ONU Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

ONU

Dilma repete Odorico Paraguaçu e mostra o Brasil para a ONU

Por Wanfil em Crônica

22 de Abril de 2016

Odorico na ONU: "I am here to kill the snake and show the stick. Because, with me, is bread bread, cheese cheese"

Odorico na ONU: “I am here to kill the snake and show the stick. Because, with me, is bread bread, cheese cheese”

Causou enorme alvoroço no Brasil a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos para evento da Nações Unidas, realizado em Nova Iorque. De início, aventou-se a possibilidade de a presidente usar o espaço para “denunciar” o que ela e seus aliados chamam de golpe.

Ministros do STF deram duras declarações de repúdio a tese, a oposição protestou, um punhado de manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment foram às ruas para disputar, vejam só, a opinião pública americana e internacional.

Ao final, Dilma focou sua fala em questões climáticas, objeto do encontro, para falar indiretamente e sem usar a expressão “golpe”, sobre a crise política no Brasil. Foi, portanto, muito barulho por nada.

O caso me fez lembrar um famoso episódio do seriado “O Bem Amado”, escrito por Dias Gomes e produzido pela Rede Globo, quando o prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) foi a Nova Iorque oferecer um terreno para sediar a ONU. Enquanto isso, em Sucupira, a oposição acusava-o de inventar pretextos para viajar e governistas comemoravam o espírito visionário de Paraguaçu. Naturalmente, ninguém o ouviu.

Uma comparação direta entre Dilma e Odorico pode até ser feita, mas a associação de ideias que me levou de volta ao antigo seriado foi mesmo a semelhança com a celeuma interna gerada em torno de algo que, para o estrangeiro, fora de alguns círculos comerciais e diplomáticos, é totalmente irrelevante. Ninguém por lá se importa com o Brasil. Por acaso alguém se lembra de alguma comoção internacional diante do impeachment de Collor? Pois é.

Confira abaixo trecho do discurso proferido por Odorico Paraguaçu na calçada da ONU:

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O que não dá pra disfarçar é a insegurança

Por Wanfil em Segurança

11 de Abril de 2014

O governo do Estado lançou na quinta-feira (10) o Programa em Defesa da Vida, que já vinha funcionando em “caráter experimental” desde janeiro. É o conjunto de ações implementadas pelo secretário Servilho Paiva, importado de Pernambuco para tentar estancar a sangria nos índices de violência no Ceará, com destaque para divisão do Estado em 18 áreas de segurança e a remuneração extra para policiais que alcançarem as metas estabelecidas.

Na ocasião, o governador Cid Gomes afirmou, em tom de desabafo, que gostaria de andar disfarçado para ver como funciona a criminalidade. Trata-se, claro, de uma figura de linguagem que não deve ser levada ao pé da letra. Na verdade, o desejo aí expressado é uma forma oblíqua de dizer que a complexidade da insegurança ultrapassa a efetividade das ações empreendidas na área até o momento. Indo mais longe um pouco, não deixa de ser um reconhecimento de que a autoridade constituída não sabe o que fazer. Daí a necessidade de um programa em “caráter experimental” lançado no último ano de sua segunda gestão.

A frustração do governador é compreensível. Certamente, ninguém mais do que ele gostaria de acertar o rumo, mas isso não basta, como atestam os números surreais no setor. E com poucos meses restando para o fim do mandato, é praticamente impossível alguma mudança de impacto ainda na a gestão Cid Gomes. Resta tentar estabilizar o quadro e reduzir os danos de imagem aferidos em pesquisas, já que estamos em ano eleitoral.

Consciente disso, o governo busca um novo discurso para amenizar as inevitáveis críticas de opositores de até de aliados. A conversa batida sobre grandes investimentos, apesar de verdadeira, não cola mais, uma vez que os resultados não apareceram. Aliás, soa mesmo como uma confissão de que os recursos não foram bem utilizados. Por isso agora o reforço de argumentação, com o anúncio de novas metodologias baseadas em análises científicas. A prioridade agora é reunir material para os marqueteiros trabalharem.

Só que aí relatórios de organismos internacionais (até a ONU!) teimam em ofuscar o discurso oficial, classificando o Ceará como um do lugares mais perigosos do mundo. Se o governador quisesse mesmo andar disfarçado, isso seria fácil, porém, perigoso. Difícil mesmo é enxergar uma saída até outubro ou até o final da gestão. Se tem algo que não tem como disfarçar de jeito nenhum, é a nossa insegurança.

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O que não dá pra disfarçar é a insegurança

Por Wanfil em Segurança

11 de Abril de 2014

O governo do Estado lançou na quinta-feira (10) o Programa em Defesa da Vida, que já vinha funcionando em “caráter experimental” desde janeiro. É o conjunto de ações implementadas pelo secretário Servilho Paiva, importado de Pernambuco para tentar estancar a sangria nos índices de violência no Ceará, com destaque para divisão do Estado em 18 áreas de segurança e a remuneração extra para policiais que alcançarem as metas estabelecidas.

Na ocasião, o governador Cid Gomes afirmou, em tom de desabafo, que gostaria de andar disfarçado para ver como funciona a criminalidade. Trata-se, claro, de uma figura de linguagem que não deve ser levada ao pé da letra. Na verdade, o desejo aí expressado é uma forma oblíqua de dizer que a complexidade da insegurança ultrapassa a efetividade das ações empreendidas na área até o momento. Indo mais longe um pouco, não deixa de ser um reconhecimento de que a autoridade constituída não sabe o que fazer. Daí a necessidade de um programa em “caráter experimental” lançado no último ano de sua segunda gestão.

A frustração do governador é compreensível. Certamente, ninguém mais do que ele gostaria de acertar o rumo, mas isso não basta, como atestam os números surreais no setor. E com poucos meses restando para o fim do mandato, é praticamente impossível alguma mudança de impacto ainda na a gestão Cid Gomes. Resta tentar estabilizar o quadro e reduzir os danos de imagem aferidos em pesquisas, já que estamos em ano eleitoral.

Consciente disso, o governo busca um novo discurso para amenizar as inevitáveis críticas de opositores de até de aliados. A conversa batida sobre grandes investimentos, apesar de verdadeira, não cola mais, uma vez que os resultados não apareceram. Aliás, soa mesmo como uma confissão de que os recursos não foram bem utilizados. Por isso agora o reforço de argumentação, com o anúncio de novas metodologias baseadas em análises científicas. A prioridade agora é reunir material para os marqueteiros trabalharem.

Só que aí relatórios de organismos internacionais (até a ONU!) teimam em ofuscar o discurso oficial, classificando o Ceará como um do lugares mais perigosos do mundo. Se o governador quisesse mesmo andar disfarçado, isso seria fácil, porém, perigoso. Difícil mesmo é enxergar uma saída até outubro ou até o final da gestão. Se tem algo que não tem como disfarçar de jeito nenhum, é a nossa insegurança.