Lava Jato Archives - Página 2 de 4 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Lava Jato

Lula x Moro: onde estão os aliados do ex-presidente no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2017

Lula fala a Moro e aliados no Ceará silenciam…

O depoimento do réu Lula ao juiz Sérgio Moro dominou o noticiário e as redes sociais. Via de regra, as opiniões sobre a suposta culpa ou inocência do ex-presidente já estão formadas, independente do resultado do processo. É que para o grande público, política é mais paixão do que razão. Diferente dos profissionais da política, que costumam calcular suas posições, geralmente de olho nas próximas eleições.

Assim, é muito interessante observar as reações daqueles que foram os principais aliados locais do ex-presidente durante os seus mandatos.

Deputados do PT, por dever de ofício e senso de autopreservação, defenderam o ex-presidente na Assembleia Legislativa, antes e depois do interrogatório. Lideranças do partido também se manifestaram nesse sentido. Era de se esperar.

Curioso foi o silêncio do PDT e até do PCdoB. Seus parlamentares, lideranças, prefeitos, ex-ministros, ex-senadores (os do PMDB não contam, já que pularam fora antes com o impeachment, embora fossem muito próximos, lembram?). Ninguém publicou nada, deu entrevista ou discursou prestando solidariedade ou em desagravo ao petista, muito menos criticando Moro.

Parece que, no Ceará, esses “companheiros” (alguns ainda no PT) preferem não botar a mão no fogo por Lula. Ou então não podem, ou não devem, na medida em que estão mais integrados hoje ao projeto eleitoral de Ciro Gomes. Sem Lula no páreo, o ex-governador – que patina nas mais recentes pesquisas – poderia liderar uma frente de esquerda na corrida ao Palácio do Planalto, herdando ainda parte dos votos do petista, que atualmente lidera essas mesmas pesquisas.

Com aliados assim, quem precisa de adversários?

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Roberto Cláudio reconhece participação de Luizianne em obras de mobilidade

Por Wanfil em Política

25 de Abril de 2017

A Lava Jato e a mobilidade dos discursos em Fortaleza

Na correria do dia a dia uma notícia quase passou batida aqui no blog, mas ainda há tempo para resgatá-la. Antes, porém, preparo o terreno com informações anteriores ao fato em questão, ainda relacionadas às eleições de 2016.

ANTES

Naquele ano, durante debate realizado na TV Cidade, a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) disparou: “Todas essas obras de mobilidade, sem exceção, que estão sendo feitas hoje, foram relativas ao nosso governo”.

Candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), rebateu: “A senhora falou que as obras viárias foram todos projetos preparados pela senhora. Diversos foram feitos pelo ex-prefeito Juraci e pelo ex-prefeito Cambraia, pena que a senhora não botou em prática, não executou. Coube a mim ter que fazer o que a senhora não fez e não teve competência para fazer em oito anos”.

Na tréplica, Luizianne insistiu: “O senhor está faltando com a verdade, porque tudo o que o senhor tem feito na área de mobilidade urbana, nós deixamos preparados”.

DEPOIS

Pois bem. O tempo passa, o tempo voa e novos elementos surgiram para, digamos assim, enriquecer o debate. No dia 15 de abril o jornal O Povo informou que o STF, na esteira das delações na Lava jato, encaminhou à Procuradoria da República pedido de investigação sobre licitação para o Programa do Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), feita ainda na gestão de Luizianne.

De acordo com o jornal, “procurado, o prefeito Roberto Cláudio informou, por meio de assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o caso porque as licitações datam da gestão anterior. Já a prefeita Luizianne Lins (PT) disse, também através de assessoria, que não tem conhecimento do assunto”. Reparem: as licitações não datam de gestões anteriores, mas da gestão anterior, ou seja, da administração petista.

CONCLUSÃO

Roberto Cláudio agora reconhece que Luizianne deixou encaminhadas parte das obras de mobilidade por ele executadas. Luizianne, por sua vez, adiantou quem nem conhece o assunto.

A Lava Jato é assim. Refresca a memória de uns e prejudica a de outros.

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Arena Castelão na mira da Lava-Jato

Por Wanfil em Corrupção

12 de Abril de 2017

A lista do ministro Edson Fachin, do STF, com pedidos de inquéritos contra políticos a partir das delações feitas por executivos da Odebrecht, mostra a amplitude dos esquemas de corrupção e caixa dois envolvendo partidos, políticos e a empreiteira.

Do Ceará constam os nomes do senador Eunício Oliveira (PMDB) e o do deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PP). Apesar da gravidade das acusações, isso não chega a surpreender, por causa de vazamentos com o conteúdo desses depoimentos. A novidade mesmo é a Operação Lava-Jato chegando perto das obras da Arena Castelão, que custou R$ 547,5 milhões.

De acordo com o delator Benedicto Barbosa da Silva Júnior, houve “acordo entre as empresas do Grupo Odebrecht e Carioca Engenharia a fim de frustrar o caráter competitivo de processo licitatório associado à construção da Arena Castelão”.

É preciso saber quem propôs o acordo e quais nomes do governo estadual, gestão Cid Gomes, participaram desse suposto esquema. A licitação era de responsabilidade da Secopa, comandada por Ferrúcio Feitosa. Evidentemente cabe à acusação o ônus da prova.

Se houvesse um legislativo de verdade no Ceará, uma CPI teria que ser aberta, para apurar o caso, por envolver recursos estaduais. Na verdade, para ser justo, uma CPI do Castelão chegou a ser pedida em 2010, mas foi devidamente varrida para debaixo do tapete. Nesse jogo, melhor mesmo é torcer pela Lava-Jato.

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Carnes e políticos, instituições e indivíduos: vivemos uma crise de desconfiança sem igual

Por Wanfil em Crônica

23 de Março de 2017

Dá pra confiar?

Em palestra proferida ano passado na Fiec, o professor Clóvis de Barros Filho apresentou de modo muito espirituoso a evolução histórica e filosófica dos conceitos de ética e moral, para incensar logo em seguida uma palavra-chave: confiança. Para Barros, o Brasil vive na atual conjuntura – e não sem motivos – um momento de desconfiança generalizada.

Não que todos devam sair por aí confiando em tudo e todos, mas é que uma sociedade que tem a desconfiança como princípio universal e regra primeira de convivência não consegue construir nada de positivo.

Pois é. De certo modo, a Operação Carne Fraca toca nesse ponto. Grandes empresas do setor de alimentação, que gastam fortunas com propagandas e marketing para convencer o público de que são confiáveis, estão envolvidas, no mínimo, com suspeitas de suborno a fiscais. Ora, quem evita fiscalização, por óbvio, tem o que esconder. A quebra de confiança levará tempo para ser superada. 

Na Lava-Jato, a dimensão do maior esquema de corrupção já descoberto acabou por sepultar de vez a pouca credibilidade de partidos, políticos, legisladores e governantes. Com o Judiciário não é muito diferente. A venda de decisões favoráveis a traficantes descoberta no Tribunal de Justiça do Ceará, por exemplo, é mancha difícil de apagar. Quem pode realmente garantir a lisura de outras decisões? Generalizações são injustas com os honestos, é verdade, mas já ensina o ditado popular que o justo paga pelo pecador.

É claro que a descoberta de tantos problemas significa que existem canais de fiscalização. Entretanto, até esses são acusados de agirem direcionados por interesses diversos. Fica a dúvida, sempre. Não confiamos em quase ninguém. Desconfiamos até mesmo de quem apenas pensa diferente de nós. E a desconfiança impera como uma segunda identidade justamente onde falham a ética e a moral de modo retumbante.

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FHC lembra que caixa 2 e corrupção são crimes diferentes, mas o problema é outro: ambos são trapaças

Por Wanfil em Corrupção

08 de Março de 2017

Delatores da Lava-Jato afirmam que praticamente todos os partidos receberam doações de empreiteiras pelo caixa 2. Não é, convenhamos, novidade. O que pode complicar a situação de um ou de outro é a origem do dinheiro: se for de corrupção, com desvio de verbas públicas, as penas endurecem bastante.

Como no escuro da noite todos os gatos são pardos, acusados sem saída optam pelo mal menor, confessando o caixa 2, mas negando envolvimento com propinas. A grande dúvida agora é saber quem montou seu caixa 2 prometendo influência aos doadores (uma espécie de preliminar para futuras negociatas) e quem o fez com dinheiro roubado da Petrobras e de contratos fraudulentos com governos. Todos já temos uma ideia a respeito, mas é preciso esperar as provas.

Sobre essa dificuldade de separar o crime menor do crime maior após um delator citar um pedido de dinheiro supostamente feito por Aécio Neves, o ex-presidente FHC divulgou nota. Reproduzo aqui um trecho:

“Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção. Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais” .

Do ponto de vista jurídico, está certíssimo. Que cada um pague conforme seus atos, ora bolas. Mas existe algo que FHC parece não querer entender. É que do ponto de vista moral e político, caixa 2 e propina não se diferenciam tanto, pois além de crimes, são essencialmente trapaças. E ninguém aguenta mais trapaceiros. A desconfiança generalizada não é criação da imprensa, mas resultado de imposturas protagonizadas há décadas por partidos e políticos de todas as ideologias, com exceções que apenas confirmam a regra.

Se as delações não forem passadas a limpo antes das eleições – e tudo indica que não serão -, candidatos mencionados, se insistirem em disputar, terão que arcar com o peso delas.

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Transposição de água não acompanha transposição de votos e verbas

Por Wanfil em Corrupção

20 de Fevereiro de 2017

No sexto ano de seca, todo político no Ceará aproveita qualquer entrevista para mostrar sua solidariedade na torcida para que o volume de chuvas garanta o abastecimento. A maioria prefere fingir não saber que a Transposição do São Francisco está cinco anos atrasada e com o orçamento inicial de 4 bilhões e meio de reais atualizado para… atenção… R$ 9,6 bilhões! Talvez a obra fique pronta no segundo semestre deste ano.

Para que ninguém esqueça, a imprensa é que de vez em quando aborda o assunto. O jornal O Globo desta segunda (20) publicou matéria sobre oito grandes obras investigadas pela Lava-Jato, atrasadas e cujos valores iniciais explodiram de modo obsceno. Entres essas, a Transposição, é claro.

Como a obra não aumentou de tamanho, como os canais continuam a ser feitos de cimento e não de pedras preciosas, fica evidente que as únicas transposições constatadas foram de dinheiro público e de votos. Como todos sabem, a Transposição foi um dos trunfos das propagandas eleitorais desses mesmos políticos (especialmente os do PT, PDT e PMDB) que agora posam rezando por chuva nos jornais.

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Veja como votaram os deputados cearenses nos principais destaques do pacote “anticorrupção”

Por Wanfil em Corrupção

30 de novembro de 2016

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada da quarta-feira o pacote anticorrupção, iniciativa do Ministério Público Federal. Como todos sabem, 13 medidas alteraram o projeto, descaracterizando seu objetivo original.

Pela bancada do Ceará, todos votaram pela aprovação do projeto, claro, acompanhando os demais. Mas, e nos destaques? Vejamos como se posicionaram em três propostas que causaram polêmica.

1 – Retirada da tipificação do crime de enriquecimento ilícito e da previsão de confisco dos bens relacionados ao crime. Autores: PP, PTB e PSC.

Contra a retirada:
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Cabo Sabino (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Macedo (PP)
Gorete Pereira (PR)
Domingos Neto (PSD)
José Guimarães (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD)

2 – Retirada do trecho que condicionava a progressão do regime de cumprimento de pena ao ressarcimento de danos causados por crime contra a administração pública. Autor: PT

Contra a retirada:
Ronaldo Martins (PRB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB),
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB).

3 – Cria a punição para juízes e membros do Ministério Público Federal por abuso de autoridade. Autor PDT

Contra a medida: NENHUM

A favor da medida:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Danilo Forte (PSB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)
José Airton Cirilo (PT)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD).

PS. A Força-tarefa da Operação Lava Jato chamou essa última medida de Lei da Intimidação. Segundo os procuradores, trata-se de uma retaliação às investigações contra corruptos. Os deputados, alguns deles investigados, negam. Pois é. A questão é saber em quem você confia.

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Lava Jato: PF diz ter provas de propina paga a José Guimarães

Por Wanfil em Ceará

24 de novembro de 2016

A Polícia Federal divulgou nota na manhã desta quinta-feira nota sobre a conclusão do inquérito 4259 do Supremo Tribunal Federal, instaurado no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo a PF, “a investigação comprovou que um deputado federal do Ceará recebeu propina do colaborador Alexandre Romano, no valor de R$ 97.761,00, em troca de sua intervenção junto ao ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, seu apadrinhado político”.

Nesse caso, não se trata mais de uma delação que vazou para a imprensa, mas a informação oficial de que provas teriam confirmado a delação. A nota não informa o nome, mas o deputado federal do Ceará citado é José Guimarães, do PT. E o ex-presidente do BNB é Roberto Smith.

Leia o texto da PF aqui.

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Cid se nega a “tripudiar” sobre prisão de Cunha

Por Wanfil em Corrupção

21 de outubro de 2016

Cid Gomes na sessão da Câmara em que chamou o vingativo Eduardo Cunha de achacador. (Foto: Agência Brasil)

Cid Gomes na sessão da Câmara em que chamou o vingativo Eduardo Cunha de achacador. (Foto: Agência Brasil)

O ex-governador Cid Gomes perdeu o cargo de ministro da Educação após brigar com Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados, em março do ano passado. Cunha pediu a cabeça de Cid à ex-presidente Dilma, que prontamente o atendeu em nome da governabilidade.

Depois Cunha e Dilma brigaram e também perderam seus mandatos. Sem foro privilegiado, o ex-deputado foi preso na quarta-feira (18), por ordem do juiz Sérgio Moro.

O Povo Online procurou Cid Gomes, atualmente no PDT, para saber o que ele acha da prisão de seu desafeto, conforme matéria assinada por Lucas Mota ontem à noite (20):

“Olha, não é meu estilo, jamais será, de tripudiar de situações. Ele já perdeu a presidência da Câmara, perdeu o mandato de deputado e agora está preso. Enfim, prefiro não comentar.”

A resposta, além de sóbria, é oportuna. Não se trata de tripudiar, mas de evitar provocações no momento em que Cunha estuda fazer um acordo de delação premiada com a Lava Jato sobre as relações entre a Petrobras e o financiamento de campanhas do PMDB e do PT, aliado do PDT e, em particular, de Cid no Ceará. Não por acaso, nenhum político de grande expressão está tripudiando de Cunha.

PS. Tripudiar de Cunha hoje pode ser o constrangimento amanhã para aliados de Dilma e Lula, em caso de prisão de Lula ou Dilma, que sem foro privilegiado, também estão enrolados com na Lava Jato.

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Lula, o réu, faz campanha no Ceará: onde estarão seus antigos aliados?

Por Wanfil em Política

20 de setembro de 2016

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (20) denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo da Petrobras. Por coincidência, o agora réu na Lava Jato tem compromissos de campanha marcados para esta quarta em Fortaleza, Barbalha e Iguatu, com candidatos do PT. Até o momento, a participação de Lula está confirmada.

Com a reputação manchada pelos crimes que lhes são atribuídos, o ex-presidente tem poucas chances de virar o jogo eleitoral para qualquer candidato. De todo modo, será interessante ver como aliados de outrora, aqueles que disputavam os afagos de Lula quando este elegia até postes, irão agir.

Lembra dos deputados, prefeitos e ex-governadores dos mais variados partidos que subiam alegres nos palanques de Lula prometendo refinarias e batendo palmas para o populismo? Pois é. Tenho a impressão de estes sumirão, sem fazer alarde, sem romper ou dar explicações a ninguém, motivados pelo mesmo oportunismo que um dia os uniu à “propinocracia” lulista, expressão que consta na denúncia feita pelos procuradores da Lava Jato.

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Lula, o réu, faz campanha no Ceará: onde estarão seus antigos aliados?

Por Wanfil em Política

20 de setembro de 2016

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira (20) denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo da Petrobras. Por coincidência, o agora réu na Lava Jato tem compromissos de campanha marcados para esta quarta em Fortaleza, Barbalha e Iguatu, com candidatos do PT. Até o momento, a participação de Lula está confirmada.

Com a reputação manchada pelos crimes que lhes são atribuídos, o ex-presidente tem poucas chances de virar o jogo eleitoral para qualquer candidato. De todo modo, será interessante ver como aliados de outrora, aqueles que disputavam os afagos de Lula quando este elegia até postes, irão agir.

Lembra dos deputados, prefeitos e ex-governadores dos mais variados partidos que subiam alegres nos palanques de Lula prometendo refinarias e batendo palmas para o populismo? Pois é. Tenho a impressão de estes sumirão, sem fazer alarde, sem romper ou dar explicações a ninguém, motivados pelo mesmo oportunismo que um dia os uniu à “propinocracia” lulista, expressão que consta na denúncia feita pelos procuradores da Lava Jato.