Michel Temer Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Michel Temer

Ex-sócio de Eunício também foi alvo na operação que prendeu Temer

Por Wanfil em Política

22 de Março de 2019

Mundo pequeno: Eunício Oliveira, ex-presidente do Senado, foi sócio de Rodrigo Castro Alves Neves na empresa Manchester, preso pela Lava Jato. (FOTO: Moreira Mariz/Agência Senado)

O site Metrópoles registrou que um dos alvos na operação da Lava Jato que prendeu o ex-presidente Michel Temer foi o empresário Rodrigo Castro Alves Neves, “um dos donos da empresa Manchester, que até 2011 era de propriedade do ex-presidente do Senado Federal Eunício Oliveira (MDB)”.

Segundo o Metrópoles Rodrigo teve a prisão temporária decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas com base em investigação do Ministério Público Federal, que o acusa de ter sido o responsável por intermediar o pagamento de propina exigido por João Baptista Lima Filho – o coronel Lima – ao delator José Antunes Sobrinho.

A operação apura um esquema de corrupção envolvendo obras da usina nuclear de Angra 3. O ex-senador Eunício não é citado no inquérito, mas a proximidade com um dos alvos foi destacada na matéria assinada por Lilian Tahan:

“O desdobramento da Lava Jato dá um tiro de raspão em um dos caciques históricos emedebistas. Eunício se afastou do grupo de terceirização após denúncias de que a empresa manteve contratos de quase R$ 1 bilhão com a Petrobras entre 2007 e 2011. (…) Em 2011, Eunício repassou suas cotas na Manchester para seus sócios. Por isso, o ex-congressista alega que não geria seus negócios, tarefa que delegava exclusivamente a executivos”.

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Não basta ser contra Temer, tem que ser diferente dele: eis o problema da oposição

Por Wanfil em Política

02 de agosto de 2017

Dilma e Temer: lembram disso, companheiros? Onde vocês estavam? (Arte sobre foto da Agência Brasil)

Nelson Rodrigues dizia invejar a burrice, que é eterna. Quando o assunto é política, eu invejo a eternidade da hipocrisia. Por ocasião da votação do pedido de investigação contra o presidente Michel Temer, como era de se esperar, a oposição foi a favor da continuidade do processo, em alinhamento, diga-se, com a opinião pública. Até aí tudo bem, é natural.

O problema é quando seus representantes, especialmente nos estados, tentam adornar esse posicionamento com discursos contra, vejam só, a corrupção e a crise econômica, como se seus partidos e lideranças nada tivessem com a maior recessão e o maior escândalo de corrupção da história brasileira. Como se nunca tivessem feito campanha para eleger o próprio Temer, seu aliado até uma dia desses, junto com Dilma. Como se fossem puros. É demais.

Não faltam ao governo Temer defeitos, como a contradição entre a promessa de rigor fiscal e a gastança com emendas parlamentares para garantir apoio no Congresso. Mas falar disso não basta aos adversários do presidente impopular, é preciso tentar ainda apagar as próprias digitais dos problemas que agora dizem combater. E então exageram.

No fim, por falta de correspondência entre discurso e prática no poder, o esforço finda inútil. Toda a indignação fingida de quem nunca fez um mea-culpa por toda essa situação, não passa de jogo de cena. Não enganam ninguém.

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A Espada de Dâmocles e a Operação Lava Jato

Por Wanfil em História

07 de julho de 2017

A Espada de Dâmocles, de Richard Westall. A cabeça por um fio

As incertezas quanto à permanência de Michel Temer na Presidência da República jogam sobre sobre Rodrigo Maia, presidente da Câmara, primeiro na linha sucessória na ausência de um vice-presidente, a famosa expectativa de poder.

Ocupando assim o centro das atenções, Maia (codinome Botafogo) passou a ilustrar reportagens que resgataram a citação de seu nome na delação da Odebrecht. Pois é. A condição para assumir o cargo é ter a atuação política submetida ao minucioso exame de investigadores e da imprensa. Aceita se quiser.

Esse concerto político me fez lembrar da Espada de Dêmocles, história da Grécia antiga. Resumindo, Dâmocles, conselheiro e bajulador de Dionísio, disse certa feita que o tirano de Siracusa, na Sicília, era afortunado pela glória e poder que desfrutava.

Em resposta, o rei propôs que trocassem de lugar por um dia, no que foi prontamente atendido. O cortesão foi então cercado de todo o luxo, ouro e belas companhias. Mas depois Dionísio mandou pendurar sobre a cabeça de seu substituto temporário uma espada presa apenas por um fio de rabo de cavalo. A tensão da ameaça constante fez com que Dâmocles perdesse o interesse pelos encantos do cargo e desistisse da troca.

Estar no poder, portanto, é conviver com perigos. No Brasil dos dias que correm, o risco eminente para candidatos a rei é bem específico: é a Operação Lava Jato pendendo como a Espada de Dâmocles sobre a cabeça de quem ocupe o Palácio do Planalto.

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Nem impopularidade de Temer ajuda greve “geral” das centrais. Geral mesmo é o descrédito de ambos

Por Wanfil em Política

30 de junho de 2017

Greve “geral” em Fortaleza contra governo impopular . Mas onde estão os trabalhadores?

Centrais sindicais organizaram nesta sexta nova greve geral contra o governo federal e contra as reformas trabalhista e da Previdência. Como em dia útil e no horário de expediente a maioria dos trabalhadores está ocupada, novamente a greve geral não é geral, muito pelo contrário.

Já que Temer bate recorde de impopularidade, talvez se as manifestações fossem marcadas para o final de sema, tal como nos protestos contra Dilma, mais pessoas participassem. Mas nesse caso, para os organizadores, há um problema. É que as centrais sindicais não conseguem mobilizar grandes contingentes, a não ser pressionando empregados de algumas categorias nas portas das fábricas e lojas. No máximo, conseguem fazer barulho atrapalhando o trasporte público.

E por que essas centrais não conseguem atrair quem deveriam representar? Simples. Porque são imediatamente vinculadas pelo cidadão comum aos partidos políticos de oposição que as controlam, com suas bandeiras vermelhas, tão corruptos e desmoralizados quanto o atual governo. E assim, o sujeito até desaprova Temer e questiona pontos das reformas, mas não aceita por isso andar ao lado daqueles que quebraram o país e assaltaram os cofres públicos, não vai dar discurso a quem deveria estar calado.

Ao tentarem pegar carona na insatisfação geral usando seus ativistas no sindicalismo, esses partidos políticos acabam mesmo é constrangendo a participação espontânea de muitos que, sem confiar em mais ninguém, resolveram esperar para ver no que vai dar. Geral mesmo é a falta de representatividade de governantes, opositores e sindicatos.

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Se a delação da JBS vale para denúncia contra Temer, então vale para os demais…

Por Wanfil em Ceará

27 de junho de 2017

Rodrigo Janot, da PGR, denunciou o presidente Michel Temer ao STF por corrupção passiva. O presidente fez pronunciamento rebatendo a acusação e, assim como Lula, alegou inocência, se disse perseguido e cobrou provas. O caminho para uma condenação formal é tortuoso e precisa passar pelo Congresso. Mas, politicamente, Temer está arruinado.

No Ceará, curiosamente, alguns dos maiores críticos do presidente não podem comemorar a decisão de Janot. Pelo menos, não como gostariam. É que a base da denúncia contra o presidente é a delação de Joesley Batista, dono do grupo JBS, a mesma empresa que acusa o ex-governador Cid Gomes de ter, supostamente, enviado emissários para cobrar propina em troca de créditos fiscais nas eleições de 2014. Cid, assim como Temer, nega e chama os delatores de bandidos.

Para ser justo, existem diferenças que merecem ser observadas. Contra o presidente, por exemplo, existe até gravação. O problema é que, pela lei, se algum ponto da delação for mentira, o acordo por inteiro pode ser desfeito. E como todos sabem, o acordo com os donos da JBS foi o melhor entre os delatores: liberdade total.

Se em Brasília a pressão contra Temer chega as raias do insuportável, por aqui na Terra do Sol, discretamente, quase todos fazem de conta que a delação da JBS vale para uns e não para outros. O silêncio dos implicados, porém, não deixa de ser sintomático.

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Como eu disse, Lula não quer o “fora Temer”, informa Veja

Por Wanfil em Política

12 de junho de 2017

Peças de um mesmo quebra-cabeças – Arte sobre foto do Instituto Lula

A revista Veja desta semana publica na Coluna Radar, de Maurício Lima:

O cálculo da Jararaca
Em público, Lula defende eleições diretas. No seu círculo mais próximo, porém, diz que o melhor cenário para o PT é que Temer permaneça no cargo e fique sangrando até 2018.

Você leu antes aqui

Foi exatamente o que eu disse aqui no blog ainda no dia 30 de maio passado:

O mais lógico é imaginar que ao PT e ao PDT interessa mesmo a permanência de um Michel Temer enfraquecido no cargo. Estratégia inconfessável publicamente, é claro. Impopular e queimado pela JBS, Temer não poderia ser candidato e seu apoio seria um peso. É o adversário perfeito. Até desviou as atenções do público de Lula para o PMDB. Nesse sentido, qualquer outro nome representaria uma incógnita. Vai que o sucessor se viabilize para 2018, não é mesmo?

E no dia 02 de junho:

O PT acena com “Diretas já” para o público, mas opera com os fatos reais nos bastidores. Em Brasília, o partido quer emplacar Aldo Rebelo (PCdoB) como vice de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, para o caso de eleições indiretas. Maia também é investigado na Lava Jato, onde Lula já figura como réu. Porém, esse seria um plano b, pois o ideal mesmo [para o PT] seria deixar Temer sangrando na Presidência.

Sem contar, completo agora, que Michel Temer é a melhor chance de Lula e outros réus de vários partidos e colorações ideológicas de ver a Lava Jato confrontada. É isso aí. A velha e boa dedução lógica ainda é um bom guia.

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Ibope mostra que Temer é quase tão impopular quanto Dilma. Pudera…

Por Wanfil em Pesquisa

31 de Março de 2017

Separados pela crise, unidos na impopularidade

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta mostra que 73% dos brasileiros desaprovam Michel Temer. No mesmo período do ano passado outra pesquisa Ibope registrou que 82% dos brasileiros desaprovavam a maneira de Dilma Rousseff governar.

Significa arrependimento de quem foi às ruas protestar contra a pobre Dilma, como insinuam aliados da ex-presidente? Não, claro que não. A petista colheu o que plantou. É apenas a constatação de que medidas impopulares para sair da recessão não são chamadas de impopulares à toa.

Além do mais, quem apoiou o impeachment não o fez por simpatia a Temer, ou por ver sinais de austeridade moral na sua figura, mas por entender que naquela conjuntura a troca de comando representaria o menor dos males.

Na verdade, a imensa maioria dos que pediram a saída da petista sempre desconfiou do peemedebista, afinal, não por acaso eles foram parceiros de chapa, unidos como os dois lados de uma mesma moeda que apenas virou de cara para coroa. É até curioso que o resultado não seja pior, pois boa parte dos que votaram nele agora guarda indisfarçável ressentimento.

De qualquer modo, é bom que seja assim, pois a História mostra que no Brasil a popularidade anda de mãos dadas com o populismo.

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Lula convida Ciro a visitar transposição para impedir que Temer se aproprie da obra

Por Wanfil em Política

16 de Março de 2017

Temer que aparecer – sozinho! – na foto da transposição – (Beto Barata/Presidência da República)

Lula convidou Dilma Rousseff e Ciro Gomes, que foi ministro da Integração nacional na gestão do petista, para visitar a transposição do Rio São Francisco no próximo domingo, na Paraíba. Pelo menos é o que dizem os principais jornais do país. Seria uma resposta ao presidente Michel Temer, que recentemente foi inspecionar a obra, com direito a discursos na expectativa de mostrar serviço aos nordestinos. Na prática, os ex-aliados disputam sua paternidade.

Aos fatos: o empreendimento saiu do papel na gestão de Lula em 2007, com previsão de ser concluída em 2010, mas atrasou. Dilma o sucedeu, mas não conseguiu terminar a transposição. Aliás, a obra chegou a parar na sua administração. Michel Temer agora corre para destravar entraves burocráticos e problemas financeiros para concluí-la e faturar politicamente com sua inauguração.

Disputas à parte, é evidente que se existe um “pai” para a transposição, esse é Lula. Não há o que discutir. Tudo o que diz respeito a sua execução deve ser atribuído ao petismo, por uma questão de justiça. Tudo! A obra, os custos estratosféricos, as licitações complicadas, as relações com empreiteiras enroladas na Lava-Jato e os atrasos injustificáveis. Temer, na condição de aliado importante, com boa vontade pode figurar como padrinho, para bem ou para o mal.

Não sei o porquê de tanta discussão. Resta saber se Ciro topa ir fazer palanque para o réu Lula, já que os dois são pré-candidatos à Presidência da República.

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Cadê a oposição?

Por Wanfil em Política

07 de Fevereiro de 2017

O governo do Ceará, na gestão Camilo, assim como aconteceu com o ex-governador Lúcio Alcântara, e ao contrário do que foram as gestões de Cid Gomes, é oposição ao governo federal. Condição que, via de regra, dificulta politicamente a vida do governante. Porém, não é o que acontece agora por aqui, em razão de uma série de fatores.

Se por um lado o presidente Michel Temer vem consolidando o poder do PMDB em Brasília, por outro, carece de carisma e apoio da opinião pública. Tudo no Brasil hoje é desconfiança generalizada. E sendo assim, a eventual proximidade com o presidente não é exatamente um trunfo. De todo modo, a máquina federal tem imensa capacidade e meios de dar visibilidade aos seus parceiros nos estados.

Apesar disso, o apoio interno ao governo de Camilo Santana cresce. O DEM, mesmo acusado de golpista pelo PT, aderiu sem maiores constrangimentos a um governo do… PT! Talvez o fato de Camilo ser visto como um futuro ex-petista ajude, mas isso ainda não aconteceu, não é mesmo? Por que então a pressa?

No próprio PMDB a situação não é muito distante. Os deputados Agenor Neto e Audic Mota, eleitos como opositores, racharam e agora são da base de Camilo. O pedetista Sérgio Aguiar, que rompeu para disputar o comando da Assembleia Legislativa no ano passado, voltou ao seu normal e sinaliza que deve voltar a compor com o governo. Até o deputado Heitor Férrer, do PSB, deixou de lado as diferenças, unindo forças com os governistas (e os Ferreira Gomes) para aprovar seu projeto que pede a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios.

Some-se a essas considerações o fato de que a oposição no Ceará acomodou-se na esperança de que suas lideranças – ocupadas com questões nacionais – façam o trabalho local. Despreocupada, não atua em bloco, não articula estratégias, age isolada, pontualmente. Cada um por si. Parece não ter um discurso viável, seja de crítica, seja de proposição de rumos para o Estado.

O governo Camilo, por sua vez, não perde tempo e ocupa o vácuo. Nomeia um nome ligado a oposição para tocar medidas de austeridade e outro de perfil midiático para dividir as atenções com Capitão Wagner na Segurança. Prepara um plano de concessões (privatizações) para se livrar dos elefantes brancos deixados por seu antecessor e padrinho, sem ser minimamente incomodado por seus adversários.

Enquanto isso, a oposição no Ceará espera em berço esplêndido que as coisas (e os votos) lhes caiam do céu.

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Falta combinar com os bielorrussos

Por Wanfil em Ceará

23 de novembro de 2016

Vinte e cinco governadores foram a Brasília pedir dinheiro ao presidente Michel Temer. Alguns estados quebraram, outros estão no limite. Como o governo federal também está em apuros, conseguiram apenas um alívio temporário com a divisão de recursos extras que pingaram no caixa da União. Em contrapartida, os governadores se comprometeram com a reforma previdenciária nos seus estados.

Mas enquanto Camilo Santana continuava sua rotina de peregrinações à Brasília em busca de verbas, o assessor Especial de Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann, estava na Bielorrússia para falar com investidores sobre a conjuntura brasileira e o potencial para negócios internacionais do Ceará.

Com entusiasmo, o site do governo estadual fala sobre a possibilidade de uma fábrica de tratores se instalar no Ceará, embora não exista nada concreto a respeito, a não ser o agendamento de uma visita dos diretores da empresa ao Ceará. Quando? Ninguém diz.

Isso me fez lembrar do famoso episódio em que o jogador Garrincha, após ouvir o técnico da seleção brasileira explanar sobre um esquema perfeito para uma partida contra a seleção soviética, perguntou-lhe: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor combinou isso com os russos?”.

A diferença é que a combinação com os bielorrussos é mais difícil ainda, pois estes muito provavelmente ja sabem como está a conjuntura brasileira e a quantas anda o nosso potencial para negócios. Sem contar que Camilo não conta com um secretário que corresponda, para o seu time, a um Garrincha.

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Falta combinar com os bielorrussos

Por Wanfil em Ceará

23 de novembro de 2016

Vinte e cinco governadores foram a Brasília pedir dinheiro ao presidente Michel Temer. Alguns estados quebraram, outros estão no limite. Como o governo federal também está em apuros, conseguiram apenas um alívio temporário com a divisão de recursos extras que pingaram no caixa da União. Em contrapartida, os governadores se comprometeram com a reforma previdenciária nos seus estados.

Mas enquanto Camilo Santana continuava sua rotina de peregrinações à Brasília em busca de verbas, o assessor Especial de Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann, estava na Bielorrússia para falar com investidores sobre a conjuntura brasileira e o potencial para negócios internacionais do Ceará.

Com entusiasmo, o site do governo estadual fala sobre a possibilidade de uma fábrica de tratores se instalar no Ceará, embora não exista nada concreto a respeito, a não ser o agendamento de uma visita dos diretores da empresa ao Ceará. Quando? Ninguém diz.

Isso me fez lembrar do famoso episódio em que o jogador Garrincha, após ouvir o técnico da seleção brasileira explanar sobre um esquema perfeito para uma partida contra a seleção soviética, perguntou-lhe: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor combinou isso com os russos?”.

A diferença é que a combinação com os bielorrussos é mais difícil ainda, pois estes muito provavelmente ja sabem como está a conjuntura brasileira e a quantas anda o nosso potencial para negócios. Sem contar que Camilo não conta com um secretário que corresponda, para o seu time, a um Garrincha.