Lava Jato Archives - Página 3 de 4 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Lava Jato

Lula é denunciado na Lava Jato um dia após aparecer em vídeo com Luizianne

Por Wanfil em Eleições 2016

14 de setembro de 2016

Lula, réu por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

Lula, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, e réu por obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

O ex-presidente Lula anda mais enrolado do que nunca com a Justiça. O Ministério Público Federal no Paraná o denunciou  nesta quarta por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relativas ao caso do triplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.

E quem irá decidir se Lula vira ou não réu? O juiz Sérgio Moro, terror dos “companheiros” delatores.

O ex-presidente já é réu em outra ação, movida pelo MP do Distrito Federal, acusado de obstruir a Lava Jato.

Curiosamente, um dia antes Lula apareceu na propaganda da candidata petista à prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, fazendo elogios para a correligionária. Houve uma época, não faz tanto tempo, em que a imagem de Lula era disputada na Justiça Eleitoral até por opositores. Agora, por bons motivos, poucos arriscam a fazer como a ex-prefeita.

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A semana do ex-presidente: paparicado no Ceará, acusado no Paraná

Por Wanfil em Eleições 2016

05 de agosto de 2016

Lula em Fortaleza, antes da Lava Jato, quando aliados brigavam para aparecer ao seu lado

Lula em Fortaleza em 2013, antes da Lava Jato, quando sua presença fazia desafetos se unirem para aparecer ao seu lado. O tempo voa…

Na mesma semana em que esteve no Ceará, onde foi paparicado em ocasiões separadas por seleto grupo formado por Luzianne Lins, José Guimarães, Ciro Gomes, Cid Gomes e Camilo Santana, o ex-presidente Lula foi acusado pelo Ministério Público no Paraná de ter participado “ativamente do esquema criminoso na Petrobras”.

Os procuradores da Força-tarefa da Operação Lava Jato afirmam ainda que “há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso” e que “recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”.

A passagem de Lula foi registrada aqui no blog nos posts Os bons companheiros e Do jatinho ao fusquinha.

Nas eleições de 2012, multidões de candidatos a prefeito e vereador queriam aparecer ao lado de Lula. Agora, no Ceará, a comitiva dos que acreditam na sua capacidade de transferir votos cabe dentro de um Fusca.

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Aécio Neves, Pompeia Sula e o fardo da suspeita

Por Wanfil em Política

28 de junho de 2016

“À mulher de César não basta ser honesta, é preciso estar acima de qualquer suspeita”. Foi o que disse o imperador romano Júlio César, ao explicar porque se divorciara de Pompeia Sula, sua segunda esposa, se nada tinha contra Publius Clodius, acusado cortejá-la. Para César, a inocência de Pompeia não apagava as impressões negativas do escândalo. Foi uma malandragem para trocar de mulher, mas a frase ficou para a posteridade.

Lembrei-me desse episódio após a cobrança de um querido amigo sobre o que penso das acusações na Lava Jato contra o senador Aécio Neves, do PSDB. Então, vamos lá.

Pelo que li, a maioria das citações ao nome de Aécio nas delações, conforme registrado pela imprensa, parece inconsistente. No entanto, o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, afirma ter pago propina para o tucano em obras do governo mineiro. Aécio nega com veemência e tal. O problema é que isso não basta, embora o ônus da prova seja do acusador.

Se algo for provado, que seja punido. Se for inocente, que a delação de Pinheiro seja invalidada. De todo modo, politicamente a acusação atrapalha uma nova candidatura de Aécio à Presidência. É que nesses dias em o juiz Sérgio Moro surge como símbolo de esperança para uma população cansada de impunidade, a sentença de Júlio César é mais atual do que nunca: “é preciso estar acima de qualquer suspeita”. Caso nada tenha feito de errado, o risco para Aécio, dada a desconfiança dos brasileiros com seus políticos e o ressentimento dos adversários, é ter o fardo da suspeita como condenação antecipada.

PS. As considerações acima valem, integralmente, para Marina Silva, da Rede, também citada por Léo Pinheiro.

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A cerveja 100%

Por Wanfil em Economia

21 de junho de 2016

A Cervejaria Petrópolis, do empresário Walter Faria e dona da marca Itaipava, foi sócia da construtora Odebrecht na compra de um banco no Caribe usado para o pagamento de propinas. É o que afirma o operador Vinícius Borin, em delação premiada na Operação Lava-Jato.   A notícia está no jornal O Globo desta terça.

Em outra história, segundo reportagem da revista Época, em 2014 a Petrópolis conseguiu renegociar um empréstimo de R$ 830 milhões com o Banco do Nordeste para, cinco dias depois, depositar R$ 5 milhões na conta do comitê da candidata Dilma Rousseff. Depois foram mais R$ 12 milhões

Outra matéria da Época diz que no mesmo ano a cervejaria acertou o aluguel de um galpão em Sobral, a ser construído pelo então governador Cid Gomes e um sócio. Valor do aluguel: R$ 36 mil mensais. De acordo com a publicação, a agência do BNB em Sobral, recebeu em janeiro de 2014 (dois meses depois de sua inauguração) um pedido de empréstimo para o empreendimento de Cid. Em maio, ainda segundo a Época, resolvidas questões burocráticas na prefeitura de Sobral para a liberação de documentos, tudo foi resolvido: R$ 1,3 milhão foram disponibilizados para o galpão, a juros de 6,5% ao ano, para ser quitado até 2022.

E o que tem a ver o caso da propina com esse empréstimo? Além da cervejaria de Walter Farias, das datas, da relação com Dilma e da proximidade de ambos com o BNB na gestão petista, nada. São casos distintos que apenas mostram como o mundo é pequeno. É 100% coincidência.

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Incoerências e contradições

Por Wanfil em Política

09 de junho de 2016

No Brasil em geral e no Ceará em particular, o que não falta nos dias de hoje são incoerências e contradições. É só passar a vista no noticiário ou puxar pela memória que facilmente elas aparecem.

1) Enquanto a tocha olímpica passeia pelo Ceará iluminando os jogos do RJ que custarão R$ 39 bilhões aos brasileiros, o Ministério da Integração Nacional apresenta novo cronograma para a transposição do São Francisco, atrasada por falta de pagamento no governo Dilma Rousseff;

2) Construímos um estádio de R$ 518 milhões e nossos principais times de futebol continuam nas séries B e C do campeonato brasileiro;

3) Segundo o IBGE, a produção industrial no Ceará despencou 9,3% nos últimos 12 meses e Fortaleza tem a maior inflação do País. Mesmo assim, o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio querem a volta de Dilma Rousseff;

4) De acordo com o Ministério Público Federal, os municípios do Ceará estão na oitava posição no ranking dos portais da transparência, ao mesmo tempo em que conseguem ficar nas primeiras posições em fraudes no Bolsa Família;

5) O hospital regional de Quixeramobim não funciona por falta de verbas de custeio e os governos estadual e da capital anunciam a construção de um novo hospital.

Por essas e outras é que a classe política conseguiu ter a mesma credibilidade de contrabandistas paraguaios, aqueles que nas piadas garantem a qualidade dos seus empreendimentos e produtos dizendo: “la garantia soy yo“. Quem é que confia?

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As gravações de Sérgio Machado mostram a atualidade de Nelson Rodrigues

Por Wanfil em Corrupção

30 de Maio de 2016

Nunca o Brasil foi tão profundamente rodriguiano como nos dias que vivemos. O instrumento da delação premiada, por exemplo, é a materialização jurídica de uma das tiradas de Nelson Rodrigues: “A fidelidade deveria ser facultativa“. Nosso maior dramaturgo não acreditava na fidelidade como promessa, mas como expressão de cinismo. Por isso também dizia que “só o cúmplice é fiel“. Fiel, porém, aos próprios interesses.

Vejamos o caso das gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, de conversas com Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá. Os trechos vazados mostram que parte do PMDB, frustrada com o fracasso de Dilma e Lula em frear a Lava Jato, tentava desesperadamente transformar o impeachment numa manobra contra a operação. Flagrados, esses medalhões acabaram mais expostos do que nunca. Na verdade, chamaram a atenção para a manutenção dos cuidados necessários para preservar as investigações.

O fato é que a fidelidade prometida pelas conveniências da cumplicidade entre políticos agora é facultativa, diante da ameaça de prisão de alguns. É delicioso imaginar a paranoia, a desconfiança e o medo que hoje atinge os casamentos arranjados entre corruptos, que daqui em diante, ao iniciarem seus namoros ainda nas eleições, levarão consigo, intuitivamente, outra máxima de Nelson Rodrigues: “No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte“. Em politiquês, significa dizer que o aliado de hoje pode ser o delator de amanhã. Assim, nunca mais poderão confiar em ninguém, nem em quem tem o rabo preso e talvez, nem em si mesmos.

Nelson Rodrigues é eterno.

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Cid Gomes escorrega mais uma vez ao falar demais

Por Wanfil em Política

02 de Maio de 2016

Nomeado ministro da Educação no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, Cid Gomes caiu após três meses à frente da pasta. Não disse a que veio. Perdeu o cargo (e o foro privilegiado) depois que um áudio em que o então ministro chamava genericamente deputados federais de achacadores veio a público. Convocado a dar explicações no Congresso, repetiu a acusação. Seu afastamento foi anunciado ao vivo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB).

Agora sem mandato e sem cargo, Cid voltou a ser notícia por causa de gravações. Disse o ex-governador, em evento político realizado na cidade de Sobral, no último final de semana: “Teori Zavascki [ministro do STF], eu digo: o Senhor é corno. O Senhor é corno se eu estiver nessa Operação [Lava Jato]. O Senhor é corno, corno. É corno. Se eu estiver ele é corno. Se eu estiver o Janot [procurador-geral da República] é ladrão. Se eu estiver, o Moro [juiz federal] é um picareta.”

Dizer o quê? Os piores momentos de Cid são aqueles em que ele tenta emular o estilo de seu irmão Ciro Gomes, que apesar de ser hábil orador, peca por excesso e vez por outra fala demais, característica que, bem o mal, é a sua assinatura política, bem distinta do modo de agir que levou Cid ao governo do Ceará: alguém capaz de dialogar com os diferentes sem perder o rumo e de articular alianças com diferentes forças. Por isso, e pela experiência acumulada na vida pública, essa postura surpreende. Cid discursava no interior (ouça o áudio aqui), talvez isso tenha exercido algum efeito. Como sabemos, a tradição política dos grotões nordestinos, construída sobretudo com os coronéis do sertão, ressalta a valentia como atributo indispensável para o líder. Mas deixo essas considerações para os sociólogos.

Na prática, a fala de Cid, por mais tola que seja, deixa evidente o incômodo do ex-governador com o fato de seu nome constar de uma lista de doações eleitorais feitas pela construtora Odebrecht. Cid afirma que a doação foi legal e o próprio Sérgio Moro já disse que muitos dos políticos citados na lista receberam dinheiro de modo correto, sendo preciso, portanto, investigar para separar o joio do trigo. Se ele quis mostrar indignação, ficou estranho. Indignação por quê? Se não há nada de errado, Cid poderia ter dito que apoia a Lava Jato, parabenizando Teori Zavascki, Rodrigo Janot e Sérgio Moro pelo trabalho, dizendo-se ainda à disposição para quaisquer esclarecimentos, pois quem não deve não teme, etc., etc. Ou então, poderia ter cobrado mais rapidez no processo, para que tudo seja passado a limpo o quanto antes e tal. Se quis dizer que a possibilidade de ser acusado é tão impossível quanto os adjetivos que associou às figuras que conduzem os processos, a execução dessa intenção foi um desastre.

Ao optar pelo uso de expressões chulas e sem graça para dizer que é inocente, e ainda atacando os que cumprem o dever de investigar, Cid se expõe gratuitamente, deixando que a forma ofusque o pretenso conteúdo de sua argumentação.

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Camilo acusa Lava Jato de tentar desestabilizar o País

Por Wanfil em Política

07 de Março de 2016

Camilo FaceDo governador Camilo Santana, no Facebook, na última sexta-feira, após o depoimento do ex-presidente Lula nas investigações da Lava Jato (grifos meus):

“O que temos visto nos últimos dias são alguns episódios preocupantes de agressão ao estado de direito. Depois de vazamentos seletivos de suposta delação premiada atingindo a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, o país foi surpreendido hoje por uma ação espetaculosa, com o aparente objetivo de desestabilizar o país. O mandado de condução coercitiva do ex-presidente, que tem prestado seguidos esclarecimentos à Justiça, inclusive sobre o processo em questão, soa arbitrário, constrangendo uma figura pública que se notabilizou no mundo inteiro, como o presidente que mais contribuiu para a redução da desigualdade social em um país.”

Que o PT e Lula usem essa retórica como estratégia para mudar o foco das acusações que lhes são feitas, faz parte do jogo. Estranho seria se eles elogiassem a investigação que revela ao País os podres de um projeto de poder em crise. O que não fica bem é quando autoridades como o governador Camilo Santana ou mesmo a presidente Dilma Rousseff, ambos petistas, passam a endossar esses argumentos, puramente retóricos, que não demonstram em momento algum agressões ao Estado de Direito ou arbitrariedades no processo. É preciso que digam objetivamente quais pontos da Constituição foram violados, denunciando nominalmente os responsáveis. Sem isso, essas autoridades correm o risco de se deixarem confundir com meros militantes que usam o prestígio de suas posições para defender o líder em apuros.

Em nota, a Força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal lembrou que “o instituto da condução coercitiva baseia-se no Código de Processo Penal” e que “apesar de todo respeito que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva merece, esse respeito é-lhe devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro, pois hoje não é ele titular de nenhuma prerrogativa que o torne imune a ser investigado na operação Lava Jato”. Alguma dúvida? O MPF afirma ainda que outras 116 pessoas foram alvo de conduções coercitivas e ninguém apontou uma irregularidade. Por que Lula teria direito a privilégios? Estamos numa democracia, ora.

Uma coisa é um amigo, admirador, aliado ou correligionário torcer para que Lula, que conta com excelentes advogados, prove sua inocência, rebatendo os contundentes indícios de que teria usado o cargo para conseguir vantagens pessoais de empreiteiras e empresas de telefonia. Outra coisa bem diferente é ver autoridades aderirem sem maiores cuidados a um discurso que procura desqualificar instituições que nada mais fazem do que o seu papel constitucional. Instituições acusadas, vejam só, de funcionar de modo independente.

Coube ao governador do Mato Grosso, Pedro Taques, afirmar diante de Dilma e de outros governadores, inclusive o do Ceará, que ninguém está acima da lei. Existe ainda o perigo de colocar a mão no fogo agora por alguém investigado e diretamente envolvido figuras já condenadas por corrupção, é se queimar nas próximas etapas da Lava Jato.

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Lula e PT querem fazer da intimação um pretexto para a intimidação

Por Wanfil em Brasil

04 de Março de 2016

Certa vez Lula, ainda presidente, lá pelos idos de 2009, disse o seguinte em defesa do aliado José Sarney, ex-presidente da República e na época presidente do Senado enrolado com denúncias sobre atos secretos: “Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”

Agora Lula, na condição de ex-presidente, reclama para si o mesmo tratamento diferenciado, com apoio incondicional do Partido dos Trabalhadores, após ter sido intimado coercitivamente para depor na Lava Jato. A suspeita é que Lula tenha enriquecido com dinheiro sujo das empreiteiras do petrolão.

Logo após o depoimento de Lula, entrevistas coletivas foram convocadas pelo próprio Lula, pelos petistas, pelo Ministério Público e a Polícia Federal. Percebe-se aí uma disputa que extrapola os tribunais: é preciso dar explicações à opinião pública.

Os investigadores afirmam que suas ações, devidamente autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, se baseiam em “fortes indícios” e “evidências convincentes” de que Lula foi beneficiário de um esquema criminoso. Moderados, fizeram a ressalva de que as investigações estão em curso e não podem ser confundidas com uma condenação prévia, sempre focando aspectos técnicos do processo.

Já a reação de Lula e do PT primou pelo apelo à emoção, nesse caso, apresentada como indignação. Lula, Rui Falcão, e aqui no Ceará o deputado José Guimarães, enfatizaram a imagem de Lula como vítima de uma armação da combinada da Justiça, da oposição e da imprensa, para evitar uma futura candidatura do ex-presidente. Nada sobre as empreiteiras foi dito. Inflamados, falando em guerra, conclamaram a militância para sair às ruas em defesa da “história do Lula”, afinal, não se trata de um brasileiro comum.

O problema aí é que é justamente por isso que o argumento de abuso contra o pobre inocente não se sustenta. Por ser quem é, pela importância e proeminência que tem Lula, qualquer ilegalidade na condução do processo seria rapidamente revelada pelos advogados caríssimos do ex-presidente, desmoralizando a acusação. Como esse enfrentamento processual parece batalha perdida, a saída é politizar o caso, para tentar intimidar os responsáveis pela Lava Jato com a ameaça de convulsão social, de instabilidade nas cidades e por aí vai. O PT não aceita que Lula seja investigado e ponto final. Como Sarney, trata-se de alguém incomum. Um acinte!

É importante que a Lava Jato evite, como fez até agora, a politização do processo, restringindo-se aos seus aspectos técnicos. O Brasil é uma República democrática e o estado de direito está em plena vigência, onde TODOS podem ser investigados. Querer refutar acusações no grito, na base da intimidação e da provocação, além de revelar o espírito autoritário de quem assim procede, é sinal de desespero e de culpa no cartório.

Quem for podre que se quebre.

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Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado

Por Wanfil em Corrupção

16 de Abril de 2015

O deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, disse que a prisão de João Vaccari Netto, ex-tesoureiro do PT, foi uma ação política. É o que diz o jornalista Josias de Souza, em seu blog no portal UOL, que tem a Tribuna do Ceará entre seus parceiros.

“Eu acho que é uma prisão política. Não há milagre, não há mão divina nessa história. Vários outros partidos tiveram doações de empresas investigadas pela Lava Jato e foram registradas pelo TSE da mesma forma”. Segundo Josias de Souza, foi o que disse Guimarães. A Tribuna Band News FM, do grupo Jangadeiro, tentou contato com o deputado, sem sucesso, por causa de reuniões políticas e votações na Câmara.

Esse é um raciocínio que outras lideranças do PT estão trabalhando, mas não é bem assim. Vaccari não foi preso por ter recebido, em nome do PT, doações de empresas contratadas pela Petrobras, mas pelo fato de que algumas delas empresas confessaram ter repassado dinheiro desviado da estatal para entregar ao ex-tesoureiro. A lógica é simples: por estar no poder, o PT indica os diretores da Petrobras, responsáveis pelos contratos com as empreiteiras. Milagre seria o esquema ter sido montado para beneficiar os adversários do PT.

Outro ponto: é claro que todos registraram as doações da mesma forma no TSE! Quem declararia dinheiro de propina? É justamente para descobrir quem usou as doações eleitorais para disfarçar ilegalidades que Lava Jato está em curso. Doações, em si, são previstas em lei. A questão, é saber a verdadeira origem desse dinheiro. O destino todos já sabem.

Morte matada ou morte morrida?
Por último, um esclarecimento. Governistas em geral andam dizendo que o PT afastou João Vaccari do cargo. Errado. Foi ele quem pediu afastamento. A diferença é significativa. A saída do tesoureiro não se deu por ação de assepsia, mas por estratégia de defesa de ambos.

O partido divulgou nota de solidariedade ao companheiro preso por corrupção.

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Guimarães diz que prisão de tesoureiro é política! Não é bem assim, deputado

Por Wanfil em Corrupção

16 de Abril de 2015

O deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, disse que a prisão de João Vaccari Netto, ex-tesoureiro do PT, foi uma ação política. É o que diz o jornalista Josias de Souza, em seu blog no portal UOL, que tem a Tribuna do Ceará entre seus parceiros.

“Eu acho que é uma prisão política. Não há milagre, não há mão divina nessa história. Vários outros partidos tiveram doações de empresas investigadas pela Lava Jato e foram registradas pelo TSE da mesma forma”. Segundo Josias de Souza, foi o que disse Guimarães. A Tribuna Band News FM, do grupo Jangadeiro, tentou contato com o deputado, sem sucesso, por causa de reuniões políticas e votações na Câmara.

Esse é um raciocínio que outras lideranças do PT estão trabalhando, mas não é bem assim. Vaccari não foi preso por ter recebido, em nome do PT, doações de empresas contratadas pela Petrobras, mas pelo fato de que algumas delas empresas confessaram ter repassado dinheiro desviado da estatal para entregar ao ex-tesoureiro. A lógica é simples: por estar no poder, o PT indica os diretores da Petrobras, responsáveis pelos contratos com as empreiteiras. Milagre seria o esquema ter sido montado para beneficiar os adversários do PT.

Outro ponto: é claro que todos registraram as doações da mesma forma no TSE! Quem declararia dinheiro de propina? É justamente para descobrir quem usou as doações eleitorais para disfarçar ilegalidades que Lava Jato está em curso. Doações, em si, são previstas em lei. A questão, é saber a verdadeira origem desse dinheiro. O destino todos já sabem.

Morte matada ou morte morrida?
Por último, um esclarecimento. Governistas em geral andam dizendo que o PT afastou João Vaccari do cargo. Errado. Foi ele quem pediu afastamento. A diferença é significativa. A saída do tesoureiro não se deu por ação de assepsia, mas por estratégia de defesa de ambos.

O partido divulgou nota de solidariedade ao companheiro preso por corrupção.