Páscoa Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Páscoa

Páscoa de escândalos

Por Wanfil em Crônica

14 de Abril de 2017

A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci: Jesus e o escândalo como instrumento de depuração

A Semana Santa, período em que os cristãos recordam a crucificação e a ressurreição de Jesus, foi marcada também neste ano pela divulgação dos estarrecedores depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht, no maior escândalo de corrupção de que se tem notícia no Brasil.

Símbolos, alegorias e personagens religiosos, com sua lições e exemplos, são importantes instrumentos de reflexão que servem às mais diversas circunstâncias, da vida privada ao convívio social, das questões familiares à política.

Nada mais apropriado, portanto, do que buscar na figura de Jesus um alento para as turbulências do presente. Em uma de suas passagens mais famosas e polêmicas, Cristo disse : “Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos; mas ai do homem por quem o escândalo venha”. Faz sentido. Sendo o erro ou o crime inevitáveis, porque somos falíveis, ele pode e deve servir de aprendizado pela dor.

A corrupção é a maior chaga na política brasileira e a revelação de sua extensão causa justa indignação. É preciso, pois, punir quem traz o escândalo; é necessário punir os corruptos na Justiça com condenações e na política, não mais os elegendo. Mas também precisamos refletir em como chegamos até aqui, com todos – indivíduos e instituições – revendo com sinceridade nossos papéis e condutas, de modo que possamos ressuscitar a política como atividade voltada para o bem comum, para o debate saudável, para o crescimento do Ceará e do Brasil.

Feliz Páscoa a todos.

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Governo que tudo dá não perdoa contribuinte nem durante a Páscoa

Por Wanfil em Economia

04 de Abril de 2012

Quando o assunto é imposto, o Leão não perdoa o coelhinho nem na Páscoa. Imagem: internet.

Um dos vícios mais arraigados da cultura política brasileira é o paternalismo, que é a ideia de que cabe ao Estado prover as necessidades dos indivíduos. Por isso, há lei e imposto para tudo. Recentemente a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou um projeto de chamado de “Lei Antibaixaria”, que proíbe a contratação para eventos públicos de artistas que “desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres ou homossexuais à situação de constrangimento”.

Entenderam? Sendo o distinto público incapaz de discernir entre o ruim e o bom, o papai Estado dirá o que ele pode ou não ouvir. Sem contar que o conceito do que venha a ser baixaria mudar a depender de quem ouve cada artista. Para alguns grupos, a exaltação à promiscuidade, por exemplo, é que constrange.

Mas voltando ao que interessa, o paternalismo serve de combustível a outro vício, que é o personalismo. A figura do governante que cuida e protege, que dá o que falta, o guia, o príncipe, o pai dos pobres ou a mãe do PAC.

Nessa toada, é comum que a população acredite ser devedora dos favores oficiais. Uma estrada? Quem fez foi o governador. Um hospital? Quem deu foi o prefeito. Dinheiro vivo na mão? O presidente garante. E o fato de que nada é dado, pois o contribuinte é quem garante os recursos para as ações governamentais. Por isso há imposto para tudo.

Os políticos, assim como síndicos e gerentes, têm é que ser cobrados. Se fazem o que é certo, parabéns. Obrigação. Se não roubam, não é virtude. É o mínimo. Pagamos por isso. E pagamos muito caro.

Estamos no período da Páscoa. Veja o quanto pagamos de impostos em algumas compras simples que fazemos nessa época, com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT.

Almoço em restaurante: 32,31%

Bacalhau importado: 43,78%

Bombons: 37,61%

Brinquedos: 39,70%

Buquê de flores: 17,71%

Cartão de páscoa: 37,48%

Chocolate: 38,60%

Coelho de Pelúcia: 29,92%

Colomba pascoal chocolate: 38,68%

Ovo de páscoa: 38,53%

Peixes: 34,48%

Vinho: 54,73%.

E os serviços, ó!

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Governo que tudo dá não perdoa contribuinte nem durante a Páscoa

Por Wanfil em Economia

04 de Abril de 2012

Quando o assunto é imposto, o Leão não perdoa o coelhinho nem na Páscoa. Imagem: internet.

Um dos vícios mais arraigados da cultura política brasileira é o paternalismo, que é a ideia de que cabe ao Estado prover as necessidades dos indivíduos. Por isso, há lei e imposto para tudo. Recentemente a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou um projeto de chamado de “Lei Antibaixaria”, que proíbe a contratação para eventos públicos de artistas que “desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres ou homossexuais à situação de constrangimento”.

Entenderam? Sendo o distinto público incapaz de discernir entre o ruim e o bom, o papai Estado dirá o que ele pode ou não ouvir. Sem contar que o conceito do que venha a ser baixaria mudar a depender de quem ouve cada artista. Para alguns grupos, a exaltação à promiscuidade, por exemplo, é que constrange.

Mas voltando ao que interessa, o paternalismo serve de combustível a outro vício, que é o personalismo. A figura do governante que cuida e protege, que dá o que falta, o guia, o príncipe, o pai dos pobres ou a mãe do PAC.

Nessa toada, é comum que a população acredite ser devedora dos favores oficiais. Uma estrada? Quem fez foi o governador. Um hospital? Quem deu foi o prefeito. Dinheiro vivo na mão? O presidente garante. E o fato de que nada é dado, pois o contribuinte é quem garante os recursos para as ações governamentais. Por isso há imposto para tudo.

Os políticos, assim como síndicos e gerentes, têm é que ser cobrados. Se fazem o que é certo, parabéns. Obrigação. Se não roubam, não é virtude. É o mínimo. Pagamos por isso. E pagamos muito caro.

Estamos no período da Páscoa. Veja o quanto pagamos de impostos em algumas compras simples que fazemos nessa época, com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT.

Almoço em restaurante: 32,31%

Bacalhau importado: 43,78%

Bombons: 37,61%

Brinquedos: 39,70%

Buquê de flores: 17,71%

Cartão de páscoa: 37,48%

Chocolate: 38,60%

Coelho de Pelúcia: 29,92%

Colomba pascoal chocolate: 38,68%

Ovo de páscoa: 38,53%

Peixes: 34,48%

Vinho: 54,73%.

E os serviços, ó!