PDT Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PDT

Camilo nega rompimento, mas endossa fala de Cid: “Eu também sempre fui um crítico”

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de outubro de 2018

(FOTO: Divulgação/Facebook/Camilo Santana)

Buscando conter o estrago dos ataques que Cid Gomes fez ao PT em reunião pró-Haddad, na última segunda-feira (15), em Fortaleza, o governador Camilo Santana disse que a seu ver não existe possibilidade de rompimento do PT com o PDT no Ceará.

Sobre as cobranças do senador eleito pelo PDT e seu padrinho político, que deram munição para Jair Bolsonaro (PSL), Camilo Santana afirmou, segundo o jornal Valor Econômico, que o “desabafo” de Cid não é motivo para inviabilizar a aliança, “até porque eu também sempre fui um crítico e dei declarações no sentido de que era importante o PT reconhecer alguns erros que foram cometidos”.

É verdade, porém, o tom dos pedidos de autocrítica do governador nunca foi, evidentemente, hostil. Já a contundência, a forma agressiva e o momento (em pleno segundo turno) escolhido por Cid correspondem sim, no conjunto, a um rompimento. É inegável que a relação entre as direções nacionais do PT e do PDT azedou de vez.

A entrevista foi concedida em Brasília, após reunião para destravar recursos com o senador Eunício Oliveira, do MDB, que acabou derrotado em sua campanha à reeleição, mesmo com o apoio do governador, pois não contou com o engajamento do grupo político liderado por Cid.

Camilo age com cuidado para preservar sua base de apoio, porém, ao dar razão a Cid nesse episódio, afaga o PDT por um lado, mas por outro deixa as lideranças do PT cearense, que optaram por não responder os ataques para não prejudicar Haddad, em posição constrangedora.

O certo é que diante de tantas arestas, quanto mais falam, mais se complicam. A roupa suja entre PT, PDT e MDB no Ceará será lavada depois da eleição.

(Texto produzido para o Portal Tribuna do Ceará)

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Cid mira no PT e acerta em Camilo Santana: “Só foi governador porque o PDT apoiou!”

Por Wanfil em Eleições 2018

16 de outubro de 2018

Cid Gomes cobrou o apoio dado para eleger Camilo Santana (FOTO: Reprodução)

O discurso em que Cid Gomes, senador eleito pelo PDT, esculhamba o PT e os petistas durante evento de apoio a Fernando Haddad, em Fortaleza, ganhou repercussão nacional. A cobertura foca o ressentimento dos pedetistas com Lula e o PT (assunto que tratei em outro artigo no final de semana: PT e PDT se estranham: em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão), deixando escapar um aspecto local de grande relevância para os cearenses. É que ao mirar no PT, Cid humilhou o governador reeleito Camilo Santana, petista e anfitrião do encontro realizado na noite desta segunda-feira (16), no hotel Marina Park.

Depois de dizer que o PT merecia perder por não se desculpar pelas “besteiras” que fez, referência eufemística aos crimes cometidos pelo partido, Cid criticou a natureza hegemônica do petismo e se colocou como contraponto vivo dessa prática: “Nós sempre fomos democratas. Nós nunca quisemos ser hegemônicos. Nós sempre compartilhamos o poder. Quer prova maior? Eu votei no PT em Sobral!”.

Continuando com o que seriam exemplos de renúncia em benefício do PT, disparou:

“O Camilo só foi governador – com todos os méritos que ele tem, porque também não teria escolhido se não tivesse talento, se não tivesse competência, se não fosse amigo do povo – porque o PDT, compreendendo momentos políticos e sem ser partido hegemônico, apoiou a candidatura do Camilo”.

Na verdade, ao cobrar publicamente a eleição e a reeleição de Camilo, diminuindo a autoridade do governador diante da própria base aliada, Cid expressou uma compreensão particular de hegemonia, em que aliados são colocados em cargos eletivos por uma espécie de concessão política do seu grupo familiar. O recado foi claro: quem manda é quem tem voto.

O deputado federal petista José Guimarães disse no Twitter que “acabou a liança no Ceará”. Depois apagou a postagem, mas o registro já estava feito. E Camilo, como reagiu? Cid deixou o palanque sem anunciar formalmente apoio a Haddad. Logo depois o governador foi chamado para discursar e mandou ver:

“Boa noite! Tá um calor danado aqui, não tá. Quem tá com calor aí levanta o braço! (…) Queria cumprimentar e agradecer a presença de todos pedindo uma salva de palmas a todos vocês que estão aqui: prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos prefeitos, vereadores, lideranças, deputados estaduais e deputados federais. (…) E queria cumprimentar o nosso senador Cid Ferreira Gomes, o senador mais votado proporcionalmente no País”.

Já imaginou alguém fazendo o mesmo quando Cid era governador? O fato é que agora Camilo terá que decidir entre PT e PDT. Não precisa romper, mas um posicionamento é inevitável. O governador, ao seu estilo conciliador, disse entender Cid, ressaltando que o momento é de união. Não é, definitivamente, o que Cid pensa sobre a relação entre seus partidos. Fingir que nada aconteceu, dizer que nem concorda e nem discorda, fragiliza a posição de quem precisa mostrar, por força do cargo, liderança e brilho próprio.

(Texto publicado originalmente no Portal Tribuna do Ceará)

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PT e PDT se estranham: em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de outubro de 2018

PT (?) e PDT – (FOTO: Divulgação)

O PT sabotou a candidatura de Ciro Gomes, atualmente no PDT, no início do ano, quando os partidos montavam suas coligações. Agora o PDT e o próprio Ciro Gomes, de férias na Europa, lavam as mãos no segundo turno e declaram um distante “apoio crítico”.

Magoados, petistas graúdos vazaram para o jornal o Estado de São Paulo que o PDT teria condicionado o engajamento na campanha de Fernando Haddad a cargos: três ministérios, o BNB e a presidência do Senado para Cid Gomes. O pedido teria sido negado.

Os pedetistas negam. O deputado federal pelo Ceará André Figueiredo disse ao portal Focus.jor que a informação é falsa, acusando ainda o PT de ser irresponsável  e safado. Isso bem no momento em que o governador Camilo Santana, petista que não se veste de vermelho, tenta motivar sua base aliada na campanha de Haddad. Base que é majoritariamente composta, não custa lembrar, por prefeitos e parlamentares do… PDT!

PT e PDT precisam discutir a relação o quanto antes, mas isso acaba sendo dificultado pela iminente derrota do candidato petista, caso estejam corretas as pesquisas, que mostram ampla vantagem para Jair Bolsonaro, do PSL. Nesse ambiente, ressentimentos guardados começam a aflorar com mais força.

Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. Na política, em casa sem expectativa de poder, todos brigam e todos têm razão.

(Texto publicado originalmente para o Portal Tribuna do Ceará)

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Boatos, antipetismo e esperança cirista na véspera da eleição

Por Wanfil em Eleições 2018

06 de outubro de 2018

Véspera de eleição. Atenções voltadas para disputa presidencial. Ânimos exaltados entre eleitores, apoiadores, simpatizantes e pragmáticos das candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Liberalismo contra estatismo, petismo contra antipetismo, apoio à Lava Jato contra freio às investigações, corte de gastos contra ampliação de despesas. Notícias falsas de todos os lados, reducionismos, distorções sobre falas e intenções do adversários, boatos e mentiras transitando intensamente nas redes sociais.

O clima não é bom. Os candidatos não ajudam a amenizar seus grupos. Os discursos são de intolerância diante da divergência.

Por fora, correndo contra o tempo, Ciro Gomes (PDT), que apesar de falar em pacificação e união, também busca no alarmismo e no medo o impulso para uma arrancada de última hora.

A palavra da vez é “antipetismo”. Os partidos, é claro, recalibram suas estratégias na esperança de explorar o termo. Bolsonaristas a usam para pregar o voto útil. Petistas falam em manipulação eleitoreira, posando de vítimas. Ciristas garantem que seu candidato estaria imune ao antipetismo, ainda que venha a ser apoiado pelo petismo.

É preciso ter cuidado para não confundir o repúdio de grande parcela da população contra a corrupção e a violência, com uma mera antipatia partidária gratuita. É bom lembrar também que há uma rejeição contra os partidos em geral. Outras siglas, e talvez sejam todas, também sofrem com a perda da credibilidade.

O que pode haver de específico no antipetismo é o contraste entre o discurso messiânico de salvação da política e as práticas reveladas pela Lava Jato e outras investigações. Não só isso. A defesa dos preceitos politicamente corretos priorizou e atendeu a militância de grupos influentes e de minorias organizadas, mas deixou órfã a maioria silenciosa que paga a conta e que não possui canais de mobilização política.

O próprio Ciro avisou que essa polarização estava em curso e que poderia inviabilizar uma candidatura petista. Acabou isolado. O antipetismo cresce mais como reação ao que o petismo fez no poder do que pela ação planejada de adversários.

(Texto publicado originalmente para o Portal Tribuna do Ceará)

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O contraste entre a emoção das eleições nacionais e a apatia no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

03 de outubro de 2018

A dinâmica das campanhas e os processos de consolidação de voto nessas eleições refletem a confusão política no Brasil e no Ceará em particular.

A antecipação do chamado voto útil dá o tom na reta final das eleições presidenciais. De um lado o repúdio à corrupção, do outro a possibilidade de colocar pautas laterais no centro do debate, sem precisar atinar para temas como corrupção e recessão.

No meio do caminho ficaram Alckmin (o PSDB não foi mais assimilado pelo eleitor mais à direita), Marina Silva e Ciro Gomes, que por mais que se esforcem, são associados aos governos do PT, quando foram ministros.

No Ceará, curiosamente, o candidato a reeleição Camilo Santana não virou alvo dos eleitores que repudiam o petismo, muito provavelmente por ser mais associado ao grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, do que ao próprio partido. De todo modo, o governador sempre foi petista e isso não foi explorado por seus adversários.

Ironicamente, o PT que boicotou a candidatura de Ciro (Lula impediu que partidos de esquerda se coligassem com o PDT) tem tudo para continuar nominalmente no comando do governo estadual, graças ao apoio do grupo de Ciro. Assim, Camilo consegue o voto de eleitores do PDT, mas os petistas priorizam a campanha de Haddad, em detrimento de Ciro. No meio de campo ainda tem o MDB de Eunício Oliveira, publicamente rejeitado por Ciro e pelo PT, mas que concorre com o apoio informal do PDT e do PT. É confuso? Sim. E muito.

Tanta confusão fez a lógica da negação, do voto contra, o combustível das eleições nacionais, e da apatia desolada, sem personalidade, a marca da eleição estadual.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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Ibope mostra Ciro no jogo contra Marina e o PT

Por Wanfil em Eleições 2018

06 de setembro de 2018

Ciro e Haddad disputam o espólio eleitoral de Lula

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que Ciro Gomes está no jogo pela Presidência da República. Sempre esteve, pode argumentar o eleitor que acompanha o noticiário político. Sim, é verdade, mas na montanha russa eleitoral em 2018, Ciro agora está num viés de alta, após ter levado algumas rasteiras de Lula e do PT, que atuaram para impedir que partidos de esquerda compusessem aliança com o PDT, desidratando seu tempo de propaganda.

Após crescer três pontos em relação à pesquisa Ibope do dia 20 de agosto, Ciro agora aparece empatado com Marina Silva (Rede) na segunda posição, com 12% da preferência. Bolsonaro (PSL) subiu dois pontos e lidera com 22%.

Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%; Fernando Haddad (PT), com 6%; e João Amoedo (Novo), com 3%, também subiram dois pontos.

No campo da esquerda, no final de julho Ciro parecia liquidado mais uma vez pelo ex-presidente Lula. Por ironia – a política é terreno fértil para ironias do destino – tudo indica que o presidenciável do PDT acabou, por enquanto, herdando  parte dos votos do ex-presidente, inelegível, e que estão se dispersando.

Não há números para medir a influência da proposta de “limpar o nome” dos eleitores que estão no SPC, mas no Brasil, o peso do populismo fiscal nunca pode ser desconsiderado. E o fato é que até o momento essa foi a proposta que pegou na campanha.

Os riscos

Novamente o maior risco para a candidatura de Ciro está na estratégia eleitoral do PT. Se Lula conseguir transferir parte considerável dos seus votos para Fernando Haddad (o vice dos sonhos de Ciro, lembram?), especialmente no Nordeste, a briga por uma vaga no segundo turno será direta entre os dois.

Há também a possibilidade de Alckmin, que tem o maior tempo de propaganda eleitoral, crescer no Sudeste, atraindo eleitores de centro que poderiam optar por Ciro. Marina, como mostram os números, é adversária direta do PDT.

A disputa está embolada e Ciro, definitivamente, está no jogo. Com tantos candidatos e variáveis atuando, a diferença entre os candidatos que podem avançar na eleição deverá ser apertada. Qualquer erro, poderá ser fatal.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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Camilo Santana ajuda Ciro após pesquisa no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de agosto de 2018

Em discurso, o petista não poupou elogios ao presidenciável (FOTO: Reprodução/Nordestv)

Vejam o que eu disse na coluna Política, que faço para a rádio Tribuna BandNews (101.7), no sábado passado (18):

“O Ibope [pesquisa divulgada pela TV Verdes Mares na semana passada] mostrou que, para a disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT) teria apenas 15% da preferência dos cearenses, contra 56% do ex-presidente Lula (PT), preso por corrupção. Já no cenário sem o petista, Ciro subiria para 39%, desempenho ainda bem inferior ao registrado pelo governador Camilo Santana (PT), que largou com 64% para tentar a reeleição. É bem verdade que os adversários na disputa estadual ainda são desconhecidos, o que facilita as coisas para Camilo neste início, mas, de toda forma, e por isso mesmo, o engajamento do governador na campanha de Ciro seria fundamental para dar uma margem maior ao presidenciável em seu próprio estado. Neste começo, Camilo sinalizou ter optado pela neutralidade entre Lula e Ciro, mas, agora, com vários candidatos podendo ir ao segundo turno, qualquer ponto percentual poderá fazer a diferença no final. Assim, a pressão por aqui pode aumentar muito.”

Pois é, dito e feito. Horas mais tarde, durante evento do PDT, Camilo Santana deixou de lado as costumeiras tergiversações da política e foi direto ao ponto, como registrou a Tribuna do Ceará: Camilo finalmente diz de que lado está: “Ciro, estamos juntos”.

A matéria mostra ainda outra passagem no discurso do governador: “Quero desejar [a Ciro] toda a sorte do mundo, que Deus abençoe a sua missão, para que você possa cumprir essa missão pelo povo brasileiro”.  Por sua missão, entenda-se vencer as eleições, derrotando até mesmo um candidato petista.

Obviamente as falas e as agendas coincidiram com uma ação de aproximação de imagens. Que situação. Resta ver como o PT irá reagir caso Fernando Haddad, o substituto de Lula na chapa presidencial, cresça nas pesquisas mais adiante.

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Ciro critica Eunício toda semana, mas seus partidos seguem unidos no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

14 de agosto de 2018

(FOTOS: Agência Brasil)

Toda semana é a mesma coisa. Ciro Gomes, presidenciável do PDT, critica a aliança branca do PDT e PT no Ceará com o MDB do senador Eunício Oliveira. E nada muda e todos ficam no mesmíssimo lugar: ambos são governistas, dividem colégios eleitorais e compõem a base aliada do governador Camilo Santana. Estão do mesmo lado.

Se as convicções alardeadas por Ciro e o silêncio resignado de Eunício, respectivamente as maiores lideranças do PDT e do MDB no Ceará, não bastam para a promoção de um rompimento com Camilo, é porque no fundo acabam relativizadas pelas circunstâncias. Não são, portanto, convicções.

Na política, é importante analisar se as falas combinam com as ações. Discursos servem muitas vezes para disfarçar razões que a lógica comum desconhece. E o fato que nem Ciro e Eunício conseguem contornar é que apesar toda conversa, das especulações, dos ruídos e fofocas, PT, PDT e MDB estão juntos no Ceará. Um rápido exame disso à luz do método dedutivo basta para concluirmos que se é assim acontece, é por decisão consensual das lideranças desses partidos.

Dizer que tudo é teatro, que tudo é combinado, talvez seja exagero. Há um desconforto, algum ressentimento nessa união, mas nada que não possa ser superado pelo, digamos assim, pragmatismo político de profissionais experientes.

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Convenções reúnem sumidos na onda de ataques

Por Wanfil em Eleições 2018

04 de agosto de 2018

Nas últimas semanas, Ceará viveu onda de ataques (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Termina neste final de semana o prazo para as convenções partidárias. No Ceará, a oposição já lançou seus nomes e, agora, os governistas definirão seus representantes. O desafio é acomodar os pouco mais de vinte partidos que compõe a base de Camilo Santana. O número supera até mesmo a coligação que reelegeu Cid Gomes, que contava com 16 partidos.

Se por um lado tamanha concentração de forças reduz as opções para o eleitorado e acua a oposição, por outro, potencializa o surgimento de contradições e discrepâncias internas. Os choques de interesses dentro do grupo governista são notórios.

Tem de tudo. Candidato ao governo que se coliga com candidato ao Senado de outro partido, que tem outro candidato à Presidência, que por vez sua critica o aliado que no estado apoio seu candidato ao governo estadual e por aí vai.

Na quarta-feira, em entrevista à GloboNews, Ciro Gomes (PDT) disse que Eunício Oliveira (MDB) é corrupto. Dois dias depois, Eunício aparece em evento do PSD – controlado por Domingos Filho, ex-aliado de Cid Gomes, depois adversário, agora ex-adversário, após voltar a ser aliado – e diz que seu candidato é Lula (PT), que isolou Ciro, que reagiu acusando o PT de querer enganar a população. Em comum, o apoio a Camilo, que caminha na corda bamba tensionada por lulistas numa ponta e ciristas na outra.

Neste final de semana todos farão discursos enaltecendo a democracia, falarão de novos amanhãs e de grandes conquistas. Dirão que, em nome do bem comum, superaram diferenças. Nessas horas eles aparecem, em ambientes controlados, festivos. Mas quando as facções por cinco dias tocaram o terror no Ceará, nenhum disse nada. Onde estavam? Negociando apoios. Questão de prioridade.

(Texto produzido originalmente para o portal Tribuna do Ceará)

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“A disputa é comigo!”, diz Ciro Gomes sobre Lula e o PT. Bem que eu avisei…

Por Wanfil em Eleições 2018

02 de agosto de 2018

O ex-presidente da República Lula da Silva comandou as articulações para impedir que Ciro Gomes e o PDT conseguissem montar uma coligação com partidos de esquerda, mais precisamente, PSB e PCdoB.

Em entrevista à Globonews, na noite de quarta-feira (1), Ciro disse não entender a razão de ser tratado assim pelo ex-presidente. Tudo leva a crer que Lula não quer arriscar a “hegemonia moral” – para usar uma expressão ao gosto de Ciro – e o controle real sobre a esquerda brasileira.

O próprio Ciro confirma essa linha de análise: “A disputa é comigo. Não querem que eu seja o candidato que vai representar uma renovação do pensamento progressista brasileiro”.

Bem antes da informação de que Lula fechou acordo pela neutralidade do PSB, nesta semana, escrevi aqui no Focus Jangadeiro, no dia 23 de julho passado, o seguinte artigo: O maior inimigo de Ciro é o PT.

Para Lula e o PT, Bolsonaro é o adversário ideal para um eventual segundo turno. Na hipótese de a disputa ser contra Geraldo Alckmin, seria a reedição da polarização com o PSDB. Para isso, claro, é preciso ir ao segundo turno. Nesse caso, o desafio é saber se o candidato que substituirá Lula terá nome e fôlego para representar a esquerda ou se dentro desse campo perderá votos para… Ciro!

Por isso o pedetista virou alvo. Como ele mesmo disse, “cabra marcado pra morrer”.

PS. A conferir, os impactos dessa confrontação direta, aqui no Ceará.

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“A disputa é comigo!”, diz Ciro Gomes sobre Lula e o PT. Bem que eu avisei…

Por Wanfil em Eleições 2018

02 de agosto de 2018

O ex-presidente da República Lula da Silva comandou as articulações para impedir que Ciro Gomes e o PDT conseguissem montar uma coligação com partidos de esquerda, mais precisamente, PSB e PCdoB.

Em entrevista à Globonews, na noite de quarta-feira (1), Ciro disse não entender a razão de ser tratado assim pelo ex-presidente. Tudo leva a crer que Lula não quer arriscar a “hegemonia moral” – para usar uma expressão ao gosto de Ciro – e o controle real sobre a esquerda brasileira.

O próprio Ciro confirma essa linha de análise: “A disputa é comigo. Não querem que eu seja o candidato que vai representar uma renovação do pensamento progressista brasileiro”.

Bem antes da informação de que Lula fechou acordo pela neutralidade do PSB, nesta semana, escrevi aqui no Focus Jangadeiro, no dia 23 de julho passado, o seguinte artigo: O maior inimigo de Ciro é o PT.

Para Lula e o PT, Bolsonaro é o adversário ideal para um eventual segundo turno. Na hipótese de a disputa ser contra Geraldo Alckmin, seria a reedição da polarização com o PSDB. Para isso, claro, é preciso ir ao segundo turno. Nesse caso, o desafio é saber se o candidato que substituirá Lula terá nome e fôlego para representar a esquerda ou se dentro desse campo perderá votos para… Ciro!

Por isso o pedetista virou alvo. Como ele mesmo disse, “cabra marcado pra morrer”.

PS. A conferir, os impactos dessa confrontação direta, aqui no Ceará.