na investigação do roubo de verbas na Transposição do São Francisco, na semana passada, foi a Vidas Secas – Sinhá Vitória, em alusão à personagem criada  por Graciliano Ramos, que denunciava a exploração de fazendeiros inescrupulosos contra sertanejos.

Agora é a Operação Catilinárias, que mira figurões do PMDB, entre os quais Eduardo Cunha e Henrique Alves, além de nomes menores, como os cearenses Sérgio Machado e Aníbal Ferreira Gomes. O nome, mais uma vez, é perfeito.

Cícero discursou contra Catilina porque este tencionava dissolver o Senado Romano e com desfaçatez assombrosa, insistia em frequentar o local como se ninguém soubesse de sua intenção. Logo no primeiro discurso, Cícero, que viveu entre 106 e 43 a.C, e foi um dos maiores oradores da História, disparou:

“Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos?”

Depois mandou ver ainda:

“Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?”

É um recado direto para Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados enrolados com denúncias de corrupção e que usa suas prerrogativas e manobras para obstruir investigações no Conselho de Ética, além de reduzir o robusto pedido de impeachment feito por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal contra Dilma Rousseff, a mero instrumento de retaliação contra o governo, também ele enrolado com a lei.

A quem Cunha imagina enganar? Após o discurso de Cícero exortando seus colegas a tomar uma iniciativa, Catilina deixou Roma.

No Brasil de hoje, a diferença é que nos falta um Cícero, papel que não pode ser exercido pela PF. E que em Roma Catilina era apenas um, enquanto por aqui, é uma legião. Lula, Renan, Dilma, Edinho Silva, José Guimarães, Carlos Lupi, Romero Jucá, Jacques Wagner e tantos outros, já sentem que seus planos estão à vista de todos, mas fingem que não.

Na falta de um Cícero, para esses que tramam contra o interesse público, fica a dica: cuidado com o japonês da Polícia Federal.