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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PDT

Queda na pressão de Cid faz subir pressão de cidistas

Por Wanfil em Política

23 de junho de 2014

Cid Gomes passa mal em convenção do PDT e é amparado por aliados - Foto: Tribuna do Ceará

Cid Gomes passa mal em convenção do PDT e é amparado por aliados – Foto: Tribuna do Ceará

O governador Cid Gomes passou mal e chegou a desmaiar durante convenção estadual do PDT, realizada em Fortaleza neste domingo (22). Segundo boletim médico do HGF, a causa foi uma “hipotensão postural”. Felizmente, apesar do susto, o governador recebeu alta no mesmo dia e se recupera em casa.

No entanto, a pressão política entre os liderados do governador só aumenta. É que acaba no próximo dia 30 de junho o prazo para que os partidos definam seus candidatos. E nesse momento, o grupo político liderado por Cid vive a tensão de ainda não saber quem será o candidato oficial à sucessão. Tempo é que não faltou, mas após duas gestões, a indefinição acaba sugerindo duas possibilidades: a) um erro de estratégia; b) uma crise que se prolonga por ainda haver arestas a serem aparadas entre os próprios aliados. Mas esse não é o único problema que faz subir a pressão dos governistas no Ceará.

Estresse
Recentemente, Cid viveu dias de muito estresse por causa de divergências com a direção nacional do Pros, seu atual partido. Isso lhe consumiu energia, capital político e tempo. Tem ainda a pré-candidatura de Eunício Oliveira (PMDB) ao governo estadual. A movimentação junto à base aliada no Estado e a desenvoltura nas articulações com o comando do PMDB e do PT em Brasília, fazem do ex-aliado o maior risco ao projeto de poder dos Ferreira Gomes.

Outro fator de risco para a pressão política entre os cidistas é que apesar da agenda de inaugurações e dos investimentos em publicidade, o governo se ressente com a falta de bons indicadores na área da segurança pública, fato que naturalmente vem sendo explorado por adversários e mina a credibilidade da gestão, como indicam as pesquisas.

E, para completar, não é de hoje que o governador apresenta problemas de saúde em público. Em abril, ele chegou a se licenciar do cargo para um tratamento misterioso, após ter passado mal em Limoeiro do Norte. Também com problemas de pressão arterial, Cid já havia sido internado em 2012.

Doença não tem hora
De tudo isso, fica a impressão de que a rotina crescente de cobranças, dificuldades, intrigas, indefinições e disputas, acabam somatizando fisicamente e o corpo pede assim uma pausa. No entanto, por causa do calendário eleitoral e da opção por deixar tudo para última hora, isso não poderá acontecer nesta semana, quando a demanda pela liderança política do governador é intensamente exigida para costurar apoios e segurar descontentamentos. Qualquer repouso para convalescer que seja indicado a Cid terá esperar para depois, a não ser que a situação seja mais grave e exija cuidados maiores.

O fato é que as condições de saúde de Cid entram agora como um elemento a mais de suspense na reta final para a consolidação das chapas que disputarão as eleições e para o cenário político do Ceará.

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Descrente. Ou: Já nasce velho o novo que nos chega para 2014

Por Wanfil em Partidos

21 de outubro de 2013

Durante muito tempo acreditei que o tempo e a experiência acumulada poderiam melhorar a cultura política no Brasil. Somos uma democracia jovem e tal, ainda com a primeira geração de líderes que despontou após a ditadura atuando sob as luzes da ribalta.

Acontece que é difícil manter a esperança quando as “novidades” que aparecem não conseguem inspirar inovações, ainda que fosse um leve sopro de modernização técnica na gestão pública ou no estabelecimento de alguns limites legais, morais e éticos, para negociações políticas. É velho o novo que nos chega. Basta ver a movimentação recente dos partidos e de alguns dos seus possíveis pré-candidatos ao governo do Ceará.

PMDB

O senador Eunício Oliveira, do condomínio viciado em poder chamado PMDB, faz campanha aberta, e cara, dizem, para o governo. A assessoria de Eunício gosta de trabalhar a imagem de “self-made man” como homem  de negócios, mas ingressou na política pelas mãos de seu sogro, Paes de Andrade, que no passado foi influente no PMDB e nos bastidores de Brasília, onde coincidentemente atuam algumas das empresas do genro empresário.

Que novidade ele representa para a política? Nenhuma. É mais do mesmo, é o PMDB de sempre, entoando a promessa surrada de “continuar avançando no projeto”.

PROS

O PROS é um dos mais novos partidos de aluguel do Brasil, casa do governador Cid Gomes e sua turma depois que foram colocados para correr do PSB. Existe apenas como mero instrumento de acesso ao poder.

Em encontro realizado em Sobral no último final de semana, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, um dos vários nomes do partido que constam no menu de pré-candidatos de Cid Gomes, jovem promessa da política local, agradeceu ao “arrastão” nas eleições que venceu na capital e tascou:  “Não tinha uma sessão eleitoral que não tivesse um sobralense empunhando uma bandeira”. Foi aplaudido. Agradecer gente de uma cidade por ter sido eleito em outra cidade não é bem uma renovação de costumes…

PT

Adotou no poder, em nome de um pragmatismo realista, práticas que prometia combater. No Brasil, se aliou a Sarney, Collor e Renan. No Ceará, compõe a base de Cid, junto com Eunício, abdicando de um projeto estadual próprio. Mesmo que a ex-prefeita Luizianne Lins consiga emplacar uma candidatura própria do PT à sucessão local, ainda assim, de um ponto de vista mais amplo, isso não seria uma ruptura, mas só um rearranjo, afinal, se ela e o governador hoje estão rompidos, foram parceiros durante sete anos.

PSDB

A sigla entra aqui como registro simbólico. Foi grande enquanto esteve no poder. Fora dele, esgotou-se. Leia mais

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Vices roubam a cena em Fortaleza

Por Wanfil em Eleições 2012

02 de julho de 2012

Diga-me com quem tu andas, que te direi quem tu és. O ditado popular serve para candidatos em busca de vices, mas também é válido para vices que aceitam referendar candidatos.

Para que serve um vice? Como agente administrativo, vale pouco, quase nada. É um reserva de luxo que eventualmente pode virar titular. Como peça estratégica em disputa eleitorais vale ao menos de três formas: 1) para composição de imagem da chapa; 2) como moeda de troca em alianças de ocasião; 3) como personificação de uma aliança programática.

Via de regra, o papel do vice é secundário e as alianças são feitas na base do fisiologismo, geralmente de olho no tempo de propaganda no rádio e na televisão. Ocorre que cada eleição tem suas peculiaridades e o peso do vice pode variar conforme a conjuntura.

Em Fortaleza, a grande quantidade de candidaturas aumenta a disputa e valoriza a figura o vice como peça de complemento. Não por acaso, os vices roubaram a cena nas convenções partidárias realizadas no último final de semana. Roubar no sentido de protagonizar, que fique bem claro (melhor não deixar espaço para dubiedades).

De médico, todo mundo tem um pouco

A surpresa ficou por conta do médico Antônio Mourão na chapa de Elmano de Freitas, do PT, o candidato de última hora escolhido pela prefeita Luizianne Lins. Articulista com presença em jornal e rádio, Mourão tinha sido, até o último sábado, um duro crítico da gestão que agora terá que defender. A composição indica que a candidatura oficial – que sofre com a baixa popularidade da prefeita – tentará oferecer ao eleitor o discurso da “continuidade sem continuísmo”.

Outro médico – profissão em alta no mercado político-partidário – aparecerá ao lado do candidato crônico Moroni Torgan, do Democratas: é o doutor Lineu Jucá, que também se notabilizou pelas críticas ao governo petista, especialmente na área da saúde. A escolha pode ajudar na construção de uma chapa que não se restringe a monotemática da segurança pública.

No PDT, onde o deputado estadual e… médico! Heitor Férrer é o cabeça de chapa, o empresário Alexandre Pereira, do PPS, pode não trazer votos, mas além do tempo a mais na propaganda, a parceria pode garantir maior acesso a financiadores de campanha, o que é fundamental para quem não tem a máquina pública como fator de atração.

Chapas puras

Marcos Cals, do PSDB, e Inácio Arruda, do PCdoB, isolados, optaram por soluções caseiras em chapas puras e escolheram correligionários com boa votação em Fortaleza.

Os tucanos deram vez ao deputado estadual Fernando Hugo, parlamentar popular e verborrágico, médico também, um dos maiores críticos da gestão o governo petista em Fortaleza. Soma para construir uma imagem mais enérgica para a candidatura e a consolida como polo de oposição. O risco é ter um vice mais lembrado do que o próprio candidato.

Já os comunistas apresentaram o deputado federal Chico Lopes, que apesar das boas votações pouco acrescenta à imagem de Inácio: os dois tem perfis parecidos, com histórico recente de parcerias com o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins. Surge como plano B do campo governista.

Padrinhos e afilhados

Por último, para fazer companhia ao desconhecido (do eleitorado) deputado estadual Roberto Cláudio, o PSB indicou o desconhecido (do eleitorado) empresário Gaudêncio Lucena, do PMDB, mais conhecido por ser sócio do senador Eunício Oliveira. É uma candidatura cuja potencialidade advém exclusivamente de seus padrinhos: Cid com a máquina estadual e Eunício com a máquina peemedebista (tempo e recursos).

É isso. Até aqui, curiosamente, os vices tem dado o tom das campanhas. São apostas, mas apenas o vencedor será lembrado como gênio da estratégia política.

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Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvida

Por Wanfil em Pesquisa

10 de Maio de 2012

Corrida eleitoral: largar bem não é garantia de vitória, no entanto, largar mal é certeza de esforço adicional na busca de recuperar terreno.

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira com nomes de pré-candidatos para a Prefeitura de Fortaleza mostra uma quadro sem grandes surpresas. Encomendada pelo PSB, a consulta simulou quatro cenários de disputa, mudando os indicados de alguns partidos, uma vez que as convenções que definem as candidaturas ainda não foram realizadas.

Inácio e Moroni: recall

Em todos os cenários Inácio Arruda (PC do B) e Moroni Torgan (DEM) lideram. Nada mais natural, por serem nomes mais conhecidos, beneficiados com a exposição de campanhas passadas. Ambos já concorreram – e perderam – diversas vezes na capital, com bons desempenhos. Nesse momento, sem nomes definidos e faltando pouco mais de cinco meses para o pleito, o eleitor ainda não parou para avaliar opções. dessa forma, a pesquisa Ibope é recall, ou seja, o registro dos nomes mais lembrados. De qualquer forma, Moroni e Inácio, pelo histórico, começam com a vantagem de sempre: são candidatos bons de largada, mas que perdem fôlego na reta final. O desafio para eles é ultrapassar os 25% de preferência e segurar a vantagem.

Heitor Férrer e Marcos Cals: bem posicionados

Próximos aos líderes aparecem os nomes de Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB). Férrer, de ator coadjuvante em outras campanhas majoritárias, desponta desta vez como alternativa real de poder. O deputado cresceu ao atuar como um dos poucos opositores de Cid Gomes na Assembleia Legislativa. Se conseguir sair candidato, tem boa perspectiva de desempenho.

Marcos Cals colhe os frutos da exposição obtida nas eleições para o governo estadual em 2010, quando terminou em segundo lugar com quase 20% dos votos, contrariando pesquisas. Boa parte dessa votação se deu na capital. O tucano não deixa de ser uma surpresa. Postula o cargo sem ter a cobertura de um mandato ou cargo público (o que gera visibilidade) e sem poder contar com uma militância partidária forte. Com um piso de mais ou menos 15%, mostra competitividade.

O resto é dúvida

Renato Roseno reaparece com a eterna missão de marcar território para o seu partido. Está onde sempre esteve, com 7% das intenções.

O restante dos candidatos gera mais dúvidas do que certezas. Artur Bruno (PT), Ferrucio Feitosa (PSB), Roberto Cláudio (PSB) e Elmano Freitas (PT) aparecem nas últimas posições, bem distantes dos líderes. Na verdade, ainda não entraram em campo, enquanto os adversários já se aquecem. O grupo ficar com a lanterna da pesquisa é algo esperado, posto que seus partidos, apesar de serem aliados na atual gestão, estão em processo de disputa interna justamente para saber quem será o escolhido, com risco iminente de racha.

A essa altura, o que deve preocupar o PT e o PSB é o passar do tempo. O romano Tito Lívio já alertava: “periculum in mora” ou “o perigo está na demora”.

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Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvida

Por Wanfil em Pesquisa

10 de Maio de 2012

Corrida eleitoral: largar bem não é garantia de vitória, no entanto, largar mal é certeza de esforço adicional na busca de recuperar terreno.

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira com nomes de pré-candidatos para a Prefeitura de Fortaleza mostra uma quadro sem grandes surpresas. Encomendada pelo PSB, a consulta simulou quatro cenários de disputa, mudando os indicados de alguns partidos, uma vez que as convenções que definem as candidaturas ainda não foram realizadas.

Inácio e Moroni: recall

Em todos os cenários Inácio Arruda (PC do B) e Moroni Torgan (DEM) lideram. Nada mais natural, por serem nomes mais conhecidos, beneficiados com a exposição de campanhas passadas. Ambos já concorreram – e perderam – diversas vezes na capital, com bons desempenhos. Nesse momento, sem nomes definidos e faltando pouco mais de cinco meses para o pleito, o eleitor ainda não parou para avaliar opções. dessa forma, a pesquisa Ibope é recall, ou seja, o registro dos nomes mais lembrados. De qualquer forma, Moroni e Inácio, pelo histórico, começam com a vantagem de sempre: são candidatos bons de largada, mas que perdem fôlego na reta final. O desafio para eles é ultrapassar os 25% de preferência e segurar a vantagem.

Heitor Férrer e Marcos Cals: bem posicionados

Próximos aos líderes aparecem os nomes de Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB). Férrer, de ator coadjuvante em outras campanhas majoritárias, desponta desta vez como alternativa real de poder. O deputado cresceu ao atuar como um dos poucos opositores de Cid Gomes na Assembleia Legislativa. Se conseguir sair candidato, tem boa perspectiva de desempenho.

Marcos Cals colhe os frutos da exposição obtida nas eleições para o governo estadual em 2010, quando terminou em segundo lugar com quase 20% dos votos, contrariando pesquisas. Boa parte dessa votação se deu na capital. O tucano não deixa de ser uma surpresa. Postula o cargo sem ter a cobertura de um mandato ou cargo público (o que gera visibilidade) e sem poder contar com uma militância partidária forte. Com um piso de mais ou menos 15%, mostra competitividade.

O resto é dúvida

Renato Roseno reaparece com a eterna missão de marcar território para o seu partido. Está onde sempre esteve, com 7% das intenções.

O restante dos candidatos gera mais dúvidas do que certezas. Artur Bruno (PT), Ferrucio Feitosa (PSB), Roberto Cláudio (PSB) e Elmano Freitas (PT) aparecem nas últimas posições, bem distantes dos líderes. Na verdade, ainda não entraram em campo, enquanto os adversários já se aquecem. O grupo ficar com a lanterna da pesquisa é algo esperado, posto que seus partidos, apesar de serem aliados na atual gestão, estão em processo de disputa interna justamente para saber quem será o escolhido, com risco iminente de racha.

A essa altura, o que deve preocupar o PT e o PSB é o passar do tempo. O romano Tito Lívio já alertava: “periculum in mora” ou “o perigo está na demora”.