impeachment Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

impeachment

O impeachment de Camilo e a natureza das coisas

Por Wanfil em Política

25 de Maio de 2017

A oposição pediu o impeachment do governador Camilo Santana (PT) com base nas revelações feitas pelo delator Wesley Batista, da JBS. Tecnicamente não faz muito sentido, pois os crimes supostamente cometidos, o pagamento de R$ 110 milhões em créditos de incentivo às vésperas da eleição para uma empresa que doou R$ 20 milhões logo em seguida, por mais suspeitos que sejam, teriam acontecido na gestão do ex-governador Cid Gomes.

Com efeito, esse não é o melhor instrumento para o episódio. Na verdade, até facilita a vida da base aliada. Seria melhor convidar ou convocar os secretários estaduais envolvidos nos episódios citados para que estes falem sobre o caso. Mas a natureza da oposição é focar na atual gestão.

Como era de se esperar, o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), aliado de Camilo e também beneficiário das doações da JBS, rejeitou o pedido de impeachment. Não houve nem sequer suspense. Independente de provas, é da natureza do legislativo estadual proteger, em vez de fiscalizar, qualquer governo (com as raras exceções que confirmam a regra), mesmo nos casos mais gritantes. Não haverá CPI para investigar incentivos fiscais concedidos a doadores de campanha ou coisa do gênero. Já faz uma semana que as delações chegaram ao Ceará e nada…

O sapo pula, o passarinho voa, a chuva cai, a gravidade puxa e o parlamento cearense obedece ao Executivo. É a natureza das coisas. Resta aos cearenses esperarem que investigadores de fora, de preferência de Curitiba, passem essa história a limpo.

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Por falar em traição

Por Wanfil em Política

06 de setembro de 2016

O ex-governador Cid Gomes acusou o senador Eunício Oliveira de trair a ex-presidente Dilma Rousseff, segundo informação do Blog do Eliomar. A traição política, como podemos perceber, é um ponto de vista, já que o próprio Cid é acusado do mesmo pecado por inúmeros ex-aliados, dos mais variados partidos. A questão aqui neste post, porém, não é tanto Cid ou Eunício, mas Dilma.

No dicionário, trair pode significar “não cumprir promessas”. Portanto, o golpe da refinaria da Petrobras no Ceará foi uma traição de Dilma e Lula. Pela lógica, quem não rompeu com a dupla após a revelação do embuste optou voluntariamente por virar sócio de traidores.

Outra acepção do verbete trair é “falsear”. Por essa, quando a então candidata à reeleição Dilma afirmou que a economia estava bem, embora maquiasse a contabilidade para esconder o rombo nas contas públicas, fraude que lhe custou o mandato, traiu seus eleitores e a própria nação. Os que buscam ignorar ou relevar esses fatos apostam, portanto, na falsidade como método de gestão, em prejuízos dos traídos.

Guardadas as incomensuráveis proporções históricas e os personagens, o historiador romano Plutarco dizia que César amava as traições, mas odiava os traidores. Pois é.

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Luizianne para RC: “O que você acha do impeachment da presidente Dilma”?

Por Wanfil em Eleições 2016

02 de setembro de 2016

A candidata Luizianne Lins (PT) trouxe o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff para a disputa eleitoral em Fortaleza, durante o debate realizado pela Nordestv (ver cobertura aqui:  Capitão Wagner muda estratégia e confronta Roberto Cláudio em debate), ao indagar a posição do atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), candidato à reeleição, sobre o tema. Abaixo, reproduzo pergunta e resposta, com grifos meus, e em seguida comento rapidamente.

Luizianne Lins: “Eu queria perguntar para o candidato Roberto Cláudio. Eu estive ontem com a presidente Dilma, porque nós tivemos um processo que considero um ‘golpe’ grave na democracia brasileira, e o candidato tem como seu vice um candidato que é do DEM, que foi um dos partidos artífices do ‘golpe’ contra a presidente Dilma. Como eu não ouvi nenhuma manifestação de vossa excelência sobre essa questão, eu gostaria de lhe perguntar: o que você acha do impeachment da presidente Dilma e o seu vice?

Roberto Cláudio: “Se não ouviu, deputada, não foi por falta de oportunidade em eu ter dito. Já manifestei publicamente, inclusive estive com ex-presidente pessoalmente, junto com seis outros prefeitos, entendendo que o impeachment é um erro, o impeachment trará à democracia brasileira cicatrizes que nós não sabemos ainda os exatos contornos dela, e enfim, minha posição pública e clara é essa. Lamento o que aconteceu, o processo tanto o processo de impeachment quanto o desfecho dele. De fato meu vice tem uma posição diferente a respeito do assunto. Não só disso! Ele pensa diferente de mim em outros assuntos também. Entretanto nós estamos juntos nessa empreitada pelo que nos une e não pelo que nos separa.”

Iguais, mas diferentes

O processo de impeachment da presidente mais impopular que já houve, cassada por crime de responsabilidade em maior a maior recessão da História do País, pode afetar as campanhas de seus correligionários e aliados.

Ao obrigar Roberto Cláudio se posicionar contra o impeachment (e ficou evidente que ele estava com a resposta bem ensaiada), Luizianne, que não é amadora em campanhas eleitorais, muito pelo contrário, procurou expor o adversário. Ela sabe que os eleitores que rejeitam Dilma tendem a rejeita-la, por razões óbvias. Portanto, reforçar que RC também é próximo da ex-presidente pode fazer esse mesmo público rejeitar igualmente o prefeito.

Por outro lado, eleitores mais moderados do PT podem votar até votar em RC, mas se perceberem que este faz uma defesa tímida, protocolar para não parecer que deu as costas para a antiga aliada, podem se decepcionar e ficar com a candidata do próprio PT. Reparem que o prefeito não falou as palavras “golpe”, “inocente” ou “honesta”. Apenas disse que se trata de um “erro” que pode deixar cicatrizes na democracia.

Nas atuais circunstâncias, foi uma resposta para agradar a média de seus eleitores. Se o assunto voltará a ser explorado, os próximos dias irão dizer.

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Em ato final Dilma cita Maiakósvik, o poeta que se matou decepcionado com a revolução

Por Wanfil em Cultura

01 de setembro de 2016

Vladimir Maiakóvski: o poeta que acreditou nas promessas do "Partido" e depois se decepcionou

Vladimir Maiakóvski: o “Poeta da Revolução” que acreditou nas promessas do “Partido” e seus líderes, para depois morrer de decepção

No pronunciamento que fez logo após a aprovação do impeachment pelo Senado Federal, a ex-presidente Dilma Rousseff encerrou declamando uma poesia:

“Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”. Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakóvski:

Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.”

Vladimir Maiakóvski suicidou-se com um tiro, aos 36 anos, em 14 de Abril de 1930, decepcionado com a ditadura do proletariado, da qual foi entusiasta na juventude, especialmente quan­do Stá­lin passa a perseguir os que não se enquadrassem na or­to­do­xia do Partido Comunista.

Poeta de grande envergadura, Maiakóvski até que tentou, mas não conseguiu fugir da depressão por ter que submeter sua arte à degradação da propaganda engajada (foi obrigado a escrever poemas sobre políticas sanitárias). Matou-se, por fim, ao reconhecer que os sonhos anunciados pela Revolução e o anúncio do paraíso igualitarista não se encaixavam com liberdade.

Depois do suicídio, Stálin faz de Maiakóvski o “Poeta da Revolução”. Não há poeta mais apropriado para ilustrar a incompatibilidade entre as promessas de mudanças do petismo e suas práticas em 13 anos no poder.

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Camilo Santana, agora oficialmente na oposição, lamenta impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

31 de agosto de 2016

O governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, lamentou, em sua página no Facebook, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também do PT, consumado em sessão realizada no Senado Federal nesta quarta-feira, 31 de agosto. Reproduzo trecho:

“A deposição da presidenta Dilma Rousseff teve hoje seu ato final no Senado Federal. (…) Não poderia deixar de dizer que considero o desfecho do mais injusto processo da história democrática deste país, quando uma mulher honrada, honesta, foi punida da forma mais severa, extirpada da cadeira da Presidência. A resposta para a insatisfação com um governo deve ser a voz democrática das urnas; jamais a imposição da vontade dos opositores como uma espécie de eleição indireta. O que está em jogo não é apenas o mandato de uma presidenta, mas o direito sagrado conquistado pelos brasileiros de escolher seus representantes democraticamente pelo voto direto.

Hoje é um dia muito triste para a democracia brasileira. A história haverá de julgar este momento. Quero prestar a minha solidariedade à presidenta Dilma pela sua resistência, força, decência e convicção nos seus ideais democráticos. Sai deste processo deixando uma lição de coragem e firmeza.”

É compreensível a solidariedade do governador cearense, não obstante o fato de Dilma ter atrasado as obras de transposição do São Francisco e cancelado a refinaria da Petrobras. Vale destacar ainda a postura discreta do governador durante o impeachment, processo naturalmente carregado de emoção, priorizando as obrigações de gestor. Porém, sobre manifestação a respeito da cassação de Dilma por crimes de responsabilidade, faço rápidas considerações:

1) Michel Temer foi eleito com os mesmos votos diretos de Dilma, tal como vice-governadora Izolda Cela recebeu os mesmos votos de Camilo Santana. Portanto, assume segundo as regras de nossa democracia. Aliados cearenses, gostem ou não, pediram votos para Temer também;

2) O impeachment tem previsão constitucional e foi presidido pelo chefe do Poder Judiciário, Ministro Ricardo Lewandowski, tudo dentro da legalidade;

3) Além da “lição de coragem e firmeza”, Dilma deixa também uma taxa de desemprego de 11,6% (o sétimo maior do mundo) e PIB em queda de 3,8%, inflação de 9% nos últimos doze meses, juros de 14,25% e queda de 20% nos repasses do Fundo de Participação dos Estados para o Ceará.

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Impeachment de Dilma é duro golpe para candidatos petistas

Por Wanfil em Política

31 de agosto de 2016

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, detentora do recorde de impopularidade, em meio à campanha eleitoral para prefeitos e vereadores, é um duro golpe (sem trocadilhos) contra candidatos do PT e aliados.

Num ambiente de recessão econômica, desemprego em alta e inflação, além da corrupção revelada pela Lava Jato, a condenação de Dilma se transforma numa espécie de síntese de um projeto político sem força para apresentar, por enquanto, expectativa de futuro. Sem dúvida, as marcas do fracasso e da decepção se projetam sobre as candidaturas do partido, seja nas capitais ou no interior.

No Ceará, a disputa em cidades como Fortaleza, Juazeiro, Quixadá e Sobral, onde o PT registrou forte atuação nos últimos anos, tende a ficar mais difícil para candidatos ligados à sigla e à ex-presidente. E não adianta falar em golpe ou injustiça, pois o eleitor é quem se sente injustiçado diante da crise.

Evidentemente, candidatos do PMDB ou apoiado pelo partido do presidente Michel Temer podem anunciar que contam com o apoio do governo federal, o que, em tese, é uma vantagem. Temer não é popular, mas a crença no poder federal pode surtir efeito.

De resto, é aguardar para conferir quantas lideranças políticas no Estado permanecerão ao lado do PT decaído.

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Tasso pergunta, Dilma responde

Por Wanfil em Política

30 de agosto de 2016

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) alegou inocência em sessão do impeachment no Senado. Ao responder aos senadores, seguiu o roteiro traçado pela defesa, assumindo o papel de vítima de forças poderosas, vingança e sabotagem. Como o jogo já está jogado (a essa altura não existe senador com dúvida), o objetivo estratégico das falas foi criar uma retórica a ser repetida doravante pelos agentes de influência das esquerdas nas escolas, sindicatos, movimentos sociais, igrejas, redações e onde quer que possam operar.

Um dos bons momentos na sessão foi quando o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) questionou o argumento de que a recessão brasileira foi a continuação de uma crise econômica internacional, agravada por aqui em razão de um “boicote” do Congresso Nacional na hora de votar medidas que amenizariam seus efeitos.

Tasso mostrou que no mesmo período economias de outros países emergentes e de vizinhos da América do Sul cresceram, enquanto o PIB do Brasil zerava até ficar negativa mais adiante. Sem saída, Dilma voltou a acusar o Legislativo, especialmente a oposição e o PMDB, por não votarem com o governo.

Pelas regras do julgamento, os senadores não puderam fazer réplica, o que demandaria muito tempo. Uma pena. Seria uma oportunidade para lembrar a presidente de que muitas vezes o próprio PT votou contra o governo nas chamadas “pautas bombas”, enquanto o PMDB votava a favor. Também seria interessante avisar que a oposição, pela natureza de sua função, não pode ser cobrada por não se unir aos governistas.

Ao tentar transferir responsabilidades para terceiros, a presidente fugiu do fato de que sem controlar aliados e o próprio partido, sem popularidade após tomar medidas que nas eleições jurou que não tomaria e acusada no TCU pela maior fraude fiscal da História do Brasil, ela perdeu as condições de governar não por causa de uma conspiração parlamentar, mas por falta de credibilidade. Sabe como é: são fatos que não combinam com o roteiro.

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Senado decide se Dilma deve ser julgada. Tá com pena dela?

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2016

Teve início na manhã desta terça -feira (9) a sessão que decidirá se a presidente afastada Dilma Rouseff, do PT, deve ser julgada por crime de responsabilidade.

No mesmo dia o IBGE divulgou que o volume de vendas no comércio varejista ampliado (que inclui as atividades que atuam com veículos e material de construção) desabou 10,1% no Brasil entre junho de 2015 e junho de 2016. No Ceará, a queda foi de 12,3%.

Ainda no Ceará, nesse no mesmo período, as vendas no setor de eletrodomésticos caíram 21%. A área de veículos e peças recuou 24,1%, e a de material de construção perdeu 23%.

Os dados podem ser conferidos na  Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). São o retrato das fraudes fiscais cometidas por Dilma em busca da reeleição. Esse cenário é a base de fundo do aumento do desemprego.

Dilma poderá ser julgada por isso. Ainda está com pena dela? Reveja os números.

 

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Ministério sem cearenses pode indicar falta de prestígio, é verdade. Mas quando foi que realmente houve prestígio?

Por Wanfil em Ceará

16 de Maio de 2016

Entre os indicados para a equipe ministerial de Michel Temer não há, a exemplo de mulheres e negros, gestores cearenses. Talvez seja o caso de imaginar que do ponto de vista administrativo e político, o governo do PMDB não tenha feito do gênero, da cor e do Estado de origem, critérios de escolha.

Quais foram, então, os critérios? Ora, varia de acordo com a pasta. Foi técnico para o pessoal da área econômica; fisiológico, como no caso de Leonardo Picciani no Esporte; pessoal, como José Serra nas Relações Exteriores; e ainda teve as nomeações que misturam perfis técnicos com acordos políticos. O ministério é um amálgama de necessidades urgentes com as conveniências de sempre para fazer a tal maioria no parlamento. A esperar os resultados disso. Mesmo assim, essa ausência de cearenses tem causado rumores no meio político local.

Eunício sem nada?
Havia a expectativa de que o senador Eunício Oliveira conseguisse emplacar um nome, mais precisamente Gaudêncio Lucena, na Integração Nacional, o que não aconteceu. Seus adversários falam em falta de prestígio, apesar dos órgãos federais já comandados por indicados do Senador, como é o caso do BNB e DNOCS. Pode ser que sim, pode ser que não.

De fato, a falta de um nome ligado a Eunício, simplesmente o tesoureiro do PMDB e muito próximo a Temer, soa estranho. A não ser que a influência do senador tenha sido direcionada em outro sentido, como, por exemplo, suceder Renan Calheiros na presidência do Senado em 2017, com apoio do governo federal. E hoje, como resta comprovado por fatos recentes, presidir as casas legislativas no Congresso confere poderes aos seus ocupantes muito maiores do que os de um ministro. Mas isso são especulações a serem confirmadas, lembrando que tendências podem mudar a todo instante.

O que fizeram os ministros cearenses?
Vamos lá. Vários nomes cearenses ocuparam diversos ministérios nos últimos anos e isso, francamente, não fez muita diferença para o Estado.

Quantas obras realmente importantes para mudar o perfil socioeconômico do Ceará foram inauguradas por esses ministros? Nem mesmo a reforma do aeroporto foi realizada (lembram do “puxadinho”?). De que valeram para os cearenses essas nomeações na hora, por exemplo, de garantir a refinaria que não veio? De que serviram para evitar os caríssimos atrasos na transposição do rio São Francisco? Qual a utilidade de ter tido um ministro da Educação por três meses? Para o Ceará, os resultados nesses últimos 15 anos foram pífios, essa é a verdade.

Não estou dizendo que nada fizeram. Com certeza alguns deixaram suas marcas etc., etc. Só lembro que esses cargos, que são de abrangência nacional, não resultaram em ações direcionadas para beneficiar o estado natal dos ministros. Pelo menos no que diz respeito ao Ceará.

De toda forma, se o problema é o medo de falta de prestígio, é preciso dizer que, infelizmente, pela ausência de inaugurações e pelas promessas não cumpridas, falta de prestígio nunca faltou para a base que deu sustentação a Lula e Dilma no Ceará, apesar da nomeação de um ou outro ministro. Não seria, portanto, novidade alguma.

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O exemplo de Camilo

Por Wanfil em Ceará

13 de Maio de 2016

Gente da assessoria do governador Camilo Santana (CE), repetindo queixumes do ressentimento petista com o impeachment, critica o fato de não haver na equipe ministerial de Michel Temer negros, mulheres ou “representantes das classes mais pobres”.

Falso problema
A preocupação, nesse momento, é saber o que a equipe ministerial de Temer, independentemente de cores, credos, raças ou gênero, fará para consertar o monumental estrago feito por Dilma nas contas públicas. A prioridade é saber como acomodar a dívida dos estados na meta fiscal do ano que vem. Isso sim é problema de verdade.

Vidraça
De resto, fui conferir mais uma vez o perfil, digamos assim, social, do secretariado de Camilo. Vejam só: não há um negro! Seria racismo? Tem gente rica e apenas um ex-representante das classes mais pobres: Inácio Arruda. E contemplando as mulheres tem Nicolle Barbosa, que na verdade foi nomeada por critérios políticos, na condição de representante das classes mais ricas, o que é perfeitamente legítimo. Quem é governo tem que ter cuidado redobrado antes de falar de outros governos.

Exemplo
Por isso mesmo o próprio Camilo Santana, mesmo sendo aliado e correligionário de Dilma, evitou criticar Temer na declaração que postou quinta no Facebook lamentando o impeachment. Na verdade, o governador foi na direção contrária aos discursos belicosos, dizendo estar “amparado no diálogo e na busca de consensos”. Fica a lição para a sua assessoria, afinal, o estado já tem muito com o que se preocupar, a começar pelo ajuste dos servidores. O resto é perda de tempo. O Brasil está quebrando e Dilma perdeu as condições de governar. Se não houver uma reação estados e municípios quebram juntos e os culpados, para os eleitores, serão os governadores e prefeitos, brancos ou pretos, homens ou mulheres.

CORREÇÃO
A assessoria de comunicação do Governo do Ceará, gentilmente, entrou em contato comigo para fazer uma correção, pelo que sou grato. Além de Nicolle Barbosa, também compõe o time feminino do secretariado Aline Bezerra (Políticas sobre Drogas). Lembrou ainda de Socorro França na Controladoria Geral de Disciplina, que não é secretaria, e a vice-governadora Izolda Cela. Todas brancas e bem posicionadas socialmente, se é que isso importa como critério.

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O exemplo de Camilo

Por Wanfil em Ceará

13 de Maio de 2016

Gente da assessoria do governador Camilo Santana (CE), repetindo queixumes do ressentimento petista com o impeachment, critica o fato de não haver na equipe ministerial de Michel Temer negros, mulheres ou “representantes das classes mais pobres”.

Falso problema
A preocupação, nesse momento, é saber o que a equipe ministerial de Temer, independentemente de cores, credos, raças ou gênero, fará para consertar o monumental estrago feito por Dilma nas contas públicas. A prioridade é saber como acomodar a dívida dos estados na meta fiscal do ano que vem. Isso sim é problema de verdade.

Vidraça
De resto, fui conferir mais uma vez o perfil, digamos assim, social, do secretariado de Camilo. Vejam só: não há um negro! Seria racismo? Tem gente rica e apenas um ex-representante das classes mais pobres: Inácio Arruda. E contemplando as mulheres tem Nicolle Barbosa, que na verdade foi nomeada por critérios políticos, na condição de representante das classes mais ricas, o que é perfeitamente legítimo. Quem é governo tem que ter cuidado redobrado antes de falar de outros governos.

Exemplo
Por isso mesmo o próprio Camilo Santana, mesmo sendo aliado e correligionário de Dilma, evitou criticar Temer na declaração que postou quinta no Facebook lamentando o impeachment. Na verdade, o governador foi na direção contrária aos discursos belicosos, dizendo estar “amparado no diálogo e na busca de consensos”. Fica a lição para a sua assessoria, afinal, o estado já tem muito com o que se preocupar, a começar pelo ajuste dos servidores. O resto é perda de tempo. O Brasil está quebrando e Dilma perdeu as condições de governar. Se não houver uma reação estados e municípios quebram juntos e os culpados, para os eleitores, serão os governadores e prefeitos, brancos ou pretos, homens ou mulheres.

CORREÇÃO
A assessoria de comunicação do Governo do Ceará, gentilmente, entrou em contato comigo para fazer uma correção, pelo que sou grato. Além de Nicolle Barbosa, também compõe o time feminino do secretariado Aline Bezerra (Políticas sobre Drogas). Lembrou ainda de Socorro França na Controladoria Geral de Disciplina, que não é secretaria, e a vice-governadora Izolda Cela. Todas brancas e bem posicionadas socialmente, se é que isso importa como critério.