Lula Archives - Página 4 de 6 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Lula

A semana do ex-presidente: paparicado no Ceará, acusado no Paraná

Por Wanfil em Eleições 2016

05 de agosto de 2016

Lula em Fortaleza, antes da Lava Jato, quando aliados brigavam para aparecer ao seu lado

Lula em Fortaleza em 2013, antes da Lava Jato, quando sua presença fazia desafetos se unirem para aparecer ao seu lado. O tempo voa…

Na mesma semana em que esteve no Ceará, onde foi paparicado em ocasiões separadas por seleto grupo formado por Luzianne Lins, José Guimarães, Ciro Gomes, Cid Gomes e Camilo Santana, o ex-presidente Lula foi acusado pelo Ministério Público no Paraná de ter participado “ativamente do esquema criminoso na Petrobras”.

Os procuradores da Força-tarefa da Operação Lava Jato afirmam ainda que “há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso” e que “recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”.

A passagem de Lula foi registrada aqui no blog nos posts Os bons companheiros e Do jatinho ao fusquinha.

Nas eleições de 2012, multidões de candidatos a prefeito e vereador queriam aparecer ao lado de Lula. Agora, no Ceará, a comitiva dos que acreditam na sua capacidade de transferir votos cabe dentro de um Fusca.

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Os bons companheiros

Por Wanfil em Eleições 2016

03 de agosto de 2016

Lula publicou a foto, mas Cid, Camilo e Ciro não compartilharam. Coisas do momento... (Instituto Lula)

Lula publicou a foto no Facebook. Cid, Camilo e Ciro não compartilharam: separados no palanque em Fortaleza, juntos por necessidade fora dele

Os perfis de Lula e do Instituto Lula no Facebook publicaram a foto ao lado, feita durante passagem do ex-presidente para o lançamento da candidatura de Luizianne Lins (PT) à Prefeitura de Fortaleza.

Nas redes sociais, muitas críticas ao que seria uma incoerência, uma vez que Luizianne é desafeto de Ciro e Cid Gomes (por enquanto no PDT), que trabalham pela reeleição de Roberto Cláudio (também por enquanto no PDT), com o apoio do governador Camilo Santana, petista que não apoia a candidata de Lula.

É preciso ter calma. Não há nada de errado no encontro. Aliás, é perfeitamente natural que assim procedam, afinal, Lula e os irmãos Gomes são aliados de longa data. Juntos, construíram um legado. Anunciaram a refinaria que não veio e não conseguiram concluir a transposição do São Francisco, embora tenham, junto com Dilma, duplicado o custo da obra.

Por falar em Dilma, no mês passado a presidente afastada fez questão de lembrar que Roberto Cláudio e Luizianne Lins fazem parte de sua base aliada. É isso! Esses dois candidatos, mesmo com suas diferenças de estilo e enfoque administrativo, são expressões políticas de lideranças que chegaram juntas ao poder e que hoje estão ameaçadas pela ascensão do PMDB no cenário nacional.

Vença um ou outro a disputa pela capital cearense, seus grupos, ou seus comandantes, sem ter para onde ir, continuam unidos na luta pela sobrevivência política.

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Lula no Ceará: do jatinho ao fusquinha

Por Wanfil em Eleições 2016

02 de agosto de 2016

O ex-presidente Lula, investigado por corrupção e indiciado por obstrução à Operação Lava Jato, participou  da convenção do PT de Fortaleza que oficializou, na noite desta segunda (1), a candidatura da deputada federal Luizianne Lins à prefeitura da capital cearense.

O Fusca do trabalhador é vermelho, mas o jatinho do político de hábitos caros é branco

O fusquinha do líder trabalhador é vermelho, mas o jatinho do político de hábitos caros é branco. Procure no Google

Lula chegou ao evento de carona no Fusca vermelho de Luizianne, dirigido pelo deputado estadual Elmano de Freitas, vice na chapa pura petista, como podemos ver na foto divulgada pela candidata em seu no Facebook pessoal. No palanque, o deputado federal José Guimarães enalteceu o fato: “O Pessoal do hotel levou foi um susto! O presidente Lula entrando num fusquinha. É porque o Lula pertence ao povo do Brasil e ao povo de Fortaleza!“.

O Fusca vermelho é um símbolo que evoca a cor do partido e sua origem humilde, popular, distante dos carrões importados das elites. Campanha é isso: um apelo à emoção. Por isso ninguém divulgou fotos da chegada de Lula, horas antes, em jatinho no antigo terminal do Aeroporto Pinto Martins. Jatinho não combina com Fusca.

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Datafolha 2018: brancos, nulos e indecisos lideram; Bolsonaro bate Ciro

Por Wanfil em Pesquisa

18 de julho de 2016

Pesquisa Datafolha divulgada no final de semana para o jornal Folha de São Paulo mostra que a soma das intenções para votos brancos, nulos e indecisos, variando entre 25% e 27% a depender do cenário, supera os percentuais alcançados pelos principais nomes que aprecem como possíveis candidatos para a disputa presidencial de 2018.

Lula e Aécio
Em seguida, no cenário com Marina (17%) e Aécio (14%), Lula aparece com até 22% das intenções. No entanto, o ex-presidente tem a maior rejeição (46%) e perde em todas as simulações de 2º turno (até para Geraldo Alckmin). Aécio é o segundo mais rejeitado, com 29%, índice alto, porém bem abaixo do petista.

Ciro e Bolsonaro
A surpresa é ver Ciro Gomes (PDT), aparecer com 6%, atrás de Jair Bolsonaro (PSC), que 7%. Como a margem de erro é de 2%, os dois estão tecnicamente empatados. Surpresa porque Ciro já é conhecido do eleitorado de outras disputas. Por outro lado, sua rejeição é baixa, de 13%, contra 19% de Bolsonaro.

Conclusão
Os brasileiros estão à procura de um candidato novo. Conjuntura ideal para surpresas, boas ou ruins.

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Cunha, assim como Dilma, diz ser vítima de injustiça. Coitadinhos…

Por Wanfil em Brasil

09 de julho de 2016

Ao renunciar à Presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha disse que ser vítima de uma perseguição. Sobre o impeachment, Dilma disse ser vítima de uma farsa jurídica. Lula garante ser vítima de complô. José Dirceu e José Genoino, condenados por corrupção, posam de presos políticos vítimas das elites. Collor de Mello, relembrando seu próprio impeachment, afirma ter sido vítima de um golpe parlamentar.

Dizer o quê? Como se ninguém soubessem o quanto são poderosos, acenam ao público como se fossem criaturas indefesas. Alardeiam suas mentiras numa mescla de indignação e lamento, às vezes com fúria, outras com a candura dos puros. Vítimas de si mesmos, fazem da verdade a vítima maior de suas idiossincrasias.

Para tentar entender como conseguem fazer isso com tanta convicção, tomo emprestadas as palavras de Affonso Romano de Sant’Anna no poema a A Implosão da Mentira:

Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

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Lá vem a conversa de refinaria de novo…

Por Wanfil em Ceará

23 de junho de 2016

Tá vendo algum indício concreto de refinaria aí? Não? Nem eu.

Tá vendo algum indício concreto de refinaria aí? Não? Nem eu.

O governador Camilo Santana voltou a falar sobre uma possível refinaria para o Ceará, a ser construída por chineses. Está na edição do jornal O Povo desta quinta.

Em tempos difíceis, a ansiedade pelo anúncio de boas notícias é compreensível. Não obstante, falar em nova refinaria agora é a melhor forma de tentar esquecer os prejuízos milionários causados aos cofres estaduais pelo cancelamento da refinaria prometida por Lula, Dilma e seus aliados no Ceará.

Por falar nisso, quando é que o Governo do Estado pedirá ressarcimento à Petrobras do que foi investido com dinheiro dos cearenses para receber o projeto?

Fica o registro. Dar muita atenção a essa conversa de nova refinaria é correr o risco de construir, isso sim, e novamente, outra ilusão. Melhor mudar de assunto.

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Ministério sem cearenses pode indicar falta de prestígio, é verdade. Mas quando foi que realmente houve prestígio?

Por Wanfil em Ceará

16 de Maio de 2016

Entre os indicados para a equipe ministerial de Michel Temer não há, a exemplo de mulheres e negros, gestores cearenses. Talvez seja o caso de imaginar que do ponto de vista administrativo e político, o governo do PMDB não tenha feito do gênero, da cor e do Estado de origem, critérios de escolha.

Quais foram, então, os critérios? Ora, varia de acordo com a pasta. Foi técnico para o pessoal da área econômica; fisiológico, como no caso de Leonardo Picciani no Esporte; pessoal, como José Serra nas Relações Exteriores; e ainda teve as nomeações que misturam perfis técnicos com acordos políticos. O ministério é um amálgama de necessidades urgentes com as conveniências de sempre para fazer a tal maioria no parlamento. A esperar os resultados disso. Mesmo assim, essa ausência de cearenses tem causado rumores no meio político local.

Eunício sem nada?
Havia a expectativa de que o senador Eunício Oliveira conseguisse emplacar um nome, mais precisamente Gaudêncio Lucena, na Integração Nacional, o que não aconteceu. Seus adversários falam em falta de prestígio, apesar dos órgãos federais já comandados por indicados do Senador, como é o caso do BNB e DNOCS. Pode ser que sim, pode ser que não.

De fato, a falta de um nome ligado a Eunício, simplesmente o tesoureiro do PMDB e muito próximo a Temer, soa estranho. A não ser que a influência do senador tenha sido direcionada em outro sentido, como, por exemplo, suceder Renan Calheiros na presidência do Senado em 2017, com apoio do governo federal. E hoje, como resta comprovado por fatos recentes, presidir as casas legislativas no Congresso confere poderes aos seus ocupantes muito maiores do que os de um ministro. Mas isso são especulações a serem confirmadas, lembrando que tendências podem mudar a todo instante.

O que fizeram os ministros cearenses?
Vamos lá. Vários nomes cearenses ocuparam diversos ministérios nos últimos anos e isso, francamente, não fez muita diferença para o Estado.

Quantas obras realmente importantes para mudar o perfil socioeconômico do Ceará foram inauguradas por esses ministros? Nem mesmo a reforma do aeroporto foi realizada (lembram do “puxadinho”?). De que valeram para os cearenses essas nomeações na hora, por exemplo, de garantir a refinaria que não veio? De que serviram para evitar os caríssimos atrasos na transposição do rio São Francisco? Qual a utilidade de ter tido um ministro da Educação por três meses? Para o Ceará, os resultados nesses últimos 15 anos foram pífios, essa é a verdade.

Não estou dizendo que nada fizeram. Com certeza alguns deixaram suas marcas etc., etc. Só lembro que esses cargos, que são de abrangência nacional, não resultaram em ações direcionadas para beneficiar o estado natal dos ministros. Pelo menos no que diz respeito ao Ceará.

De toda forma, se o problema é o medo de falta de prestígio, é preciso dizer que, infelizmente, pela ausência de inaugurações e pelas promessas não cumpridas, falta de prestígio nunca faltou para a base que deu sustentação a Lula e Dilma no Ceará, apesar da nomeação de um ou outro ministro. Não seria, portanto, novidade alguma.

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O saldo da passagem de Lula pelo Ceará

Por Wanfil em Política

06 de Abril de 2016

Estive afastado do blog por alguns dias e agora, ao retornar, não posso deixar passar em banco o comício que Lula fez no Ceará, contra o impeachment de sua cria política Dilma Rousseff, no último sábado (2). Foi até melhor, pois com a poeira sentada fica mais fácil ver o que aconteceu.

Pois bem, passados quatros dias, qual o saldo do evento? Faço aqui uma listagem:

1 – Lula ainda não é ministro da Casa Civil – Ao dizer que tomaria posse até quinta (7), deu a entender, mais uma vez, que poderia ter informação antecipada sobre decisão do STF. Resultado: a liminar que o impede de assumir não será analisada nesta semana;

2 – O processo de impeachment contra Dilma continua tramitando – Segue conforme o rito definido pelo Supremo, com direito à ampla defesa da presidente na comissão que trata o assunto na Câmara, feita pelo titular da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, revelando que, na prática, o governo sabe que o processo é legal, não obstante o discurso de golpe;

3 – O PDT cearense sumiu do palanque – Pois é. Nem Ciro (que recentemente xingou Lula de “merda”), nem Cid, nem André Figueiredo, muito menos o prefeito Roberto Cláudio quiseram acompanhar Lula na “defesa da democracia”. No palanque restaram Camilo Santana e Luizianne Lins, ambos do próprio PT. A liderança do PDT não foi por quê? Estava muito ocupada? Discorda de algo? Não quer ver a imagem do prefeito ligada a um investigado por corrupção, no caso, Lula? Ninguém sabe. Assim fica difícil convencer o PT a apoiar a reeleição de um pedetista na capital;

4 – A volta da refinaria – No momento mais surreal da passagem, mais revelador de uma moral e de uma forma de fazer política, o ex-presidente disse que retomaria o projeto da refinaria da Petrobras para o Ceará. Isso mesmo, aquele que mudaria a economia do Ceará, que seria um divisor de águas, que estava garantido, que teve pedra fundamental lançada pelo próprio Lula, mas que era desconhecido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), porque não existia projeto. Golpe mesmo, materializado, consumado, foi este, eleitoreiro, contra os cearenses. A mentira torna-se ainda mais deslavada pelo fato de que a Petrobras foi arruinada pelos governos Lula e Dilma, pelas razões que todos já conhecem agora.

Saldo
Para o Ceará o saldo foi zero. Até o momento, o comício serviu apenas para manter acesa a disposição dos 10% que apoiam a presidente Dilma, contra os 70% que desejam o impeachment da presidente.

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É Lula… Não tá tranquilo, não tá favorável

Por Wanfil em Política

17 de Março de 2016

Segue o conteúdo da Coluna Política desta quinta-feira (17), que tenho na rádio Tribuna Band News FM (101.7):

Sob o pretexto de enfrenta a crise econômica e reunificar a base aliada, o ex-presidente Lula foi nomeado ministro da Casa Civil. Na prática, Lula quer foro privilegiado para escapar de um provável pedido de prisão e poder político para tentar evitar o impeachment de Dilma.

Muitos analistas lembram que não se deve subestimar o ex-presidente, mas é importante também não subestimar o contexto, para não confundirmos passado e presente.

O Lula presidente deixou o planalto com alta popularidade, o Lula ministro assume com viés de baixa; o Lula presidente tinha a legitimidade das urnas, o Lula ministro tem o endosso dos conchavos de conveniência; o Lula presidente herdou um país com diretrizes econômicas bem definidas; o Lula ministro herda um país sem rumo e que vive uma recessão sem precedentes; Lula presidente tinha o benefício da dúvida, Lula ministro é um suspeito investigado por corrupção.

Essas diferenças, assim como a desconfiança generalizada da população, não podem de forma alguma ser ignoradas.

Os grupos responsáveis pelos protestos de domingo (13), os maiores da história, já falam em voltar às ruas para exigir a saída de Lula. No Ceará, que possui uma das bancadas governistas mais subservientes do País, onde o PIB despencou 3,5% em 2015 e o desemprego bate recorde, coube à iniciativa privada falar pelos cearenses. A Federação das Indústrias do Estado (Fiec) se manifestou no mesmo dia para pedir uma mobilização nacional contra a nomeação do ex-presidente.

Só mesmo o governo federal e seus aliados, por conta do desespero, ainda acreditam em salvadores da pátria.

Abaixo, o áudio da coluna.

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O Ministério e a diferença entre Lula e Brás Cubas

Por Wanfil em Brasil

16 de Março de 2016

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra essencial do grande Machado de Assis, o personagem título dedica um capítulo, com apenas uma página totalmente em branco, a sua quase nomeação para um ministério (cap. CXXXIX: De como não fui ministro d’Estado). No capitulo seguinte (cap. CXL), Brás Cubas explica a razão de seu silêncio: “Há coisas que melhor se dizem calando; tal é a matéria do capítulo anterior“. Ironia com requinte de classe.

O romance de Machado foi publicado em 1881. Eram outros tempos. Passados 135 anos, a discrição de outrora parece impossível nessa época de informação em tempo real, de redes sociais, de implacável cobertura de imprensa. O ex-presidente Lula pode vir a ser ministro de Dilma Rousseff, mas independente de sua efetivação ou não, essa página de sua história não poderá ficar em branco. É que o país inteiro já sabe os motivos dessa articulação.

Dilma, sua sucessora sem liderança própria ameaçada de impeachment, foi constrangida por seus correligionários a nomeá-lo ministro, abdicando, portanto, de comandar o próprio governo, para que Lula, a fonte de liderança que a elegeu, possa escapar da prisão. Esse capítulo, sem prejuízo para novos acontecimentos, ficaria bem descrito com o seguinte título, de autoria do próprio Lula, em 1988: No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro.

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O Ministério e a diferença entre Lula e Brás Cubas

Por Wanfil em Brasil

16 de Março de 2016

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra essencial do grande Machado de Assis, o personagem título dedica um capítulo, com apenas uma página totalmente em branco, a sua quase nomeação para um ministério (cap. CXXXIX: De como não fui ministro d’Estado). No capitulo seguinte (cap. CXL), Brás Cubas explica a razão de seu silêncio: “Há coisas que melhor se dizem calando; tal é a matéria do capítulo anterior“. Ironia com requinte de classe.

O romance de Machado foi publicado em 1881. Eram outros tempos. Passados 135 anos, a discrição de outrora parece impossível nessa época de informação em tempo real, de redes sociais, de implacável cobertura de imprensa. O ex-presidente Lula pode vir a ser ministro de Dilma Rousseff, mas independente de sua efetivação ou não, essa página de sua história não poderá ficar em branco. É que o país inteiro já sabe os motivos dessa articulação.

Dilma, sua sucessora sem liderança própria ameaçada de impeachment, foi constrangida por seus correligionários a nomeá-lo ministro, abdicando, portanto, de comandar o próprio governo, para que Lula, a fonte de liderança que a elegeu, possa escapar da prisão. Esse capítulo, sem prejuízo para novos acontecimentos, ficaria bem descrito com o seguinte título, de autoria do próprio Lula, em 1988: No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro.