Joaquim Cartaxo Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Joaquim Cartaxo

PT do Ceará sai em defesa de corruptos condenados e comemora fuga de bandido

Por Wanfil em Partidos

26 de novembro de 2013

O PT do Ceará se reuniu nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa em ato de solidariedade a José Dirceu, José Genoino e Delubio Soares, condenados pelo Supremo Tribunal Federal e presos pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O desagravo também incluiu Henrique Pizzolato, outro petista e ex-diretor do Banco do Brasil condenado no mensalão, mas que fugiu para a Itália.

Distorções e imposturas

É perfeitamente compreensível que lideranças trabalhem para amenizar os efeitos negativos que do mensalão, mas daí a criar uma fantasia conspiratória, vai um longo caminho.

A essa altura, não reconhecer minimamente alguns dos próprios erros soa algo esquizofrênico. Especialmente no Ceará, onde parte do dinheiro movimentado no esquema operado por Marcos Valério e Delúbio Soares para desviar recursos públicos abasteceu a campanha de José Airton Cirilo ao governo estadual em 2002, crime pelo qual ninguém nunca pagou.

Pelas declarações veiculadas em jornais, a ordem no PT é negar os fatos e ignorar o acontecido, para manter em seus quadros os criminosos condenados. Desde logo, é bom desmontar o argumento de que busca focar atenção em Joaquim Barbosa, como se a condenação dos mensaleiros fosse decisão monocrática e resultasse de uma má vontade pessoal do ministro. O processo foi conduzido e finalizado por um COLEGIADO de onze ministros, oito dos quais indicados durante governos do PT.

Vergonha alheia

O deputado estadual Professor Pinheiro disse que o julgamento foi um “processo apenas político”. É a senha para justificar a tese de que os corruptos do mensalão são “presos políticos”. Trata-se de uma agressão à inteligência, pois a condição sine qua non para classificar alguém como perseguido político é esse indivíduo ser oposição ao regime em vigor. Não existe na história da humanidade a figura do preso político de situação. Pinheiro é professor do curso de História da UFC, condição que agrava a impostura por não conceder ao parlamentar a desculpa da ignorância. Resta sentir vergonha pelo intelectual que ele foi.

Para o deputado Camilo Santana, o revoltante mesmo é ver que “muitos outros soltos por aí”. Nesse ponto, é impossível discordar. Vejamos, por exemplo, os responsáveis pelo infame “escândalo dos banheiros fantasmas”, aqui no Ceará, que estourou quando Santana era secretário estadual das Cidades. Estão aí soltos… Mas Camilo exagera quando recrimina a oposição, acusando-a de tenta “macular” a imagem do PT. Ora, opositores não obrigaram Genoino a fraudar documentos e nem mesmo denunciaram nada. Quem detonou o esquema foi um aliado: Roberto Jefferson. E quem manchou a imagem do PT foram os presos que, ironicamente, ganham homenagens do partido. Vai entender…

Já o deputado Antônio Carlos acredita que o STF “excedeu seus limites”. É o tipo de pensamento perigoso e inapropriado para um democrata, pois sugere que alguém precisa dar limites ao Judiciário. Além do mais, resta saber: que limites seriam esses? Outra conclusão, mais divertida, é imaginar que os magistrados do Supremo precisem de aulas com Antônio Carlos.

Segundo Ilário Marques, a culpa é da “mídia” que intimida o Congresso Nacional. Talvez se a imprensa não noticiasse sobre o caso, fosse elogiada. Sempre sobra para a imprensa…

Para Diassis Diniz, presidente eleito da executiva estadual, parlamentares do PT não agem para se “locupletar”, como se desviar dinheiro público para comprar parlamentares de outros partidos ou abastecer caixa dois fosse altruísmo. Pelo visto, a diferença entre Maluf e Genoino é o destino dado ao dinheiro surrupiado, o que faria do segundo, no entender de alguns petistas, um herói. Sem esquecer o fato de que Maluf é aliado.

Cumplicidade pública

O momento mais constrangedor do encontro ficaram por conta dos comentários sobre o fugitivo da Justiça Henrique Pizzolato, conforme relato da repórter Jéssica Welma para o jornal O Povo. A ação, de acordo com Joaquim Cartaxo, vice-presidente estadual do PT, foi nada menos que “genial”.

O vereador Deodato Ramalho, por sua vez, vê a fuga com bons olhos. Seria uma segunda chance para os criminosos provarem sua inocência. Isso mesmo, o advogado Ramalho entende que a Justiça no estrangeiro deve ser sobrepor à do Brasil, desde que, resta claro, se confirme a tese dos condenados. Se eu fosse advogado e não acreditasse mais o mínimo na Justiça brasileira, mesmo com todos os seus defeitos e limitações, a ponto de ver vantagem em fugas, faria outra coisa. Talvez me candidatasse a vereador.

Petistas de bem

Os petistas de bem, aqueles que ainda acreditam nos ideais defendidos pelo partido no passado, não merecem essas lideranças comprometidas com a defesa cega de corruptos, alicerçados na crença de que os fins justificam os meios. Conheço alguns assim. Gente boa que, talvez por isso, não consiga subir na hierarquia do partido.

Pela capacidade de organização e articulação que possui, o PT poderia enfrentar esse momento com dignidade, expulsando os condenados e se desculpando com seus filiados e eleitores. Mas parece os que não comungam com a solidariedade aos mensaleiros são minoria.

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TCE afasta conselheiro, enquanto Governo e AL protegem os seus no escândalo dos banheiros

Por Wanfil em Corrupção

03 de Maio de 2012

A Justiça deve punir corruptores e corrompidos. Por isso, cuidado com as piscadelas. Se quem recebeu e não construiu tem culpa, quem pagou e não cobrou o serviço também tem.

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, conselheiro Teodorico Menezes, concordou que sua eventual volta aos trabalhos na Corte deve ser condicionada à conclusão das investigações sobre o chamado “escândalo dos Banheiros fantasmas.

O caso veio a público no ano passado, quando o Ministério Público descobriu que verbas repassadas a ONGs em convênios com a Secretaria das Cidades para a construção de kits sanitários, sumiram. Foram mais de dois milhões e meio de reais pagos entre 2008 e 2010. Algumas dessas ONGs eram controladas por parentes e funcionários de Teodorico. Essas mesmas pessoas também aparecem como doadoras de campanha do deputado estadual Teo Menezes, filho de Teodorico. Segundo o MP, o episódio tem indícios de caixa dois.

O mínimo de pudor

O TCE faz bem em prolongar o afastamento de Teodorico. Há um evidente incômodo com a situação. Nos bastidores, conselheiros afirmam que o retorno de Teodorico será uma mancha na reputação de todos os membros do colegiado. Publicamente, nada dizem, mas pelos corredores da instituição a insatisfação é notória. Para alguns, Teodorico faz do TCE o protagonista de um escândalo em que o conselheiro teria atuado apenas como coadjuvante.

Alguns de seus pares, com interesses políticos eleitorais  em diversas regiões do Estado, ficam receosos de falar abertamente sobre o caso, mas o fato é que Teodorico não volta até que se concluam as investigações. É o mínimo de pudor que se espera de agentes públicos, afinal, já virou clichê a máxima de Júlio César: “não basta ser honesto, é preciso também parecer honesto”.

Já na AL e no governo…

A situação é bem diferente em relação aos outros nomes envolvidos no caso dos banheiros fantasmas.

O deputado Teo Menezes continua muito bem na Assembleia Legislativa e continua na mesa diretora da casa, que não vê nada demais no fato de um parlamentar ter recebido doações de campanha de pessoas flagradas operando um esquema de desvio de verbas estaduais. Em solidariedade, a maioria dos deputados abafou um pedido de CPI.

Vale lembrar que Teodorico não ordenou despesa alguma. Ele aparece ligado apenas a uma das pontas do caso, o da recepção. O dinheiro que desapareceu foi liberado pela Secretaria das Cidades, a quem caberia, evidentemente, fiscalizar o correto uso dos recursos. Se foram incompetentes ou se agiram de má fé, isso a investigação dirá. Mas essa dúvida já deveria bastar para justificar o afastamento dos responsáveis pelo pagamento indevido. No entanto, os ex-secretários Joaquim Cartaxo e Jurandir Santiago, agora presidente do Banco do Nordeste, e o atual Camilo Santana, também continuam prestigiados pelo governador Cid Gomes e a base aliada. Leia mais

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TCE afasta conselheiro, enquanto Governo e AL protegem os seus no escândalo dos banheiros

Por Wanfil em Corrupção

03 de Maio de 2012

A Justiça deve punir corruptores e corrompidos. Por isso, cuidado com as piscadelas. Se quem recebeu e não construiu tem culpa, quem pagou e não cobrou o serviço também tem.

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, conselheiro Teodorico Menezes, concordou que sua eventual volta aos trabalhos na Corte deve ser condicionada à conclusão das investigações sobre o chamado “escândalo dos Banheiros fantasmas.

O caso veio a público no ano passado, quando o Ministério Público descobriu que verbas repassadas a ONGs em convênios com a Secretaria das Cidades para a construção de kits sanitários, sumiram. Foram mais de dois milhões e meio de reais pagos entre 2008 e 2010. Algumas dessas ONGs eram controladas por parentes e funcionários de Teodorico. Essas mesmas pessoas também aparecem como doadoras de campanha do deputado estadual Teo Menezes, filho de Teodorico. Segundo o MP, o episódio tem indícios de caixa dois.

O mínimo de pudor

O TCE faz bem em prolongar o afastamento de Teodorico. Há um evidente incômodo com a situação. Nos bastidores, conselheiros afirmam que o retorno de Teodorico será uma mancha na reputação de todos os membros do colegiado. Publicamente, nada dizem, mas pelos corredores da instituição a insatisfação é notória. Para alguns, Teodorico faz do TCE o protagonista de um escândalo em que o conselheiro teria atuado apenas como coadjuvante.

Alguns de seus pares, com interesses políticos eleitorais  em diversas regiões do Estado, ficam receosos de falar abertamente sobre o caso, mas o fato é que Teodorico não volta até que se concluam as investigações. É o mínimo de pudor que se espera de agentes públicos, afinal, já virou clichê a máxima de Júlio César: “não basta ser honesto, é preciso também parecer honesto”.

Já na AL e no governo…

A situação é bem diferente em relação aos outros nomes envolvidos no caso dos banheiros fantasmas.

O deputado Teo Menezes continua muito bem na Assembleia Legislativa e continua na mesa diretora da casa, que não vê nada demais no fato de um parlamentar ter recebido doações de campanha de pessoas flagradas operando um esquema de desvio de verbas estaduais. Em solidariedade, a maioria dos deputados abafou um pedido de CPI.

Vale lembrar que Teodorico não ordenou despesa alguma. Ele aparece ligado apenas a uma das pontas do caso, o da recepção. O dinheiro que desapareceu foi liberado pela Secretaria das Cidades, a quem caberia, evidentemente, fiscalizar o correto uso dos recursos. Se foram incompetentes ou se agiram de má fé, isso a investigação dirá. Mas essa dúvida já deveria bastar para justificar o afastamento dos responsáveis pelo pagamento indevido. No entanto, os ex-secretários Joaquim Cartaxo e Jurandir Santiago, agora presidente do Banco do Nordeste, e o atual Camilo Santana, também continuam prestigiados pelo governador Cid Gomes e a base aliada. (mais…)