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por Wanderley Filho

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Guia para os que amam a propaganda eleitoral gratuita – cinco passos

Por Wanfil em Crônica, Eleições 2012

23 de agosto de 2012

Só o eleitor é quem pode dar qualidade à propaganda eleitoral que assiste. Mas não é fácil.

O texto Dez sugestões de atividades para a hora da propaganda eleitoral gratuita, carinhosamente dedicado aos que a rejeitam, repercutiu bastante nas redes sociais e causou certa preocupação entre os que defendem incondicionalmente o horário eleitoral gratuito.

Alguns, limitando a leitura apenas ao título do post (hábito pouco aconselhável), confundiram artigo opinativo com matéria jornalística institucional. Erro compreensível, já que as paixões afloram a ansiedade. Outros expuseram contrapontos interessantes, argumentando que a propaganda eleitoral tem valor como instrumento de avaliação objetiva – e até de conscientização cívica!

Opinião pessoal e intransferível

Ainda no texto anterior, citei de passagem, e sem criticar, os que assistem ao horário eleitoral com satisfação, lembrando inclusive que há os que enxergam até certo humor nele. Agora, pensando especificamente no grupo dos que entendem a propaganda eleitoral na mídia eletrônica como peça sine qua non da democracia, resolvi elaborar um guia para que essa experiência seja a mais positiva possível. Não se trata de presunção, claro. Seria se eu me considerasse perfeitamente qualificado para desvendar todos os truques criados e executados por tarimbados profissionais do marketing político, coisa que, pelo que vi nas redes sociais, sobra aos montes por aí. Portanto, o guia é tão somente um exercício de reflexão. Não é matéria jornalística, mas uma mera OPINIÃO PESSOAL deste autor.

Dados os devidos esclarecimento, com vocês, meu Guia para Assistir a Propaganda Eleitoral Gratuita:

1 – Assista aos programas – Se você realmente considera o horário eleitoral algo fundamental, pouco importando a qualidade do que veiculam nele, um direito que se funde com uma obrigação, mantenha a disciplina e não o perca por nada neste mundo. Nada de dar opinião baseado no que ouviu dizer. Para ter autoridade ao cobrar os outros, é preciso ser, antes de tudo, exemplo;

2- Pesquise o passado do candidato – Uma das regras da propaganda política é “contar” a história do candidato, apresentá-lo ao eleitor, enfatizando certas passagens e omitindo outras. Na última campanha presidencial, José Serra era um pobre vendedor de frutas e Dilma Rousseff uma freira de convento. Manipulações para encaixar o sujeito no personagem político fabricdo a partir de pesquisas de opinião. Assim, procure você mesmo saber sobre esses homens e mulheres que pedem o seu voto.

O candidato surgiu como? Onde atuava antes? É criação de terceiros ou é uma liderança legítima e autônoma? Diante de acusações, ele tira tudo a limpo ou tergiversa e se faz de desentendido? Ele dirigiu alguma ONG? Quem eram seus financiadores? (Não se surpreenda se você descobrir multinacionais e bancos sustentando anticapitalistas). O candidato é um governista inveterado ou um oposicionista crônico? (Posturas que mostram mostra oportunismo de um lado e inflexibilidade do outro). Com quem ele andou nos últimos anos? É leal? Em suma, tenha curiosidade e não se contente com apresentações oficiais; Leia mais

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Guia para os que amam a propaganda eleitoral gratuita – cinco passos

Por Wanfil em Crônica, Eleições 2012

23 de agosto de 2012

Só o eleitor é quem pode dar qualidade à propaganda eleitoral que assiste. Mas não é fácil.

O texto Dez sugestões de atividades para a hora da propaganda eleitoral gratuita, carinhosamente dedicado aos que a rejeitam, repercutiu bastante nas redes sociais e causou certa preocupação entre os que defendem incondicionalmente o horário eleitoral gratuito.

Alguns, limitando a leitura apenas ao título do post (hábito pouco aconselhável), confundiram artigo opinativo com matéria jornalística institucional. Erro compreensível, já que as paixões afloram a ansiedade. Outros expuseram contrapontos interessantes, argumentando que a propaganda eleitoral tem valor como instrumento de avaliação objetiva – e até de conscientização cívica!

Opinião pessoal e intransferível

Ainda no texto anterior, citei de passagem, e sem criticar, os que assistem ao horário eleitoral com satisfação, lembrando inclusive que há os que enxergam até certo humor nele. Agora, pensando especificamente no grupo dos que entendem a propaganda eleitoral na mídia eletrônica como peça sine qua non da democracia, resolvi elaborar um guia para que essa experiência seja a mais positiva possível. Não se trata de presunção, claro. Seria se eu me considerasse perfeitamente qualificado para desvendar todos os truques criados e executados por tarimbados profissionais do marketing político, coisa que, pelo que vi nas redes sociais, sobra aos montes por aí. Portanto, o guia é tão somente um exercício de reflexão. Não é matéria jornalística, mas uma mera OPINIÃO PESSOAL deste autor.

Dados os devidos esclarecimento, com vocês, meu Guia para Assistir a Propaganda Eleitoral Gratuita:

1 – Assista aos programas – Se você realmente considera o horário eleitoral algo fundamental, pouco importando a qualidade do que veiculam nele, um direito que se funde com uma obrigação, mantenha a disciplina e não o perca por nada neste mundo. Nada de dar opinião baseado no que ouviu dizer. Para ter autoridade ao cobrar os outros, é preciso ser, antes de tudo, exemplo;

2- Pesquise o passado do candidato – Uma das regras da propaganda política é “contar” a história do candidato, apresentá-lo ao eleitor, enfatizando certas passagens e omitindo outras. Na última campanha presidencial, José Serra era um pobre vendedor de frutas e Dilma Rousseff uma freira de convento. Manipulações para encaixar o sujeito no personagem político fabricdo a partir de pesquisas de opinião. Assim, procure você mesmo saber sobre esses homens e mulheres que pedem o seu voto.

O candidato surgiu como? Onde atuava antes? É criação de terceiros ou é uma liderança legítima e autônoma? Diante de acusações, ele tira tudo a limpo ou tergiversa e se faz de desentendido? Ele dirigiu alguma ONG? Quem eram seus financiadores? (Não se surpreenda se você descobrir multinacionais e bancos sustentando anticapitalistas). O candidato é um governista inveterado ou um oposicionista crônico? (Posturas que mostram mostra oportunismo de um lado e inflexibilidade do outro). Com quem ele andou nos últimos anos? É leal? Em suma, tenha curiosidade e não se contente com apresentações oficiais; (mais…)