pessimismo Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

pessimismo

Pesquisa mostra que o pessimismo avança no Brasil

Por Wanfil em Política

19 de Janeiro de 2016

No final de 2015 conversei com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), em entrevista para a Tribuna Band News FM (101.7). Destaquei aqui no blog o fato de Camilo definir a si mesmo, por diversas vezes, como um otimista, mesmo diante de tantos problemas no Brasil e no Ceará. Para governistas em geral, sem discurso e sem apoio popular, o otimismo virou profissão de fé.

Naturalmente, a situação é inversa para a oposição, como é possível perceber na  entrevista que o senador Tasso Jereissati (PSDB) concedeu ao jornal O Povo, publicada na segunda (18) e marcada, a meu ver, por um sentimento de pessimismo já próximo ao desalento, com a conjunção de um governo sem rumo e um sistema político incapaz de apontar saídas para a crise. Situação destacada pelo jornal já no título da matéria: “‘Um impeachment de Dilma é improvável‘, afirma Tasso Jereissati.”

É que, de acordo com o senador, “na hora da luta pelo poder mesmo, e aí existe muito fisiologismo e clientelismo, ela [Dilma] tem maioria. Não existe maioria parlamentar para derrubá-la”. ou seja: a situação é tão ruim que mesmo com todos os descalabros, o governo se sustenta na base do velho toma lá, dá cá.

A pesquisa
Por falar em pessimismo e otimismo, por coincidência o jornal O Estado de São Paulo publicou nesta terça (19) um editorial sobre o tema. Reproduzo trecho:

“Esse desânimo crescente foi detectado por uma pesquisa do Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research, feita em 68 países, a respeito das expectativas para 2016. Entre os brasileiros, a fatia dos que acreditam que este ano será melhor do que 2015 é de 50%, abaixo da média mundial, que é de 54%. Já os pessimistas, isto é, aqueles que acham que 2016 será pior, chegam a 32% da população, enquanto na média dos países pesquisados essa fatia é de apenas 16%.”

Pessimismo crescente
Em outro trecho, o editorial demonstra o avanço do pessimismo durante as gestões do PT:

“O porcentual dos que se dizem pessimistas no País era de apenas 6% em 2011, quando Dilma debutou no Planalto. No ano seguinte passou para 8%, chegou a 14% em 2014, atingiu 26% em 2015 e agora passou dos 30%. Em compensação, a fatia dos que acreditavam na melhora das condições de vida recuou de 73% em 2011 para 57% em 2014 e depois para 49% em 2015. Agora está em 50%, uma melhora insignificante. Ou seja, enquanto o sentimento positivo em relação ao futuro está estagnado, o pessimismo galopa.”

A última esperança
É isso. O próprio arrefecimento da ideia de impeachment, pelo menos por enquanto, como solução para a crise, é sintoma do que o Estadão chama de “expansão acelerada do sentimento negativo em relação ao futuro”.

Se as investigações sobre crimes eleitorais no TSE não derem em nada, resta ainda a esperança de que o pior tem data para acabar, pois forçosamente o mandato de Dilma acaba, no máximo, em três anos. Até lá, restará saber quanto nos custarão seus erros.

Publicidade

Pesquisa mostra que o pessimismo avança no Brasil

Por Wanfil em Política

19 de Janeiro de 2016

No final de 2015 conversei com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), em entrevista para a Tribuna Band News FM (101.7). Destaquei aqui no blog o fato de Camilo definir a si mesmo, por diversas vezes, como um otimista, mesmo diante de tantos problemas no Brasil e no Ceará. Para governistas em geral, sem discurso e sem apoio popular, o otimismo virou profissão de fé.

Naturalmente, a situação é inversa para a oposição, como é possível perceber na  entrevista que o senador Tasso Jereissati (PSDB) concedeu ao jornal O Povo, publicada na segunda (18) e marcada, a meu ver, por um sentimento de pessimismo já próximo ao desalento, com a conjunção de um governo sem rumo e um sistema político incapaz de apontar saídas para a crise. Situação destacada pelo jornal já no título da matéria: “‘Um impeachment de Dilma é improvável‘, afirma Tasso Jereissati.”

É que, de acordo com o senador, “na hora da luta pelo poder mesmo, e aí existe muito fisiologismo e clientelismo, ela [Dilma] tem maioria. Não existe maioria parlamentar para derrubá-la”. ou seja: a situação é tão ruim que mesmo com todos os descalabros, o governo se sustenta na base do velho toma lá, dá cá.

A pesquisa
Por falar em pessimismo e otimismo, por coincidência o jornal O Estado de São Paulo publicou nesta terça (19) um editorial sobre o tema. Reproduzo trecho:

“Esse desânimo crescente foi detectado por uma pesquisa do Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research, feita em 68 países, a respeito das expectativas para 2016. Entre os brasileiros, a fatia dos que acreditam que este ano será melhor do que 2015 é de 50%, abaixo da média mundial, que é de 54%. Já os pessimistas, isto é, aqueles que acham que 2016 será pior, chegam a 32% da população, enquanto na média dos países pesquisados essa fatia é de apenas 16%.”

Pessimismo crescente
Em outro trecho, o editorial demonstra o avanço do pessimismo durante as gestões do PT:

“O porcentual dos que se dizem pessimistas no País era de apenas 6% em 2011, quando Dilma debutou no Planalto. No ano seguinte passou para 8%, chegou a 14% em 2014, atingiu 26% em 2015 e agora passou dos 30%. Em compensação, a fatia dos que acreditavam na melhora das condições de vida recuou de 73% em 2011 para 57% em 2014 e depois para 49% em 2015. Agora está em 50%, uma melhora insignificante. Ou seja, enquanto o sentimento positivo em relação ao futuro está estagnado, o pessimismo galopa.”

A última esperança
É isso. O próprio arrefecimento da ideia de impeachment, pelo menos por enquanto, como solução para a crise, é sintoma do que o Estadão chama de “expansão acelerada do sentimento negativo em relação ao futuro”.

Se as investigações sobre crimes eleitorais no TSE não derem em nada, resta ainda a esperança de que o pior tem data para acabar, pois forçosamente o mandato de Dilma acaba, no máximo, em três anos. Até lá, restará saber quanto nos custarão seus erros.