homenagem Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

homenagem

Um adjetivo para Wanderley Pereira

Por Wanfil em Crônica

10 de Março de 2014

Coluna Política desta segunda-feira, na Tribuna Bandnews 101,7

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2014/03/POLITICA-WANDERLEY-FILHO_-1003_-UM-ADJETIVO-PARA-WANDERLEY-PEREIRA_209¨.mp3“]

Peço licença a você que me ouve para tratar de outro assunto neste espaço dedicado – como o próprio nome diz – à política.

É que no último sábado o Sistema Jangadeiro perdeu um de seus idealizadores e seu grande entusiasta, o jornalista Wanderley Pereira, que após 71 anos, deixou o mundo material para voltar à sua forma espiritual.

De Wanderley Pereira herdei o nome, o sangue e a paixão pelas palavras. E tive, pela graça de Deus, a satisfação de poder trabalhar com ele aqui, no Sistema Jangadeiro, por cinco anos. Esse é um privilégio que poucas pessoas podem desfrutar: ter na pessoa do pai um amigo e um colega de trabalho que, na verdade, sempre foi uma luz a me guiar. E uma luz rara, preocupada em não ofuscar ninguém, só em clarear caminhos.

Em minhas lembranças de menino, recordo-me das redações do Jornal do Brasil e da revista Veja, onde Wanderley Pereira – que nasceu na pacata Uruburetama, um legítimo pau de arara, como ele se definia – brilhou como um dos grandes jornalistas do Brasil. Dos tempos de Brasília, lembro-me de suas conversas animadas com colegas como Alexandre Garcia, Dora Kramer, Paulo Henrique Amorim, Antônio Brito, José Nêumane Pinto, Elio Gaspari, entre outros.

Trabalhou também com os melhores do Ceará, que de tantos, não arrisco citar nomes para não cometer injustiças, caso esqueça algum.

E apesar desse currículo, Wanderley Pereira era simples. Muito simples. Hoje uso o computador que foi dele aqui na Jangadeiro, a sua segunda casa. Sei que é impossível superá-lo ou mesmo igualá-lo, mas levarei para sempre comigo o seu conselho fraternal: “Meu filho, seja ponderado e tenha cuidado com os adjetivos, muito cuidado com os adjetivos”.

Assim, me despeço de Wanderley Pereira ponderando bem para escolher um adjetivo que lhe faça justiça e ainda expresse minha gratidão por tudo: pai, você foi, simplesmente… extraordinário!

Publicidade

Um adjetivo para Wanderley Pereira

Por Wanfil em Crônica

10 de Março de 2014

Coluna Política desta segunda-feira, na Tribuna Bandnews 101,7

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2014/03/POLITICA-WANDERLEY-FILHO_-1003_-UM-ADJETIVO-PARA-WANDERLEY-PEREIRA_209¨.mp3“]

Peço licença a você que me ouve para tratar de outro assunto neste espaço dedicado – como o próprio nome diz – à política.

É que no último sábado o Sistema Jangadeiro perdeu um de seus idealizadores e seu grande entusiasta, o jornalista Wanderley Pereira, que após 71 anos, deixou o mundo material para voltar à sua forma espiritual.

De Wanderley Pereira herdei o nome, o sangue e a paixão pelas palavras. E tive, pela graça de Deus, a satisfação de poder trabalhar com ele aqui, no Sistema Jangadeiro, por cinco anos. Esse é um privilégio que poucas pessoas podem desfrutar: ter na pessoa do pai um amigo e um colega de trabalho que, na verdade, sempre foi uma luz a me guiar. E uma luz rara, preocupada em não ofuscar ninguém, só em clarear caminhos.

Em minhas lembranças de menino, recordo-me das redações do Jornal do Brasil e da revista Veja, onde Wanderley Pereira – que nasceu na pacata Uruburetama, um legítimo pau de arara, como ele se definia – brilhou como um dos grandes jornalistas do Brasil. Dos tempos de Brasília, lembro-me de suas conversas animadas com colegas como Alexandre Garcia, Dora Kramer, Paulo Henrique Amorim, Antônio Brito, José Nêumane Pinto, Elio Gaspari, entre outros.

Trabalhou também com os melhores do Ceará, que de tantos, não arrisco citar nomes para não cometer injustiças, caso esqueça algum.

E apesar desse currículo, Wanderley Pereira era simples. Muito simples. Hoje uso o computador que foi dele aqui na Jangadeiro, a sua segunda casa. Sei que é impossível superá-lo ou mesmo igualá-lo, mas levarei para sempre comigo o seu conselho fraternal: “Meu filho, seja ponderado e tenha cuidado com os adjetivos, muito cuidado com os adjetivos”.

Assim, me despeço de Wanderley Pereira ponderando bem para escolher um adjetivo que lhe faça justiça e ainda expresse minha gratidão por tudo: pai, você foi, simplesmente… extraordinário!