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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

memória

‘Ceará de Atitude’ resgata histórias de torturados na ditadura, mas alguns continuam esquecidos

Por Wanfil em História

26 de agosto de 2016

O Governo do Ceará lançou neste mês de agosto a série de documentários Ceará de Atitude, que relembra “a história de quatro cearenses que sobreviveram à prisão e à tortura durante a ditadura militar”.  A Lei da Anistia foi promulgada em 28 de agosto de 1979.

Foram exibidas as histórias de Valter Pinheiro e Beliza Guedes. Valter participou da luta armada junto ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que combatia a ditadura militar para instaurar a “ditadura do proletariado”. Foi brutalmente torturado na “Casa dos Horrores”, em Maranguape. Beliza também militou no PCBR. Foi sequestrada por militares para ser interrogada em sessões de tortura psicológica.

Vítimas de arbitrariedades covardes e desumanas, suas histórias merecem ser contadas como exemplos contra os regimes de exceção. Por isso, aproveitando a oportunidade, deixo aqui sugestões de outras vítimas de violência nesse período aqui no Ceará, para outros documentários que eventualmente venham a ser produzidos:

Waldemar Carneiro de Brito – PM de apenas 19 anos assassinado com três tiros no dia 4 de janeiro de 1969, na Avenida Bezerra de Menezes, por integrantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização revolucionária de esquerda, durante assalto em busca de armas.

José Armando Rodrigues – Comerciante assaltado, sequestrado, torturado e morto a tiros na serra de Ibiapaba, em São Benedito, por José Sales de Oliveira, Antônio Espiridião Neto, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales, Francisco William e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), membros da Ação Libertadora Nacional.

Esses casos mostram que também existem vítimas de ações perpetradas por organizações revolucionárias. Fato que não justifica a ditadura, muito menos os seus crimes, mas que são importantes para, como dizem os idealizadores do Ceará de Atitude, “resgatar a memória política brasileira, preservando conhecimento para as futuras gerações”.

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Dilma no Ceará: Ô memória traiçoeira!

Por Wanfil em Ceará

19 de julho de 2013

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma Rousseff foi traída pela memória durante evento oficial realizado no Ceará nesta quinta-feira. A presidente esqueceu o nome do prefeito Roberto Cláudio, quando discursava na cerimônia de inauguração, em caráter experimental, de duas estações da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o metrô mais inaugurado do Brasil, embora ainda não funcione pra valer.

Tudo bem, exagerar sobre isso é bobagem. Quem nunca passou por uma situação dessas? Mas, aproveitando a deixa, esse não foi o único ‘esquecimento’ que marcou a visita presidencial. Na verdade, esse foi o menor deles.

Outros ‘esquecimentos’

Os deputados estaduais esqueceram de aproveitar a oportunidade para cobrar a refinaria prometida por Dilma, como fazem em propaganda paga, quando ela está longe. Tudo bem, o dia era de festa e se a refinaria não veio até agora, não valia estragar a visita com esse negócio de cobranças. Talvez por isso, por esse espírito de congraçamento entre políticos, algumas autoridades se viram obrigadas a deixar o local por saídas laterais, esquecidos dos manifestantes que protestavam do lado de fora.

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Para quem gosta de semiótica, a imagem diz muito sobre a gafe de Dilma no evento. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

O cerimonial da Presidência esqueceu ainda de chamar alguns aliados para a inauguração, como o ex-ministro Ciro Gomes, a ex-prefeita Luizianne Lins ou o senador Eunício Oliveira. Ou então foram eles que esqueceram de ir… De qualquer forma, as ausências de figuras que ainda causam dúvidas sobre o futuro, mostram que de uma coisa ninguém esquece: as eleições do ano que vem.

No evento, vale destacar, estavam presentes o governador Cid Gomes, claro, e o deputado federal Eudes Xavier. Certamente esqueceram que os dois trocaram acusações mútuas de espionagem recentemente.

Na ocasião, Dilma assinou uma ordem de serviço para a construção do Cinturão das Águas, obra que, de acordo com a promessa, deverá resolver o problema de abastecimento d’água no estado. Parece que a presidente esqueceu que, para o Cinturão funcionar, é preciso antes concluir a transposição do Rio São Francisco.

Ô memória traiçoeira!

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Dilma no Ceará: Ô memória traiçoeira!

Por Wanfil em Ceará

19 de julho de 2013

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Cid e Dilma em mais uma inauguração do Metrô de Fortaleza. À direita, quase fora do enquadramento, o prefeito Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma Rousseff foi traída pela memória durante evento oficial realizado no Ceará nesta quinta-feira. A presidente esqueceu o nome do prefeito Roberto Cláudio, quando discursava na cerimônia de inauguração, em caráter experimental, de duas estações da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o metrô mais inaugurado do Brasil, embora ainda não funcione pra valer.

Tudo bem, exagerar sobre isso é bobagem. Quem nunca passou por uma situação dessas? Mas, aproveitando a deixa, esse não foi o único ‘esquecimento’ que marcou a visita presidencial. Na verdade, esse foi o menor deles.

Outros ‘esquecimentos’

Os deputados estaduais esqueceram de aproveitar a oportunidade para cobrar a refinaria prometida por Dilma, como fazem em propaganda paga, quando ela está longe. Tudo bem, o dia era de festa e se a refinaria não veio até agora, não valia estragar a visita com esse negócio de cobranças. Talvez por isso, por esse espírito de congraçamento entre políticos, algumas autoridades se viram obrigadas a deixar o local por saídas laterais, esquecidos dos manifestantes que protestavam do lado de fora.

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

Dilma, José Guimarães, Cid Gomes e, mais atrás, Roberto Cláudio. Para quem gosta de semiótica, a imagem diz muito sobre a gafe de Dilma no evento. Foto: Ricardo Stucker/PR/Agência Brasil

O cerimonial da Presidência esqueceu ainda de chamar alguns aliados para a inauguração, como o ex-ministro Ciro Gomes, a ex-prefeita Luizianne Lins ou o senador Eunício Oliveira. Ou então foram eles que esqueceram de ir… De qualquer forma, as ausências de figuras que ainda causam dúvidas sobre o futuro, mostram que de uma coisa ninguém esquece: as eleições do ano que vem.

No evento, vale destacar, estavam presentes o governador Cid Gomes, claro, e o deputado federal Eudes Xavier. Certamente esqueceram que os dois trocaram acusações mútuas de espionagem recentemente.

Na ocasião, Dilma assinou uma ordem de serviço para a construção do Cinturão das Águas, obra que, de acordo com a promessa, deverá resolver o problema de abastecimento d’água no estado. Parece que a presidente esqueceu que, para o Cinturão funcionar, é preciso antes concluir a transposição do Rio São Francisco.

Ô memória traiçoeira!