liturgia Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

liturgia

Moleque, não!

Por Wanfil em Política

02 de agosto de 2017

Após um rápido recesso retorno e vejo resquícios de uma nova polêmica que agitou parlamentares da Assembleia Legislativa, chamados de “moleques” pela procuradora-geral do Tribunal de Contas dos Municípios, Leilyanne Feitosa. De fato a expressão não condiz com as liturgias institucionais, mesmo entre instituições em pé de guerra, como é o caso, por causa do projeto que tramita na AL propondo a extinção do TCM.

Deputados cobraram retratação e cogitaram convocar a procuradora para prestar esclarecimentos sobre a declaração. É justo. Se nada fizessem, estariam consentindo com a ofensa.

Foi uma reação rápida, especialmente se comparada a outros episódios, como nas delações da JBS sobre uma suposta ação corrupta de arrecadadores de campanha que hoje ocupam secretarias estaduais. Ninguém foi convocado a se defender ou instigado a dar explicações. Ficou o dito pelo não dito, embora o Estado esteja entre os três que mais receberam doações da JBS.

Talvez haja o entendimento de que falta credibilidade aos delatores (que até pouco tempo atrás eram respeitáveis doadores), que agem como “quem não tem integridade, não é  sério”. Definição igual a que consta no dicionário para o adjetivo “moleque”.

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Instituições rebaixadas no Ceará: manda quem pode, obedece quem tem medo

Por Wanfil em Ceará

06 de Janeiro de 2017

Na política, peões são descartáveis e sabem disso

O ex-deputado e ex-vice-governador Domingos Filho tomou posse, nesta sexta-feira, na presidência do Tribunal de Contas dos Municípios, em mais um capítulo da briga política com os Ferreira Gomes (ver mais nos posts Ajuste de contasConsequências da extinção do TCM pela AL a mando do governo).

Na solenidade, Domingos criticou a decisão da Assembleia Legislativa de extinguir o TCM por ordem do governo, o que só não aconteceu ainda por causa de uma liminar do STF. Porém, ninguém ouviu as queixas do presidente empossado. É que nem o Executivo nem o Legislativo enviaram representantes para a cerimônia, numa clara demonstração de que as instituições definitivamente subjugadas por interesses particulares, tornadas meros instrumentos de conveniência.

A ausência de muitas autoridades foi observada, o que é sintomático. Sabe como é, quem estivesse presente poderia ser visto com desconfiança por Cid e Ciro Gomes. Não há inocentes nessa história e sobram acusações mútuas, mas ainda que se detestem, seria preciso cumprir as liturgias da democracia. As instituições deveriam estar acima das diferenças pessoais.

A política no Ceará chegou a um ponto que nem as aparências parecem ter mais importância: manda quem pode, obedece quem tem medo. E ai de quem discordar.

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Instituições rebaixadas no Ceará: manda quem pode, obedece quem tem medo

Por Wanfil em Ceará

06 de Janeiro de 2017

Na política, peões são descartáveis e sabem disso

O ex-deputado e ex-vice-governador Domingos Filho tomou posse, nesta sexta-feira, na presidência do Tribunal de Contas dos Municípios, em mais um capítulo da briga política com os Ferreira Gomes (ver mais nos posts Ajuste de contasConsequências da extinção do TCM pela AL a mando do governo).

Na solenidade, Domingos criticou a decisão da Assembleia Legislativa de extinguir o TCM por ordem do governo, o que só não aconteceu ainda por causa de uma liminar do STF. Porém, ninguém ouviu as queixas do presidente empossado. É que nem o Executivo nem o Legislativo enviaram representantes para a cerimônia, numa clara demonstração de que as instituições definitivamente subjugadas por interesses particulares, tornadas meros instrumentos de conveniência.

A ausência de muitas autoridades foi observada, o que é sintomático. Sabe como é, quem estivesse presente poderia ser visto com desconfiança por Cid e Ciro Gomes. Não há inocentes nessa história e sobram acusações mútuas, mas ainda que se detestem, seria preciso cumprir as liturgias da democracia. As instituições deveriam estar acima das diferenças pessoais.

A política no Ceará chegou a um ponto que nem as aparências parecem ter mais importância: manda quem pode, obedece quem tem medo. E ai de quem discordar.