Lula Archives - Página 2 de 6 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Lula

Governadores não conseguem visitar Lula. Jogo de cena

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2018

Sete governadores do Nordeste, entre eles Camilo Santana, e dois da região Norte, além de três senadores e alguns políticos, se deslocaram ao Paraná ontem para tentar visitar Lula na cadeia. Não conseguiram. Segundo a juíza Carolina Lebbos, da 13ª Vara Federal de Curitiba não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal“. Ou seja, Lula está submetido a regras que valem para os demais presos.

A improvisação de uma visita feita às cegas por gente tão importante e bem assessorada, sem a confirmação prévia de sua possibilidade junto à PF, é algo estranho. Quem acompanha a cobertura de políticos sabe que um governador não sai por aí sem que antes tudo tenha sido cuidadosamente planejado.

Pelo visto, a visita sem sucesso parece seguir o roteiro político que teve início desde a decretação da prisão de Lula pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na semana passada. Após a encenação de resistência, agora a romaria frustrada de aliados. Tudo para dar a impressão de que o ex-presidente é vítima de um regime de exceção e de quebra explorar a popularidade do ex-presidente no Norte e Nordeste. Foi pensando em dividendos eleitorais, por exemplo, que Renan Filho, de governador Alagoas, se juntou ao grupo. Sim, ele é filho do senador Renan Calheiros.

Nada os impede de tentar novamente, agora do jeito certo. Um de cada vez, quem sabe. Para expressar solidariedade não é necessário fazer ato político partidário em contra decisão judicial que obedeceu o devido rito.

Para encerrar, uma pergunta: quem custeou o descolamento desses governadores e parlamentares? Foi de avião de carreira ou de jatinho?

É só uma pergunta. E perguntar não ofende.

Publicidade

Lula, o homem que virou “ismo”

Por Wanfil em Política

09 de Abril de 2018

O Lulismo em ação para tentar salvar Lula da prisão – Foto: Agência Brasil

No inusitado comício no dia de sua prisão, o ex-presidente Lula fez uma revelação: Não pararei porque não eu sou mais um ser humano. Eu sou uma ideia, uma ideia misturada com a ideia de vocês. A morte de um combatente não para a revolução.

Foi o anúncio da transmutação do indivíduo de carne e osso, por enquanto circunscrito aos limites do cárcere, em expressão metafísica de um ideal confuso, sem postulados claros, representado essencialmente pela imagem do seu próprio criador e, por extensão, pelo desejo de impunidade.

Lula desse modo assumiu de vez como persona o lulismo, expressão que antes identificava o mero culto personalista da esquerda ao chefe máximo. Personalismo que está na raiz de outros “ismos” presentes na cultura política brasileira, como caudilhismo, patrimonialismo, clientelismo, paternalismo, getulismo, sebastianismo (esse importado de Portugal) e populismo, entre outros. No fundo, mais do mesmo, a velha exaltação ao líder infalível, ao escolhido pela História, ao perseguido, ao redentor que se sacrifica em nome do povo, tão cara às ideologias revolucionárias. Como sempre, tudo farsa, manipulação.

Na verdade, o ex-presidente condenado por corrupção tenta mobilizar seguidores a partir de um discurso que se faz de desapego altruísta, mas que é feito primordialmente daquele sentimento bem egoísta de autopreservação a todo custo. Se isso significa expor a massa de manobra a um conflito com a polícia, pouco importa.

Ao proclamar que o pronome pessoal se transformou definitivamente em sufixo, em substantivo abstrato, que o sujeito renasceu como doutrina, ainda que vazia – Lula procura mobilizar apoiadores em atos de uma suposta resistência, para dar aos seus aliados no STF uma desculpa para retomar a discussão sobre a jurisprudência da prisão a partir de condenação em segunda instância e livrá-lo da cadeia.

Resumindo, citando outro “ismo” famoso, é puro casuísmo.

Publicidade

Aliados no Ceará silenciam no day after de Lula

Por Wanfil em Política

05 de Abril de 2018

No dia que se seguiu à derrota de Lula no STF, a repercussão política no Ceará foi muito discreta. Onde estão aqueles que durante anos pediram votos e fizeram festa orbitando ao redor do petismo, ou mais precisamente, do lulismo no Estado?

Não houve notas, coletivas ou protestos por parte desses aliados. Não houve endosso formal e público às manifestações de repúdio contra a decisão da Suprema Corte. É tudo muito recente, eu sei, mas o calor do momento, especialmente com o ultimato do juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal para dar início ao cumprimento de pena, é fundamental para reverberar a mensagem de solidariedade.

É óbvio que esses partidos já estavam preparados para assimilar qualquer desfecho no julgamento, especialmente aqueles que pretendem ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, como é o caso do PDT, maior partido no Ceará. Todos disputam o espólio eleitoral do ex-presidente, ms temem o desgaste de associar-se nesse instante a alguém condenado e caminhando para a prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Como especula-se que manobras e reviravoltas ainda são possíveis no segundo semestre, quando Dias Toffoli assumira a presidência do STF, os companheiros de outrora preferem esperar quietinhos para ver no que vai dar.

leia tudo sobre

Publicidade

Seu candidato é contra ou a favor da prisão de condenados em segunda instância?

Por Wanfil em Política

03 de Abril de 2018

O STF julga nesta quarta-feira o habeas corpus de Lula, o ex-presidente condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Na prática, os ministros decidirão se preservam ou se derrubam a recente jurisprudência, firmada pelo próprio Supremo, pela execução de pena após condenação em segunda instância. Não por acaso, corruptos de outros partidos – de situação e de oposição – torcem pelo petista.

Mas qualquer que seja o resultado do julgamento, o fato é que o debate sobre a punição em tempo hábil de criminosos do colarinho branco será um dos principais temas nas eleições deste ano. Como todos sabem, hoje no Brasil o caminho mais seguro para a impunidade é a procrastinação dos processos com malabarismos jurídicos até que estes prescrevam. E a impunidade é a principal força incentivadora da corrupção. Por isso, cada candidato a presidente terá que se posicionar sobre a questão.

Pensando bem, não só eles. O que dizem os pré-candidatos, ou possíveis candidatos, a governador, senador e a deputado estadual e federal no Ceará? Eunício Oliveira, Camilo Santana, Aílton Lopes, Cid e Ciro Gomes, Capitão Wagner, para citar os mais conhecidos, são a favor ou são contra a prisão de corruptos condenados em segunda instância?

Dos senadores em exercício, apenas Tasso Jereissati se manifestou publicamente a favor da prisão em segunda instância. Na bancada federal, silêncio. Ciro já disse que concorda com o habeas corpus. Camilo não pode ser contra Lula porque no PT ninguém pode ser contra Lula.

Cada um pode pensar e defender o que quiser, mas é fundamental que sua posição fique clara, afinal, o fim da impunidade é de interesse dos eleitores.

Publicidade

Fantasma da candidatura de Lula assombra candidatura de Ciro Gomes

Por Wanfil em Política

24 de Março de 2018

Discussões jurídicas à parte, carteirada ou não, casuísmo ou não, privilégio ou não, aceno à impunidade ou não, a liminar do STF que livrou Lula temporariamente da prisão teve efeitos políticos imediatos. O mais visível foi ressuscitar a candidatura do petista à Presidência da República. Quem pode garantir que um tribunal superior não possa conceder, sei lá, uma liminar que garanta seus planos? Ou que até mesmo anule a condenação do ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro?

A decisão do STF, da forma que se deu, com ministros alegando cansaço ou compromissos de modo a adiar a decisão para depois da Páscoa, com 12 dias de folga, conseguiu ampliar a enorme desconfiança geral sobre a seriedade de uma politizada Suprema Corte. A imagem de desprezo para com as urgências da nação e de desdém pelas instâncias inferiores reforça a sensação de insegurança jurídica nesse ano eleitoral.

Assim, a candidatura Lula, que estava praticamente descartada, volta a ser uma possibilidade colocada no horizonte. Isso muda o cenário para os partidos de esquerda. A iminente prisão de Lula, então admitida pelo próprio PT, animava as movimentações de líderes do PDT em busca de aliados para Ciro Gomes, que esperar herdar votos do ex-presidente para crescer nas pesquisas. Aliás, nos cenários sem Lula, realmente Ciro cresce. O pedetista já falava em disputar o segundo turno contra Alckmin, do PSDB. Alguns petistas já falavam sobre a possibilidade de apoiar Ciro no primeiro turno, em nome de uma união das esquerdas.

Agora será preciso esperar os próximos capítulos nos tribunais e, no caso de Ciro, rezar pela aplicação da Lei da Ficha Limpa. Nada que altere o palanque de Camilo, Cid e Eunício. Os interesses que unem PT, PDT e MDB no Ceará seguem preservados, pelo menos por enquanto.

Publicidade

Os possíveis efeitos da condenação de Lula para as eleições no Ceará

Por Wanfil em Política

24 de Janeiro de 2018

Quais os efeitos políticos da condenação de Lula pelo TRF-4 para as eleições no Ceará? Difícil dizer. Na verdade, é impossível prever algo agora. O que sobram do calor de fatos juridicamente amparados por provas, segundo entendimento da Justiça Federal, são dúvidas para partidos e candidatos. E a principal, para esses, é a seguinte: caso dispute a Presidência com base em liminares ou se confirme seu impedimento em razão da Lei da Ficha Limpa, Lula ainda seria um bom cabo eleitoral? Que personagem os eleitores enxergariam nas propagandas de campanha: o operário que venceu ou o ex-presidente que traiu a própria história?

Vai depender muito da forma como as forças políticas irão trabalhar esse carimbo de condenado por corrupção. E conforme as coisas se desenrolem, o que hoje parece vantagem para uns, amanhã poderá se revelar um baita constrangimento.

Por exemplo: um candidato ao Senado que posar para fotos ao lado do presidente do Bolsa-família, correrá o risco de vincular sua imagem a do chefe do maior esquema de corrupção já revelado.

Essa incerteza, aliás, já produz resultados. Camilo Santana, Ciro Gomes e Eunício Oliveira manifestaram nos últimos dias solidariedade ao ex-presidente, mas evitaram, por razões distintas, porém sintomáticas, endossar as críticas que seus apoiadores fazem ao judiciário. Defendem o Lula do passado, sem firmar compromisso com o Lula condenado por dois tribunais, pois isso poderá ser interpretado como apoio à corrupção. Se o petista conseguir virar o jogo da imagem pública, todos voltam a brigar por sua companhia.

Partidos e candidatos não esperam mais, portanto, pela próxima manifestação da Justiça, mas pelas repercussões de sua aplicação junto aos eleitores.

Publicidade

Julgamento de Lula não muda a natureza das coligações no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de Janeiro de 2018

Partidos de situação e de oposição no Ceará aguardam o desfecho do julgamento de Lula na segunda instância para definir seus próximos passos. Na verdade, esperam pela confirmação de alianças nacionais. Sem Lula, o PT apoiaria Ciro no primeiro turno? Ou insistirá com candidatura própria para defender a legenda e seu líder? Com um nome no páreo, o PT no Ceará, partido de Camilo Santana, não poderá pedir votos para o Ciro na propaganda eleitoral. Esse é o ponto. De resto, os demais pré-candidatos ao Palácio do Planalto continuam pré-candidatos. Até mesmo aqueles que negam a possibilidade de se candidatarem.

A confirmação da sentença condenatória de Lula na primeira instância por corrupção não seria surpresa, afinal, o processo corre dentro da legalidade, com amplo direito de defesa ao réu. Os partidos, é claro, já operam com esse cenário em mente.

Sem entrar no mérito do processo, a absolvição de Lula poderia causar alguma surpresa. O próprio PT já fala em recorrer a tribunais internacionais, revelando pessimismo. Nesse caso, tudo ficaria como está hoje: Lula liderando as pesquisas, mas rejeitado por mais da metade do eleitorado. Ciro continuaria sem palanque no Ceará para o primeiro turno. A não ser que Camilo mudasse de partido.

Portanto, a presença ou a ausência de Lula não constitui ruptura na normalidade institucional do processo eleitoral, são na verdade possibilidades já assimiladas pelos partidos, candidatos e até mesmo pelos eleitores. Assim, os conchavos e acordões de ocasião, a divisão dos currais eleitorais entre aliados, a cooptação de opositores, a distribuição de cargos, esses – digamos assim – entendimentos, seguem na mesmíssima toada.

Publicidade

Cristiane Brasil e Lula: condenados podem ou não podem pleitear cargos públicos?

Por Wanfil em Política

11 de Janeiro de 2018

A pergunta do título não tem por objetivo avaliar a legislação sobre Ficha Limpa e coisas tais. É antes retórica e diz respeito ao aspecto moral que envolve a questão.

Óbvio que a nomeação de pessoa condenada pela Justiça do Trabalho para comandar o Ministério do Trabalho é uma ideia descabida. Que autoridade teria, se não pode apresentar a própria conduta como exemplo de respeito às leis trabalhistas?

Sendo assim, a polêmica envolvendo a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) e o governo Michel Temer é compreensível.

O curioso é que partidos de esquerda, especialmente PT e PDT, não tomaram posição nesse debate. Criticam a parlamentar por outros episódios, mas não pela tentativa de nomeação, que aliás foi suspensa pela Justiça Federal. Onde estão os sindicatos para dizer que não aceitam negociar com uma condenada para o Ministério do Trabalho? Cadê a CUT?

O silêncio é revelador. “Há coisas que melhor se dizem calando”, já dizia Machado de Assis em Brás Cubas. É que a premissa do impedimento moral por causa de condenação judicial vale também para outra figura: Lula da Silva, pré-candidato petista ao Palácio do Planalto, condenado em primeira instância a nove anos de prisão por corrupção e prestes a ser julgado em segunda instância.

A lógica moral é a mesma. Que autoridade teria um presidente nessa condição para editar medidas provisórias isentando impostos para um setor da economia? Especialmente para aqueles setores com os quais mantinha relações indevidas, como revelou a Lava Jato? A suspeita de favorecimento ilegal seria automática. Esse é só um exemplo. Como poderia um presidente condenado por corrupção demitir um ministro condenado por corrupção?

Assim, por conveniência, as supostas entidades de representação dos trabalhadores fazem de conta que nem sabem direito quem é Cristiane Brasil, não obstante o fato de ser filha de Roberto Jefferson, aquele do Mensalão. Os partidários da deputada acusam injustamente de perseguição do PT. É só uma desculpa para insistir na indicação, na esperança de ganhar a simpatia de antipetistas. Não cola.

A maior diferença entre Lula e Cristiane, no que concerne aos problemas de cada um com a justiça, é que corrupção é muito mais grave que uma irregularidade trabalhista. Neste, o caso foi reparado, naquele, o prejuízo atingiu as vidas de milhões de brasileiros, que agora pagam a conta.

Publicidade

Caravana de Lula contra a Lava Jato chega ao Ceará

Por Wanfil em Política

29 de agosto de 2017

A caravana do ex-presidente Lula pelo Nordeste chega ao Ceará, onde passa por municípios do interior. Condenado a nove anos de prisão por corrupção e réu em outros cinco processos. A excursão foi batizada de “ato em defesa da democracia”. Entenda-se por isso ato contra a Lava Jato.

Vamos aguardar para ver quem, fora do petismo no Ceará, irá confraternizar em desagravo ao corrupto condenado e contra os investigadores. Aliás, será o caso de até mesmo conferir se alguns petistas que na verdade são alinhados com o PDT comparecerão.

Não se trata mais de dar um voto de confiança a um suspeito. É prestar solidariedade com alguém condenado, não obstante ter caríssimos e competentes advogados de defesa.

 

leia tudo sobre

Publicidade

Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.

Publicidade

Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.