Jangadeiro Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Jangadeiro

Debate Jangadeiro em Fortaleza mostra ansiedade e cautela nos ataques

Por Wanfil em Eleições 2016

27 de setembro de 2016

Candidatos à prefeitura de Fortaleza debatem, trocam farpas, mas evitam o vale-tudo. Foto: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará

Candidatos à prefeitura de Fortaleza trocam farpas em debate, mas evitam o vale-tudo. Foto: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará

O debate entre candidatos à Prefeitura de Fortaleza realizado pela TV Jangadeiro nesta terça-feira, foi ao mesmo tempo vibrante e cauteloso, à semelhança das partidas nas quais os jogadores guardam prudência na hora de atacar, para não abrir os flancos a contra-ataques do adversário.

Não significa, porém, que os embates não tenham acontecido. Pelo contrário, afinal, é da essência da disputa a necessidade de desconstruir o oponente. O clima foi tenso especialmente entre Roberto Cláudio (PDT), Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), que lideram as pesquisas, os dois primeiros tecnicamente empatados, seguidos pela ex-prefeita.

Em muitos momentos os candidatos buscaram atingir seus adversários nos temas em que estes se mostraram mais atuantes durante a campanha. Críticas pessoais foram disparadas, algumas mais duras, com afirmações sobre promessas não cumpridas ou inexperiência, mas sem agressões pessoais, xingamentos e baixarias do gênero. (Confira os detalhes na matéria da repórter Jéssica Welma: Roberto Cláudio e Capitão Wagner partem para o ataque mútuo durante debate na TV Jangadeiro).

O limite entre a disputa desejável e o vale-tudo é mérito dos candidatos, que se mostraram maduros, mas também do formato do debate, bem planejado e mediado, e sobretudo, das circunstâncias. Com uma eleição muito acirrada numa capital famosa pela imprevisibilidade dos eleitores, os participantes perceberam que excesso de agressividade pode lhes custar votos agora ou no segundo turno. Pelo menos por enquanto, a artilharia pesada foi contida.

Melhor para cidade.

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Debate Jangadeiro: Candidatos de oposição partem para o ataque – Ainda há tempo?

Por Wanfil em Eleições 2012

03 de outubro de 2012

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza no estúdio da TV Jangadeiro

O Sistema Jangadeiro de Comunicação realizou na noite desta terça-feira o seu segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de Fortaleza.

Pressionados pelas pesquisas e na reta final da campanha, pela primeira vez os candidatos de oposição atuaram com forte viés de crítica em relação aos candidatos lançados pelo governador Cid Gomes e pela prefeita Luizianne Lins.

Moroni Torgan (DEM), Marcos Cals (PSDB), Renato Roseno (PSOL) e Heitor Ferrer (PDT) apresentaram sintonia nas análises  dirigidas especialmente à aliança recentemente desfeita entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins e ao uso da máquinas. Procuraram, em suma, fazer um alerta ao eleitorado sobre a importância de eleger um nome independete, lembrando que os ex-aliados que comandam as máquinas tiveram tempo para fazer aquilo que agora seus indicados prometem.

Por outro lado, Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB), líderes nas pesquisas de opinião, entraram em campo para jogar com o regulamento debaixo do braço e evitaram polêmicas.

No momento mais duro, Marcos Cals citou declarações do ex-governador Ciro Gomes chamando o candidato Elmano de Freitas de “pau mandado”. O petista se mostrou que foi bem orientado no midia trainer e não mudou o semblante enquanto rebatia dizendo que seus adversários o atacavam por não ter propostas. Roberto Cláudio ressaltava a parceria com o governo do estado como trunfo.

Heitor Férrer e Moroni chegaram a abordar o caso do mensalão, provavelmente na esperança de reproduzir em Fortaleza o desgaste que o PT vive em outras capitais por causa do julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Política não é “paz e amor”

No início da campanha, com pesquisas mostrando um acentuado desejo de mudança no eleitorado, diversas candidaturas se apresentaram. Imaginando que o desgaste da atual gestão fosse irreversível, todos optaram pela estratégia “paz e amor”, celebrada por Duda Mendonça e Lula da Silva. O que era uma especificidade – Lula tinha a imagem de político agressivo e instável – se transformou em uma espécie de regra absoluta aplicável a toda e qualquer circunstância. Um erro que beneficia justamente aos que são poupados de críticas. Obama não seria eleito sem criticar Bush.

Alertei em outros textos para o risco dessa decisão, que deixava terreno livre para que um governo avaliado negativamente buscasse uma recuperação. Política é embate, é confronto de ideias, de visões. Sem isso, as estruturas milionárias das candidaturas de situação se impuseram sobre a divisão dos opositores.

Vai dar tempo?

Agora que a eleição está na reta final para o primeiro turno, os opositores finalmente entederam que é preciso fazer política e não apenas promessas adornadas pelo marketing. Entretanto, a questão que se evidencia neste momento é saber se essa mudança de postura fará efeito e, se fizer, se haverá tempo hábil para influenciar os eleitores.

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Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.

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Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.