Izolda Cela Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Izolda Cela

Vice-governadora do Ceará em ação

Por Wanfil em Eleições 2016

13 de setembro de 2016

Cadê o prefeito de Sobral na foto? Esqueceram?

Segunda, quatro da tarde. Prioridade é prioridade.

Enquanto o governador Camilo Santana estava em Brasília para a posse da ministra Cármen Lúcia na Presidência do Supremo Tribunal Federal, a vice-governadora Izolda Cela (PDT) foi até Sobral, para evento do candidato à prefeitura Ivo Gomes, seu correligionário.

O convite informa que o ato de campanha teria início às 16 horas, em plena segunda-feira. Tudo bem, a prioridade tem explicação. No início de agosto, o próprio governador foi claro: “Podemos perder em todos os municípios cearenses, só não podemos perder em Sobral”. Trata-se, com efeito, do berço político da família Ferreira Gomes. O resto, portanto, vem depois.

Ademais, a vice-governadora é casada com o atual prefeito de Sobral, Veveu Arruda, do PT, que apoia Ivo, irmão de Cid e Ciro Gomes, que apoiaram Arruda em 2012. Apesar disso, o prefeito Veveu não aparece no material de divulgação do evento de Ivo, certamente por causa da baixa popularidade (63% de desaprovação).

Segundo o Ibope, no dia 26 passado Ivo  tinha 33% de intenções de voto e 38% de rejeição, contra 36% de seu principal adversário, Moses Rodrigues, do PMDB, que aparecia com 28% de rejeição. Eleição disputadíssima, a qualquer hora e dia da semana.

Publicidade

Vice-governadora prevê ano de arrocho no Ceará. Entenda o que isso significa

Por Wanfil em Política

19 de novembro de 2014

Nas campanhas eleitorais a ordem é vender sonhos, expectativas de futuro. Discursos com mais concursos, novos investimentos, números fabulosos, ampliação do assistencialismo (programas sociais, dizem na propaganda), desoneração e corte de impostos para gerar empregos, estimulam os eleitores.

Divulgado o resultado das urnas, os eleitos começam a deslocar o centro da conversa. O que antes era certo e garantido, agora passa a depender de variáveis que não eram mencionadas. Assim, começam a aparecer nas entrevistas termos como “controle”, “estudos”, “planejamento”, “capacidade”, “orçamento”, “repasses”, entre outros.  Os compromissos são reafirmados, mas devidamente acompanhados de alertas condicionantes. Vale ressaltar que no Ceará candidatos de oposição e de situação diziam saber onde conseguir recursos para cumprirem suas promessas. Por isso, qualquer tergiversação nesse sentido configura mudança de postura, para dizer o mínimo.

Nada disso é novidade, nem foi criado em 2014. Por ser comum, não significa que seja ético, pelo contrário, especialmente se levarmos em conta o padrão moral da política brasileira. Dilma não condenou a aumento de juros durante a campanha para três dias depois de reeleita aumentar os juros? O nome disso é trapaça, mas, nesse casos, é igual simulação de pênalti: encerrado o jogo, nada muda o placar. Em casos em que um novo gestor ainda está por assumir o mandato, esse método fica mais fácil de ser operado, pois há um tempo até que o novo governo comece e se adapte ao cotidiano da administração.

No Ceará, a vice-governadora Izolda Cela (Pros), que participa das reuniões da equipe de transição, deu início ao processo de redução de expectativas:

“Nesses dois, três anos mais recentes, o orçamento de estados e municípios têm sofrido apertos, ajustes. A diminuição das transferências do Governo Federal tem sido muito significativa. Então, é claro que uma nova gestão se inicia com todo aquele alerta de atenção, controle, de fazer caixa. Essas são as tarefas que já se anunciam e que são esperadas mesmo para um estado que tem uma estabilidade financeira. (…) Porque aquilo que exigirá mais recursos precisa desse tempo de controle do primeiro ano para acontecer”.

Tradução do Wanfil
Obviamente, a fala de Izolda é marcada por um habilidoso uso de eufemismos típicos da política. Por isso, faço aqui uma tradução livre do politiquês economicista para o português sem subterfúgio:

“Durante o governo Dilma a economia parou e isso reduziu os repasses federais para os estados e municípios. Assim, como a receita do Ceará não basta para bancar projetos que contavam com o aumento desses repasses, o jeito agora é cortar gastos para poupar e tentar terminar o que está em andamento. Então, em 2016, se der, a gente vê os novos projetos e ações”.

Convenhamos, não é o tipo de coisa que governistas digam durante a campanha, nem mesmo de forma cifrada. Desse jeito, não daria para “continuar mudando”. Sabe como é, vergonha é perder eleição.

Publicidade

O Ideb – que não é candidato, nem é de oposição – mostra fiasco na educação no Ceará. E agora, Izolda?

Por Wanfil em Educação

06 de setembro de 2014

Após ser pressionado pela imprensa, o governo federal finalmente divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede o desempenho de alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas no Brasil. Redes de 21 Estados não atingiram metas estabelecidas pelo Ministério da Educação; em 16 deles, médias são inferiores às obtidas em 2011.

É o caso do Ceará, onde o ensino médio nas escolas públicas foi reprovado. A meta para 2013 para o Estado era a nota 3,5. No entanto, após grandes investimentos na área, o índice obtido foi de apenas 3,3. Ficamos abaixo da média nacional: 3,4 no setor público (no privado é 5,4). E reparem que a meta não era nada ambiciosa. Leia mais em Ceará tem queda em índice do ensino médio, contrariando propaganda de governo.

No ranking nacional da educação, o Ceará fica ali pelo meio da tabela, à frente de Estados como Bahia, Amapá e Alagoas, empatado com o Acre e o Distrito Federal, atrás de São Paulo e Pernambuco.

Mas o que preocupa mesmo é a atual tendência de queda no desempenho das escolas públicas no ceará, no ensino médio, registrada entre 2011 e 2013.

Eleições
Como estamos em plena campanha eleitoral, é impossível deixar de registrar que se trata de uma má notícia para o candidato ao governo estadual pela situação, o petista Camilo Santana, que tem a ex-secretária da educação, Izolda Cela, como candidata à vice-governadora em sua chapa, com o respaldo, justamente, de duas altas no Ibeb em anos anteriores. A educação e as escolas profissionalizantes figuram como grandes feitos da atual gestão. Izolda chegou a dizer no Facebook que duvidava da honestidade de quem criticasse a área. Pois é, o Ideb não é candidato e não é de oposição, por isso, motivações desonestas em sentido eleitoral devem ser descartadas.

Como consolo, o Ideb 2013 joga luzes no debate sobre a educação, que andava obscurecido pela propaganda eleitoral no Ceará. Nas peças da candidatura governista, a tática é mostrar belas estruturas físicas e deixar de lado os índices comparativos de desempenho. Esse é um padrão de comunicação já conhecido na segurança e na saúde. A realidade, mais uma vez, é que investimentos são feitos, o que merece reconhecimento, mas os resultados são pífios, o que não pode ser escondido. O problema, notadamente, não é financeiro, mas administrativo.

O Ideb agora é uma oportunidade para que candidatos mostrem como podem melhorar a qualidade da educação, ou pelo menos, como parar de piorá-la.

Publicidade

O Ideb – que não é candidato, nem é de oposição – mostra fiasco na educação no Ceará. E agora, Izolda?

Por Wanfil em Educação

06 de setembro de 2014

Após ser pressionado pela imprensa, o governo federal finalmente divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede o desempenho de alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas no Brasil. Redes de 21 Estados não atingiram metas estabelecidas pelo Ministério da Educação; em 16 deles, médias são inferiores às obtidas em 2011.

É o caso do Ceará, onde o ensino médio nas escolas públicas foi reprovado. A meta para 2013 para o Estado era a nota 3,5. No entanto, após grandes investimentos na área, o índice obtido foi de apenas 3,3. Ficamos abaixo da média nacional: 3,4 no setor público (no privado é 5,4). E reparem que a meta não era nada ambiciosa. Leia mais em Ceará tem queda em índice do ensino médio, contrariando propaganda de governo.

No ranking nacional da educação, o Ceará fica ali pelo meio da tabela, à frente de Estados como Bahia, Amapá e Alagoas, empatado com o Acre e o Distrito Federal, atrás de São Paulo e Pernambuco.

Mas o que preocupa mesmo é a atual tendência de queda no desempenho das escolas públicas no ceará, no ensino médio, registrada entre 2011 e 2013.

Eleições
Como estamos em plena campanha eleitoral, é impossível deixar de registrar que se trata de uma má notícia para o candidato ao governo estadual pela situação, o petista Camilo Santana, que tem a ex-secretária da educação, Izolda Cela, como candidata à vice-governadora em sua chapa, com o respaldo, justamente, de duas altas no Ibeb em anos anteriores. A educação e as escolas profissionalizantes figuram como grandes feitos da atual gestão. Izolda chegou a dizer no Facebook que duvidava da honestidade de quem criticasse a área. Pois é, o Ideb não é candidato e não é de oposição, por isso, motivações desonestas em sentido eleitoral devem ser descartadas.

Como consolo, o Ideb 2013 joga luzes no debate sobre a educação, que andava obscurecido pela propaganda eleitoral no Ceará. Nas peças da candidatura governista, a tática é mostrar belas estruturas físicas e deixar de lado os índices comparativos de desempenho. Esse é um padrão de comunicação já conhecido na segurança e na saúde. A realidade, mais uma vez, é que investimentos são feitos, o que merece reconhecimento, mas os resultados são pífios, o que não pode ser escondido. O problema, notadamente, não é financeiro, mas administrativo.

O Ideb agora é uma oportunidade para que candidatos mostrem como podem melhorar a qualidade da educação, ou pelo menos, como parar de piorá-la.