podcast Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

podcast

Na Tribuna BandNews FM: Que tal um plebiscito local sobre a saúde?

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

04 de julho de 2013

Minha coluna desta quinta na Tribuna BandNews FM – 101.7.

Médicos protestam em Fortaleza por melhores condições de trabalho. Quem conhece um, sabe o que eles passam. Foto: Tribuna do Ceará

Médicos protestam em Fortaleza por melhores condições de trabalho, enquanto políticos propõem um plebiscito para a obra do Acquário. Foto: Tribuna do Ceará

Agora, de repente, é grande a quantidade de governantes e parlamentares que enxergam nas consultas populares a solução para os males do Brasil. É evidente que se trata de uma reação aos protestos que cobram mais ética e eficiência nos gastos públicos, é o esboço improvisado de uma resposta que possa vir a acalmar a indignação geral contra a corrupção e a incompetência.

Nesse espírito, foi aprovado ontem, com folga, na Câmara Municipal de Fortaleza, o requerimento que pede regime de urgência no projeto de um plebiscito para saber se a população aprova ou rejeita o projeto do aquário do Ceará, do governo estadual.

A iniciativa, aliás, conta com o apoio do governador Cid Gomes, mas a questão é bem mais complicada do que parece.

A Lei Orgânica do município não exige que o tema do plebiscito seja trabalhado em campanha de esclarecimento, nem determina que a questão seja apresentada de forma clara e objetiva, como acontece com as constituições estadual e federal (ver mais no post A moda plebiscitária chegou ao Ceará).

Por se tratar de um assunto que envolve temas complexas, como legislação ambiental e economia, sobre as quais nem os próprios vereadores chegaram a um acordo, são muitas as dúvidas que ainda devem ser esclarecidas.

Enquanto isso, no mesmo dia em que o plebiscito era discutido na câmara, médicos fizeram um protesto em frente ao Palácio da Abolição pedindo melhores condições de trabalho. Quem conhece um médico, tem um parente nessa área, sabe o que eles passam, quando tentam socorrer as pessoas improvisando macas, sem remédios para ministrar, sem explicações para oferecer aos acompanhantes, sem material hospitalar.

Sobre isso, não há quem peça um plebiscito, porque todos sabem que serão reprovados em qualquer consulta. Porque isso depende exclusivamente da qualidade do trabalho de quem administra a área e de quem deve fiscalizar a aplicação dos recursos: justamente, os governantes e os parlamentares.

Mais fácil é fazer plebiscito sobre um tema que não queime o filme de ninguém. Dá a impressão de que algo está sendo feito, enquanto tudo continua como sempre foi.

Confira o áudio:

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Ah, se o problema da segurança no Ceará fosse apenas denúncias de milícias…

Por Wanfil em Segurança, Tribuna Band News FM

25 de Maio de 2013

Meu comentário deste sábado na rádio Tribuna BandNews FM 101.7

Durante toda esta semana falamos sobre a questão da segurança pública, como parte da série especial Por um Ceará mais Seguro, do Sistema Jangadeiro.

As matérias mostraram que as autoridades da área estão cientes da gravidade da situação. Vimos ainda que outros estados conseguiram, com razoável sucesso, mobilizar a sociedade na tarefa de reduzir a criminalidade.

Mas, diante disso, fica a pergunta: O que falta então para fazer recuar a violência no Ceará?

Acusei aqui na coluna para a politização negativa desse debate, que acaba se perdendo em discussões sem efeito prático. Agora os responsáveis por garantir a segurança no estado pautam o problema a partir de denúncias de supostas milícias formadas por policiais militares, como se essa fosse a causa dos absurdos índices criminalísticos no estado.

Se existem milícias, que sejam investigadas, claro, e que seus membros sejam punidos, mas a verdade é que nem de longe essa será a solução para o descontrole que se vê nas ruas.

Em entrevista exibida aqui na Tribuna BandNews, o promotor de Justiça José Filho revelou que 92% dos assassinatos cometidos no estado não tem seus autores identificados. Ou seja, existe uma grave deficiência nos setores investigativos da polícia, falha que resulta em mais impunidade, em mais estímulo para os criminosos.

Esse é apenas um exemplo, entre tantos outros, de erros que podem ser estudados e devidamente corrigidos. Os desafios são grandes e se acumulam. As medidas adotadas até o momento não surtem efeito. E o pior é que, diante do agravamento da situação, boa parte das lideranças políticas do Ceará fecha os olhos para a realidade que os desafia e que assusta a população. Preferem acreditar que a gestão vai bem e que tudo não passa de intriga de adversários. Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver.

Todas as matérias da série por um ceará mais seguro podem ser conferidas no site Tribuna do Ceará.

Para ouvir o comentário:

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Paciência tem limite!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

25 de Abril de 2013

Agricultores bloqueiam diversas rodovias no Ceará para protestar contra a demora nas ações de combate à seca. No mérito da questão, fazem coro às reclamações feitas recentemente por empresários cearenses em uma carta para a presidente Dilma.

Em Fortaleza, motoristas e trocadores de ônibus paralisam terminais rodoviários em protesto contra a violência, depois que um motorista foi baleado no olho por um adolescente em mais um assalto.

Essas manifestações possuem um objetivo comum: exigir soluções para problemas gravíssimos e de conhecimento geral. Devem, ou deveriam, servir também de alerta aos gestores.

É que nos últimos anos, as únicas instâncias que cobravam isso ou aquilo do poder público eram o Ministério Público e a imprensa. Tanto que, não por acaso, projetos de lei que visam coibir a ação de ambos tramitam no Congresso Nacional.

Agora, setores da sociedade se organizam para fazer, eles próprios, essas cobranças que, aliás, são justíssimas. E não adianta culpar a oposição, porque essa, coitada, não consegue mobilizar ninguém mesmo. Também não adianta fingir que o problema não existe, pois isso apenas demonstraria que os responsáveis pela situação não sabem como resolvê-lo.

Os governos podem fazer muitas coisas, como estádios para copas, shows internacionais, promover torneios de luta e até construir hospitais, o que seja, mas tudo isso acaba menor quando a insegurança e a fome batem à porta das pessoas.

Propagandas e discursos podem até servir para ganhar algum tempo, mas os fatos, sempre os fatos, acabam se impondo. É quando a paciência do distinto público, não suportando mais tanta conversa para tão pouca ação, chega ao fim.

Ouça o áudio:

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Atentado em frente ao Fórum de Fortaleza: O que mais falta acontecer para mudar o time da segurança?

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

20 de Abril de 2013

Geralmente quando a violência atravessa as fronteiras das favelas e dos bairros periféricos para avançar sobre as áreas mais prósperas de uma cidade, suas autoridades buscam agir rapidamente para fazer recuar os marginais e assim delimitar uma linha de contenção. Quando essas medidas falham, todos acabam reféns do medo imposto pelos criminosos e as autoridades passam então a cuidar pelo menos da própria segurança, valendo-se das prerrogativas dos cargos que ocupam.

A ilusão de segurança experimentada por essas autoridade é temporária, pois inevitavelmente a situação degenera sempre mais, já que a ousadia dos criminosos aumenta à medida que o poder público não consegue reagir. É quando juízes, promotores, deputados, prefeitos, seja quem for, percebem que estão no mesmo barco das pessoas comuns.

Esse roteiro da escalada da violência é precisamente o que vivenciamos agora em Fortaleza.

Na sexta-feira (19), um homem foi executado à bala em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua! Outros dois ficaram feridos. Não é preciso entrar detalhes para perceber que o atentado, feito diante de um prédio público guardado por policiais e que representa a Justiça, tem um valor simbólico gravíssimo: os poderes do Estado já estão acuados em suas próprias instalações. Isso equivale a dizer que a sociedade está encurralada pelo crime.

Não quero parecer dramático ou alarmista, pois isso nem sequer é necessário. Qualquer pessoa que viva em Fortaleza sabe do que estou falando.

O governo do Estado começa a reconhecer, timidamente, que a situação é alarmante. Acontece que isso, o cidadão já descobriu faz tempo. É preciso disposição política para uma ação radical, a começar por mudanças concretas e oficiais no comando dos órgãos de segurança. O que mais falta acontecer para que isso seja feito?!

É preciso pedir ajuda a quem já enfrentou problema semelhante. Tudo isso o quanto antes! Os bandidos, não respeitam – e muito menos temem! – o Estado e seus titulares. O crime perdeu todo e qualquer limite.

Ouça o áudio:

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A violência no futebol é filha da cultura da impunidade com a desmoralização das instituições

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

16 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre os constantes casos de violência registrados nos dias de jogos de futebol em Fortaleza.

Ouça o áudio:

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Segue a transcrição:

Torcedor baleado por rival antes do clássico entre Ceará e Fortaleza: cena que se repete jogo após jogo. Crime que prospera na sombra da degradação das instituições legais. Foto: Cristiano Pantanal / Jangadeiro

Torcedor baleado por rival em Fortaleza: crimes que se repetem jogo após jogo, e que prosperam na sombra da degradação das instituições legais. Foto: Cristiano Pantanal / Jangadeiro

A morte de dois homens numa briga de torcidas, horas antes do jogo entre Ceará e Fortaleza no último domingo, coloca mais uma vez em debate a existência das torcidas organizadas. O Ministério Público já estuda a possibilidade de proibi-las nos estádios, tal como já aconteceu em São Paulo.

Com certeza, torcedores de bem não sentiriam nenhuma falta desses desocupados que fazem do ato de torcer, uma obsessão imbecil e também uma espécie de meio de vida, embora não produzam nada que se aproveite.

No entanto, é importante compreendermos que as torcidas organizadas são a parte mais visível de uma praga que se alastra Brasil afora: uma cultura que se caracteriza pelo ressentimento e pelo desprezo aos deveres, ao trabalho honesto e às leis, e por um profundo desrespeito aos direitos dos outros. São, em suma, mais uma expressão de nosso culto à impunidade e da nossa histórica omissão com a educação.

Os marginais que usam os estádios e as partidas de futebol como palco para suas guerras particulares não temem as forças policiais porque, como todos, não a consideram eficiente. E também não respeitam as leis porque apostam, igualmente, na incompetência da Justiça. Eles vicejam justamente na falência e na degradação dessas instituições.

É preciso então que as autoridades se façam respeitar por esses indivíduos, com o devido uso da força e das punições exemplares. Duvido que aqueles torcedores do Corinthians, presos na Bolívia acusados de matar um jovem num estádio, tenham coragem de voltar lá para fazer baderna.

Enquanto os vagabundos tiverem a certeza de que não há o que temer na hora de cometer seus crimes, seja nos estádios, seja nas brigas de gangues nas periferias, nada vai mudar. Banir as torcidas organizadas dos estádios sinaliza um recado, é uma forma de dizer que tudo tem limite! Mas a ação do estado não deve parar por aí. Isso ainda é muito pouco. É preciso acabar mesmo é com a impunidade.

Nota: A respeito desse assunto, o portal Tribuna do Ceará publicou a contundente charge de Moésio Fiúza, que reproduzo abaixo.

Charge

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Mais uma secretaria de estado = mais verbas, mais licitações, mais…

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

12 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a possibilidade de criação de mais uma secretaria do governo estadual.

Segue a transcrição:

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou projeto de indicação que autoriza a criação da Secretaria das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, de autoria do deputado Daniel Oliveira, do PMDB.

Não será estranho se o Executivo estadual, que tem absoluto controle sobre o que é aprovado ou rejeitado no Legislativo, topar essa iniciativa. Aliás, não seria novidade alguma. Esse modelo administrativo que aumenta a máquina para saciar o apetite de aliados é largamente utilizado pelo governo federal e serviu de inspiração, aqui no estado, para a criação recente, por exemplo, das secretarias da Pesca, das Cidades e da Copa.

É bom deixar claro que cada nova pasta corresponde a novos gastos com infraestrutura, manutenção, equipamentos, carros, servidores de carreira e terceirizados, viagens, projetos e um infinidade de contas que, no final, são pagas pelo contribuinte.

Além disso, existe ainda o cipoal de cargos de confiança que serão preenchidos por indicação política, com todos de olho nas verbas e nas licitações desse novo órgão administrativo. Leia mais

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Eles só pensam naquilo!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

09 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a antecipação da agenda eleitoral no Brasil e no Ceará.

Ouça o áudio:

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Segue a transcrição:

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

A antecipação do calendário eleitoral reduz o tempo do calendário administrativo. O que não foi resolvido até agora, não será mais até outubro de 2014.

Eles só pensam naquilo! Eles só pensam em voto e nas próximas eleições. Daqui até outubro de 2014, todos os problemas passam a ser tratados de olho nas pesquisas e na base da propaganda.

Em Brasília, a presidente Dilma, do PT, trouxe o PR de Alfredo Nascimento e o PDT de Carlos Lupi de volta ao ministério do qual saíram após denúncias de corrupção. O que interessa aí é o tempo de TV de cada partido. E que se dane a faxina ética.

Para neutralizar a possível candidatura de Eduardo Campos, do PSB, à Presidência da República, Dilma anuncia no rádio, medidas e verbas contra a seca no nordeste. Diga-se de passagem que são as mesmas promessas feitas há exatamente uma semana aqui em Fortaleza e que até os governistas mais adestrados reconhecem ser tímidas.

No Ceará não é diferente. O governador Cid Gomes e seus aliados já se dedicam à campanha eleitoral mais do que recomenda o bom senso. Basta ver as movimentações de gente como o ministro dos Portos Leônidas Cristino, do secretário da Fazenda Mauro Filho ou até da secretária de Educação Izolda Cela, nomes citados nos balões de ensaio das colunas de jornal.

Tem ainda o PT, que ressentido com o racha em Fortaleza, agora parte pra cima do PSB e do governador, com direito a acusações mútuas de espionagem. Até poucas eleições atrás, esse pessoal trocava juras de amor e elogios rasgados entre si.

Do ponto de vista prático, tudo isso é infrutífero para resolver os grandes problemas do país e do Ceará.  Falta aproximadamente um ano e meio para as eleições do ano que vem. Já em junho próximo, teremos a Copa das Confederações. Quer dizer, de maio a agosto essa será a maior prioridade de nossas autoridades. Em 2014, depois do Carnaval, vem a Copa e as próprias eleições.

Com um pouco de otimismo, significa dizer que, na prática, o governador terá somente uns seis meses para trabalhar livremente. Talvez menos. Com a agenda eleitoral antecipada, esse tempo fica mais reduzido ainda. Portanto, será um fim de mandato apertado para encaminhar ações contra emergências que ignoram os calendários festivos e eleitorais: a seca e os obscenos índices de violência no estado. Mas sabe como é: eles só pensam naquilo!

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Podcast do Wanfil – Ações de combate à seca: anúncios rápidos e ações lentas

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

05 de Abril de 2013

No começo da semana a presdiente Dilma Rousseff anunciou, no Ceará, um pacote de ações contra a seca. Para salvar o gado que está morrendo de fome, o governo federal se comprometeu a distribuir milhares de toneladas de grãos de milho. Na prática, porém, a medida pode levar 60 dias para ser concluída, como reconhece o próprio Ministrério da Agricultura, devido a gargalos de infraestrutura. A fome, porém, não espera. Durante a semana o historiador Wanderley Filho alertou para esas possibilidade: “Falar é fácil, difícil é ver algo sair do papel”. Esse é o tema da coluna Política de hoje.

Ouça o podcast:

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Podcast do Wanfil – Ações de combate à seca: anúncios rápidos e ações lentas

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

05 de Abril de 2013

No começo da semana a presdiente Dilma Rousseff anunciou, no Ceará, um pacote de ações contra a seca. Para salvar o gado que está morrendo de fome, o governo federal se comprometeu a distribuir milhares de toneladas de grãos de milho. Na prática, porém, a medida pode levar 60 dias para ser concluída, como reconhece o próprio Ministrério da Agricultura, devido a gargalos de infraestrutura. A fome, porém, não espera. Durante a semana o historiador Wanderley Filho alertou para esas possibilidade: “Falar é fácil, difícil é ver algo sair do papel”. Esse é o tema da coluna Política de hoje.

Ouça o podcast:

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