organização criminosa Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

organização criminosa

O peso da organização criminosa nas eleições 2016

Por Wanfil em Corrupção

14 de Janeiro de 2016

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no STF denúncia onde afirma que Lula repartiu o comando da BR Distribuidora entre Collor e o PT, criando o que seria “uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro”.

Em outra frente, na Operação Lava Jato, Nestor Cerveró disse, em delação, que Dilma deu continuidade ao acerto entre os ex-presidentes. Antes, em depoimento que não constitui parte do acordo de delação premiada, Cerveró falara sobre um esquema na Petrobras operado na gestão FHC, mas a princípio a informação não passou de um “ouvi dizer”. De todo modo, que tudo seja devidamente investigado.

Modelo esgotado
Os acusados, evidentemente, negam ou tergiversam sobre as acusações. Ocorre que para além das questões legais, a soma dessas denúncias termina por cristalizar no eleitorado uma imagem negativa da atividade política em geral, e em particular do governo Dilma, do PT e de seus aliados mais próximos, já que os indícios e provas já colhidas se concentram mesmo nas gestões petistas, período em que o poder de atração do governo, por óbvio, era “irresistível” aos fisiológicos de sempre.

Descolando, mas sem largar o osso
Agora as coisas são diferentes, agravadas ainda pela crise econômica. Em 2016, candidatos é possível constatar que governistas evitam falar em lava jato e já criticam abertamente atrasos em obras e repasses federais, coisa inimaginável até pouco tempo atrás. Alguns até mudam de partido para fingir que nunca fizeram parte da gestão Dilma. E até siglas com ministérios, fazendo-se de sonsas, tentam se apresentar como terceira via, tentando se descolar do governo, sem, porém, largar o osso.

Com a luz da investigações, estar perto dos que se beneficiaram do esquema corrupto que quebrou a Petrobras agora é um peso. O poder da máquina ainda é um ativo eleitoral, desde que seja usado sem vincular ostensivamente o governo impopular a esses candidatos. A oposição, por sua vez, está quieta, com receio de se expor em brigas que podem desgastá-las. Prefere assistir o espetáculo a uma distância segura, sonhando vencer eleições por falta de adversários.

Suspense
Essas são as linhas que se desenham hoje para o jogo eleitoral deste ano. Ir além disso, hoje, é impossível. Até porque as investigações em curso prometem descobrir mais gente metida com a organização criminosa citada pela Procuradoria Geral da República. Quem for podre que se quebre.

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O peso da organização criminosa nas eleições 2016

Por Wanfil em Corrupção

14 de Janeiro de 2016

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no STF denúncia onde afirma que Lula repartiu o comando da BR Distribuidora entre Collor e o PT, criando o que seria “uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro”.

Em outra frente, na Operação Lava Jato, Nestor Cerveró disse, em delação, que Dilma deu continuidade ao acerto entre os ex-presidentes. Antes, em depoimento que não constitui parte do acordo de delação premiada, Cerveró falara sobre um esquema na Petrobras operado na gestão FHC, mas a princípio a informação não passou de um “ouvi dizer”. De todo modo, que tudo seja devidamente investigado.

Modelo esgotado
Os acusados, evidentemente, negam ou tergiversam sobre as acusações. Ocorre que para além das questões legais, a soma dessas denúncias termina por cristalizar no eleitorado uma imagem negativa da atividade política em geral, e em particular do governo Dilma, do PT e de seus aliados mais próximos, já que os indícios e provas já colhidas se concentram mesmo nas gestões petistas, período em que o poder de atração do governo, por óbvio, era “irresistível” aos fisiológicos de sempre.

Descolando, mas sem largar o osso
Agora as coisas são diferentes, agravadas ainda pela crise econômica. Em 2016, candidatos é possível constatar que governistas evitam falar em lava jato e já criticam abertamente atrasos em obras e repasses federais, coisa inimaginável até pouco tempo atrás. Alguns até mudam de partido para fingir que nunca fizeram parte da gestão Dilma. E até siglas com ministérios, fazendo-se de sonsas, tentam se apresentar como terceira via, tentando se descolar do governo, sem, porém, largar o osso.

Com a luz da investigações, estar perto dos que se beneficiaram do esquema corrupto que quebrou a Petrobras agora é um peso. O poder da máquina ainda é um ativo eleitoral, desde que seja usado sem vincular ostensivamente o governo impopular a esses candidatos. A oposição, por sua vez, está quieta, com receio de se expor em brigas que podem desgastá-las. Prefere assistir o espetáculo a uma distância segura, sonhando vencer eleições por falta de adversários.

Suspense
Essas são as linhas que se desenham hoje para o jogo eleitoral deste ano. Ir além disso, hoje, é impossível. Até porque as investigações em curso prometem descobrir mais gente metida com a organização criminosa citada pela Procuradoria Geral da República. Quem for podre que se quebre.