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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

pluralidade

Eleições: UECE divulga nota aos pupilos do senhor Reitor

Por Wanfil em Eleições 2018

18 de outubro de 2018

A Universidade Estadual do Ceará divulgou nota “em defesa da democracia” e contra a “iminente possibilidade de um profundo retrocesso social, político e econômico”. O texto cita ainda a “assustadora disseminação do ódio contra pessoas em razão das suas diferenças sociais, de gênero, étnico-raciais e ideológicas”, mas não aponta episódios – seja nas suas dependências  ou mesmo fora delas – em que essas ameaças tenham se materializado. Não há menção sobre quem seriam os seus agentes.

A nota, assinada em conjunto pelo reitor José Jackson Coelho Sampaio e o vice-reitor Hidelbrando dos Santos Soares, se resume ao um amontoado de chavões, que apesar de não apontar nomes de grupos ou de lideranças que estariam atuando para agravar os riscos alardeados no texto, se dirige indiretamente, por meio de insinuações, às eleições presidenciais.

A falta de objetividade é compensada por um jogo de associações induzidas, pois o alinhamento com o discurso da candidatura de Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL). Que professores, alunos, servidores e reitores tenham suas preferências, isso não é da conta de ninguém, mas ao usar o site (pago com dinheiro de impostos) e o nome de uma universidade pública para promover argumentos utilizados por um candidato à Presidência da República, é um desrespeito às instituições e a pluralidade que a mesma nota afirma defender. Se o mesmo artifício fosse usado para espalhar mensagens cifradas de Bolsonaro contra Haddad, estaria errado do mesmo jeito.

Como todos sabem, as universidades, especialmente as públicas, e mais ainda nas áreas de humanas, são espaços dominados por uma – digamos assim – produção acadêmica mais à esquerda. Não por acaso os signatários da nota dizem que estão “sendo convocados a se posicionar”. Quem os convoca? Isso acontece há tanto tempo que, para seus dirigentes, parece não haver vida fora dessa redoma.

A nota que se anuncia como instrumento de resistência “contra a violência, a opressão e todas as formas de preconceito e discriminação”, não passa de pregação aos convertidos, de afago aos pupilos, de panfleto panfleto em “defesa dos bens e serviços públicos”, que curiosamente não se posiciona sobre temas como corrupção e aparelhamento, que tanto prejudicam bens e serviços públicos.

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Eleições: UECE divulga nota aos pupilos do senhor Reitor

Por Wanfil em Eleições 2018

18 de outubro de 2018

A Universidade Estadual do Ceará divulgou nota “em defesa da democracia” e contra a “iminente possibilidade de um profundo retrocesso social, político e econômico”. O texto cita ainda a “assustadora disseminação do ódio contra pessoas em razão das suas diferenças sociais, de gênero, étnico-raciais e ideológicas”, mas não aponta episódios – seja nas suas dependências  ou mesmo fora delas – em que essas ameaças tenham se materializado. Não há menção sobre quem seriam os seus agentes.

A nota, assinada em conjunto pelo reitor José Jackson Coelho Sampaio e o vice-reitor Hidelbrando dos Santos Soares, se resume ao um amontoado de chavões, que apesar de não apontar nomes de grupos ou de lideranças que estariam atuando para agravar os riscos alardeados no texto, se dirige indiretamente, por meio de insinuações, às eleições presidenciais.

A falta de objetividade é compensada por um jogo de associações induzidas, pois o alinhamento com o discurso da candidatura de Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL). Que professores, alunos, servidores e reitores tenham suas preferências, isso não é da conta de ninguém, mas ao usar o site (pago com dinheiro de impostos) e o nome de uma universidade pública para promover argumentos utilizados por um candidato à Presidência da República, é um desrespeito às instituições e a pluralidade que a mesma nota afirma defender. Se o mesmo artifício fosse usado para espalhar mensagens cifradas de Bolsonaro contra Haddad, estaria errado do mesmo jeito.

Como todos sabem, as universidades, especialmente as públicas, e mais ainda nas áreas de humanas, são espaços dominados por uma – digamos assim – produção acadêmica mais à esquerda. Não por acaso os signatários da nota dizem que estão “sendo convocados a se posicionar”. Quem os convoca? Isso acontece há tanto tempo que, para seus dirigentes, parece não haver vida fora dessa redoma.

A nota que se anuncia como instrumento de resistência “contra a violência, a opressão e todas as formas de preconceito e discriminação”, não passa de pregação aos convertidos, de afago aos pupilos, de panfleto panfleto em “defesa dos bens e serviços públicos”, que curiosamente não se posiciona sobre temas como corrupção e aparelhamento, que tanto prejudicam bens e serviços públicos.