mobilidade urbana Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

mobilidade urbana

Roberto Cláudio reconhece participação de Luizianne em obras de mobilidade

Por Wanfil em Política

25 de Abril de 2017

A Lava Jato e a mobilidade dos discursos em Fortaleza

Na correria do dia a dia uma notícia quase passou batida aqui no blog, mas ainda há tempo para resgatá-la. Antes, porém, preparo o terreno com informações anteriores ao fato em questão, ainda relacionadas às eleições de 2016.

ANTES

Naquele ano, durante debate realizado na TV Cidade, a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) disparou: “Todas essas obras de mobilidade, sem exceção, que estão sendo feitas hoje, foram relativas ao nosso governo”.

Candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), rebateu: “A senhora falou que as obras viárias foram todos projetos preparados pela senhora. Diversos foram feitos pelo ex-prefeito Juraci e pelo ex-prefeito Cambraia, pena que a senhora não botou em prática, não executou. Coube a mim ter que fazer o que a senhora não fez e não teve competência para fazer em oito anos”.

Na tréplica, Luizianne insistiu: “O senhor está faltando com a verdade, porque tudo o que o senhor tem feito na área de mobilidade urbana, nós deixamos preparados”.

DEPOIS

Pois bem. O tempo passa, o tempo voa e novos elementos surgiram para, digamos assim, enriquecer o debate. No dia 15 de abril o jornal O Povo informou que o STF, na esteira das delações na Lava jato, encaminhou à Procuradoria da República pedido de investigação sobre licitação para o Programa do Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), feita ainda na gestão de Luizianne.

De acordo com o jornal, “procurado, o prefeito Roberto Cláudio informou, por meio de assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o caso porque as licitações datam da gestão anterior. Já a prefeita Luizianne Lins (PT) disse, também através de assessoria, que não tem conhecimento do assunto”. Reparem: as licitações não datam de gestões anteriores, mas da gestão anterior, ou seja, da administração petista.

CONCLUSÃO

Roberto Cláudio agora reconhece que Luizianne deixou encaminhadas parte das obras de mobilidade por ele executadas. Luizianne, por sua vez, adiantou quem nem conhece o assunto.

A Lava Jato é assim. Refresca a memória de uns e prejudica a de outros.

Publicidade

Os viadutos que ligam a incompetência administrativa ao ambientalismo demagógico

Por Wanfil em Fortaleza

17 de julho de 2013

A polêmica ambiental sobre a construção de dois viadutos no cruzamento das Avenidas Engenheiro Santana Júnior com Antônio Sales, em Fortaleza, reúne a um só tempo os elementos da trapalhada administrativa e do oportunismo político-ideológico travestido de consciência ambiental.

A trapalhada

A falta das devidas autorizações ambientais, a confusão sobre o trâmite burocrático e o embargo judicial que suspende a obra contrastam severamente com a imagem de operacionalidade que a comunicação da Prefeitura de Fortaleza tenta emplacar no noticiário.

O fato é que alguém errou feio no planejamento do cronograma de construção dos viadutos. É uma boa oportunidade para o prefeito Roberto Cláudio mostrar à sua equipe que não tolera amadorismo.

E não adianta reclamar. Os órgãos de controle estão cumprindo o seu papel. As exigências da lei existem justamente para evitar que arroubos ou precipitações possam causar prejuízos à comunidade. Ao querer fazer algo na marra ou na base do improviso, o gestor público corre o risco de ver a expectativa levantada se transformar em frustração. Não faltam exemplos disso no Brasil, a começar pelas obras de transposição do rio São Francisco.

Fica a lição: Não basta ter vontade, não basta ter recursos, é preciso saber fazer.

O oportunismo

No outro lado do imbróglio apareceram os autodenominados ambientalistas (até Delúbio Soares se define assim no Twitter). Não que o ambientalismo seja algo impróprio, pelo contrário, é sinal de avanço, de responsabilidade, que surgiu, vejam só, nas sociedades mais industrializadas e depois ganharam o mundo. Nasceu para aprimorar o sistema de produção capitalista e não para negá-lo, como querem alguns órfãos do pesadelo socialista.

O caso dos viadutos é um prato cheio para os ambientalistas profissionais do Ceará, mobilizados por lideranças que instrumentalizam politicamente o movimento ecológico, sempre associando seus adversários ao atraso e colocando-se na posição de santos abnegados despidos de segundas intenções, ainda que nunca tenham plantado uma árvore e que guardem em suas garagens reluzentes automóveis que lançam – oh, Gaia! – monóxido de carbono no ar que respiramos…

Esse grupo está mais preocupado em performances teatrais do que propriamente em questões formais, já que a frieza dos processos judiciais não cria clamor e não gera dividendos eleitorais. Muitas vezes os ecoespertos agem mesmo sabendo que inexistem irregularidades. No presente caso, a questão ainda será avaliada, mas ainda que a obra seja autorizada, cumprindo todo o trâmite legal e com as devidas compensações para o meio ambiente, eles sairão alardeando que a Justiça é venal e que o sistema é injusto.

Soma zero

De tudo isso, o resultado é que um problema grave de mobilidade urbana segue sem solução.

Publicidade

Os viadutos que ligam a incompetência administrativa ao ambientalismo demagógico

Por Wanfil em Fortaleza

17 de julho de 2013

A polêmica ambiental sobre a construção de dois viadutos no cruzamento das Avenidas Engenheiro Santana Júnior com Antônio Sales, em Fortaleza, reúne a um só tempo os elementos da trapalhada administrativa e do oportunismo político-ideológico travestido de consciência ambiental.

A trapalhada

A falta das devidas autorizações ambientais, a confusão sobre o trâmite burocrático e o embargo judicial que suspende a obra contrastam severamente com a imagem de operacionalidade que a comunicação da Prefeitura de Fortaleza tenta emplacar no noticiário.

O fato é que alguém errou feio no planejamento do cronograma de construção dos viadutos. É uma boa oportunidade para o prefeito Roberto Cláudio mostrar à sua equipe que não tolera amadorismo.

E não adianta reclamar. Os órgãos de controle estão cumprindo o seu papel. As exigências da lei existem justamente para evitar que arroubos ou precipitações possam causar prejuízos à comunidade. Ao querer fazer algo na marra ou na base do improviso, o gestor público corre o risco de ver a expectativa levantada se transformar em frustração. Não faltam exemplos disso no Brasil, a começar pelas obras de transposição do rio São Francisco.

Fica a lição: Não basta ter vontade, não basta ter recursos, é preciso saber fazer.

O oportunismo

No outro lado do imbróglio apareceram os autodenominados ambientalistas (até Delúbio Soares se define assim no Twitter). Não que o ambientalismo seja algo impróprio, pelo contrário, é sinal de avanço, de responsabilidade, que surgiu, vejam só, nas sociedades mais industrializadas e depois ganharam o mundo. Nasceu para aprimorar o sistema de produção capitalista e não para negá-lo, como querem alguns órfãos do pesadelo socialista.

O caso dos viadutos é um prato cheio para os ambientalistas profissionais do Ceará, mobilizados por lideranças que instrumentalizam politicamente o movimento ecológico, sempre associando seus adversários ao atraso e colocando-se na posição de santos abnegados despidos de segundas intenções, ainda que nunca tenham plantado uma árvore e que guardem em suas garagens reluzentes automóveis que lançam – oh, Gaia! – monóxido de carbono no ar que respiramos…

Esse grupo está mais preocupado em performances teatrais do que propriamente em questões formais, já que a frieza dos processos judiciais não cria clamor e não gera dividendos eleitorais. Muitas vezes os ecoespertos agem mesmo sabendo que inexistem irregularidades. No presente caso, a questão ainda será avaliada, mas ainda que a obra seja autorizada, cumprindo todo o trâmite legal e com as devidas compensações para o meio ambiente, eles sairão alardeando que a Justiça é venal e que o sistema é injusto.

Soma zero

De tudo isso, o resultado é que um problema grave de mobilidade urbana segue sem solução.