Natal Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Natal

Uma singela lembrança para o Natal

Por Wanfil em Crônica

25 de dezembro de 2014

Reproduzo aqui poema do jornalista Wanderley Pereira, meu pai, que partiu do mundo material neste 2014. Em suas linhas, uma lembrança: o Natal pode estar presente em tudo, do noticiário às decorações públicas, mas se não contempla e não faz renascer em nós, como inspiração, o exemplo de amor, doação, desprendimento e de solidariedade incondicional deixado ao mundo por Jesus, não é um verdadeiro Natal. Que todos possamos dar um passo adiante, embalados pelos homenagens natalinas, na caminhada pela evolução moral. Feliz Natal!

NATAL EM TUDO 

Natal em casa ou no mar,
No retiro ou no lazer,
Também Natal pode ser
Momento de trabalhar.
Pode-se comemorar
Natal com cores, com luz,
Natal dos ricos, dos nus,
Natal no templo ou na arte,
Natal tem em toda parte;
Não tem Natal sem Jesus. Leia mais

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Quem nos acode ao coração neste Natal?

Por Wanfil em Crônica

24 de dezembro de 2012

Todos precisamos de uma estrela de Natal a iluminar o caminho para uma breve pausa em nossos cotidianos corridos. É quando nos lembramos dos outros com mais intensidade.

Observando o esmero das mensagens e dos festejos natalinos, lembrei-me de um singelo texto de Carlos Drummond de Andrade. Não foi publicado em livro, mas justamente numa correspondência de Natal para um amigo em dezembro de 1985.

Quem me acode à cabeça e
ao coração
neste fim de ano, entre
alegria e dor?
Que sonho, que mistério,
que oração?
Amor.

Belo resumo. Os anos, ano após ano, são carregados de urgência, de pressa, de obrigações burocráticas e de notícias ruins. O mundo anda saturado de notícias ruins. Existem os bons acontecimentos, claro, mas é que o medo causa mais impressão em nossas almas assustadas do que a esperança. Estamos impregnados de medo. O passar dos anos, nesse cotidiano alucinado que construímos, é mesmo pesado. Por isso é que perto do limite suportável, quando estamos a ponto de ruir, um intervalo nos acode: o Natal.

Para muitos, o Natal é feriado; para outros, é obrigação sacramental. Para as crianças, é festa; para os adultos, é infância. Digo que o Natal é o disfarce perfeito para uma comunhão de amor. Sim, as coisas ruins continuam a acontecer como se não existisse calendário, mas a disposição geral do espírito muda. A esperança, durante algumas horas, prevalece sobre o medo.

É que no Natal, não importa o credo, é momento de lembrar com gratidão das pessoas que gostamos. Fazemos isso não por benevolência, mas por necessidade, porque precisamos socorrer nossos corações e mentes. Esse socorro, sabemos intuitivamente, é o amor, como disse o poeta. E no Natal, nos permitimos agir assim.

Feliz Natal a todos.

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Quem nos acode ao coração neste Natal?

Por Wanfil em Crônica

24 de dezembro de 2012

Todos precisamos de uma estrela de Natal a iluminar o caminho para uma breve pausa em nossos cotidianos corridos. É quando nos lembramos dos outros com mais intensidade.

Observando o esmero das mensagens e dos festejos natalinos, lembrei-me de um singelo texto de Carlos Drummond de Andrade. Não foi publicado em livro, mas justamente numa correspondência de Natal para um amigo em dezembro de 1985.

Quem me acode à cabeça e
ao coração
neste fim de ano, entre
alegria e dor?
Que sonho, que mistério,
que oração?
Amor.

Belo resumo. Os anos, ano após ano, são carregados de urgência, de pressa, de obrigações burocráticas e de notícias ruins. O mundo anda saturado de notícias ruins. Existem os bons acontecimentos, claro, mas é que o medo causa mais impressão em nossas almas assustadas do que a esperança. Estamos impregnados de medo. O passar dos anos, nesse cotidiano alucinado que construímos, é mesmo pesado. Por isso é que perto do limite suportável, quando estamos a ponto de ruir, um intervalo nos acode: o Natal.

Para muitos, o Natal é feriado; para outros, é obrigação sacramental. Para as crianças, é festa; para os adultos, é infância. Digo que o Natal é o disfarce perfeito para uma comunhão de amor. Sim, as coisas ruins continuam a acontecer como se não existisse calendário, mas a disposição geral do espírito muda. A esperança, durante algumas horas, prevalece sobre o medo.

É que no Natal, não importa o credo, é momento de lembrar com gratidão das pessoas que gostamos. Fazemos isso não por benevolência, mas por necessidade, porque precisamos socorrer nossos corações e mentes. Esse socorro, sabemos intuitivamente, é o amor, como disse o poeta. E no Natal, nos permitimos agir assim.

Feliz Natal a todos.