Lula Archives - Página 5 de 6 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Lula

Protestos: fora da desconfiança não há salvação

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2016

Desde a redemocratização, nos idos dos anos 80 do século passado, os brasileiros já acreditaram em salvadores da pátria e que a esquerda fosse imune à corrupção. Collor e Lula destruíram essas ilusões, causando imensos prejuízos financeiros e traumas morais à nação. A desconfiança nascida da decepção não implica em direcionar gratuitamente as esperanças para outras forças políticas, sejam as linhas auxiliares do petismo ou seus adversários atualmente na oposição. Amadurecer é isso, aprender com a experiência.

Desse modo, as imagens dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff e o PT não deixam dúvidas: foram os maiores já realizados contra um governo no Brasil. Protestos legítimos e pacíficos, distantes da ideia de golpe ou de manipulação midiática. Pedem o impeachment não porque Dilma se mostrou incompetente como gestora ou mentirosa como candidata, mas por ser acusada de, no mínimo, conceder com a corrupção, ou de, mais grave ainda, de ter sido eleita por ela.

Prestígio mesmo, só tem o juiz federal Sérgio Moro, que comanda e personifica a Operação Lava Jato, que em nota resumiu bem esse estado de espírito: “Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas e igualmente se comprometam com o combate à corrupção, reforçando nossas instituições e cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle”.

O recado é claro: se engana quem pensa que o impeachment encerra ou tira força da Lava Jato, pois os brasileiros, que aprenderam a desconfiar de todos os políticos e de todos os partidos, cobrarão a continuidade da Operação. Nessa todos confiam, até mesmo os corruptos investigados, que andam apavorados com a possibilidade de serem presos. Assim, governantes e candidatos que não se comprometerem com as investigações contra a corrupção, que chamarem de golpismo a aplicação da lei, serão definitivamente desmoralizados. A esperança agora está na desconfiança crônica do povo contra seus representantes. Amadurecimento.

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Camilo acusa Lava Jato de tentar desestabilizar o País

Por Wanfil em Política

07 de Março de 2016

Camilo FaceDo governador Camilo Santana, no Facebook, na última sexta-feira, após o depoimento do ex-presidente Lula nas investigações da Lava Jato (grifos meus):

“O que temos visto nos últimos dias são alguns episódios preocupantes de agressão ao estado de direito. Depois de vazamentos seletivos de suposta delação premiada atingindo a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, o país foi surpreendido hoje por uma ação espetaculosa, com o aparente objetivo de desestabilizar o país. O mandado de condução coercitiva do ex-presidente, que tem prestado seguidos esclarecimentos à Justiça, inclusive sobre o processo em questão, soa arbitrário, constrangendo uma figura pública que se notabilizou no mundo inteiro, como o presidente que mais contribuiu para a redução da desigualdade social em um país.”

Que o PT e Lula usem essa retórica como estratégia para mudar o foco das acusações que lhes são feitas, faz parte do jogo. Estranho seria se eles elogiassem a investigação que revela ao País os podres de um projeto de poder em crise. O que não fica bem é quando autoridades como o governador Camilo Santana ou mesmo a presidente Dilma Rousseff, ambos petistas, passam a endossar esses argumentos, puramente retóricos, que não demonstram em momento algum agressões ao Estado de Direito ou arbitrariedades no processo. É preciso que digam objetivamente quais pontos da Constituição foram violados, denunciando nominalmente os responsáveis. Sem isso, essas autoridades correm o risco de se deixarem confundir com meros militantes que usam o prestígio de suas posições para defender o líder em apuros.

Em nota, a Força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal lembrou que “o instituto da condução coercitiva baseia-se no Código de Processo Penal” e que “apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato”. Alguma dúvida? O MPF afirma ainda que outras 116 pessoas foram alvo de conduções coercitivas e ninguém apontou uma irregularidade. Por que Lula teria direito a privilégios? Estamos numa democracia, ora.

Uma coisa é um amigo, admirador, aliado ou correligionário torcer para que Lula, que conta com excelentes advogados, prove sua inocência, rebatendo os contundentes indícios de que teria usado o cargo para conseguir vantagens pessoais de empreiteiras e empresas de telefonia. Outra coisa bem diferente é ver autoridades aderirem sem maiores cuidados a um discurso que procura desqualificar instituições que nada mais fazem do que o seu papel constitucional. Instituições acusadas, vejam só, de funcionar de modo independente.

Coube ao governador do Mato Grosso, Pedro Taques, afirmar diante de Dilma e de outros governadores, inclusive o do Ceará, que ninguém está acima da lei. Existe ainda o perigo de colocar a mão no fogo agora por alguém investigado e diretamente envolvido figuras já condenadas por corrupção, é se queimar nas próximas etapas da Lava Jato.

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Lula e PT querem fazer da intimação um pretexto para a intimidação

Por Wanfil em Brasil

04 de Março de 2016

Certa vez Lula, ainda presidente, lá pelos idos de 2009, disse o seguinte em defesa do aliado José Sarney, ex-presidente da República e na época presidente do Senado enrolado com denúncias sobre atos secretos: “Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”

Agora Lula, na condição de ex-presidente, reclama para si o mesmo tratamento diferenciado, com apoio incondicional do Partido dos Trabalhadores, após ter sido intimado coercitivamente para depor na Lava Jato. A suspeita é que Lula tenha enriquecido com dinheiro sujo das empreiteiras do petrolão.

Logo após o depoimento de Lula, entrevistas coletivas foram convocadas pelo próprio Lula, pelos petistas, pelo Ministério Público e a Polícia Federal. Percebe-se aí uma disputa que extrapola os tribunais: é preciso dar explicações à opinião pública.

Os investigadores afirmam que suas ações, devidamente autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, se baseiam em “fortes indícios” e “evidências convincentes” de que Lula foi beneficiário de um esquema criminoso. Moderados, fizeram a ressalva de que as investigações estão em curso e não podem ser confundidas com uma condenação prévia, sempre focando aspectos técnicos do processo.

Já a reação de Lula e do PT primou pelo apelo à emoção, nesse caso, apresentada como indignação. Lula, Rui Falcão, e aqui no Ceará o deputado José Guimarães, enfatizaram a imagem de Lula como vítima de uma armação da combinada da Justiça, da oposição e da imprensa, para evitar uma futura candidatura do ex-presidente. Nada sobre as empreiteiras foi dito. Inflamados, falando em guerra, conclamaram a militância para sair às ruas em defesa da “história do Lula”, afinal, não se trata de um brasileiro comum.

O problema aí é que é justamente por isso que o argumento de abuso contra o pobre inocente não se sustenta. Por ser quem é, pela importância e proeminência que tem Lula, qualquer ilegalidade na condução do processo seria rapidamente revelada pelos advogados caríssimos do ex-presidente, desmoralizando a acusação. Como esse enfrentamento processual parece batalha perdida, a saída é politizar o caso, para tentar intimidar os responsáveis pela Lava Jato com a ameaça de convulsão social, de instabilidade nas cidades e por aí vai. O PT não aceita que Lula seja investigado e ponto final. Como Sarney, trata-se de alguém incomum. Um acinte!

É importante que a Lava Jato evite, como fez até agora, a politização do processo, restringindo-se aos seus aspectos técnicos. O Brasil é uma República democrática e o estado de direito está em plena vigência, onde TODOS podem ser investigados. Querer refutar acusações no grito, na base da intimidação e da provocação, além de revelar o espírito autoritário de quem assim procede, é sinal de desespero e de culpa no cartório.

Quem for podre que se quebre.

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Cid diz que erros de Lula são perdoáveis. Que erros?

Por Wanfil em Política

13 de Fevereiro de 2016

O ex-governador do Ceará Cid Gomes disse em entrevista ao jornal O Povo que “Lula é um homem que cometeu erros ao longo da sua vida pública, e certamente esses erros são insignificantes perto do bem que ele fez ao Brasil“. Na prática, para bom entendedor, equivale a dizer que são perdoáveis eventuais deslizes de Lula.

Infelizmente, não ficou claro o quais seriam esses erros, aos olhos do ex-ministro relâmpago da Educação. Entre eles estaria a refinaria da Petrobras prometida aos cearenses por Lula e aliados? Ou a demora na conclusão da Transposição do São Francisco? Ou Cid será fala novamente da coligação com entre PT e PMDB? Acho que foi o duque  François de La Rochefoucauld, no século 17 (cito de memória), quem disse que confessamos os pequenos erros para insinuar que não cometemos os grandes. Pois é, a imprecisão abre portas para a especulação. 

Outro ponto importante é separar erro de crime. Ou não tratar crime como mero erro. Porque nessa condição não há perdão. Cid estaria falando do mensalão e do petrolão? Aí tudo mudaria de figura, pois a fala em defesa do ex-presidente se assemelharia à defesa do “rouba mais faz”, o que certamente não deve ter sido a intenção.

Quem sabe a referência aos tais “erros” sejam uma alusão à polêmica do apartamento do Guarujá e do sítio de Atibaia, imóveis frequentados por Lula e família, mas comprados por empresários que enriqueceram mediante contratos públicos e reformados por empreiteiras enroladas na Operação Lava Jato. A suspeita é de que Lula seja o verdadeiro dono de patrimônio e que os favores de empreiteiros sejam retribuição por negócios fraudulentos. Apesar de tudo ainda ser tratado como suspeita, também não cabe aí a comparação com erro no sentido de descuido, já que haveria premeditação e organização para a consumação dos fatos. De todo modo, a investigação deverá esclarecer tudo, não é? Portanto, sendo Lula apenas uma vítima das aparências, não há com que se preocupar. Já do contrário…

Errar é humano, tudo bem. Nas democracias, aceitar as consequências desses “erros”, conforme sua gravidade, também. Sabe como é, ninguém está acima das leis.

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O peso da organização criminosa nas eleições 2016

Por Wanfil em Corrupção

14 de Janeiro de 2016

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no STF denúncia onde afirma que Lula repartiu o comando da BR Distribuidora entre Collor e o PT, criando o que seria “uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro”.

Em outra frente, na Operação Lava Jato, Nestor Cerveró disse, em delação, que Dilma deu continuidade ao acerto entre os ex-presidentes. Antes, em depoimento que não constitui parte do acordo de delação premiada, Cerveró falara sobre um esquema na Petrobras operado na gestão FHC, mas a princípio a informação não passou de um “ouvi dizer”. De todo modo, que tudo seja devidamente investigado.

Modelo esgotado
Os acusados, evidentemente, negam ou tergiversam sobre as acusações. Ocorre que para além das questões legais, a soma dessas denúncias termina por cristalizar no eleitorado uma imagem negativa da atividade política em geral, e em particular do governo Dilma, do PT e de seus aliados mais próximos, já que os indícios e provas já colhidas se concentram mesmo nas gestões petistas, período em que o poder de atração do governo, por óbvio, era “irresistível” aos fisiológicos de sempre.

Descolando, mas sem largar o osso
Agora as coisas são diferentes, agravadas ainda pela crise econômica. Em 2016, candidatos é possível constatar que governistas evitam falar em lava jato e já criticam abertamente atrasos em obras e repasses federais, coisa inimaginável até pouco tempo atrás. Alguns até mudam de partido para fingir que nunca fizeram parte da gestão Dilma. E até siglas com ministérios, fazendo-se de sonsas, tentam se apresentar como terceira via, tentando se descolar do governo, sem, porém, largar o osso.

Com a luz da investigações, estar perto dos que se beneficiaram do esquema corrupto que quebrou a Petrobras agora é um peso. O poder da máquina ainda é um ativo eleitoral, desde que seja usado sem vincular ostensivamente o governo impopular a esses candidatos. A oposição, por sua vez, está quieta, com receio de se expor em brigas que podem desgastá-las. Prefere assistir o espetáculo a uma distância segura, sonhando vencer eleições por falta de adversários.

Suspense
Essas são as linhas que se desenham hoje para o jogo eleitoral deste ano. Ir além disso, hoje, é impossível. Até porque as investigações em curso prometem descobrir mais gente metida com a organização criminosa citada pela Procuradoria Geral da República. Quem for podre que se quebre.

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Sentença que condena tucano por mensalão vale de recado para Lula e Dilma

Por Wanfil em Corrupção

17 de dezembro de 2015

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, do PSDB, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, de Belo Horizonte, no caso que ficou conhecido por “mensalão tucano”. Ainda cabe recurso, mas a decisão derruba um dos argumentos dos defensores dos “heróis do povo brasileir0” José Dirceu e José Genoíno, presos pelo “mensalão do PT”: sem a condenação, parte da esquerda posava de vítima argumentando  haver aí uma proteção contra os adversários do petismo, com o Judiciário agindo seletivamente. Com a condenação, esse discurso não cola mais.

Antes de prosseguir, um esclarecimento: em comum, esses “mensalões” têm como figura central o publicitário Marcos Valério atuando como operador responsável por desviar e distribuir o dinheiro de contratos de publicidade feitos com o governo de Minas num caso e com o governo federal em outro. Mas no caso de Azeredo, a acusação é de que essa grana serviu para financiar sua campanha ao governo; já no caso do PT (pelo qual Valério também fio condenado e preso), os recursos roubados serviam para comprar apoio de partidos no Congresso, pagos mensalmente, daí o nome mensalão.

Agora indo ao que interessa, destaco esse trecho da condenação proferida pela magistrada:

“Ora, acreditar que ele (Eduardo Azeredo) não sabia de nada e foi um simples fantoche seria o mesmo que afirmar que não possuímos líderes políticos, que os candidatos a cargos majoritários são manipulados por seus assessores e coordenadores políticos.”

Perfeito! Uma coisa é um foco de corrupção de algum assessor, secretário ou ministro, limitado pelo campo de atuação de cada um. Isso pode acontecer sem que prefeitos, governadores ou presidentes saibam. Mas quando o esquema envolve a alta cúpula da administração e beneficia, em última instância, o próprio chefe dos envolvidos, aí não tem jeito de alegar inocência, de dizer que não sabia.

Essa lógica serviu para condenar Dirceu no passado e Azeredo no presente. A ser mantida, serve também, sem tirar nem pôr, para condenar Lula e Dilma. Basta reler a sentença.

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Aliado do PT no Ceará, Ciro diz que PT, Lula e Dilma enganaram a população. Parece contradição, mas é método

Por Wanfil em Política

11 de agosto de 2015

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do portal UOL, parceiro da Tribuna do Ceará, Ciro Gomes, disse que Dilma, Lula e o PT mentiram para a população. A imensa maioria dos brasileiros concorda, conforme atestam as pesquisas de opinião. Como isso não é novidade, resta evidente que a fala tem por objetivo marcar uma posição.

Como Ciro evita negar uma candidatura à Presidência, a conclusão lógica é que o ex-ministro procura ocupar espaços no vazio de lideranças políticas nesse momento de crise, no esforço de disputar novamente o cargo.

Terceira via
O discurso é feito com cuidado. Ao mesmo tempo em que diz que Dilma erra feio, Ciro afirma que ela é vítima de conspiradores, incluindo aí o nome de Lula entre os que a atrapalham. Acusa a oposição de golpista, mas evita falar, por exemplo, sobre algumas delações, como a de Ricardo Pessoa, da UTC, que afirma ter financiado as campanhas de Lula e Dilma com dinheiro desviado da Petrobras. A estratégia que é possível deduzir dessa movimentação é desqualificar simultaneamente governo (com PT e Lula juntos) e oposição, para se apresentar como terceira opção.

Tudo isso faz parte do jogo. Ciro é inteligente, articulado, político experiente com recall nacional que o qualificam a postular o cargo, caso consiga um partido. Mas é preciso fazer aqui um reparo e um alerta.

Reparo
Se Dilma, Lula e o PT mentiram aos brasileiros, é preciso lembrar que não o fizeram sozinhos, mas com a ajuda dos aliados. O Ceará foi um dos estados que deram maior votação para a então candidata à reeleição, apesar das promessas não cumpridas e da pegadinha da refinaria. A responsabilidade pela decepção da população, portanto, deve ser compartilhada com seus defensores no estado. Sem eles, a mentira não teria prosperado por tanto tempo.

Alerta
Em sua fala, Ciro critica o comando nacional do PT. Acontece que não há como dissociá-lo de suas estruturas locais. O nome forte do PT cearense, deputado federal José Guimarães, é o líder do governo na Câmara, em Brasília. Tentar separá-los não passa de uma conveniência.

Quando ainda era aliado de Eunício Oliveira, Ciro esculhambava o PMDB nacional, mas preservava o diretório estadual. Só depois de romper é que passou a criticar igualmente a todos.

É a mesma coisa com o PT. Hoje é conveniente manter boa relação com a sigla no estado porque o governador pertence aos quadros do partido e porque o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, candidato apoiado por Ciro e por enquanto no Pros, precisa da aliança com o PT para ter tempo na propaganda eleitoral. Para os petistas, fica o constrangimento, afinal, se o partido é liderado por mentirosos, não deveria ser cortejado pelos aliados de Ciro no Ceará.

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1º de abril, mentiras, maioridade penal, déficit, Lula, corrupção, Ibope e Dilma: tudo a ver

Por Wanfil em Brasil

01 de Abril de 2015

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará

Nesse dia especial, uma homenagem à mentira: anúncio fajuto da refinaria para o Ceará. Longeva, deu votos, mas caiu junto com a Petrobras

Nunca antes na História do país o 1º de abril – Dia da Mentira – foi tão significativo. É só conferir como os principais fatos e o noticiário político-econômico possuem relação com a data:

1) “Se tem alguém indignado com a corrupção, sou eu”, afirma Lula
Eita! Para ver onde está a mentira, basta observar que o partido de Lula está há doze anos no poder. Não podendo negar ou diminuir a corrupção neste período, o jeito para o ex-presidente é tentar roubar (metaforicamente, claro) o discurso da oposição;

2) Câmara aprova tramitação de emenda para reduzir maioridade penal
A mentira pode ser vista no maniqueísmo com que críticos e defensores da medida tratam o tema, especialmente nas redes sociais: bonzinhos com consciência social contra reacionários malvados; ou inimigos do crime contra amigos dos bandidos. Minha opinião? É claro que, aos 16 anos, o sujeito dotado de livre arbítrio já sabe o que é certo ou errado. Condições sociais podem entrar como atenuantes ou agravantes. Próxima;

3) Governo se diz preocupado com redução da maioridade penal
Essa é fácil! O governo está preocupado mesmo é com a operação Lava Jato e com o déficit fiscal criado por Dilma Roussef. Quanto ao resto, acredite quem quiser;

4) Desaprovação ao governo Dilma sobe para 64%, diz pesquisa CNI-Ibope
Nesse caso, a relação com a mentira é de causa e efeito. A notícia é verdadeira, mas o desgaste de imagem assinalado pelo Ibope é resultado da confrontação entre mentiras eleitorais e realidade pós-eleições;

5)  Governo central tem déficit de R$ 7,35 bilhões em fevereiro
Onde está a mentira? No ajuste fiscal anunciado por Joaquim Levy e já em vigor em fevereiro. Ele terá que ser maior do que se imaginava. Não se trata, como diz o governo, de um contratempo pontual, de uma fatalidade externa. O quadro é gravíssimo e os cortes não serão apenas nos gastos. Adeus investimentos.

É isso. Vamos parar por aqui. Lembram da gasolina e da energia que não aumentariam? Das refinarias? Da “Pátria Educadora”? Pois então: é muita mentira para um dia só!

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Anderson Silva e o doping eleitoral no Ceará

Por Wanfil em Ceará

05 de Fevereiro de 2015

Flagrada no exame de antidoping eleitoral, a promessa de refinaria para o Ceará derreteu e todos agora fingem estar surpresos.

Flagrada no exame de antidoping eleitoral, a promessa da Refinaria Premium II derreteu. Todos agora fingem estar surpresos com a fraude.

Anderson Silva foi pego no antidoping. Os organizadores da sua luta mais recente já sabiam pelo menos desde o início de janeiro que Silva não passaria no exame e mesmo assim mantiveram o evento. Poderiam ter evitado a farsa, mas isso significaria abrir mão de contratos de transmissão e da venda de ingressos. Agora todos fingem estar surpresos.

O Ceará não terá uma refinaria da Petrobras. Os governistas já sabiam pelo menos desde o início do ano passado (com a operação Lava Jato) que a Petrobras não tinha mais condições econômicas e morais para o empreendimento e mesmo assim mantiveram o discurso eleitoral. Poderiam ter evitado a farsa, mas isso significaria por em risco a eleição. Agora todos fingem estar surpresos.

Atenuantes e agravantes
Em defesa de Anderson Silva diga-se que não há, até onde sei, precedentes. Já no caso da refinaria, essa foi a quarta eleição em que ela foi usada como propaganda, sem que nunca um tijolo tivesse sido assentado. O torcedor de Silva pode ficar decepcionado com o ídolo, já os eleitores governistas no Ceará só podem ficar decepcionados consigo mesmos.

Anabolizante eleitoral
Como é um astro do “esporte”, muitos trabalham para fazer de Anderson Silva uma vítima do acaso: especialistas, médicos e analistas esportivos são chamados para atestar que coisas assim podem acontecer “sem querer”, que “os testes não são confiáveis” e por aí vai.

No caso da refinaria, está em curso uma operação para inocentar os políticos envolvidos no estelionato eleitoral. Seus cúmplices saem anunciando que a Petrobras age por conta própria, sem prestar contas a ninguém, insinuando que Lula e Dilma, assim como Cid e Camilo, foram enganados, coitados. De restos que a única culpada seria a empresa, essa sim é vítima de políticos!  A Petrobras teria, por esse entendimento, tirado proveito da ingenuidade de dois presidentes da  República e de dois governadores do Ceará.

O fato é que Silva não pode lutar sob efeito de anabolizantes. E como profissional, deveria que observar com rigor sua dieta, caso o contato com a substância não tenha decorrido de dolo. A Petrobras não veio ao Ceará pedir votos, prometendo em troca uma refinaria. Quem fez isso foram Lula, Dilma, Cid, Camilo e seus aliados, que usaram a promessa como anabolizante eleitoral e que agora deveriam pedir desculpas públicas à população.

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Golpe da refinaria gera reação pífia dos representantes do Ceará. Que papelão!

Por Wanfil em Política

30 de Janeiro de 2015

A repercussão no Ceará ao golpe eleitoreiro aplicado por Lula e Dilma, que se valeram da Petrobras para ludibriar os incautos, infelizmente foi decepcionante.

O governo do Estado divulgou nota informando que o governador Camilo Santana, que também é do PT, ficou surpreso e indignado com a decisão – atentem para o alvo – da Petrobras. Vale lembrar que os cearenses não votaram para eleger presidentes da Petrobras, mas para eleger quem os nomeasses, devidamente informados do compromisso assumido por Lula e Dilma, supostamente com base em informações técnicas. Deu no que deu. A dupla obteve votações recordes e a refinaria não veio. Nem virá, diga-se. Mais adiante explico melhor os motivos (e seus números).

Na mesma linha, o deputado Zezinho Albuquerque, do partido de aluguel Pros, presidente da Assembleia Legislativa, muito polidamente classificou a farsa de “descortesia”. Será que Graça Foster não sabe que o parlamento cearense promoveu um concurso de redação para estudantes sobre a importância do empreendimento? Parece que não.

Pois bem, com a má repercussão do calote (sim, pois promessa é dívida), as autoridades locais ficam politicamente fragilizadas, afinal, a parceria com o governo federal era alardeada como condição fundamental para o desenvolvimento do Ceará, ressaltando sempre que a refinaria dobraria o PIB do Estado. Desse modo, Camilo e Zezinho anunciaram a reação.

Ficamos sabendo, ainda pela nota, que o governador ligou o chefe da Casa Civil da Presidência da República, o petista Aloízio Mercadante, para pedir uma audiência com Dilma. Na hora de pedir voto, ela soube vir aqui sem a necessidade de intermediários, mas na hora de dar explicações, tem que marcar hora com o secretário da chefe. Quem sabe ela faça o favor de receber Camilo, não é? Já Zezinho avisou que continuará cobrando a refinaria, como se isso fizesse alguma diferença para o Palácio do Planalto. A falta de senso aí beira a uma psicopatia. Parece delírio esquizofrênico.

Essas lamúrias, beicinhos e queixumes não têm efeito prático algum nesse caso, porque não dão nome aos bois, nem indicam atitudes concretas. Além do mais, o silêncio do agora ministro Cid Gomes, principal avalista da promessa não cumprida e líder de Camilo e Zezinho, é sinal de que o remédio para a base é mesmo se conformar e pronto. Sabe como é: aliados bem comportados não devem constranger Dilma e Lula. Portanto, qualquer aceno de que datas podem ser revistas mais adiante para a retomada da refinaria não passará de mentira grande. Volto agora à explicação sobre os motivos pelos quais a refinaria não virá pelas mãos dessa turma: o balanço não auditado da Petrobras, divulgado com dois meses de atraso, mostra que a dívida bruta da estatal em 2014 é de 331,704 bilhões de reais, um aumento de 157% em relação a 2011. Assim, Petrobras tem a maior dívida corporativa do mundo.

De resto, o momento de cobrar a refinaria já passou: era antes da eleição. Agora não adianta chorar o petróleo que não vem. A saída seria falar a verdade, que a refinaria não vem porque nas gestões Dilma e Lula a ineficiência e a corrupção descapitalizaram a Petrobras, em benefício da patota governista e de algumas empreiteiras. Mas isso a maior parte das nossas autoridades não pode falar, por motivos óbvios. Isso não impediria, no entanto, que a bancada cearenses, sob o comando do Palácio da Abolição, mostrassem disposição para romper com o governo nas votações de interesse do governo federal. Se aliados, são tratados assim, quem lhes pode cobrar obediência? Vale lembrar que o Ceará, um Estado pobre, gastou 657 milhões de reais por causa da refinaria de mentira. Portanto, motivos para brigar não faltam, o que falta é independência, coragem e indignação de verdade.

PS. Já que a Assembleia Legislativa se empenhou tanto em lutar pela refinaria, embora nada pudesse fazer, talvez possa pelo menos tornar “personas non gratas” no Ceará os senhores Sérgio Gabriele e Lula, e as senhoras Graça Foster e Dilma Rousseff. Hummm… Deixa pra lá né?

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Golpe da refinaria gera reação pífia dos representantes do Ceará. Que papelão!

Por Wanfil em Política

30 de Janeiro de 2015

A repercussão no Ceará ao golpe eleitoreiro aplicado por Lula e Dilma, que se valeram da Petrobras para ludibriar os incautos, infelizmente foi decepcionante.

O governo do Estado divulgou nota informando que o governador Camilo Santana, que também é do PT, ficou surpreso e indignado com a decisão – atentem para o alvo – da Petrobras. Vale lembrar que os cearenses não votaram para eleger presidentes da Petrobras, mas para eleger quem os nomeasses, devidamente informados do compromisso assumido por Lula e Dilma, supostamente com base em informações técnicas. Deu no que deu. A dupla obteve votações recordes e a refinaria não veio. Nem virá, diga-se. Mais adiante explico melhor os motivos (e seus números).

Na mesma linha, o deputado Zezinho Albuquerque, do partido de aluguel Pros, presidente da Assembleia Legislativa, muito polidamente classificou a farsa de “descortesia”. Será que Graça Foster não sabe que o parlamento cearense promoveu um concurso de redação para estudantes sobre a importância do empreendimento? Parece que não.

Pois bem, com a má repercussão do calote (sim, pois promessa é dívida), as autoridades locais ficam politicamente fragilizadas, afinal, a parceria com o governo federal era alardeada como condição fundamental para o desenvolvimento do Ceará, ressaltando sempre que a refinaria dobraria o PIB do Estado. Desse modo, Camilo e Zezinho anunciaram a reação.

Ficamos sabendo, ainda pela nota, que o governador ligou o chefe da Casa Civil da Presidência da República, o petista Aloízio Mercadante, para pedir uma audiência com Dilma. Na hora de pedir voto, ela soube vir aqui sem a necessidade de intermediários, mas na hora de dar explicações, tem que marcar hora com o secretário da chefe. Quem sabe ela faça o favor de receber Camilo, não é? Já Zezinho avisou que continuará cobrando a refinaria, como se isso fizesse alguma diferença para o Palácio do Planalto. A falta de senso aí beira a uma psicopatia. Parece delírio esquizofrênico.

Essas lamúrias, beicinhos e queixumes não têm efeito prático algum nesse caso, porque não dão nome aos bois, nem indicam atitudes concretas. Além do mais, o silêncio do agora ministro Cid Gomes, principal avalista da promessa não cumprida e líder de Camilo e Zezinho, é sinal de que o remédio para a base é mesmo se conformar e pronto. Sabe como é: aliados bem comportados não devem constranger Dilma e Lula. Portanto, qualquer aceno de que datas podem ser revistas mais adiante para a retomada da refinaria não passará de mentira grande. Volto agora à explicação sobre os motivos pelos quais a refinaria não virá pelas mãos dessa turma: o balanço não auditado da Petrobras, divulgado com dois meses de atraso, mostra que a dívida bruta da estatal em 2014 é de 331,704 bilhões de reais, um aumento de 157% em relação a 2011. Assim, Petrobras tem a maior dívida corporativa do mundo.

De resto, o momento de cobrar a refinaria já passou: era antes da eleição. Agora não adianta chorar o petróleo que não vem. A saída seria falar a verdade, que a refinaria não vem porque nas gestões Dilma e Lula a ineficiência e a corrupção descapitalizaram a Petrobras, em benefício da patota governista e de algumas empreiteiras. Mas isso a maior parte das nossas autoridades não pode falar, por motivos óbvios. Isso não impediria, no entanto, que a bancada cearenses, sob o comando do Palácio da Abolição, mostrassem disposição para romper com o governo nas votações de interesse do governo federal. Se aliados, são tratados assim, quem lhes pode cobrar obediência? Vale lembrar que o Ceará, um Estado pobre, gastou 657 milhões de reais por causa da refinaria de mentira. Portanto, motivos para brigar não faltam, o que falta é independência, coragem e indignação de verdade.

PS. Já que a Assembleia Legislativa se empenhou tanto em lutar pela refinaria, embora nada pudesse fazer, talvez possa pelo menos tornar “personas non gratas” no Ceará os senhores Sérgio Gabriele e Lula, e as senhoras Graça Foster e Dilma Rousseff. Hummm… Deixa pra lá né?