latrocínio Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

latrocínio

Policiais mortos em serviço? Não! Foram vítimas de assaltantes depois do trabalho

Por Wanfil em Ceará, Segurança

16 de julho de 2013

Leio no Tribuna do Ceará do que três policiais foram assassinados em apenas 10 dias em Fortaleza. Desses, pelo em dois casos — um envolvendo um policial militar e outro um policial rodoviário federal — as vítimas morreram ao serem assaltadas.

Casos assim tem se repetido e revelam uma situação constrangedora. Sim, porque o risco de morte na atividade policial é uma constante, cujas implicações de ordem psicológica são bastante consideráveis. A família de um agente precisa aprender a conviver com o medo de perder o ente querido numa situação de conflagração. Mas o que temos visto em Fortaleza são policiais morrendo fora do expediente de trabalho, quando, imaginam os coitados, já estariam fora de perigo.

Morrem como o cidadão comum, como o padre Élvis — assassinado por assaltantes no Centro Dragão do Mar —, como tantos outros todos os dias. Com um agravante: o policial, ao ser abordado por criminosos, sabe que ao descobrirem sua profissão, as chances de que venham a ser executados é grande, deixando-lhes como única opção a reação.

O avanço da criminalidade não se processa de uma hora para a outra. É um fenômeno que necessita de tempo, de da soma de uma série de enganos. Os índices negativos no Ceará crescem ano após ano, de acordo com o Mapa da Violência. Podem mudar de formato (do sequestro relâmpago para o assalto comum), mas a quantidade de vítimas não para de subir.

Vez por outra, aqui no blog ou em minha coluna na Rádio BandNews FM 101.7, falo do fiasco na política de segurança pública e lembro que a polícia não consegue dar conta do recado. Alguns leitores reclamam, lembrando o esforço feito pelos policiais no combate ao crime. Sempre respondo dizendo que concordo. Com efeito, e já disse isso algumas vezes, a polícia (especialmente a Militar) tem a ingrata missão de enxugar gelo. Prendem e rapidamente os bandidos voltam às ruas. O problema, todos sabem e muitos fingem não ver a realidade, é de gestão! É a política de segurança pública baseada em concepções equivocadas e fechada para eventuais críticas, mesmo as construtivas.

Como esse processo de degeneração da ordem social continua a se intensificar, o que vemos agora é a violência indiscriminada. Qualquer um pode ser vítima. Lembro que, no começo do ano, bandidos executaram um criminoso em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, numa prova cabal de para eles não há mais limites. Quando policiais sabem que o risco de morrer pela ação de marginais depois da jornada de trabalho é o mesmo (ou maior) que durante o exercício das suas atividades profissionais, é porque o negócio desandou de vez.

Publicidade

Policiais mortos em serviço? Não! Foram vítimas de assaltantes depois do trabalho

Por Wanfil em Ceará, Segurança

16 de julho de 2013

Leio no Tribuna do Ceará do que três policiais foram assassinados em apenas 10 dias em Fortaleza. Desses, pelo em dois casos — um envolvendo um policial militar e outro um policial rodoviário federal — as vítimas morreram ao serem assaltadas.

Casos assim tem se repetido e revelam uma situação constrangedora. Sim, porque o risco de morte na atividade policial é uma constante, cujas implicações de ordem psicológica são bastante consideráveis. A família de um agente precisa aprender a conviver com o medo de perder o ente querido numa situação de conflagração. Mas o que temos visto em Fortaleza são policiais morrendo fora do expediente de trabalho, quando, imaginam os coitados, já estariam fora de perigo.

Morrem como o cidadão comum, como o padre Élvis — assassinado por assaltantes no Centro Dragão do Mar —, como tantos outros todos os dias. Com um agravante: o policial, ao ser abordado por criminosos, sabe que ao descobrirem sua profissão, as chances de que venham a ser executados é grande, deixando-lhes como única opção a reação.

O avanço da criminalidade não se processa de uma hora para a outra. É um fenômeno que necessita de tempo, de da soma de uma série de enganos. Os índices negativos no Ceará crescem ano após ano, de acordo com o Mapa da Violência. Podem mudar de formato (do sequestro relâmpago para o assalto comum), mas a quantidade de vítimas não para de subir.

Vez por outra, aqui no blog ou em minha coluna na Rádio BandNews FM 101.7, falo do fiasco na política de segurança pública e lembro que a polícia não consegue dar conta do recado. Alguns leitores reclamam, lembrando o esforço feito pelos policiais no combate ao crime. Sempre respondo dizendo que concordo. Com efeito, e já disse isso algumas vezes, a polícia (especialmente a Militar) tem a ingrata missão de enxugar gelo. Prendem e rapidamente os bandidos voltam às ruas. O problema, todos sabem e muitos fingem não ver a realidade, é de gestão! É a política de segurança pública baseada em concepções equivocadas e fechada para eventuais críticas, mesmo as construtivas.

Como esse processo de degeneração da ordem social continua a se intensificar, o que vemos agora é a violência indiscriminada. Qualquer um pode ser vítima. Lembro que, no começo do ano, bandidos executaram um criminoso em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, numa prova cabal de para eles não há mais limites. Quando policiais sabem que o risco de morrer pela ação de marginais depois da jornada de trabalho é o mesmo (ou maior) que durante o exercício das suas atividades profissionais, é porque o negócio desandou de vez.