Pimentel Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Pimentel

Quem vota em um, vota no outro?

Por Wanfil em Eleições 2018

07 de agosto de 2018

(FOTO: Divulgação)

Nas eleições de 2010 o então presidente Lula, no auge da popularidade, gravou um vídeo pedindo a seus eleitores que votassem em José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB, hoje MDB), para o Senado.

“Quem vota ni um, vota no outro (SIC); quem vota no outro, vota no outro, e não precisa votar em mais ninguém, só nos dois”, ensinava o petista.

Agora, em 2018, a estratégia de vinculação não poderá se repetir. Em razão das coligações e com a aliança informal do PT e PDT com o MDB no Ceará, e mesmo com Eunício declarando apoio a Lula, o único candidato a presidente que poderá pedir votos para o senador do MDB nos programas eleitorais será… Henrique Meirelles, seu correligionário e de Michel Temer. O candidato oficial na chapa de Camilo, do PT de Lula, é Cid, do PDT de Ciro.

Evidentemente, com a perspectiva de fiasco de Meireles, a estratégia para a reeleição de Eunício desta vez será “melhor só do que mal acompanhado”.

E antes que alguém faça objeção, adianto que sim, realmente são circunstâncias muito diferentes. Lembrando que nessa condição que mora o perigo, afinal, nas circunstâncias do passado, deu tudo certo, agora, vamos aguardar.

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Senador Pimentel, a pergunta é: o senhor repassou ou não as perguntas da CPI da Petrobras?

Por Wanfil em Política

05 de agosto de 2014

O mais novo escândalo envolvendo a Petrobras tem entre seus protagonistas o senador José Pimentel (PT-CE). Segundo a revista Veja, o parlamentar teria vazado perguntas que seriam feitas a dirigentes da empresa na CPI que investiga suspeita de irregularidades na compra de uma refinaria nos Estados Unidos e na construção de outra em Pernambuco. Mais especificamente, Pimentel, que é relator da CPI e líder do governo no Senado, teria repassado o material a Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, o mesmo que enrolou os cearenses por anos como fiador da refinaria no Ceará prometida por Lula e Dilma, obra que nunca saiu do papel.

Nota evasiva
O caso é grave, pois seria sabotagem contra o Congresso e, por conseguinte, contra a própria democracia. Em nota, Pimentel disse que “o relator não se reuniu e nem orientou o depoimento dos investigados” e que protocolou requerimentos para que as denúncias sejam apuradas.

A nota é sóbria, porém, evasiva. O senador nega ter feito aquilo o que não lhe atribuem autoria e nada diz sobre a verdadeira acusação. Ninguém disse que Pimentel orientou os investigados. Isso teria sido feito pela própria Petrobras. A revista diz que Pimentel foi um dos responsáveis por entregar as questões a Gabrielli, que depois as enviou para os investigados, para enfim serem orientados nas respostas. A questão central é: afinal, entregou ou não? Isso a nota não esclarece.

Pouca convicção?
Talvez não haja convicção nesse sentido, se é que vocês me entendem. Certa feita José Genoíno, então presidente nacional do PT, negou ter assinado uns documentos referente a empréstimos, para ser desmascarado logo na edição da semana seguinte, pela mesma revista. Acabou na Papuda.

Pimentel, é bom frisar, é inocente até prova em contrário. Mas como relator, a suspeita pesa sobre seu papel na CPI. E a Petrobras continua seu calvário de ingerências políticas na sua administração. Lamentável.

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Pimentel na CPI dos outros é refresco

Por Wanfil em Política

20 de Maio de 2014

Senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Pimentel (PT-CE). Um presidiu a CPI dos Correios, o outro será relator da CPI da Petrobras.

Senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e José Pimentel (PT-CE). Um presidiu a CPI dos Correios, o outro será relator da CPI da Petrobras. Foto: divulgação/assessoria PT

O senador José Pimentel (PT), um dos representantes do Ceará na Casa, é o relator da CPI que investiga lambanças na Petrobras, criada na semana passada. A oposição reluta em indicar nomes, pois pretende criar uma CPI mista, com a participação de deputados federais. Isso é lá com eles.

Por aqui, importa dizer que o senador cearense tem sobre si as luzes da ribalta. Naturalmente, ele diz que terá uma atuação técnica. Mas dado o histórico de causas impopulares que Pimentel já assumiu no passado, como a cobrança de contribuição de aposentados e pensionistas em 2003, o anúncio de seu nome causou desconfianças. Ou, como está no título, a impressão geral é de que Pimentel na CPI dos outros é refresco. Trata-se, claro, de uma especulação que só poderá ser confirmada, ou não, pelos fatos.

Recordo a CPI dos Correios, em 2005, presidida pelo senador Delcídio Amaral, do PT do Mato Grosso do Sul. Um dos raros casos em que uma CPI não acabou em “pizza”. O relatório final da investigação serviu de base para a acusação no julgamento do mensalão. Delcídio revelou depois ter sofrido pressões e ameaças dos próprios companheiros, além de ter sido espionado e abandonado na campanha ao governo de seu estado em 2006. Na ocasião, ficou claro que o senador não sacrificou sua reputação para salvar a turma da Papuda.

De certa forma, com os devidos descontos, essa é mais ou menos a situação que vive hoje o senador José Pimentel. Ainda mais depois que o jornal o Estado de São Paulo revelou que ele recebeu um milhão de reais da empreiteira Camargo Corrêa. A doação foi legal, diga-se, mas é que a construtora é uma das fornecedoras da Petrobras na refinaria de Pernambuco. Uma situação constrangedora, sem dúvida. (Em nota, Pimentel se defendeu e disse ser a favor do financiamento público de campanha, mas que enquanto isso não acontece, ele aceita grana de empreiteiras. Assim: o parlamentar não acha certo, mas devido às circunstâncias, faz…).

Agora é esperar para ver. Pimentel terá coragem de atuar como o companheiro Delcídio ou atuará como pizzaiolo de CPI?

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Eles votaram contra a redução da maioridade penal

Por Wanfil em Segurança

21 de Fevereiro de 2014

Senadores José Pimentel (PT-CE)) e Inácio Arruda (PCdoB - CE). Fotos: Agência Senado.

Senadores José Pimentel (PT-CE)) e Inácio Arruda (PCdoB – CE). Fotos: Agência Senado.

Por onze votos a oito, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) rejeitou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2012, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. Para os demais crimes continuaria valendo a inimputabilidade penal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A decisão foi comemorada por militantes dos direitos humanos.

Bancada cearense
Entre os membros da comissão que foram CONTRA a redução, estão os representantes do Ceará José Pimentel (PT) e Inácio Arruda (PC do B). Para os Excelentíssimos, fica tudo como está: o marmanjo que possui discernimento entre o certo e o errado, que pode votar, estudar e trabalhar, caso cometa um crime e depois ainda o repita reiteradas vezes, será tratado como vítima da sociedade, merecedor das brandas e breves restrições previstas no ECA.

Ônus
Certamente os onze que rejeitaram a proposta o fizeram por convicção. No entanto, ter posição significa, para o bem e para o mal, agradar a uns e desagradar a outros.  Nesse caso, diante da violência que avança e da convocação de adolescentes para o crime (justamente por causa das brechas legais), o risco é grande.

Por aqui, sempre que eleitores cearenses bem informados souberem de um crime hediondo cometido por um sociopata de 16 ou 17 anos, certamente lembrarão que, graças à contribuição de Pimentel e Inácio, os bandidos estarão de volta às ruas em breve, com a certeza de que passarão apenas alguns meses cumprindo medidas socioeducativas ou, como eles mesmos dizem no jargão da malandragem, na “engorda”. Menor não é preso, é apreendido.

Segurança na Copa, insegurança cozinha
Um dia depois da votação da PEC 33/2012, na quinta-feira (20), o governo federal anunciou um corte de 22,5% nos orçamentos de segurança em 2014. Entretanto, manteve a previsão de gastar 1,9 bilhão de reais com segurança destinada à Copa do Mundo, especialmente contra os prováveis protestos que acontecerão.

Fortaleza já é conhecida como uma das cidades mais violentas do mundo. O interior, notadamente nas regiões do Norte e do Nordeste, está entregue à própria sorte. Os presídios se transformaram em centrais de planejamento do crime. Oficialmente, são registrados  no Brasil 50 mil homicídios por ano. Mas o problema, para as autoridades, são os manifestantes (não confundir com os black blocs do PSOL) que protestam contra o desperdício e a corrupção.

Ficamos assim: segurança na Copa e insegurança em nossa própria cozinha, onde a violência, o crime e a impunidade crescem ano após ano. É esse desastre que os líderes governistas no Ceará chamam de aliança vitoriosa.

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Eles votaram contra a redução da maioridade penal

Por Wanfil em Segurança

21 de Fevereiro de 2014

Senadores José Pimentel (PT-CE)) e Inácio Arruda (PCdoB - CE). Fotos: Agência Senado.

Senadores José Pimentel (PT-CE)) e Inácio Arruda (PCdoB – CE). Fotos: Agência Senado.

Por onze votos a oito, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) rejeitou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2012, que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. Para os demais crimes continuaria valendo a inimputabilidade penal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A decisão foi comemorada por militantes dos direitos humanos.

Bancada cearense
Entre os membros da comissão que foram CONTRA a redução, estão os representantes do Ceará José Pimentel (PT) e Inácio Arruda (PC do B). Para os Excelentíssimos, fica tudo como está: o marmanjo que possui discernimento entre o certo e o errado, que pode votar, estudar e trabalhar, caso cometa um crime e depois ainda o repita reiteradas vezes, será tratado como vítima da sociedade, merecedor das brandas e breves restrições previstas no ECA.

Ônus
Certamente os onze que rejeitaram a proposta o fizeram por convicção. No entanto, ter posição significa, para o bem e para o mal, agradar a uns e desagradar a outros.  Nesse caso, diante da violência que avança e da convocação de adolescentes para o crime (justamente por causa das brechas legais), o risco é grande.

Por aqui, sempre que eleitores cearenses bem informados souberem de um crime hediondo cometido por um sociopata de 16 ou 17 anos, certamente lembrarão que, graças à contribuição de Pimentel e Inácio, os bandidos estarão de volta às ruas em breve, com a certeza de que passarão apenas alguns meses cumprindo medidas socioeducativas ou, como eles mesmos dizem no jargão da malandragem, na “engorda”. Menor não é preso, é apreendido.

Segurança na Copa, insegurança cozinha
Um dia depois da votação da PEC 33/2012, na quinta-feira (20), o governo federal anunciou um corte de 22,5% nos orçamentos de segurança em 2014. Entretanto, manteve a previsão de gastar 1,9 bilhão de reais com segurança destinada à Copa do Mundo, especialmente contra os prováveis protestos que acontecerão.

Fortaleza já é conhecida como uma das cidades mais violentas do mundo. O interior, notadamente nas regiões do Norte e do Nordeste, está entregue à própria sorte. Os presídios se transformaram em centrais de planejamento do crime. Oficialmente, são registrados  no Brasil 50 mil homicídios por ano. Mas o problema, para as autoridades, são os manifestantes (não confundir com os black blocs do PSOL) que protestam contra o desperdício e a corrupção.

Ficamos assim: segurança na Copa e insegurança em nossa própria cozinha, onde a violência, o crime e a impunidade crescem ano após ano. É esse desastre que os líderes governistas no Ceará chamam de aliança vitoriosa.