Mauro Filho Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Mauro Filho

O enigma de Mauro Filho

Por Wanfil em Ceará

11 de julho de 2016

A Esfinge de Tebas desafia Édipo: Decifra-me ou devoro-te.

A Esfinge de Tebas desafia Édipo: Decifra-me ou devoro-te.

O jornal Folha de São Paulo publicou matéria nesta segunda (11) sobre estados que aumentaram o represamento de pagamentos a fornecedores. Surpreendentemente, o Ceará aparece como o segundo na lista de maiores altas nesse tipo de dívida, conforme afirma o jornal com dados do Tesouro Nacional.

A respeito desse levantamento, ainda de acordo com a Folha, “o secretário da Fazenda, Mauro Benevides, o Estado repassa semanalmente a parte do ICMS que cabe aos municípios. Como o dia 30 de abril caiu num sábado, o pagamento foi empurrado extraordinariamente para o mês seguinte“.

Entenderam? Nem eu. Até porque o dia 30 caiu num sábado para todos os estados. Sem contar que o pagamento poderia ter sido feito no dia 29. Mauro Filho é a nossa Esfinge de Tebas.

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Secretário da Fazenda dispara: Ceará não vai ser beneficiado com nada!

Por Wanfil em Economia

24 de Fevereiro de 2015

Chora menino!

O Ceará governista decepcionado com Dilma.

O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, surpreendeu em entrevista à rádio Tribuna Band News nesta terça-feira (24), da qual participei junto com os jornalistas Nonato Albuquerque e Ariane Cajazeiras, pelo tom de cobrança em relação ao governo federal e à própria presidente Dilma Rousseff, aliada e correligionária do governador Camilo Santana.

No que diz respeito ao Ceará, Mauro garantiu que as finanças estão em ordem, mas em relação à União, reclamou de privilégios concedidos a estados ricos e endividados, em detrimento de pobres e organizados e mostrou-se preocupado com a extensão dos cortes anunciados em razão do  ajuste fiscal.

Transcrevo abaixo, em azul, alguns pontos da entrevista, intercalando-os com comentários meus.

Repasses Federais
“O governo federal diz que o atraso nos repasses foi só momentâneo. Mas o que me preocupa são os convênios que o governo do Estado tem com o governo federal. A construção do Cinturão das Águas é uma obra que nós esperamos – e o governador Camilo já teve com a presidenta Dilma em relação a isso – que não sofra [cortes] no ajuste que está sendo feito.”

Se grandes obras como a Transposição do São Francisco e o Cinturão atrasavam quando havia dinheiro, imagine agora. Ritmo intenso nos canteiros só em período eleitoral.

Tratamento desigual
Recentemente – e é bom quer os ouvintes saibam disso – o Congresso Nacional aprovou uma lei federal que troca o indexador da dívida pública de estados e municípios brasileiros, para beneficiar São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e a prefeitura de São Paulo. O governador Cid – e eu como secretário da Fazenda – nós antecipamos esse pagamento. O estado do Ceará não deve mais nada ao governo federal nesse financiamento que foi feito. Ora, o Ceará não vai ser beneficiado com nada! Absolutamente, nada! (…) E o Ceará não pode, nesse momento, ser penalizado por ter sido correto com o governo federal.”

Isso não é novidade alguma. Não é de hoje que o Estado é tratado dessa forma, ao contrário de Pernambuco e Bahia, por exemplo. Além disso, se o governo federal respeitasse rigor fiscal, não estaria ele mesmo no buraco, com um déficit de R$ 17 bilhões em 2014.

Parceiro de eleição
Eu acho que o governo federal tem que medir quem é que está trabalhando corretamente ao longo dos anos, para não sermos penalizados com uma medida de caráter geral. É preciso um olhar diferenciado por parte da presidenta Dilma e dos ministros, porque aqui nós somos parceiros não só de gestão, mas fomos parceiros também da própria eleição da presidente Dilma.”

O apelo à lealdade não comoverá o pragmatismo da presidente ou dos ministros. Se palavra empenhada valesse algo para essa gestão, a construção da refinaria teria sido iniciada ou alguma compensação oferecida.

Transparência e má gestão
Todo mês o Banco Central libera a informação do superávit primário, ou seja, a capacidade do governo federal de pagar os juros da dívida pública, seja ela bruta ou líquida, o nominal, esses indicadores todos. A população brasileira tem acesso a isso. Aliás, quem forma opinião nesse Brasil, todo mês está lá olhando essas informações do Banco Central. Portanto, estranho que, mesmo com alguém dizendo que as contas estavam boas, na realidade uma simples leitura do relatório do Banco Central faria perceber [que] que alguma coisa não vinha realmente bem adequada e administrada em relação a esses pontos.”

Pois é. Muito bem lembrado. Eu também estranho a surpresa de quem descobre somente agora que a situação fiscal do Brasil é gravíssima. Acontece que essas informações não estavam liberadas apenas para a população (essa não confere relatórios, por isso pode alegar ignorância dos fatos) e para formadores de opinião, como jornalistas, professores e empresários, mas também para políticos aliados que garantiam, nas eleições, que Dilma era sim boa gestora. Estranho é apoiar o que não está bem.

Moral da história: ninguém quer mais sair dizendo por aí que é parceiro de Dilma.

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Datafolha no Ceará: entre expectativas e frustrações

Por Wanfil em Pesquisa

21 de setembro de 2014

A mais recente pesquisa Datafolha para as eleições no Ceará, publicada pelo jornal O Povo neste sábado, mostra uma tendência à estabilidade na disputa, com 34% para Camilo Santana (PT), e 41% para Eunício Oliveira (PMDB), que mantém a dianteira.

O Datafolha confirma, por assim dizer, a análise que fiz na rádio Tribuna Bandnews  no dia 03 de setembro sobre a pesquisa anterior do instituto. Camilo havia avançado 12 pontos (pulando de 19% para 31%), dando a impressão de que uma onda favorável se formava. Entretanto, alertei que esse aumento se tratava ainda de transferência de votos do governador Cid Gomes para o seu escolhido. Quem quer que fosse o candidato governista, ele estaria ali na casa dos 30%, talvez um pouco mais, por herdar a preferência de parte dos que aprovam a atual gestão. Dali por diante, portanto, Camilo teria que conquistar seus próprios votos. E aí vimos que o ritmo caiu e o candidato agora apenas oscilou dentro da margem de erro de 3 pontos, frustrando aliados que nos bastidores já falavam em virada, probabilidade que causava inegável apreensão entre os partidários de Eunício.

Como eu já havia dito, o processo de transferência de Cid para Camilo atingiu o teto. Por outro lado, Eunício dá sinais de que também encontrou seu limite de intenção de voto. Se não caiu, deixando a impressão de que encontrou seu piso, também não conquistou indecisos, que são 13% dos entrevistados. Um feito, diga-se, pois descontados votos brancos e nulos, o peemedebista estaria eleito em primeiro turno com 51% das intenções de votos, contra um adversário que tem o apoio do governador e do prefeito de Fortaleza

Nessa reta final, faltando duas semanas para a eleição, um problema adicional para Camilo é o noticiário desfavorável criado pela reação desastrada de Cid Gomes,  seu fiador, no caso das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A pesquisa não avalia o impacto do caso, mas é razoável suor que isso reduza o peso da imagem do governador como principal puxador de votos para o petista.

O Datafolha desta semana é isso: frustração para quem sonhava com uma virada e renovação das expectativas para os que a temiam.

Senado
Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) subiu mais quatro pontos e aparece com 58% da preferência dos eleitores, aumentando a diferença para o segundo colocado, Mauro Filho (Pros), que registrou 19%. A diferença, de 39 pontos, quase três vezes o número de indecisos, que é de 14%. Contando somente os votos válidos, Tasso fica com 74%, contra 24% de Mauro.

A pesquisa mostra que essa é uma tendência que se repete em todos os segmentos avaliados. Como os governistas devem concentrar seus esforços na campanha de Camilo, a situação de Mauro fica mais difícil. Tasso caminha para retornar ao Senado, salvo reviravoltas monumentais de última hora.

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Datafolha no Ceará: início sem surpresas para o Senado

Por Wanfil em Pesquisa

16 de agosto de 2014

Foram divulgados neste sábado os números do Datafolha para as eleições ao Senado, no Ceará. O levantamento foi publicado pelo jornal o povo.

– Tasso Jereissati (PSDB_– 53%
– Mauro Filho (Pros) – 18%
– Raquel Dias (PSTU) – 5%
– Geovana Cartaxo (PSB) – 3%
– Branco/nulo – 9%
– Não sabe – 10%

Esse é o cenário que antecede o início do horário eleitoral, na próxima terça-feira. O desafio agora é traçar as estratégias certas, especialmente no caso das principai9s coligações.

A vantagem de Tasso é considerável. Se Mauro conseguisse conquistar todos os indecisos e reverter brancos e nulos, ainda ficaria 16 pontos atrás, praticamente o seu índice atual. Isso não significa que a fatura esteja certa, mas mostra o tamanho do desafio do candidato da situação.

Não existem agora as condições favoráveis que embalaram as candidaturas governistas em 2010. Naquele ano, o governo federal tinha aprovação recorde e a oposição estava isolada. A conjuntura hoje é bem diferente. Dilma chega ao quarto ano de seu mandato em situação de queda de popularidade. Pode vencer, mas não empolga e não desperta paixões. A economia desandou: o país não cresce, a inflação pressiona. Em 2014, no Ceará, ainda existe um componente adicional: a oposição ganhou o reforço do PMDB, ex-aliado ao governo estadual. Ganhou tempo e estrutura que não tinha antes.

Além do mais, o Datafolha confirma uma regra clássica das pesquisas: fica na frente quem é mais conhecido, que é o caso de Tasso. A seu favor conta a qualidade desses números: a liderança se confirma em todos os estratos e segmentos pesquisados.

Por sua vez, Mauro Filho teve a candidatura definida na última hora, em substituição ao nome de José Guimarães, seu aliado, por causa do arranjo político entre o Pros e PT, que ficou com Camilo Santana na cabeça de chapa. O fato de ser menos conhecido pode ser revertido com o horário eleitoral. Porém, esse ponto não se configura como grande vantagem, pois os tempos das coligações são parecidos. O problema mesmo é o pouco tempo para reverter a situação.

Se por um lado Tasso e Eunício possuem capital político próprio e não dependem de terceiros, por outro Mauro e Camilo dependem muito do engajamento de seus padrinhos políticos Cid e Ciro Gomes. Talvez por isso os irmãos já tenham partido para o ataque, com aquele estilo peculiar de sempre, em palanques e nas redes sociais. Agem como protagonistas da disputa, enquanto seus indicados ficam calados, na esperança de enfraquecer os adversários.

Isso também não é surpresa. Estando atrás, os governistas precisam arriscar. E o risco é saber combinar as doses de propaganda positiva a favor de seus indicados e propaganda negativa contra opositores que remete o leitor à imagem de ex-companheiros traídos por quem soube se aproveitar deles. Em eleições, assim como nos filmes, o público costuma a simpatizar com a vítima.

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Ibope mostra diferença de capital político entre candidaturas naturais e as fabricadas

Por Wanfil em Eleições 2014

22 de julho de 2014

Na primeira pesquisa Ibope feita no Ceará após a oficialização das candidaturas, Eunício Oliveira (PMDB) lidera para o governo do Estado com 44% das intenções de voto, seguido por Camilo Santana (PT), que aparece com 14%. Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) parte na frente com 58%, contra 14% de Mauro Filho (Pros).

Os números, encomendados pela TV Verdes Mares, refletem o peso eleitoral de cada um na largada. Enquanto Eunício e Tasso dispensam padrinhos políticos, Camilo e Mauro, lançados de última hora, surpreendendo até aliados, dependem da transferência de parte do capital político do governador Cid Gomes. Não por acaso, ambos cravaram o mesmo índice. A questão é saber até onde essa influência poderá carregar os candidatos governistas.

O desempenho das candidaturas menores não deve ser menosprezado. Para o governo estadual, Eliane Novais (PSB) tem 6% e Ailton Lopes (Psol) 3%. Juntos, conseguem quase 10% dos votos, que no final podem fazer falta aos líderes. Já para o Senado, Rachel Dias (Psol) tem 5% e Geovana Cartaxo (PSB), 2%.

Certamente os números deverão variar conforme a dinâmica das campanhas. Fatores como a eventual influência de padrinhos políticos, a capacidade de articulação dos candidatos, as taxas de rejeição, a disputa presidencial, a experiência política de cada um, a propaganda eleitoral e os debates, ainda surtirão efeito.

Por enquanto, nesse começo, Eunício e Tasso trabalham sem grandes contratempos. Na verdade, respiram aliviados por terem conseguido reunir mais apoio do que imaginavam antes das convenções. Já Camilo e Mauro, sob o comando de Cid, por um lado contam com a máquina governista, mas por outro lutam para conter o ressentimento dos pré-candidatos descartados pelo Pros e o racha interno no PT.

Tem ainda a briga para ver quem terá o apoio de Dilma. Entretanto, com a presidente caindo pesquisa após pesquisa, já é o caso de pensar se essa companhia pode realmente ajudar. No Planalto, a preocupação não é mais evitar um segundo turno, mas estar no segundo turno.

A primeira pesquisa mostra uma considerável diferença na largada. Não é sinal de vitória fácil de quem parte na frente, mas indício forte de que a reta final será disputada como há muito tempo não se vê.

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Ibope mostra diferença de capital político entre candidaturas naturais e as fabricadas

Por Wanfil em Eleições 2014

22 de julho de 2014

Na primeira pesquisa Ibope feita no Ceará após a oficialização das candidaturas, Eunício Oliveira (PMDB) lidera para o governo do Estado com 44% das intenções de voto, seguido por Camilo Santana (PT), que aparece com 14%. Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) parte na frente com 58%, contra 14% de Mauro Filho (Pros).

Os números, encomendados pela TV Verdes Mares, refletem o peso eleitoral de cada um na largada. Enquanto Eunício e Tasso dispensam padrinhos políticos, Camilo e Mauro, lançados de última hora, surpreendendo até aliados, dependem da transferência de parte do capital político do governador Cid Gomes. Não por acaso, ambos cravaram o mesmo índice. A questão é saber até onde essa influência poderá carregar os candidatos governistas.

O desempenho das candidaturas menores não deve ser menosprezado. Para o governo estadual, Eliane Novais (PSB) tem 6% e Ailton Lopes (Psol) 3%. Juntos, conseguem quase 10% dos votos, que no final podem fazer falta aos líderes. Já para o Senado, Rachel Dias (Psol) tem 5% e Geovana Cartaxo (PSB), 2%.

Certamente os números deverão variar conforme a dinâmica das campanhas. Fatores como a eventual influência de padrinhos políticos, a capacidade de articulação dos candidatos, as taxas de rejeição, a disputa presidencial, a experiência política de cada um, a propaganda eleitoral e os debates, ainda surtirão efeito.

Por enquanto, nesse começo, Eunício e Tasso trabalham sem grandes contratempos. Na verdade, respiram aliviados por terem conseguido reunir mais apoio do que imaginavam antes das convenções. Já Camilo e Mauro, sob o comando de Cid, por um lado contam com a máquina governista, mas por outro lutam para conter o ressentimento dos pré-candidatos descartados pelo Pros e o racha interno no PT.

Tem ainda a briga para ver quem terá o apoio de Dilma. Entretanto, com a presidente caindo pesquisa após pesquisa, já é o caso de pensar se essa companhia pode realmente ajudar. No Planalto, a preocupação não é mais evitar um segundo turno, mas estar no segundo turno.

A primeira pesquisa mostra uma considerável diferença na largada. Não é sinal de vitória fácil de quem parte na frente, mas indício forte de que a reta final será disputada como há muito tempo não se vê.