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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Ciro Gomes quer fazer do PDT o novo PT

Por Wanfil em Política

01 de novembro de 2016

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder. Foto: divulgação

Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, ex-governador do Ceará, ex-secretário estadual da saúde, ex-assessor informal de Segurança Pública e pré-candidato à Presidência da República, trabalha para atrair governadores do PT para as fileiras de seu mais recente partido, o PDT, informa o jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira.

Com a surra que o PT sofreu nas eleições, integrantes do partido estudam uma debandada em busca da sobrevivência política. Além dos cinco governadores da legenda (Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais e Acre), o Estadão informa ainda que 40 dos 58 parlamentares da bancada federal petista avaliam a possibilidade de mudar de partido.

Segundo a reportagem, o governador cearense Camilo Santana estaria de malas prontas para o PSB, onde tentaria concorrer ao Senado, uma fez que sua reeleição é incerta, abrindo caminho para Cid Gomes disputa novamente o governo estadual.

Em tese, tudo faz sentido, afinal, o PDT e o PT foram parceiros no governo e na defesa de Dilma Rousseff. O PDT quer ser o novo PT. E o que restar do PT aposta no PDT para continuar no poder enquanto sonha em se recuperar. Falta saber o que a cúpula petista no Ceará acha disso tudo.

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Quem manda no Ceará é o Pros. Quem?!?

Por Wanfil em Partidos

11 de novembro de 2013

O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) tem a maior bancada na Assembleia Legislativa do Ceará e comanda 66 prefeituras no Estado, entre as quais a de Fortaleza. É a maior força política local. Mas todos sabem que o grande “mérito” da sigla para esse sucesso se resume a servir de abrigo para o grupo político que hoje comanda o governo estadual, liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, após a tumultuada saída do PSB. Em outras palavras, o Pros nasceu para atender contingências de momento, feitas por uma soma de conveniências que fazem do partidarismo brasileiro uma piada.

O próprio PSB e o PSDB já experimentaram aqui o gosto da ascensão e da queda: cresceram enquanto governo, minguaram na oposição. Mas são siglas, goste-se ou não delas, com algum estofo ideológico, conteúdo programático e história. Também o PT cearense tem uma marca própria, apesar de se contentar, atualmente, a orbitar no entorno do governo Cid como força de apoio em busca de migalhas. De todo modo, dos quadros desses três partidos já surgiram lideranças nacionais. E o Pros? O que é o Pros?

O partido foi criado recentemente por um tal de Eurípedes Júnior, que é seu presidente nacional. Vazio por dentro, a sigla se vale de lugares comuns e generalidades como a “consolidação dos direitos individuais e coletivos, o exercício democrático participativo e representativo, a soberania nacional“, blá, blá blá. A indefinição o define como espaço para qualquer um. Nada mais natural para de um partido de aluguel.

O presidente da sigla no Ceará é Danilo Serpa. Até onde me é dado saber, é pessoa de confiança do governador, de quem é chefe de gabinete. Alguns amigos em comum me garantem: é gente boa, jovem trabalhador e leal ao chefe. Falsos companheiros criticam-no pelas costas, acusando-o de ser inacessível (característica que, a meu ver, depõe a seu favor, por revelar pouca disposição para tratar com políticos). No conjunto, parece um perfil mais apropriado a um gerente de loja de departamento ou um a executivo de empresa privada, do que a um líder partidário. Com efeito, não se trata de uma liderança com brilho próprio, mas de um mero arranjo, como tudo mais no Pros.

A sigla fez um jantar de adesão (e quem não aderir considere-se fora do governo) na última sexta-feira (8), cujo convite custava mil reais. Foram tantos os abnegados filiados empolgados abrindo o bolso que ao final foi anunciada uma arrecadação de R$ 1,2 milhão.Na ocasião, Ciro Gomes discursou para os correligionários enfatizando que é preciso defender as conquistas do governo. Disso eu não duvido. Defender conquistas é um ideal bem arraigado nesse pessoal que muda de partido dia sim, dia não.

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O PROS é pró, pô! O resto é papo

Por Wanfil em Partidos

02 de outubro de 2013

Tá sem partido? Precisa de uma legenda que se molde às suas necessidades do momento? Seus problemas acabaram!

Tá sem partido? Precisa de uma legenda que se amolde às suas necessidades do momento? Seus problemas acabaram!

Você já ouviu falar no Partido Republicano da Ordem Social, o PROS? Na sopa de letrinhas do partidarismo brasileiro, é mais uma sigla de conveniência, criada na semana passada sabe-se lá por quem para servir sabe-se lá a quais interesses. Certo mesmo é que o PROS será a maior força política do Ceará, no comando do governo estadual, da Prefeitura de Fortaleza e da presidência da Assembleia Legislativa.

Sem saída e sem programa

É que o grupo político liderado pelo governador Cid Gomes não teve alternativa senão desembarcar no PROS, depois que se viu obrigado a sair do PSB. A decisão foi anunciada durante encontro realizado na noite desta terça-feira (1), após uma semana de suspense. Na prática, pelos discursos proferidos na ocasião, o PROS agrada por oferecer segurança jurídica e razoável liberdade de organização no estado, podendo ser construído à imagem e semelhança dos seus novos filiados.

É isso. Por não ter identidade própria, o partido configura uma oportunidade, quase um alento, aos olhos de quem se vê pressionado pela falta de alternativas. É mais ou menos assim: agora que a sigla foi criada, seu programa será construído. Coisas do Brasil.

É pró, é bom!

Diante da incógnita que é essa nova legenda, é certo ainda que o PROS, como explicou o deputado Zezinho Albuquerque, é pró!, condição ideal para quem não abre mão do compromisso de trabalhar pela reeleição da presidente Dilma, como é o caso dos cidistas.

Na verdade, o encontro serviu mesmo para ratificar uma escolha imposta pelas circunstâncias. O anúncio de que o representante e presidente do PROS no Ceará será Danilo Serpa, chefe do Gabinete do Governador, mostra que as articulações já estavam avançadas, acertadas mesmo, desde antes da reunião.

Novo arranjo

O golpe da saída do PSB parece ter sido assimilado pelo governo e a ordem agora é reorganizar os colégios eleitorais em função do novo arranjo partidário. É tudo mudando, para continuar como estava.

Esse foi meu comentário desta quarta-feira na coluna Política da rádio Tribuna BandNews FM 101.7

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Dissidentes do PSB no Ceará ensinam como procurar um novo partido

Por Wanfil em Partidos

27 de setembro de 2013

A segunda reunião para definir o destino do grupo político ligado ao governador Cid Gomes, realizada na noite de ontem com a presença de parlamentares e prefeitos dissidentes do PSB, acabou, mais uma vez, sem definição. Outra reunião ficou acertada para a próxima terça-feira (01/10). O prazo para uma decisão é curto e termina na sexta-feira (04/10) da semana que vem.

Os meios que (des)qualificam o fim

De concreto, Cid adiantou que o grupo seguirá em bloco para uma nova sigla e que o PT não é alternativa viável. Entre as opções em análise estão PP, PDT, PC do B, PSD e o recém-fabricado PROS. A ordem é buscar aquele que ofereça maior segurança contra questionamentos jurídicos e possíveis prejuízos aos aliados que exercem mandato.

Questões como ideologia, valores e princípios ficam, portanto, em segundo plano, diante das conveniências eleitorais do momento, como é muito comum no Brasil e no Ceará em especial, onde manadas de políticos sempre vivem a seguir seus chefes de um lado para o outro. Raro mesmo é ver uma confissão explícita nesse sentido, feita não por um impulso de denúncia, mas pela assimilação do oportunismo como prática normal e perfeitamente aceitável.

Em busca do tempo perdido

A estratégia de alimentar especulações para em seguida, aos poucos, ir desmentindo os boatos, prolongando assim o suspense geral, resulta, por um lado, das dúvidas a respeito das consequências de uma mudança de partido feita às pressas e na última hora, e por outro, da necessidade de ganhar mais tempo para ver como atuam outras forças políticas.

Nova pesquisa

Sobre isso, a nova pesquisa do instituto Ibope sobre a corrida presidencial, divulgada também ontem, pode servir para justificar a saída de Cid e sua turma do PSB, já que Dilma aparece na liderança com 38% das preferências, enquanto Eduardo Campos fica com apenas 5%.

No entanto, isso não basta pra resolver as questões internas que afligem os governistas no Estado. Na verdade, fortalece o PT e o PMDB, aliados de Cid que podem lançar candidaturas próprias e se transformarem em seus maiores adversários. Mas nada é certo ainda.

Com tanta indefinição, resta mesmo esperar cenas dos próximos capítulos.

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Dissidentes do PSB no Ceará ensinam como procurar um novo partido

Por Wanfil em Partidos

27 de setembro de 2013

A segunda reunião para definir o destino do grupo político ligado ao governador Cid Gomes, realizada na noite de ontem com a presença de parlamentares e prefeitos dissidentes do PSB, acabou, mais uma vez, sem definição. Outra reunião ficou acertada para a próxima terça-feira (01/10). O prazo para uma decisão é curto e termina na sexta-feira (04/10) da semana que vem.

Os meios que (des)qualificam o fim

De concreto, Cid adiantou que o grupo seguirá em bloco para uma nova sigla e que o PT não é alternativa viável. Entre as opções em análise estão PP, PDT, PC do B, PSD e o recém-fabricado PROS. A ordem é buscar aquele que ofereça maior segurança contra questionamentos jurídicos e possíveis prejuízos aos aliados que exercem mandato.

Questões como ideologia, valores e princípios ficam, portanto, em segundo plano, diante das conveniências eleitorais do momento, como é muito comum no Brasil e no Ceará em especial, onde manadas de políticos sempre vivem a seguir seus chefes de um lado para o outro. Raro mesmo é ver uma confissão explícita nesse sentido, feita não por um impulso de denúncia, mas pela assimilação do oportunismo como prática normal e perfeitamente aceitável.

Em busca do tempo perdido

A estratégia de alimentar especulações para em seguida, aos poucos, ir desmentindo os boatos, prolongando assim o suspense geral, resulta, por um lado, das dúvidas a respeito das consequências de uma mudança de partido feita às pressas e na última hora, e por outro, da necessidade de ganhar mais tempo para ver como atuam outras forças políticas.

Nova pesquisa

Sobre isso, a nova pesquisa do instituto Ibope sobre a corrida presidencial, divulgada também ontem, pode servir para justificar a saída de Cid e sua turma do PSB, já que Dilma aparece na liderança com 38% das preferências, enquanto Eduardo Campos fica com apenas 5%.

No entanto, isso não basta pra resolver as questões internas que afligem os governistas no Estado. Na verdade, fortalece o PT e o PMDB, aliados de Cid que podem lançar candidaturas próprias e se transformarem em seus maiores adversários. Mas nada é certo ainda.

Com tanta indefinição, resta mesmo esperar cenas dos próximos capítulos.