Mucuripe Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Mucuripe

Petrobras enrola o Ceará mais uma vez, agora com ajuda do governo estadual

Por Wanfil em Ceará

29 de Maio de 2015

No último dia 25 de maio o Ministério Público do Ceará entrou com uma Ação Civil Pública para que as empresas Raizen Combustíveis S/A e Petrobras Distribuidora S/A suspendessem as atividades de armazenamento e distribuição de combustíveis no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A ação pedia ainda que o Estado usasse de “todas as medidas necessárias” para que as empresas não dessem continuidade às suas atividades no local (confira mais no site do MPCE).

É que em 2012, o próprio Governo do Ceará, na gestão Cid Gomes, estabeleceu como limite para a saída o dia 31 dezembro de 2014, conforme o decreto 31.034 daquele ano. O mandato de Cid acabou e nada. O de Camilo Santana começou e nada. Como sempre nesses últimos anos, a Petrobras continuou a ignorar solenemente as autoridades cearenses.

Ágil quando interessa
Depois de cinco meses, a inércia do Executivo estadual acabou no dia 26 de maio deste ano, ou seja, um dia após a ação do MPCE, quando o Governo do Ceará rapidamente expediu o decreto 31.726, publicado na edição de 27  de maio do Diário Oficial, com o seguinte enunciado:

RESTABELECE PRAZO PARA QUE AS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS INSTALADAS NA ÁREA DO PORTO DO MUCURIPE, EM FORTALEZA – CE, COM ESTABELECIMENTOS DE BASE PARA RECEBIMENTO, ARMAZENAGEM E EXPEDIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS CLAROS E DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO – GLP, TRANSFIRAM SEUS ESTABELECIMENTOS PARA A ÁREA ADEQUADA QUE INDICA.

Parceria sem resultado
Pronto! O novo prazo agora é o dia 31 de dezembro de 2015. A Petrobras, empresa usada por Lula, Dilma e seus aliados para aplicar nos eleitores cearenses o golpe da refinaria, ganhou mais tempo para fazer o que já deveria ter sido feito, não apenas em razão do primeiro decreto do governo estadual, mas também em obediência à legislação ambiental.

Vale ressaltar que a Petrobras não pode alegar problemas para encontrar outro lugar adequado para seus tanques de combustível, pois o governo estadual disponibilizou um terreno no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, para esse fim. Talvez os gestores cearenses não quisessem se indispor com o comando da Petrobras, na esperança de iniciar a refinaria. Deu no que deu: nem mel, nem cabaça. Sobram especulações e desculpas, faltam resultados, com o contribuinte e a população cearense sempre no prejuízo.

Resumo: submissão humilhante
No final temos o seguinte: os aliados do governo federal no Ceará engoliram calados e submissos o golpe da refinaria. O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine já disse que a refinaria não será construída de jeito nenhum e que a empresa poderia “compensar” o Ceará com a transferência dos tanques. Querer vincular agora esses projetos não passa de uma malandragem, pois a questão dos tanques já estava prevista muito antes do cancelamento da refinaria de araque.

Ao ver que o Ministério Público agiu no sentido de cobrar a Petrobras, o Governo do Ceará prorrogou o prazo para permitir que a mudança dos tanques, caso seja feita, possa ser apresentada como uma compensação. Por essas e outras o Ceará o Ceará virou um cemitério de obras inacabadas. Nem uma simples reforma do aeroporto concluíram. É aquela história: quem muito se oferece, acaba sem valor.

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Petrobras enrola o Ceará mais uma vez, agora com ajuda do governo estadual

Por Wanfil em Ceará

29 de Maio de 2015

No último dia 25 de maio o Ministério Público do Ceará entrou com uma Ação Civil Pública para que as empresas Raizen Combustíveis S/A e Petrobras Distribuidora S/A suspendessem as atividades de armazenamento e distribuição de combustíveis no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A ação pedia ainda que o Estado usasse de “todas as medidas necessárias” para que as empresas não dessem continuidade às suas atividades no local (confira mais no site do MPCE).

É que em 2012, o próprio Governo do Ceará, na gestão Cid Gomes, estabeleceu como limite para a saída o dia 31 dezembro de 2014, conforme o decreto 31.034 daquele ano. O mandato de Cid acabou e nada. O de Camilo Santana começou e nada. Como sempre nesses últimos anos, a Petrobras continuou a ignorar solenemente as autoridades cearenses.

Ágil quando interessa
Depois de cinco meses, a inércia do Executivo estadual acabou no dia 26 de maio deste ano, ou seja, um dia após a ação do MPCE, quando o Governo do Ceará rapidamente expediu o decreto 31.726, publicado na edição de 27  de maio do Diário Oficial, com o seguinte enunciado:

RESTABELECE PRAZO PARA QUE AS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS INSTALADAS NA ÁREA DO PORTO DO MUCURIPE, EM FORTALEZA – CE, COM ESTABELECIMENTOS DE BASE PARA RECEBIMENTO, ARMAZENAGEM E EXPEDIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS CLAROS E DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO – GLP, TRANSFIRAM SEUS ESTABELECIMENTOS PARA A ÁREA ADEQUADA QUE INDICA.

Parceria sem resultado
Pronto! O novo prazo agora é o dia 31 de dezembro de 2015. A Petrobras, empresa usada por Lula, Dilma e seus aliados para aplicar nos eleitores cearenses o golpe da refinaria, ganhou mais tempo para fazer o que já deveria ter sido feito, não apenas em razão do primeiro decreto do governo estadual, mas também em obediência à legislação ambiental.

Vale ressaltar que a Petrobras não pode alegar problemas para encontrar outro lugar adequado para seus tanques de combustível, pois o governo estadual disponibilizou um terreno no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, para esse fim. Talvez os gestores cearenses não quisessem se indispor com o comando da Petrobras, na esperança de iniciar a refinaria. Deu no que deu: nem mel, nem cabaça. Sobram especulações e desculpas, faltam resultados, com o contribuinte e a população cearense sempre no prejuízo.

Resumo: submissão humilhante
No final temos o seguinte: os aliados do governo federal no Ceará engoliram calados e submissos o golpe da refinaria. O novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine já disse que a refinaria não será construída de jeito nenhum e que a empresa poderia “compensar” o Ceará com a transferência dos tanques. Querer vincular agora esses projetos não passa de uma malandragem, pois a questão dos tanques já estava prevista muito antes do cancelamento da refinaria de araque.

Ao ver que o Ministério Público agiu no sentido de cobrar a Petrobras, o Governo do Ceará prorrogou o prazo para permitir que a mudança dos tanques, caso seja feita, possa ser apresentada como uma compensação. Por essas e outras o Ceará o Ceará virou um cemitério de obras inacabadas. Nem uma simples reforma do aeroporto concluíram. É aquela história: quem muito se oferece, acaba sem valor.