JBS Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

JBS

Incertezas que pairam sobre as eleições no Ceará: aliança PT-MDB, oposição indefinida, delação da JBS, crise na segurança

Por Wanfil em Eleições 2018

24 de Abril de 2018

As eleições no Ceará prometiam ser uma das mais insossas dos últimos tempos. O governo estadual aumentava sua base de apoio e a oposição permanecia desarticulada. Mas os dias que correm estão atribulados de um modo que fazem lembrar de Cícero nas Catilinárias: “oh tempos, oh costumes”. 

Assim, para além da aparência de marasmo, um conjunto de dúvidas ganhou força a ponto de fazer do atual período de pré-campanha um dos mais tensos que já se viu.

A indefinição sobre a candidatura de oposição é apenas um elemento a mais de ansiedade, diante de outras incertezas. O futuro da possível coligação entre o MDB de Eunício Oliveira e o PT de Camilo Santana é uma delas. Ciro Gomes, do PDT, tem feito críticas à presença do senador na chapa governista. Não é para menos, uma vez que essa aliança é uma contradição com o rompimento pregado por Ciro em relação ao MDB.

Por falar em corrupção, o jornal O Globo desta terça-feira informa que Joesley Batista, da JBS, anexou novos documentos para comprovar o suposto pagamento de propina ao ex-governador Cid Gomes para sua reeleição em 2010 e para a campanha de Camilo em 2014.

O caso, se não for apurado rapidamente, gera insegurança, afinal, nunca se sabe quando a Polícia Federal pode fazer uma operação com prisões. E para completar, até o foro privilegiado, tão sonhado por investigados, pode ser revisto pelo Supremo.

Por fim, tem ainda a crise na segurança pública, que gera inegável desgaste para a atual gestão. Nada que seja definitivo, pois as variáveis são muitas. Porém, quando é assim, sempre há o risco de uma tempestade perfeita, como dizem os meteorologistas.

No balanço entre certezas e incertezas para as eleições no Ceará, começa a ganhar peso, o suspense.

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O efeito Aécio

Por Wanfil em Política

18 de Abril de 2018

Nos anos 80 do Século 20 uma campanha publicitária da vodca Orloff fez muito sucesso no Brasil. Nas propagandas, um sujeito era abordado por uma versão de si mesmo vinda do futuro, que o aconselhava qual marca escolher para evitar ressaca. Surpreso, ele perguntava: “Quem é você?”. E a resposta, tornada bordão nacional, era clara e direta: “Eu sou você amanhã”. Fez tanto sucesso que a expressão “Efeito Orloff” passou a ser usada para as mais diversas situações, especialmente na política.

Aécio Neves, do PSDB, virou réu no STF acusado de corrupção passiva e obstrução da justiça. O senador alega inocência dizendo que recebeu R$ 2 milhões da JBS, em espécie, sem oferecer favores ou benefícios como contrapartida. Sem isso, não haveria corrupção.

Acontece o entendimento da justiça sobre o que venha a ser contrapartida tem sido diferente. Ninguém doa ou empresta milhões de reais a políticos somente por gentileza, altruísmo ou compaixão. Assim, receber fortunas em função do prestígio dos cargos que ocupam já configuraria vantagem indevida.

E o “efeito Orloff”? Calma, chego lá. Se a delação da JBS serviu para colocar Aécio no banco dos réus, é inevitável lembrar que a mesma empresa sustenta que doou, a pedido do ex-governador Cid Gomes (PDT), nada menos que R$ 20 milhões para a campanha de Camilo Santana (PT) em 2014, supostamente em troca de R$ 100 milhões em créditos fiscais do estado. Os acusados negam, claro. Nesse caso, teríamos que concluir então que a JBS doou esses R$ 20 milhões a fundo perdido.

De todo modo, fica evidente que, sem prejuízo à presunção de inocência, o caso de Aécio abre precedente para outros processos e julgamentos, que podem atingir muita gente ainda, e talvez, quem sabe, antes da eleição.

Preparando-se para a campanha, o político citado em delação encontraria Aécio Neves, surgido do nada, e surpreso indagaria: “Quem é você?”. E ele responderia: “Eu sou você, amanhã”. Se não tiver foro privilegiado, a coisa piora. Nessa condição, o “efeito Lula” pode ser o precedente.

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Prisão de Joesley deveria acabar com silêncio sobre delações no Ceará

Por Wanfil em Ceará

11 de setembro de 2017

Wesley, irmão de Joesley, em delação da JBS: lembram?

O Brasil acompanhou a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud após a descoberta de que a dupla não contou tudo o que sabia na Lava Jato. Nada a ver, portanto, com eventuais dúvidas sobre o que já revelaram, mas apenas sobre o que esconderam por conveniência.

Para quem não se lembra, consta na delação de Wesley Batista, sócio e irmão de Joesley (beneficiários do mesmo acordo de imunidade com a PGR), que uma doação de R$ 20 milhões para campanhas eleitorais no Ceará em 2014, supostamente a pedido do então governador Cid Gomes, teria sido propina em troca de 100 milhões em créditos fiscais. Dois secretários estaduais da atual gestão foram implicados na trama. Tudo devidamente corroborado por datas e movimentações de dinheiro com os valores citados. Há também uma citação ao senador Eunício Oliveira, que teria cobrado R$ 5 milhões para ajudar na tramitação de um projeto, no que teria sido enganado, pois o texto não foi aprovado.

É claro que o ônus da prova cabe ao acusador, porém, o peso da suspeita aflige e prejudica o acusado, se esse não tiver culpa no cartório. Por isso mesmo, e também pelo fato de que teremos eleições no ano que vem, com os mesmos personagens políticos atuando desde agora na formação de candidaturas, deveria ser de interesse geral e urgente a investigação dessas graves denúncias, sem que se precisasse esperar por Curitiba. Acontece que ninguém fala sobre o caso. E já nem digo que algumas instituições parecem hesitar diante de suas obrigações. O que impressiona mesmo nesses tempos de tanta indignação nas redes sociais é o silêncio generalizado de lideranças de classe, imprensa, políticos de oposição, artistas e intelectuais, como se o maior processo contra a corrupção no Brasil, quando diz respeito ao Ceará, se transformasse em algo sem importância.

O medo de perder contatos (e influência) ou de possíveis perseguições poderia explicar essa postura, digamos assim, passiva. Mas nesse caso, seria inevitável o constrangimento nas cerimônias públicas onde os citados (não apenas na delação da J&F, mas em muitos outros casos) são festejados como exemplos mesmo de retidão e compromisso com o avanço e tal. Porém, não é o que acontece. Pelo contrário, os festejos e elogios são intensos. O que fica evidente nessas relações é a existência de uma comodidade calculada, de uma cultura política onde impera a regra de não incomodar para não ser incomodado, uma espécie de pacto tácito.

E assim todos seguem contentes como se fossem ou estivessem cercados apenas de pessoas acima de quaisquer suspeitas, enquanto a credibilidade dos envolvidos, ainda que sejam, quem sabe?, inocentes, derreta diante de denúncias sem respostas convincentes. Quem se importa?

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Se a delação da JBS vale para denúncia contra Temer, então vale para os demais…

Por Wanfil em Ceará

27 de junho de 2017

Rodrigo Janot, da PGR, denunciou o presidente Michel Temer ao STF por corrupção passiva. O presidente fez pronunciamento rebatendo a acusação e, assim como Lula, alegou inocência, se disse perseguido e cobrou provas. O caminho para uma condenação formal é tortuoso e precisa passar pelo Congresso. Mas, politicamente, Temer está arruinado.

No Ceará, curiosamente, alguns dos maiores críticos do presidente não podem comemorar a decisão de Janot. Pelo menos, não como gostariam. É que a base da denúncia contra o presidente é a delação de Joesley Batista, dono do grupo JBS, a mesma empresa que acusa o ex-governador Cid Gomes de ter, supostamente, enviado emissários para cobrar propina em troca de créditos fiscais nas eleições de 2014. Cid, assim como Temer, nega e chama os delatores de bandidos.

Para ser justo, existem diferenças que merecem ser observadas. Contra o presidente, por exemplo, existe até gravação. O problema é que, pela lei, se algum ponto da delação for mentira, o acordo por inteiro pode ser desfeito. E como todos sabem, o acordo com os donos da JBS foi o melhor entre os delatores: liberdade total.

Se em Brasília a pressão contra Temer chega as raias do insuportável, por aqui na Terra do Sol, discretamente, quase todos fazem de conta que a delação da JBS vale para uns e não para outros. O silêncio dos implicados, porém, não deixa de ser sintomático.

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Denúncias contra Cid: amigos na praça e problemas problemas na Justiça

Por Wanfil em Corrupção

06 de junho de 2017

Fica a dica…

É… Os últimos dias não andam nada fáceis para Cid Gomes, agora réu em ação na Justiça Federal, acusado de crime financeiro no caso de um empréstimo de R$ 1,3 milhão feito junto ao BNB, ainda em 2014, para a construção de um galpão em sobral, junto com um amigo de infância.

Em outra frente, o portal Tribuna do Ceará publicou matéria mostrando a inusitada sociedade do ex-governador com um outro amigo de infância, cuja empresa (Easy Táxi Aéreo) ganhou licitações de quase R$ 55 milhões prestando serviços ao Governo do Ceará durante a gestão Cid. Juntos, estão construindo um luxuoso empreendimento imobiliário na serra da Meruoca. Coisa fina.

Não para por aí. Wesley Batista, da JBS acusou Cid de mandar emissários cobrarem R$ 20 milhões de propina em troca do pagamento de R$ 110 milhões em créditos de ICMS. Cid admite a doação e a posterior liberação dos créditos, mas nega veementemente qualquer relação entre as movimentações. Disse ainda que processará o delator e que seu patrimônio, após 34 anos de vida pública, é de R$ 782 mil. Convenhamos, valor modesto para um, digamos assim, empreendedor de destaque. Não chega a comprar um apartamento novo de tamanho médio nos bairros nobres de Fortaleza.

Bom, como todos são inocentes até prova em contrário, resta evidente apenas, até o momento, que alguns amigos de Cid casualmente prosperaram – e muito – durante os mandatos do então governador. Pode ser nada nada de errado venha a ser constatado na ação da Justiça Federal ou nos demais casos, mas para o homem público é o tipo de coincidência que arranha a imagem, especialmente quando começam a se multiplicar.


Confira ainda as matérias do Tribuna do Ceará:

Cid Gomes torna-se réu por crime contra o sistema financeiro nacional 
Cid faz condomínio de luxo em sociedade com empresário que ganhou licitações em seu governo 

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Autoridades de seis estados investigam incentivos para a JBS. Só faltou o Ceará…

Por Wanfil em Corrupção

01 de junho de 2017

Parece que as autoridades não conseguem ver, ouvir ou falar sobre JBS no Ceará

Matéria publicada no Estadão:

Autoridades de pelo menos seis Estados – São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – estão passando um pente-fino sobre os incentivos fiscais concedidos à JBS.

O Ceará não consta dessa lista, embora um dos donos da JBS, Wesley Batista, confessou ter pago propina para financiar campanhas de aliados da gestão Cid Gomes em 2014, em troca de créditos fiscais.

Das duas, uma: ou as autoridades cearenses são muitíssimo discretas e atuam em silêncio para surpreender os investigados ou não estão deliberadamente evitando ações no intuito de esclarecer quaisquer dúvidas a respeito da incrível relação entre incentivos tributários e doações eleitorais no Estado.

Não há cobranças e muito menos ações que possam dissipar as suspeitas que recaíram sobre o instrumento importantíssimo das concessões fiscais. Na verdade, nem sequer é possível visualizar pressões da opinião pública nesse sentido, como se todos acreditassem que a JBS tivesse doado nada menos que R$ 20 milhões de reais a candidatos no Ceará apenas por amor à democracia.

Quem cala, consente.


Para saber mais, leia as seguintes matérias do Tribuna do Ceará
:
Além da JBS, outras empresas receberam recursos do governo Cid Gomes e fizeram doação para campanha
Denúncia no Tribuna do Ceará sobre propina no Governo Cid Gomes ganha repercussão nacional

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O impeachment de Camilo e a natureza das coisas

Por Wanfil em Política

25 de Maio de 2017

A oposição pediu o impeachment do governador Camilo Santana (PT) com base nas revelações feitas pelo delator Wesley Batista, da JBS. Tecnicamente não faz muito sentido, pois os crimes supostamente cometidos, o pagamento de R$ 110 milhões em créditos de incentivo às vésperas da eleição para uma empresa que doou R$ 20 milhões logo em seguida, por mais suspeitos que sejam, teriam acontecido na gestão do ex-governador Cid Gomes.

Com efeito, esse não é o melhor instrumento para o episódio. Na verdade, até facilita a vida da base aliada. Seria melhor convidar ou convocar os secretários estaduais envolvidos nos episódios citados para que estes falem sobre o caso. Mas a natureza da oposição é focar na atual gestão.

Como era de se esperar, o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), aliado de Camilo e também beneficiário das doações da JBS, rejeitou o pedido de impeachment. Não houve nem sequer suspense. Independente de provas, é da natureza do legislativo estadual proteger, em vez de fiscalizar, qualquer governo (com as raras exceções que confirmam a regra), mesmo nos casos mais gritantes. Não haverá CPI para investigar incentivos fiscais concedidos a doadores de campanha ou coisa do gênero. Já faz uma semana que as delações chegaram ao Ceará e nada…

O sapo pula, o passarinho voa, a chuva cai, a gravidade puxa e o parlamento cearense obedece ao Executivo. É a natureza das coisas. Resta aos cearenses esperarem que investigadores de fora, de preferência de Curitiba, passem essa história a limpo.

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Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann

Por Wanfil em Corrupção, Sem categoria

24 de Maio de 2017

Arialdo e Balhmann: únicos responsáveis por arrecadar junto a JBS, segundo Cid

O escritor Mário Quintana dizia que “as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria”.

Na coletiva em que buscou rebater a delação de Wesley Batista, o ex-governador Cid Gomes falou sobre o dinheiro recebido da JBS para a campanha de 2014, enfatizando os nomes dos atuais secretários estaduais do Turismo, Arialdo pinho, e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhmann. Ênfase carregada de reticências nas entrelinhas.

Confira esses três momentos (grifos meus):

1 – Os responsáveis

“Realmente o Balhmann e o Arialdo, licenciado do cargo, e mais algumas outras pessoas, cumpriram a tarefa de buscar financiamento para a campanha, coisa que é legal.”

2 – Cid não autorizou

“Em nenhum momento, em tempo algum, em nenhuma campanha, eu sugeri, eu permiti que alguém fizesse vínculo de doações para campanha a qualquer tipo de benefício por parte do estado. Quero afirmar isso categoricamente: nem eu, nem ninguém com minha autorização ou conhecimento, e com a minha recomendação explícita, de que não vinculasse, não fizesse qualquer tipo de vinculação a qualquer doação que possa ter sido feita em alguma campanha.”

3 – Wesley não fala de Cid

“Repito, se for ler o depoimento, ele [Wesley] não fala de mim não, depois ele fala, atribui ao Balhmann e ao Arialdo, que não são ocupantes de cargos públicos, o Balhmann deputado, isso não é impedimento, o Arialdo licenciado da secretaria, cumpriam uma missão, legal, de procurar financiamento legítimo para uma campanha eleitoral.”

Resumindo: Cid nega; Cid não tinha responsabilidade pelos pedidos de doações; Cid acredita que seus aliados agiram corretamente; Cid não autorizou ninguém a vender facilidades no governo para conseguir dinheiro. Por essa versão, a JBS doou nada menos que R$ 20 milhões para seu candidato em 2014 em troca de nada, apenas atendendo aos pedidos de inocentes arrecadadores.

Para bom entendedor, meia palavra basta. As reticências na fala de Cid deixam o caminho aberto para responsabilizar apenas seus emissários, caso as coisas se compliquem. Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann.

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Delação JBS 4 – A coletiva de Cid

Por Wanfil em Corrupção

22 de Maio de 2017

O ex-governador Cid Gomes (PDT) concedeu entrevista nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa, para rebater a delação de Wesley batista, dono da JBS. O empresário relatou a suposta liberação de R$110 milhões de créditos de ICMS em troca do repasse de R$ 20 milhões para a campanha de Camilo Santana (PT).

Cid admitiu os encontros com os irmãos Joesley e Wesley Batista, o pagamento dos créditos para a empresa e as doações para a campanha, mas repudiou com indignação qualquer relação entre esses fatos. Os Batista afirmam que a doação foi propina para a liberação dos créditos.  Na coletiva, o ex-governador estava acompanhado dos aliados de sempre, que também receberam doações da JBS, a garantir a idoneidade do líder.

Voltando ao que interessa, se é assim, por que então os delatores inventariam tudo isso? Segundo Cid, para ter material com que negociar acordos com os investigadores. É estranho, pois a JBS já acusou nomes bem maiores, como o presidente Michel Temer (PMDB), o senador Aécio Neves e os ex-presidentes Lula e Dilma, do PT, entre outros mais. Nomes que bastariam para garantir a delação premiada.

Assim como Cid, todos os outros negam as acusações (mais ou menos nos mesmos termos) e se dizem vítimas de conspiração. Somente as investigações poderão dizer quem realmente é culpado ou inocente nessa história. Como ninguém pode negar o relacionamento e as doações milionárias que receberam, até lá, todos são suspeitos, não importam o que digam agora. Os justos, caso existam, pagam pelos pecadores.

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Delação JBS 3 – As informações de Camilo

Por Wanfil em Corrupção

22 de Maio de 2017

A respeito das delações premiadas feitas pelos donos e executivos da J&F Investimentos, dona do frigorífico JBS, que relatam supostas doações ilegais para as eleições no Ceará em 2014, o governador Camilo Santana disse:

“Sobre as doações realizadas na campanha eleitoral, as informações que tenho são de que foram feitas de forma absolutamente correta e dentro da lei”.

Ou seja, na prática Camilo informa que não cuidava diretamente da captação dos recursos para a campanha, afinal, tudo o que sabe é por informações que recebeu. Talvez quem tenha repassado essas informações possa colaborar para esclarecer eventuais dúvidas.

Leia mais sobre as delações da JBS nos links abaixo:
Delação JBS 2 – Nota de Eunício nega acusação. De novo…
Delação JBS 1 – Nota de Cid Não responde ao que realmente interessa
Na mesma delação em que acusa Temer, JBS diz que propina abasteceu projeto de Cid no Ceará
JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará

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Delação JBS 3 – As informações de Camilo

Por Wanfil em Corrupção

22 de Maio de 2017

A respeito das delações premiadas feitas pelos donos e executivos da J&F Investimentos, dona do frigorífico JBS, que relatam supostas doações ilegais para as eleições no Ceará em 2014, o governador Camilo Santana disse:

“Sobre as doações realizadas na campanha eleitoral, as informações que tenho são de que foram feitas de forma absolutamente correta e dentro da lei”.

Ou seja, na prática Camilo informa que não cuidava diretamente da captação dos recursos para a campanha, afinal, tudo o que sabe é por informações que recebeu. Talvez quem tenha repassado essas informações possa colaborar para esclarecer eventuais dúvidas.

Leia mais sobre as delações da JBS nos links abaixo:
Delação JBS 2 – Nota de Eunício nega acusação. De novo…
Delação JBS 1 – Nota de Cid Não responde ao que realmente interessa
Na mesma delação em que acusa Temer, JBS diz que propina abasteceu projeto de Cid no Ceará
JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará