Petrobras Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Petrobras

A mais nova refinaria do Ceará

Por Wanfil em Ceará

25 de Janeiro de 2017

O assessor Especial de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, Antonio Balhmann, esteve na China onde “iniciou trabalhos de formatação para a implantação da refinaria”. Na semana passada, o governo estadual anunciou que  investidores do Irã também mostraram interesse na instalação de uma refinaria no Ceará.

Tomara que dê tudo certo, não é mesmo? Porém, por motivos óbvios, é bom ter cuidado com o otimismo. Quando a promessa eleitoreira da refinaria da Petrobras começou a ficar insustentável, apesar dos estudos, da pedra fundamental, do plano de investimentos, das renúncias fiscais e das garantias dos governistas da época, a Assembleia Legislativa do Ceará patrocinou em 2013 uma campanha pelo interior para mostrar a importância da refinaria para o Estado. A cobrança feita pelos aliados locais da ex-presidente Dilma, parceiros da promessa, foi solenemente ignorada e nada aconteceu.

Pelo visto, se o internacional Antonio Balhmann  estivesse no grupo liderado por Zezinho Albuquerque, a história da refinaria da Petrobras no Ceará poderia ter ido além dos repetitivos anúncios de  intenções publicados rotineiramente pelo governo do Estado. Ou não, afinal, o assessor, na condição de deputado federal, foi também um dos defensores e entusiastas das promessas impossíveis feitas por Lula e Dilma.

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Lá vem a conversa de refinaria de novo…

Por Wanfil em Ceará

23 de junho de 2016

Tá vendo algum indício concreto de refinaria aí? Não? Nem eu.

Tá vendo algum indício concreto de refinaria aí? Não? Nem eu.

O governador Camilo Santana voltou a falar sobre uma possível refinaria para o Ceará, a ser construída por chineses. Está na edição do jornal O Povo desta quinta.

Em tempos difíceis, a ansiedade pelo anúncio de boas notícias é compreensível. Não obstante, falar em nova refinaria agora é a melhor forma de tentar esquecer os prejuízos milionários causados aos cofres estaduais pelo cancelamento da refinaria prometida por Lula, Dilma e seus aliados no Ceará.

Por falar nisso, quando é que o Governo do Estado pedirá ressarcimento à Petrobras do que foi investido com dinheiro dos cearenses para receber o projeto?

Fica o registro. Dar muita atenção a essa conversa de nova refinaria é correr o risco de construir, isso sim, e novamente, outra ilusão. Melhor mudar de assunto.

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E agora, confiar em quem?

Por Wanfil em Corrupção

18 de junho de 2016

“Ninguém presta”, “são todos iguais”, “não escapa um”, são constatações que facilmente ouvimos em qualquer roda de conversa, quando o assunto é política.

O delator Sérgio machado afirmou em depoimento que “a Petrobras é a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”, se comparada a outros feudos estatais como “Dnit, Cia. Docas, BNB, Funasa ou Dnocs”. Machado apresentou provas contra esses órgãos? Não. Mas diante de tudo o que se vê e ouve nos dias que correm, quem é que duvida?

Certamente existem as exceções, mas é justamente essa condição que confirma a sem-vergonhice como regra geral na política, estendendo a desconfiança geral para as estruturas governamentais de estados e municípios. O diretor de órgão público, o empresário que fornece produtos ou serviços a prefeituras ou governos, o presidente dessa ou daquela estatal ou autarquia, os responsáveis pelos convênios com fundações, todos passam a ser vistos como parte de uma estrutura decadente e apodrecida.

Toda generalização pode trazer em sim a semente da injustiça, todos sabemos. É claro que muitos desses gestores são corretos e profissionais dignos, mas no turbilhão dos escândalos que se multiplicam, eles viram personagens da velha máxima segundo o justo paga pelo pecador. É que para o cidadão que vê o dinheiro de seus impostos sendo roubado aos bilhões, melhor não confiar em ninguém. Pensando bem, quem pode criticá-lo?

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As gravações de Sérgio Machado mostram a atualidade de Nelson Rodrigues

Por Wanfil em Corrupção

30 de Maio de 2016

Nunca o Brasil foi tão profundamente rodriguiano como nos dias que vivemos. O instrumento da delação premiada, por exemplo, é a materialização jurídica de uma das tiradas de Nelson Rodrigues: “A fidelidade deveria ser facultativa“. Nosso maior dramaturgo não acreditava na fidelidade como promessa, mas como expressão de cinismo. Por isso também dizia que “só o cúmplice é fiel“. Fiel, porém, aos próprios interesses.

Vejamos o caso das gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, de conversas com Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá. Os trechos vazados mostram que parte do PMDB, frustrada com o fracasso de Dilma e Lula em frear a Lava Jato, tentava desesperadamente transformar o impeachment numa manobra contra a operação. Flagrados, esses medalhões acabaram mais expostos do que nunca. Na verdade, chamaram a atenção para a manutenção dos cuidados necessários para preservar as investigações.

O fato é que a fidelidade prometida pelas conveniências da cumplicidade entre políticos agora é facultativa, diante da ameaça de prisão de alguns. É delicioso imaginar a paranoia, a desconfiança e o medo que hoje atinge os casamentos arranjados entre corruptos, que daqui em diante, ao iniciarem seus namoros ainda nas eleições, levarão consigo, intuitivamente, outra máxima de Nelson Rodrigues: “No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte“. Em politiquês, significa dizer que o aliado de hoje pode ser o delator de amanhã. Assim, nunca mais poderão confiar em ninguém, nem em quem tem o rabo preso e talvez, nem em si mesmos.

Nelson Rodrigues é eterno.

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O peso da organização criminosa nas eleições 2016

Por Wanfil em Corrupção

14 de Janeiro de 2016

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no STF denúncia onde afirma que Lula repartiu o comando da BR Distribuidora entre Collor e o PT, criando o que seria “uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro”.

Em outra frente, na Operação Lava Jato, Nestor Cerveró disse, em delação, que Dilma deu continuidade ao acerto entre os ex-presidentes. Antes, em depoimento que não constitui parte do acordo de delação premiada, Cerveró falara sobre um esquema na Petrobras operado na gestão FHC, mas a princípio a informação não passou de um “ouvi dizer”. De todo modo, que tudo seja devidamente investigado.

Modelo esgotado
Os acusados, evidentemente, negam ou tergiversam sobre as acusações. Ocorre que para além das questões legais, a soma dessas denúncias termina por cristalizar no eleitorado uma imagem negativa da atividade política em geral, e em particular do governo Dilma, do PT e de seus aliados mais próximos, já que os indícios e provas já colhidas se concentram mesmo nas gestões petistas, período em que o poder de atração do governo, por óbvio, era “irresistível” aos fisiológicos de sempre.

Descolando, mas sem largar o osso
Agora as coisas são diferentes, agravadas ainda pela crise econômica. Em 2016, candidatos é possível constatar que governistas evitam falar em lava jato e já criticam abertamente atrasos em obras e repasses federais, coisa inimaginável até pouco tempo atrás. Alguns até mudam de partido para fingir que nunca fizeram parte da gestão Dilma. E até siglas com ministérios, fazendo-se de sonsas, tentam se apresentar como terceira via, tentando se descolar do governo, sem, porém, largar o osso.

Com a luz da investigações, estar perto dos que se beneficiaram do esquema corrupto que quebrou a Petrobras agora é um peso. O poder da máquina ainda é um ativo eleitoral, desde que seja usado sem vincular ostensivamente o governo impopular a esses candidatos. A oposição, por sua vez, está quieta, com receio de se expor em brigas que podem desgastá-las. Prefere assistir o espetáculo a uma distância segura, sonhando vencer eleições por falta de adversários.

Suspense
Essas são as linhas que se desenham hoje para o jogo eleitoral deste ano. Ir além disso, hoje, é impossível. Até porque as investigações em curso prometem descobrir mais gente metida com a organização criminosa citada pela Procuradoria Geral da República. Quem for podre que se quebre.

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Seu prefeito quer a volta da CPMF? Diga a ele o que você pensa nas urnas

Por Wanfil em Ceará

13 de novembro de 2015

Cerca de 40 prefeitos de cidades do interior estiveram no Palácio da Abolição, em Fortaleza, em mobilização organizada na manhã de ontem pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece). Eles querem a volta da CPMF para cobrir o buraco nos caixas municipais depois que os repasses federais caíram.

A ideia é pressionar a bancada federal para votar a favor da proposta do governo Dilma Rousseff, de modo que, pela previsão da Confederação Nacional dos Municípios, o imposto gere uma receita extra de R$ 14,4 bilhões. Tudo pela saúde, que até o ano passado era cantada em prosa e verso nas propagandas eleitorais.

No mesmo dia, um laudo de perícia criminal feito pela Polícia Federal para a Operação Lava Jato contabiliza R$ 42,8 bilhões de prejuízo no escândalo da Petrobras, dividido nas seguintes categorias: desvios de recursos, superfaturamento de obras e acordos com empreiteiras.

Ou seja, só o roubo na Petrobras é mais que o triplo dos recursos que os prefeitos e o governo federal querem retirar da sociedade via CPMF. Ou seja, querem que as pessoas, que você, pague a conta da corrupção.

Procure saber se o prefeito da sua cidade acha isso correto e defende a volta do imposto. Ano que vem tem eleições municipais, quando o eleitor também poderá dizer o que pensa a respeito.

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Petrobras enrola o Ceará mais uma vez, agora com ajuda do governo estadual

Por Wanfil em Ceará

29 de Maio de 2015

No último dia 25 de maio o Ministério Público do Ceará entrou com uma Ação Civil Pública para que as empresas Raizen Combustíveis S/A e Petrobras Distribuidora S/A suspendessem as atividades de armazenamento e distribuição de combustíveis no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A ação pedia ainda que o Estado usasse de “todas as medidas necessárias” para que as empresas não dessem continuidade às suas atividades no local (confira mais no site do MPCE).

É que em 2012, o próprio Governo do Ceará, na gestão Cid Gomes, estabeleceu como limite para a saída o dia 31 dezembro de 2014, conforme o decreto 31.034 daquele ano. O mandato de Cid acabou e nada. O de Camilo Santana começou e nada. Como sempre nesses últimos anos, a Petrobras continuou a ignorar solenemente as autoridades cearenses.

Ágil quando interessa
Depois de cinco meses, a inércia do Executivo estadual acabou no dia 26 de maio deste ano, ou seja, um dia após a ação do MPCE, quando o Governo do Ceará rapidamente expediu o decreto 31.726, publicado na edição de 27  de maio do Diário Oficial, com o seguinte enunciado:

RESTABELECE PRAZO PARA QUE AS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS INSTALADAS NA ÁREA DO PORTO DO MUCURIPE, EM FORTALEZA – CE, COM ESTABELECIMENTOS DE BASE PARA RECEBIMENTO, ARMAZENAGEM E EXPEDIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS CLAROS E DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO – GLP, TRANSFIRAM SEUS ESTABELECIMENTOS PARA A ÁREA ADEQUADA QUE INDICA.

Parceria sem resultado
Pronto! O novo prazo agora é o dia 31 de dezembro de 2015. A Petrobras, empresa usada por Lula, Dilma e seus aliados para aplicar nos eleitores cearenses o golpe da refinaria, ganhou mais tempo para fazer o que já deveria ter sido feito, não apenas em razão do primeiro decreto do governo estadual, mas também em obediência à legislação ambiental.

Vale ressaltar que a Petrobras não pode alegar problemas para encontrar outro lugar adequado para seus tanques de combustível, pois o governo estadual disponibilizou um terreno no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, para esse fim. Talvez os gestores cearenses não quisessem se indispor com o comando da Petrobras, na esperança de iniciar a refinaria. Deu no que deu: nem mel, nem cabaça. Sobram especulações e desculpas, faltam resultados, com o contribuinte e a população cearense sempre no prejuízo.

Resumo: submissão humilhante
No final temos o seguinte: os aliados do governo federal no Ceará engoliram calados e submissos o golpe da refinaria. O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine já disse que a refinaria não será construída de jeito nenhum e que a empresa poderia “compensar” o Ceará com a transferência dos tanques. Querer vincular agora esses projetos não passa de uma malandragem, pois a questão dos tanques já estava prevista muito antes do cancelamento da refinaria de araque.

Ao ver que o Ministério Público agiu no sentido de cobrar a Petrobras, o Governo do Ceará prorrogou o prazo para permitir que a mudança dos tanques, caso seja feita, possa ser apresentada como uma compensação. Por essas e outras o Ceará o Ceará virou um cemitério de obras inacabadas. Nem uma simples reforma do aeroporto concluíram. É aquela história: quem muito se oferece, acaba sem valor.

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Petrobras confessa que refinaria no Ceará não saiu por causa de roubo e incompetência

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2015

A Petrobras divulgou seu balanço de 2014. A partir do que se constata dos números apresentados, a conclusão é incontornável: a empresa foi assaltada e submetida a decisões tresloucadas que arruinaram suas contas. No que diz respeito ao Ceará, qualquer dúvida sobre a inviabilidade da refinaria prometida por Lula e Dilma, junto com seus parceiros locais, foram dissipadas, diante do roubo e da imperícia administrativa dos últimos anos. Foi, na prática, uma confissão. Uma confissão torta, cheia de eufemismos, mas ainda assim, um registro público e oficial.

Vale lembrar que o balanço foi auditado por empresa internacional, conforme exigência do mercado. Ninguém acredita no que dizem os dirigentes da Petrobras, escolhidos pelos mesmo políticos que a levaram ao desastre.

Rombo
As perdas com corrupção foram de R$ 6,194 bilhões. A má gestão custou  R$ 21 bilhões em 2014.  O valor dos ativos da empresa caiu R$ 44 bilhões. A dívida da Petrobras no mercado atingiu novo recorde: R$ 351 bilhões de reais.

Em condições normais, a decisão de construir quatro refinarias (Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará), seria muito difícil de ser concretizada, pelo volume de recursos a serem investidos simultaneamente. Mas a empresa, controlada pelo governo brasileiro, estava sujeita ao discurso eleitoreiro de seus ocupantes.

E agora, governistas?
Agora os aliados de Lula e Dilma no Ceará estão numa dessas condições: 1) cúmplices conscientes do golpe que custou R$ 600 milhões de reais aos cearenses; 2) otários enrolados pelo governo federal e que, por esse motivo, estão na obrigação de romper com a gestão. Não há terceira opção:  tertium non datur.

O que não dá mais é ouvir as viúvas da refinaria no Ceará culpar a crise internacional, a desvalorização cambial ou o azar: a obra, que nem sequer tinha projeto registrado na Agência Nacional de Petróleo, não veio pela conjunção de trapaça eleitoral, corrupção e incompetência. Não sou eu quem diz, é o balanço da Petrobras!

Como é que ficam agora Cid Gomes, Zezinho Albuquerque, Camilo Santana, José Guimarães, José Pimentel e Roberto Cláudio?

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Era uma refinaria muito engraçada, não tinha projeto, não tinha nada…

Por Wanfil em Ceará

13 de Março de 2015

Lula e Cid apresentam projeto da refinaria da Petrobras no Ceará. Um show!

Lula e Cid apresentam projeto da refinaria da Petrobras no Ceará, inspirado em Vinícius de Moraes. Um show!

Os cearenses ficaram sabendo nesta semana que o projeto da refinaria da Petrobras prometida por Lula, Dilma, Cid e companhia em diversas campanhas eleitorais nunca foi submetido à Agência Nacional de Petróleo. Ou seja, a obra existiu somente nos discursos de palanque e nas propagandas eleitorais de governistas. A refinaria não foi uma iniciativa bem planejada que depois, por circunstâncias externas, não vingou. Como resta claro e inequívoco, foi desde o início uma tapeação.

Por não existir no mundo real, o empreendimento remete à famosa música infantil A Casa, do poeta Vinícius de Moraes.

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela, não
Porque na casa
Não tinha chão…

O resto todos conhecem. Parece ou não parece a refinaria prometida aos cearenses? Dá até para imaginar uma versão adaptada:

Era uma refinaria
Muito engraçada
Não tinha projeto
Não tinha nada
Ninguém podia
Refinar nela, não
Porque a obra
Era enrolação
Ninguém podia
Assentar tijolo
Porque o ouro
Era de tolo
Ninguém podia
Imaginar o mal
Daquela pedra fundamental
Lançada em festa
Pra comemorar
Aqueles dos votos
No Ceará

Falando sério
Vale reforçar que no caso da refinaria de araque as vítimas são os cearenses e o Estado do Ceará, que não deve ser confundido de forma alguma com seus governantes e aliados. Esses tinham a obrigação de saber que não havia nem sequer um pedido de autorização na ANP para a obra.

Assim, além de terem sido parceiros de Lula e Dilma no estelionato eleitoral, no que diz respeito às suas obrigações, os gestores foram incompetentes, omissos, negligentes ou imprudentes, ao torrarem cerca de 650 milhões de reais dos cearenses em um negócio que só existiu nos palanques e nas propagandas eleitorais.

As vítimas, evidentemente, têm que ser ressarcidas não só pela Petrobras, mas também pelos agentes públicos que contribuíram para gerar esse prejuízo, nos termos do Artigo 37 da Constituição Federal.

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Deputado Cabo Sabino fala ao blog sobre ausência de assinatura na CPI da Petrobras

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal Cabo Sabino, do PR cearense, entrou em contato com o Blog do Wanfil para explicar aos leitores o motivo de ausência de sua assinatura no requerimento que instalou a CPI da Petrobras. Segue trecho do email e em seguida volto a comentar.

“O fato do meu nome não constar na relação dos que assinaram não significa dizer que me recusei a assinar ou que sou contra a instalação de tal CPI. Pelo contrário, na tarde da segunda-feira [2 de fevereiro] cobrei da bancada cearense atitudes enérgicas acerca da não escalação da refinaria no Ceará. Afirmo (…) que não fui procurado por nenhum parlamentar para assinar tal pedido de CPI e que quando o número mínimo de assinaturas necessárias é colhida, o documento é protocolado sem a necessidade de mais assinaturas”.

Até o momento o deputado Sabino foi o único a se pronunciar sobre o post anterior: Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram).

É possível sim que, em casos isolados, parlamentares não tenham assinado o requerimento por falta de oportunidade. O problema é separar quem não votou em razão de algum desencontro, daqueles que intencionalmente deixaram de endossar o pedido com o objetivo de impedir a investigação, já que só o que pode ser comprovado são as assinaturas que estão na lista.

De todo modo, em que pese o benefício da dúvida aos recém-eleitos, o conjunto da obra se mantém: a postura da bancada federal do Ceará no Congresso Nacional, com raras exceções, é de uma subserviência constrangedora. Tomar posição favorável à CPI seria uma sinalização inequívoca de indignação com o golpe da refinaria, além de um dever moral. Mas não é o caso de desanimar. Aprovada a comissão parlamentar, é preciso agora acompanhar o seu desenrolar. Não faltarão oportunidades para que os deputados mostrem de que lado estão.

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Deputado Cabo Sabino fala ao blog sobre ausência de assinatura na CPI da Petrobras

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal Cabo Sabino, do PR cearense, entrou em contato com o Blog do Wanfil para explicar aos leitores o motivo de ausência de sua assinatura no requerimento que instalou a CPI da Petrobras. Segue trecho do email e em seguida volto a comentar.

“O fato do meu nome não constar na relação dos que assinaram não significa dizer que me recusei a assinar ou que sou contra a instalação de tal CPI. Pelo contrário, na tarde da segunda-feira [2 de fevereiro] cobrei da bancada cearense atitudes enérgicas acerca da não escalação da refinaria no Ceará. Afirmo (…) que não fui procurado por nenhum parlamentar para assinar tal pedido de CPI e que quando o número mínimo de assinaturas necessárias é colhida, o documento é protocolado sem a necessidade de mais assinaturas”.

Até o momento o deputado Sabino foi o único a se pronunciar sobre o post anterior: Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram).

É possível sim que, em casos isolados, parlamentares não tenham assinado o requerimento por falta de oportunidade. O problema é separar quem não votou em razão de algum desencontro, daqueles que intencionalmente deixaram de endossar o pedido com o objetivo de impedir a investigação, já que só o que pode ser comprovado são as assinaturas que estão na lista.

De todo modo, em que pese o benefício da dúvida aos recém-eleitos, o conjunto da obra se mantém: a postura da bancada federal do Ceará no Congresso Nacional, com raras exceções, é de uma subserviência constrangedora. Tomar posição favorável à CPI seria uma sinalização inequívoca de indignação com o golpe da refinaria, além de um dever moral. Mas não é o caso de desanimar. Aprovada a comissão parlamentar, é preciso agora acompanhar o seu desenrolar. Não faltarão oportunidades para que os deputados mostrem de que lado estão.