Heitor Férrer Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Heitor Férrer

Suposta quebra de sigilo de Camilo e Cid repercute na Assembleia Legislativa do Ceará

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

08 de Março de 2019

Heitor Férrer sugeriu que a notícia do jornal O Globo fosse acompanhada de perto. É o mínimo que se espera do parlamento. (Foto: Edson Júnior Pio /AL)

O deputado estadual Heitor Férrer (SD) comentou – apenas comentou – no plenário da Assembleia Legislativa, na quinta-feira (7), a respeito de uma matéria do jornal O Globo sobre a quebra dos sigilos fiscal e bancário do governador Camilo Santana e do senador Cid Gomes, por determinação da Justiça Federal do Ceará. Segundo Heitor, é preciso “acompanhar de perto para chegarmos à verdade, doa a quem doer”.

Tudo isso por causa de um inquérito que investiga um suposto propinoduto para financiar campanhas eleitorais no Ceará com dinheiro público do Fundo de Desenvolvimento da Indústria (FDI), intermediado pela J&F, conforme delação dos notórios Joesley e Wesley Batista. Outras 66 pessoas estariam envolvidas. Em nota para o portal Tribuna do Ceará, Camilo e Cid afirmaram desconhecer a decisão.

Voltando ao plenário da Assembleia, os deputados Julio César Filho (PPS), Sérgio Aguiar (PDT) e Romeu Aldigueri (PDT), da base aliada, questionaram a veracidade da notícia.

Júlio César disse que a matéria não expôs as fontes da informação. Não é bem assim que funciona, deputado. Sem o sigilo da fonte, por exemplo, o Washington Post não teria revelado o Watergate. Sérgio Aguiar, seguindo o exemplo de São Tomé, foi cético: “Não vi em nenhum momento qualquer letra que fosse, assinada por qualquer juiz, de quebra de sigilo fiscal e bancário dessas duas autoridades que reputo de grande relevância”. Tudo bem, cada um com suas incredulidades. E Romeu Aldigueri, cuidadoso como os demais, lembrou que “vivemos num mundo de fake news“.

Os deputados disseram ainda que governadores e senadores só podem ser processados pelo STJ e pelo STF. Não sou jurista, mas à época do esquema denunciado pelos irmãos Batista, em 2014, Camilo não era governador e Cid não era senador. E se não me engano, em 2018 o STF decidiu que o foro privilegiado para deputados e senadores só vale para casos ocorridos no exercício do cargo. O novo entendimento pode ser estendido a outras autoridades.

De todo modo, no que diz respeito ao papel da Assembleia Legislativa, a questão não é essa. O parlamento tem a prerrogativa e o dever de fiscalizar o Executivo, e portanto, o uso dos recursos do FDI, afinal, realmente a J&F recebeu R$ 95 milhões em créditos fiscais após doar R$ 20 milhões para campanhas. É muito dinheiro e muita coincidência. Por isso mesmo, o parlamento poderia solicitar informações aos órgãos responsáveis e pelo menos confirmar – ou não – a existência do inquérito, mesmo que corra em segredo de justiça. Se não houve nada de errado, o melhor para os implicados é passar tudo a limpo o mais rápido possível. Não é?

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Assembleia tenta enquadrar TCM e acaba enquadrada pelo STF e o Senado

Por Wanfil em Política

10 de Março de 2017

Sede da Assembleia Legislativa do Ceará, devidamente enquadrada

Segue tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, a PEC que proíbe a extinção de tribunais de contas por iniciativa dos legislativos estaduais. A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB), após encontro com Domingos Filho, do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

Como todos sabem, no final do ano passado a maioria governista na Assembleia Legislativa aprovou um projeto do deputado de oposição Heitor Férrer (PSB), acabando com o TCM, alegando corte de gastos. Foi uma retaliação contra Domingos, por causa de um racha na base aliada.

O caso foi parar no STF, que suspendeu a decisão por causa de problemas na tramitação do projeto, tocado às pressas no apagar das luzes de 2016. Governistas chegaram a ameaçar entrar com outro projeto, mas nesse meio tempo Eunício Oliveira assumiu o comando do Senado e acabou com a brincadeira.

A humilhação é o preço que os aliados de Cid e Ciro Gomes e o próprio Heitor pagam por deixarem o parlamento ser rebaixado a instrumento de vingança do governo estadual. Pior ainda que mesmo com o apoio do governador Camilo Santana e do presidente da AL, Zezinho Albuquerque, a base fracassou, dando tempo a uma reação.

O Senado também aceitou entrar nesse jogo de intriga, é verdade, mas não foi, como aqui, por subserviência. Ninguém realmente está muito preocupado em melhorar o controle de contas públicas, mas que a base aliada na Assembleia não precisava de mais esse vexame, não precisava.

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O Ceará entre PECs e beicinhos

Por Wanfil em Política

03 de Fevereiro de 2017

“A minha emenda está longe dessa brigas, desses beicinhos, de aliados de ontem. No caso, Cid Gomes, Ciro Gomes, Domingos Filho, Chico Aguiar. Esses aliados de ontem estão de beicinhos hoje e nada me interessa essa briga. Aliás, me interessa muito porque dessa briga sobrou votos para eu aprovar um desejo que é antigo e que nós defendemos há muitos anos.”

Deputado estadual Heitor Férrer (PSB), para a Tribuna Band News, sobre a polêmica PEC que extingue o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, aprovada a mando de Cid e Ciro Gomes (PDT) pelos governistas na Assembleia Legislativa, suspensa por liminar do STF e que agora corre o risco de ser invalidada por uma PEC de Eunício Oliveira (PMDB) no Senado, que propõe impedir que tribunais de contas sejam extintos.

O Ceará conseguiu fazer do beicinho uma categoria política.

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Quem é que sabe dos gastos do legislativo estadual? Heitor e Zezinho poderiam ajudar a responder

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

19 de dezembro de 2016

Por favor, excelências, qual a economia com o fim do TCM? E quanto a AL gasta com servidores e passagens?

Por favor, Excelências, qual a economia com o fim do TCM? E quanto a AL gasta com servidores e passagens?

Questionado pela TV Jangadeiro sobre os cinco mil funcionários da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Zezinho Albuquerque, presidente da Casa e atualmente no PDT, disse que não saberia dizer se todos efetivamente trabalhariam, mas que caberia aos deputados fiscalizarem seus gabinetes.

Já na última sexta-feira (16), o presidente eleito do Tribunal de Contas dos Municípios, Domingos Filho, foi à Assembleia falar sobre o projeto do deputado Heitor Férrer que extingue o órgão. O conselheiro acusou parlamentares de retaliação por causa do seu rompimento político com o governo estadual. Que houve excesso de interferência nas recentes eleições internas do tribunal e do parlamento, isso é inegável. Mas, para além desses aspectos, números foram expostos na tentativa de questionar o argumento de economia levantada pelos defensores da medida.

De acordo com Domingos, o orçamento TCM é de R$ 86 milhões, enquanto o da Assembleia Legislativa é de R$ 500 milhões, dos quais R$ 30 milhões seriam gastos com tíquetes refeição, passagens aéreas e combustível, praticamente o dobro da folha de pagamento do TCM, de R$ 17 milhões. Desse modo, se a questão é economizar, muito poderia ser cortado no parlamento, conforme o raciocínio do conselheiro, que já foi presidente da AL antes de ir para o TCM, quando poderia ter promovido reduções nesses gastos.

Ao Diário do Nordeste, ainda na sexta-feira, Zezinho Albuquerque respondeu: “Estou ainda tomando conhecimento do que ele disse e vou averiguar se corresponde à realidade. Na próxima semana, darei uma resposta que não posso dar agora porque não tenho as informações“.

Vale lembrar que a proposta de Heitor também não quantifica valores. Seria interessante que agora os dois – Zezinho e Heitor – levassem números para qualificar o debate, um em defesa do projeto de sua autoria, o outro em defesa da Casa que comanda. Quem cala, consente, diz o ditado. Nesse caso, a transparência ajudaria ainda a manter a aparência de autonomia na condução desse processo, embora todos saibam quem é quem manda e o que está em jogo.

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Ajuste de contas

Por Wanfil em Ceará

09 de dezembro de 2016

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa uma proposta de autoria do deputado Heitor Férrer, para unificar o Tribunal de Contas do Estado com o Tribunal de Contas dos Municípios.

A iniciativa conta com o entusiasmado apoio dos governistas. Por isso a oposição, com exceção de Heitor, afirma que o projeto é na verdade uma retaliação, contra Domingos Filho, presidente eleito do TCM, apontado por Ivo Gomes como responsável pelo racha na base aliada durante a tumultuada reeleição de Zezinho Albuquerque para a Presidência da Assembleia. Seria a utilização dos tribunais de contas para, vejam a ironia, um ajuste particular de contas.

Os apoiadores da medida garantem que o fato de o projeto tramitar logo após o racha e de impedir que Domingos assuma o comando do TCM não tem nada a ver com suas intenções. Então, tá. Vamos supor que Heitor Férrer tenha apresentado o projeto justo agora apenas por acaso e que, por coincidência, só coincidência os governistas tenham adorado a proposta apenas por seu conteúdo. É preciso pois, debater o mérito.

Além das questões legais para uma fusão que nunca aconteceu em lugar algum do Brasil, temos aí uma oportunidade para passar um pente fino nos gastos e nos quadros de cada tribunal, bem como no processo de escolha dos conselheiros. A maioria é indicada pelo Executivo. Alguns cargos já foram preenchidos pelo parentesco dos escolhidos ou como moeda de troca para acordos políticos.

Mas parece que o projeto não está interessado nessas questões. Deve ser outra coincidência.

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Ibope: a Capital entre o prefeito e o Capitão

Por Wanfil em Pesquisa

15 de setembro de 2016

A segunda pesquisa do Ibope para as eleições em Fortaleza, divulgada ontem pela Verdes Mares, mostra empate técnico, no limite da margem de erro de 3 pontos, entre o prefeito Roberto Cláudio e o deputado estadual Capitão Wagner. Na comparação com o primeiro levantamento, de 22 de agosto, temos a seguinte evolução dos cinco primeiros colocados:

Roberto Cláudio (PDT) – de 29% para 34%
Capitão Wagner (PR) – 21% para 28%
Luizianne Lins (PT) – 18% nas duas pesquisas
Heitor Férrer (PSB) – 9% para 7%
Ronaldo Martins (PRB) – 4% para 3%
Outros (PSOL, PSTU, PHS) – 4% para 1%
Brancos/nulos – 10% para 7%
Não sabe/não respondeu – 5% para 2%

É o seguinte: faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, Roberto Cláudio e Capitão Wagner apresentam curvas ascendentes. Luizianne estaciona. Com 40% de rejeição, a petista está próxima do seu teto. Como não cai, tudo indica que é o eleitor cativo do PT. O desempenho dela é o fiel da balança para a provável realização de um segundo turno. Férrer, Martins e indecisos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Desse cenário, podemos concluir:

1 – Os indecisos e eleitores que mudaram de voto se dividiram entre RC e Wagner, com vantagem para o candidato de oposição, que cresceu 7 pontos, contra cinco do prefeito;

2 – Capitão Wagner deixa o empate técnico com Luizianne e marca empate com o prefeito, movimento que acende a luz amarela na campanha do candidato à reeleição;

3 – A dinâmica dos números mostra que Capitão Wagner deve manter a estratégia que alterna criticas a atual gestão e o discurso biográfico para aproximação com o eleitorado. Já Roberto Cláudio precisa desconstruir o rival que o ameaça e que tem a menor rejeição entre os eleitores: 18% contra 24% do prefeito. A questão é como fazer isso. Assessores e comissionados ligados à sua campanha já sinalizam ataques pessoais ao candidato do PR, o que revela um estado de ânimo tenso. Segundo os manuais de marketing eleitoral, bater demais, ou bater errado, pode ser fatal.

A Capital está, nesse momento, entre o prefeito e o Capitão.

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Impressões sobre o primeiro debate em Fortaleza: as estratégias dos favoritos

Por Wanfil em Eleições 2016

25 de agosto de 2016

Candidatos à Prefeitura de Fortaleza fizeram o primeiro debate eleitoral, promovido pela TV Cidade, nesta quarta-feira (24). É comum que eleitores com posição definida entenderem que seus candidatos venceram o debate, mas como o alvo deles é justamente aqueles que ainda irão se decidir, o evento serve para marcar posição e estabelecer uma imagem.

Desse modo, o que se viu foi o seguinte, por ordem de colocação nas pesquisas:

Roberto Cláudio (PDT) – Como era de se esperar, foi o alvo principal, afinal, é o atual prefeito. Enfatizou realizações de sua gestão, usando expressões como “a maior da História de Fortaleza” ou “pela primeira vez” (bem ao estilo Ferreira Gomes), focando na imagem de realizador moderno. Reconheceu problemas na área da Saúde, pontuando em seguida “que nunca se investiu tanto no setor”.

Capitão Wagner (PR) – Procurou ser propositivo, falando em projetos batizados com nomes de apelo popular, como o “Raio Municipal”. Fez críticas ao governo Roberto Cláudio sem ataques pessoais. Trabalha a imagem de candidato equilibrado mais preocupado com as pessoas do que com os adversários. Diversas vezes disse que não queria dividir, mas unir.

Luizianne Lins (PT) – A ex-prefeita partiu para o ataque contra Roberto Cláudio, dizendo que as ações da atual gestão foram planejadas quando ela governou a cidade, inclusive a captação de recursos. Abusou do tom irônico. O objetivo foi polarizar a disputa entre os dois. Provocado, o prefeito respondeu sem perder a calma e chegou a dizer que não iria polemizar, dando a entender que não entraria no jogo proposto pela adversária.

Heitor Férrer (PSB) – Começou bem, especialmente ao falar de saúde como prioridade. Depois foi mais comedido, como quem pretende comer pelas beiradas. No final, disse que irá reduzir em 50% os fotossensores na capital, visando provavelmente o eleitor de classe média, onde obteve melhor votação nas últimas eleições.

Ronaldo Martins (PRB) – Falou como pastor e insistiu na tecla de que suas propostas foram registradas em cartório. Desenvolto na gesticulação, parece seguir a estratégia de usar a disputa para ficar conhecido.

Tin Gomes (PHS) – Coadjuvante, foi basicamente neutro. Se trabalha como força de apoio para outra candidatura, só adiante isso se revelará.

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O candidato esconde, mas o Facebook entrega

Por Wanfil em Eleições 2016

18 de agosto de 2016

Chego ao trabalho e abro o email. Destaque para mensagens de dois candidatos à Prefeitura de Fortaleza. São as assessorias de imprensa fazendo a sua parte.

Na primeira, fico sabendo que Heitor Férrer (PSB) “dedicará a quinta-feira a reuniões internas com a equipe de campanha”. Ou seja, o candidato não tem agenda. Na segunda, recebo um release com fotos de uma pequena carreata de Roberto Cláudio em Messejana. Entre as imagens, reparei nesta em particular:

17.08 - mini Carreata em Messejana - Roberto Cláudio (1)

Como a imagem do carro ficou distante, fiquei curioso. Quem é esse ao lado do prefeito? Fui ao Facebook do candidato à reeleição para ver se outras fotos da carreata teriam sido publicadas. Foram, sim. Encontrei essas:

RC carreata Messejana 2

RC carreata Messejana

Novamente, não foi possível identificar quem, afinal, seria o sujeito de camisa amarela. A posição de destaque no carro que leva o prefeito sugere proximidade política entre os dois, no entanto, seu rosto não aparece.

Como a carreata foi em Messejana, procurei páginas de políticos do bairro, até que o mistério foi elucidado no Facebook de um ex-vereador que, após ser afastado do cargo por decisão da justiça no ano passado, renunciou para não ser cassado. O nome dele é… suspense… Leonelzinho Alencar!

Leonelzinho RC carreata Messejana

Esse Facebook.

 

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Heitor, Cid e o PDT: abre o olho André Figueiredo!

Por Wanfil em Política

16 de julho de 2015

Quem trabalha com jornalismo opinativo acaba associado de tal modo ao tema que escolheu para tratar profissionalmente, que é difícil falar de outra coisa. Faz parte. O comentarista esportivo é sempre chamado, em qualquer situação, a falar sobre o esporte, seja em aniversários ou consultórios médicos. O mesmo acontece, por exemplo, com o crítico de cinema. Onde ele anda, todos querem saber o que ela acha deste ou daquele filme. Com política não é diferente. Particularmente, aprecio ouvir as pessoas para sentir como o noticiário está repercutindo por aí.

Quando vou cortar o cabelo, o proprietário do salão, meu amigo Edmilson, que é quem me atende, sempre aproveita para conversar sobre política. Hoje, quando lá estive, ele mandou ver: “E o Heitor Férrer, hein? Será que fica no PDT, se o Cid for para lá?”. Nessas horas, gosto de instigar o interlocutor: “Não sei. Dizem que sai. O que você acha?”. E aí o Edmilson emendou: “Acho que se ele sair, fica ruim para o PDT. Fica feio. Se eu fosse o André Figueiredo [presidente estadual do PDT], ficava de olho aberto. Vai que o Cid se junta com o Brizola Neto [ex-ministro do Trabalho] e toma o partido dele? Não é sempre assim? Mas disso eu não entendo, deixo pra vocês jornalistas e políticos”.

Edmilson talvez não suspeite de que ele entende mais do que pensa. As premissas estão bem casadas na sua leitura. Os Brizola andam meio isolados no PDT, é verdade, mas pelo peso do nome, sempre podem causar rachas na sigla. Já Heitor Férrer, que sempre foi do PDT, é nome forte para concorrer à prefeitura de Fortaleza. Por isso mesmo recebeu convites de vários partidos, como PMDB, PPS e PSB. Por outro lado, há um histórico de intrigas que acompanha as andanças partidárias do grupo do ex-governador do Ceará. Por onde passou, houve briga e disputa. Por que agora seria diferente?

Abre o olho, André. Escuta o Edmilson.

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PT e PSB usam imagem de Heitor Férrer para tentar ludibriar eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

16 de outubro de 2012

Imagem: facebook.com/sistemajangadeiro

As campanhas de Elmano de Freitas (PT) e de Roberto Cláudio (PSB) começaram o segundo turno de olho no patrimônio eleitoral do terceiro colocado no primeiro turno, o deputado Heitor Férrer (PDT), com quase 21% dos votos. Nada mais previsível e natural, afinal, é plausível deduzir que boa parte desse eleitorado irá decidir a partir de uma comparação com o candidato derrotado. Quanto mais afinidades, maior a chance de conquistá-lo.

O alvo: os eleitores de Heitor – A vítima: a verdade dos fatos

O PSB partiu na frente e conseguiu a adesão do PDT. Como os partidos têm pouca importância para o eleitor, a propaganda de Roberto Cláudio anunciou que contava agora com o apoio do “PDT, o partido de Heitor Férrer”.

A ênfase no nome do candidato foi tanta que deixou a impressão subliminar de que ele pessoalmente embarcara na campanha do PSB. No entanto, a referência, feita de forma sutil, é verossímil pela aliança partidária.

Mesmo assim, para esclarecer qualquer dúvida, o deputado convocou a imprensa para anunciou que não apoia nenhum dos candidatos e que não permite a utilização do seu nome nas respectivas campanhas de cada um. Nada mais lógico. Logo após a eleição, escrevi: Não seria conveniente para Férrer a manifestação de apoio a nenhum dos candidatos no segundo turno, para não correr o risco de perder a imagem de independência construída em sua atuação parlamentar e reforçada durante o pleito.

Apenas um dia depois dessas declarações, a campanha do PT manipula descaradamente em sua propaganda eleitoral a declaração de neutralidade de Férrer para insinuar que o parlamentar repudia apenas e tão somente a candidatura de Roberto Cláudio, exibindo o trecho em que ele afirma não poder aderir ao candidato lançado pelo governador e que representaria a consolidação de uma “oligarquia”.

A parte em que Férrer afirma que não apoia Elmano de Freitas por entender que essa opção seria manter por mais quatro anos a “ineficiência” que marca a atual gestão. Quem não assistiu aos jornais com as declarações, acaba concluindo que Heitor apoiaria o candidato do PT.

Candidatos precisam impor limites às suas campanhas

A disposição de usar a imagem de um candidato sem a sua devida autorização para induzir o voto dos eleitores revela: 1) desrespeito ao candidato e aos seus eleitores; 2) falta de limites éticos; 3) compostura e 4) pudor.

É verdade que o calor da disputa, o racha entre os ex-aliados Cid e Luizianne e as responsabilidades assumidas para o pelito, especialmente as financeiras, podem interferir no discernimento de parte dos comandos das campanhas – ou revelar-lhes a real natureza. Entretanto, isso não pode servir de desculpa para a tapeação.

Nessas horas em que a tentação de apelar seja ao que for para vencer a qualquer custo bate à porta, é que o candidato deve mostrar liderança e tomar as rédeas da própria campanha para não permitir um vale tudo eleitoral, ainda que lhe digam que o preço da correção seja uma eventual derrota.

Volto a publicar uma citação de Antoine de Saint-Exupéry“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam”.

Senhores candidatos, por favor, mais dignidade. O eleitor agradece.

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PT e PSB usam imagem de Heitor Férrer para tentar ludibriar eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

16 de outubro de 2012

Imagem: facebook.com/sistemajangadeiro

As campanhas de Elmano de Freitas (PT) e de Roberto Cláudio (PSB) começaram o segundo turno de olho no patrimônio eleitoral do terceiro colocado no primeiro turno, o deputado Heitor Férrer (PDT), com quase 21% dos votos. Nada mais previsível e natural, afinal, é plausível deduzir que boa parte desse eleitorado irá decidir a partir de uma comparação com o candidato derrotado. Quanto mais afinidades, maior a chance de conquistá-lo.

O alvo: os eleitores de Heitor – A vítima: a verdade dos fatos

O PSB partiu na frente e conseguiu a adesão do PDT. Como os partidos têm pouca importância para o eleitor, a propaganda de Roberto Cláudio anunciou que contava agora com o apoio do “PDT, o partido de Heitor Férrer”.

A ênfase no nome do candidato foi tanta que deixou a impressão subliminar de que ele pessoalmente embarcara na campanha do PSB. No entanto, a referência, feita de forma sutil, é verossímil pela aliança partidária.

Mesmo assim, para esclarecer qualquer dúvida, o deputado convocou a imprensa para anunciou que não apoia nenhum dos candidatos e que não permite a utilização do seu nome nas respectivas campanhas de cada um. Nada mais lógico. Logo após a eleição, escrevi: Não seria conveniente para Férrer a manifestação de apoio a nenhum dos candidatos no segundo turno, para não correr o risco de perder a imagem de independência construída em sua atuação parlamentar e reforçada durante o pleito.

Apenas um dia depois dessas declarações, a campanha do PT manipula descaradamente em sua propaganda eleitoral a declaração de neutralidade de Férrer para insinuar que o parlamentar repudia apenas e tão somente a candidatura de Roberto Cláudio, exibindo o trecho em que ele afirma não poder aderir ao candidato lançado pelo governador e que representaria a consolidação de uma “oligarquia”.

A parte em que Férrer afirma que não apoia Elmano de Freitas por entender que essa opção seria manter por mais quatro anos a “ineficiência” que marca a atual gestão. Quem não assistiu aos jornais com as declarações, acaba concluindo que Heitor apoiaria o candidato do PT.

Candidatos precisam impor limites às suas campanhas

A disposição de usar a imagem de um candidato sem a sua devida autorização para induzir o voto dos eleitores revela: 1) desrespeito ao candidato e aos seus eleitores; 2) falta de limites éticos; 3) compostura e 4) pudor.

É verdade que o calor da disputa, o racha entre os ex-aliados Cid e Luizianne e as responsabilidades assumidas para o pelito, especialmente as financeiras, podem interferir no discernimento de parte dos comandos das campanhas – ou revelar-lhes a real natureza. Entretanto, isso não pode servir de desculpa para a tapeação.

Nessas horas em que a tentação de apelar seja ao que for para vencer a qualquer custo bate à porta, é que o candidato deve mostrar liderança e tomar as rédeas da própria campanha para não permitir um vale tudo eleitoral, ainda que lhe digam que o preço da correção seja uma eventual derrota.

Volto a publicar uma citação de Antoine de Saint-Exupéry“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam”.

Senhores candidatos, por favor, mais dignidade. O eleitor agradece.