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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

mentira

Cunha, assim como Dilma, diz ser vítima de injustiça. Coitadinhos…

Por Wanfil em Brasil

09 de julho de 2016

Ao renunciar à Presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha disse que ser vítima de uma perseguição. Sobre o impeachment, Dilma disse ser vítima de uma farsa jurídica. Lula garante ser vítima de complô. José Dirceu e José Genoino, condenados por corrupção, posam de presos políticos vítimas das elites. Collor de Mello, relembrando seu próprio impeachment, afirma ter sido vítima de um golpe parlamentar.

Dizer o quê? Como se ninguém soubessem o quanto são poderosos, acenam ao público como se fossem criaturas indefesas. Alardeiam suas mentiras numa mescla de indignação e lamento, às vezes com fúria, outras com a candura dos puros. Vítimas de si mesmos, fazem da verdade a vítima maior de suas idiossincrasias.

Para tentar entender como conseguem fazer isso com tanta convicção, tomo emprestadas as palavras de Affonso Romano de Sant’Anna no poema a A Implosão da Mentira:

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

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O mensalão e A Implosão da Mentira

Por Wanfil em Textos escolhidos

04 de agosto de 2012

Affonso Romano de Sant’Anna

Nos finais de semana o blog costuma abordar temas ligados à literatura ou ao cinema. Dicas de livros e filmes, citações de pensadores e afins. São como aberturas de ventilação que servem para arejar o ambiente carregado do noticiário.

No entanto, vez por outra, a notícia em evidência de um período casa tão bem com alguma forma de arte, que a associação é impossível de ser ignorada.

Nesta semana, como todos sabem, após sete anos de espera, teve início o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o maior caso de corrupção de nossa história. Apresentada a acusação pelo Procurador Geral da República, chega a hora da defesa dos réus se pronunciar. O contraste entre a fartura de indícios e provas com a alegação de inocência dos envolvidos me fizeram lembrar o poema A Implosão da Mentira, de autoria do mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, publicado em jornais no ano de 1980 e posteriormente em livro. Leiam e vejam como o texto – feito como crítica aos governos militares – permanece atual.

A implosão da mentira

Fragmento 1

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.

Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.

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A mentira do aquecimento global e o sequestro das causas ambientais

Por Wanfil em Ideologia

08 de Maio de 2012

Aquecimento global: uma hipótese que ganhou status de verdade tão evidente, que nem de provas necessitava

O nível da água nos oceanos está subindo por causa do derretimento das calotas polares, resultado do aquecimento global, provocando desastres ambientais que vão da desertificação de florestas até tsunamis. Tudo porque a temperatura no planeta aumentou em função da ação humana no sistema capitalista.

Embora essa conversa possa soar como uma verdade evidente e familiar, não passa de uma hipótese baseada em premissas falsas. Isso mesmo! Nem sequer conseguiu se sustentar como uma teoria.

Fé e dúvida

Como hipótese que sempre foi, a tragédia anunciada não precisou de provas. Bastou-lhe a fé. E a fé, como dizia Emile Durkheim, é auto-confirmatória, ou seja, dispensa o rigor do exame, a comprovação cabal.

O planeta nunca passou por oscilações de temperatura antes em sua longa história? Os níveis do mar sempre estiveram abaixo do atual? São dúvidas pertinentes que passam ao largo do debate ecológico por serem inconvenientes.

“Mas quem você pensa que é Wanfil, algum cientista?” Bom, sou apenas um curioso, confesso, com a mania de investigar se as sentenças da moda não possuem contestações e se o discurso hegemônico tem ou não sua unanimidade sustentada na burrice, como já advertia Nelson Rodrigues.

Palavra dos especialistas

Tudo bem. Vamos aos especialistas. O doutor Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia na USP, especialista em Antártida, afirmou, em entrevista exibida no programa do Jô Soares, no último dia 2: “O aquecimento global é uma mentira!”. E mais: “Para derreter a Antártida, cá pra nós, você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevada”. Mas professor, o nível do mar não está subindo? “Não! Está no mesmo lugar”. E o aquecimento global? “O aquecimento global virou o bode-expiatório para todos os males da humanidade”. Usar desodorante não aumenta a temperatura do planeta? “A Terra tem essa temperatura porque tem atmosfera, recebe energia do Sol e pela lei dos gases: pressão, temperatura e volume. Não é uma teoria, é uma lei!”.

Para os mais crédulos na catástrofe ambiental, reproduzo trecho de recente entrevista de James Lovelock, pai da teoria do aquecimento global e da Hipótese Gaia (a Terra seria um organismo gigante), guru dos ecochatos, concedida em abril passado à rede americana NBC:  “Tudo bem, cometi um erro. (…) O problema é que não sabemos como o clima atua, embora achássemos que sabíamos 20 anos atrás. Isso levou à publicação de livros alarmistas, inclusive os meus”, reconheceu. Leia mais

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A mentira do aquecimento global e o sequestro das causas ambientais

Por Wanfil em Ideologia

08 de Maio de 2012

Aquecimento global: uma hipótese que ganhou status de verdade tão evidente, que nem de provas necessitava

O nível da água nos oceanos está subindo por causa do derretimento das calotas polares, resultado do aquecimento global, provocando desastres ambientais que vão da desertificação de florestas até tsunamis. Tudo porque a temperatura no planeta aumentou em função da ação humana no sistema capitalista.

Embora essa conversa possa soar como uma verdade evidente e familiar, não passa de uma hipótese baseada em premissas falsas. Isso mesmo! Nem sequer conseguiu se sustentar como uma teoria.

Fé e dúvida

Como hipótese que sempre foi, a tragédia anunciada não precisou de provas. Bastou-lhe a fé. E a fé, como dizia Emile Durkheim, é auto-confirmatória, ou seja, dispensa o rigor do exame, a comprovação cabal.

O planeta nunca passou por oscilações de temperatura antes em sua longa história? Os níveis do mar sempre estiveram abaixo do atual? São dúvidas pertinentes que passam ao largo do debate ecológico por serem inconvenientes.

“Mas quem você pensa que é Wanfil, algum cientista?” Bom, sou apenas um curioso, confesso, com a mania de investigar se as sentenças da moda não possuem contestações e se o discurso hegemônico tem ou não sua unanimidade sustentada na burrice, como já advertia Nelson Rodrigues.

Palavra dos especialistas

Tudo bem. Vamos aos especialistas. O doutor Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia na USP, especialista em Antártida, afirmou, em entrevista exibida no programa do Jô Soares, no último dia 2: “O aquecimento global é uma mentira!”. E mais: “Para derreter a Antártida, cá pra nós, você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevada”. Mas professor, o nível do mar não está subindo? “Não! Está no mesmo lugar”. E o aquecimento global? “O aquecimento global virou o bode-expiatório para todos os males da humanidade”. Usar desodorante não aumenta a temperatura do planeta? “A Terra tem essa temperatura porque tem atmosfera, recebe energia do Sol e pela lei dos gases: pressão, temperatura e volume. Não é uma teoria, é uma lei!”.

Para os mais crédulos na catástrofe ambiental, reproduzo trecho de recente entrevista de James Lovelock, pai da teoria do aquecimento global e da Hipótese Gaia (a Terra seria um organismo gigante), guru dos ecochatos, concedida em abril passado à rede americana NBC:  “Tudo bem, cometi um erro. (…) O problema é que não sabemos como o clima atua, embora achássemos que sabíamos 20 anos atrás. Isso levou à publicação de livros alarmistas, inclusive os meus”, reconheceu. (mais…)