instituições Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

instituições

Afastamento de Cunha é golpe! Mais um contra a corrupção!

Por Wanfil em Política

06 de Maio de 2016

A decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados produziu uma rara unanimidade: governo e oposição concordam com a medida. Cunha, assim como Dilma, garante que é inocente. Cunha, assim como Dilma, cai pelo conjunto da obra de corrupção e de abusos de poder que produziu. Cunha, assim como Dilma, diz que não renuncia. Serão os dois renunciados pelos brasileiros e suas instituições democráticas.

Cadê o golpe?
Políticos e empresários estão presos por causa do gigantesco roubo à Petrobras e por tentarem obstruir as investigações. Nesta semana mesmo, a Procuradoria Geral da República ofereceu denúncia contra Lula e anunciou que pretende investigar o advogado geral da União ministro José Eduardo Cardozo e o senador oposicionista Aécio Neves, do PSDB. Havendo indícios, TODOS podem ser investigados e eventualmente condenados.

Não há, portanto, perseguição contra pessoas ou partidos, como querem os ainda governistas, mas uma vigilância mais eficaz que, a depender das provas, podem gerar punições.

Apoio às instituições
O que está posto à prova é um modo decadente de fazer política. Michel Temer, virtual novo presidente da República, deve ter o máximo cuidado na formação de sua equipe, se não quiser a população contra o seu governo. O noticiário mostra nomes de gente enrolada com a Lava Jato como ministeriáveis. Não dá!

Esse modelo fisiológico comum tanto em Brasília como aqui mesmo no Ceará, funciona a partir de coligações, geralmente de situação, que reúnem 15, 20 partidos ou mais, siglas que muitas vezes possuem programas antagônicos, ligadas pelo interesse de obter vantagens inconfessáveis à luz do dia.

Após as eleições, esses partidos indicam apadrinhados sem competência técnica para cargos que são usados para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público. É esse esquema nojento e perverso, que está sob o ataque das instituições e que por isso merecem e contam com o apoio da imensa maioria dos brasileiros. Não é por acaso que Sérgio Moro é aplaudido nas ruas e políticos são vaiados.

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O problema não é o STF, o problema é você, eleitor

Por Wanfil em Brasil

20 de setembro de 2013

Meu comentário na coluna política, da Tribuna BandNews FM – 101.7

A indignação geral – ou quase geral – com a decisão do STF sobre os tais embargos infringentes e que beneficiou 12 réus do mensalão é o assunto da hora nas rodas de conversa. Onde quer que a gente chegue, o rosário de lamentações começa. Curioso como todos são contra a impunidade e a impunidade ainda assim prospera… Bom, nesse clima de contrariedade, o vilão do momento é o ministro Celso de Mello, cujo voto desempatou a questão a favor dos condenados. De vez em quando elegemos um responsável pela impunidade crônica que vigora no país.

O escritor Nelson Rodrigues dizia que subdesenvolvimento não se improvisa. Eu digo, na mesma linha, que impunidade e decadência também não se improvisam.

Amplidão

Se hoje o Judiciário brasileiro se vê ameaçado pelo aparelhamento ideológico partidário, isso acontece porque existem forças políticas de posse dos instrumentos necessários para essa ação. O próprio mensalão foi instrumento utilizado para controlar outro poder, o Legislativo, em benefício do projeto idealizado por José Dirceu, Lula e companhia.

O que muitos dos que agora reclamam não atentam, ou não querem atentar, é para o fato de que o mensalão não se resume aos réus que terão novo julgamento, mas antes se amplia no arco de alianças que fazem orbitar em torno do PT as mais diferentes siglas, todas conectadas por interesses nada republicanos.

A presidente da República, o governador do Ceará, a ex-prefeita e o atual o prefeito de Fortaleza, por exemplo, são aliados políticos dos mensaleiros, quer admitam isso ou não. Em 2014, cada um a seu modo, sabe que precisa preservar o arranjo de poder do compartilhado por José Genoíno e Delúbio Soares.

Quem pode passar o país a limpo?

Por isso, querer que o judiciário agora corrija em um único julgamento as distorções que começam no Executivo e se estendem pelo Legislativo é sintoma de desespero ou cegueira.

Antes de culpar esse ou aquele ministro do Supremo Tribunal nesse episódio, é preciso que façamos a seguinte pergunta para nós mesmos: Afinal, como chegamos a esse ponto? Como deixamos as instituições serem desmoralizadas desse jeito? Como, enquanto nação, nos permitimos ser governados, ainda hoje, nesse exato instante, pelos agentes do mensalão? E, por fim, o que faremos a respeito?

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A democracia brasileira sob ataque: o ovo da serpente

Por Wanfil em Entre poderes, Ideologia

28 de Abril de 2013

O Ovo da Serpente (1977), clássico de Ingmar Bergman. Projetos totalitários nunca se anunciam como tal, mas como forças libertadoras. É preciso um tempo de gestação para que se mostrem na realidade. Os ataques contras as instituições democráticas no Brasil acontecem porque o ambiente já degradou. É quando a serpente quebra a casca do ovo.

O Ovo da Serpente (1977), de Ingmar Bergman. Projetos totalitários sempre se anunciam como forças libertadoras. Só depois se mostram como são na realidade. Os ataques contras as instituições democráticas no Brasil acontecem porque o ambiente já degradou. É quando a serpente quebra a casca do ovo.

O Brasil vive um momento singular: a imprensa, a oposição, o Ministério Público e o Judiciário estão sob ataque cerrado de um grupo político que hoje controla o governo federal, os sindicatos, as principais entidades da sociedade civil organizada (da CUT à Fiesp), as universidades (e consequentemente toda a estrutura educacional do país).

Basta uma rápida leitura sobre a mais recente crise entre os ministros do STF e os presidentes da Câmara e Senado, para perceber que existe um ambiente cuja normalidade está em processo de degradação. O Executivo avança sobre as prerrogativas da Justiça e, usando a maioria comprada no Legislativo, trabalha em leis que tiram do MP o poder de investigar casos de corrupção e dificultam a criação de partidos oposicionistas. A imprensa, vez por outra, é ameaçada com a ideia fixa da “democratização da informação”, um eufemismo para o controle de conteúdo mais conhecido como censura.

A gravidade da situação é tamanha que políticos condenados pelo STF, como os deputados José Genuíno e  João Paulo Cunha, continuam no Congresso, lideram comissões que visam atingir justamente a Suprema Corte, sem que isso os transformem em principais inimigos da sociedade, papel que coube a um bobalhão insignificante como o deputado Marcos Feliciano, que por mais idiota que seja, não oferece risco algum à institucionalidade democrática.

Boa parte da intelectualidade brasileira, desde cedo adestrada nos rigores condicionantes do proselitismo político esquerdista, apoia as aspirações totalitárias do governo, alegando as melhores e mais celestiais intenções, claro. Tudo em nome da reparação social, da justiça igualitarista, da redenção das dívidas históricas e por aí vai. No resto do mundo, intelectuais trabalham para revelar a unidade lógica que liga ações aparentemente desconexas, expondo assim as camadas de motivações profundas que atuam sob a superfície dos acontecimentos, como é o caso de ver instituições basilares da democracia sistematicamente pressionadas a partir de um grupo, para fazer vista grossa aos desmandos do poder. Nem na Venezuela isso acontece. Lá é preciso o uso da força, com o controle do exército. Aqui, tudo é mais sutil, por isso mesmo, mais ardiloso.

E se no Brasil há uma resistência maior na defesa dessas instituições, é por causa da dificuldade de desconstruir todo um arcabouço institucional reconstruído após o fim dos governos militares. A garantia contra os desmandos de uma ditadura ainda depende, na mentalidade geral, da preservação incondicional da imprensa livre, dos órgãos de fiscalização e da independência entre os Poderes da República. Ocorre que, com o tempo, essa assimilação vai ficando cada vez mais distante dos eventos que as criaram e as fortaleceram, representados no processo de redemocratização. Sem a ligação direta com a ideia de perigo, e sem uma educação correta para as novas gerações, esses valores se tornam apenas uma lembrança, conquistas consolidadas que não precisam de proteção constante.

Como as novas ameaças se disfarçam de boas intenções, a defesa das instituições virou tema de segunda importância para o público. Os muros de contenção que as cercam passam então a trincar, infiltrados por anos e anos de doutrinação marxista e gramscista nas escolas, em doses cuidadosamente aplicadas para anestesiar as consciências sem despertá-las contra eventuais riscos à saúde do sistema democrático. Daí que associações de jornalistas, advogados, magistrados e procuradores não se rebelem contra a sanha controladora do governo em relação aos seus campos de atuação: a imprensa, o Judiciário e o MP. Para ser sincero, os procuradores até ensaiam uma reação, mas já não conseguem mobilizar mais do que seus próprios membros, talvez nem todos, movidos pela iminência de terem suas principais prerrogativas cassadas pela tal PEC 37. E mais: não há oposição que massifique o alerta de perigo. Pior ainda: ainda que houvesse oposição, não há sensibilidade no público diante dos riscos de instabilidade institucional patrocinados pelo grupo político que hoje comanda o Brasil. A letargia é generalizada.

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A democracia brasileira sob ataque: o ovo da serpente

Por Wanfil em Entre poderes, Ideologia

28 de Abril de 2013

O Ovo da Serpente (1977), clássico de Ingmar Bergman. Projetos totalitários nunca se anunciam como tal, mas como forças libertadoras. É preciso um tempo de gestação para que se mostrem na realidade. Os ataques contras as instituições democráticas no Brasil acontecem porque o ambiente já degradou. É quando a serpente quebra a casca do ovo.

O Ovo da Serpente (1977), de Ingmar Bergman. Projetos totalitários sempre se anunciam como forças libertadoras. Só depois se mostram como são na realidade. Os ataques contras as instituições democráticas no Brasil acontecem porque o ambiente já degradou. É quando a serpente quebra a casca do ovo.

O Brasil vive um momento singular: a imprensa, a oposição, o Ministério Público e o Judiciário estão sob ataque cerrado de um grupo político que hoje controla o governo federal, os sindicatos, as principais entidades da sociedade civil organizada (da CUT à Fiesp), as universidades (e consequentemente toda a estrutura educacional do país).

Basta uma rápida leitura sobre a mais recente crise entre os ministros do STF e os presidentes da Câmara e Senado, para perceber que existe um ambiente cuja normalidade está em processo de degradação. O Executivo avança sobre as prerrogativas da Justiça e, usando a maioria comprada no Legislativo, trabalha em leis que tiram do MP o poder de investigar casos de corrupção e dificultam a criação de partidos oposicionistas. A imprensa, vez por outra, é ameaçada com a ideia fixa da “democratização da informação”, um eufemismo para o controle de conteúdo mais conhecido como censura.

A gravidade da situação é tamanha que políticos condenados pelo STF, como os deputados José Genuíno e  João Paulo Cunha, continuam no Congresso, lideram comissões que visam atingir justamente a Suprema Corte, sem que isso os transformem em principais inimigos da sociedade, papel que coube a um bobalhão insignificante como o deputado Marcos Feliciano, que por mais idiota que seja, não oferece risco algum à institucionalidade democrática.

Boa parte da intelectualidade brasileira, desde cedo adestrada nos rigores condicionantes do proselitismo político esquerdista, apoia as aspirações totalitárias do governo, alegando as melhores e mais celestiais intenções, claro. Tudo em nome da reparação social, da justiça igualitarista, da redenção das dívidas históricas e por aí vai. No resto do mundo, intelectuais trabalham para revelar a unidade lógica que liga ações aparentemente desconexas, expondo assim as camadas de motivações profundas que atuam sob a superfície dos acontecimentos, como é o caso de ver instituições basilares da democracia sistematicamente pressionadas a partir de um grupo, para fazer vista grossa aos desmandos do poder. Nem na Venezuela isso acontece. Lá é preciso o uso da força, com o controle do exército. Aqui, tudo é mais sutil, por isso mesmo, mais ardiloso.

E se no Brasil há uma resistência maior na defesa dessas instituições, é por causa da dificuldade de desconstruir todo um arcabouço institucional reconstruído após o fim dos governos militares. A garantia contra os desmandos de uma ditadura ainda depende, na mentalidade geral, da preservação incondicional da imprensa livre, dos órgãos de fiscalização e da independência entre os Poderes da República. Ocorre que, com o tempo, essa assimilação vai ficando cada vez mais distante dos eventos que as criaram e as fortaleceram, representados no processo de redemocratização. Sem a ligação direta com a ideia de perigo, e sem uma educação correta para as novas gerações, esses valores se tornam apenas uma lembrança, conquistas consolidadas que não precisam de proteção constante.

Como as novas ameaças se disfarçam de boas intenções, a defesa das instituições virou tema de segunda importância para o público. Os muros de contenção que as cercam passam então a trincar, infiltrados por anos e anos de doutrinação marxista e gramscista nas escolas, em doses cuidadosamente aplicadas para anestesiar as consciências sem despertá-las contra eventuais riscos à saúde do sistema democrático. Daí que associações de jornalistas, advogados, magistrados e procuradores não se rebelem contra a sanha controladora do governo em relação aos seus campos de atuação: a imprensa, o Judiciário e o MP. Para ser sincero, os procuradores até ensaiam uma reação, mas já não conseguem mobilizar mais do que seus próprios membros, talvez nem todos, movidos pela iminência de terem suas principais prerrogativas cassadas pela tal PEC 37. E mais: não há oposição que massifique o alerta de perigo. Pior ainda: ainda que houvesse oposição, não há sensibilidade no público diante dos riscos de instabilidade institucional patrocinados pelo grupo político que hoje comanda o Brasil. A letargia é generalizada.