governador Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Impeachment: a chantagem e os rabos presos de Cunha e Dilma

Por Wanfil em Política

03 de dezembro de 2015

A respeito do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse o seguinte em sua página pessoal no Facebook:

“Trata-se claramente de uma atitude motivada por vingança pessoal e desnuda a inaceitável chantagem que vem paralisando o país nos últimos meses. (…) Tenho certeza absoluta de que as instituições sérias deste país e o seu povo jamais permitirão qualquer ruptura com a Democracia e com o Estado de Direito.”

Embora seja uma opinião pessoal, não há como dissociar o cidadão do governador. Na condição de autoridade pública, a manifestação individual é simultaneamente expressão política de interesse geral, ainda mais quando a autoridade é também aliada e correligionária da presidente.

Por isso, faço aqui três observações em relação as colocações feitas pelo governador cearense.

1) A chantagem: Camilo tem razão, houve chantagem, mas erra ao repetir o discurso de seu partido, dando a entender que tudo foi uma ação unilateral de um deputado contra uma gestão indefesa. Nada disso. Cunha chantageava o governo Dilma com o impeachment, que respondia chantageando Cunha com a cassação. Aliás, o fato de o governo ser coagido por uma chantagem a ponto de ensaiar acordos diz muito sobre a qualidade desse próprio governo. O mesmo vale para a Presidência da Câmara.

2) a paralisia: Tudo parado? Sim. Um desastre. Mas a chantagem é efeito de uma causa mais grave: o que paralisa governo e a Câmara são os rabos presos de Cunha e de Dilma, pois estes sabem que existem razões sólidas tanto para a cassação e como para o impeachment. Inclusive, tudo caminhava para um acordo de proteção mútua entre os dois; tanto que a oposição já dava por perdida a chance de ver o pedido aceito. Quem partiu para o rompimento não foi o Planalto, mas o PT. Os motivos para o fim das negociações ainda são objeto de especulação.

3) a ruptura: até o momento, não há risco de ruptura institucional. Cunha utiliza o cargo para seus interesses políticos? Usa! É da natureza do posto. É por isso, aliás, que governos estaduais se empenham nas eleições dos presidentes nos parlamentos: pelo poder de barrar ou de encaminhar pautas e investigações.

Vincular automaticamente o repúdio ao impeachment à defesa da democracia é um sofisma. O pedido e a tramitação de um processo de impeachment são previstos por lei; cumpridas as exigências para sua admissibilidade, que se trate do mérito. Se os argumentos contra ou a favor são consistentes aí, é outra discussão.

Cunha dificilmente se manterá na presidência da Câmara. E o futuro, para Dilma, é incerto, levando toda a nação nesse compasso que mistura incompetência e investigações policiais. Se o processo de impeachment for a chave para romper a paralisia do Executivo e do Legislativo, seja para manter ou para impedir a atual gestão, que assim seja.

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Pesquisas lavam as mãos e agora é com você eleitor: Eunício ou Camilo? Aécio ou Dilma?

Por Wanfil em Pesquisa

26 de outubro de 2014

Diversos institutos de pesquisa divulgaram levantamentos na véspera das eleições mostrando um situação de absoluta incerteza quanto ao resultado final para o governo do Ceará e para a Presidência da República. Alguns institutos divergem e outros mudam cenários numa dança de números que acrescenta mais emoção a esta que já pode ser considerada a mais disputada de todas as eleições.

No Ceará
Para o governo estadual, o Datafolha, contratado pelo jornal O Povo, mostra números que pulverizam o favoritismo do petista Camilo Santana em relação ao peemedebista Eunício Oliveira apontado, em seu levantamento anterior. Já no Ibope, contratado pela TV Verdes Mares, tudo segue indefinido, em situação de empate técnico.

No dia 16 de outubro o Ibope mostrava Camilo com 51% e Eunício com 49; no dia 25 o placar é de 52% a 48%. A variação, portanto, se dá dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais.

O Datafolha realizou mais pesquisas, mostrando uma movimentação intensa do eleitorado. No dia 15 Camilo tinha 53%, saltou para 57% no dia 22, quando muitos passaram a acreditar que não havia mais como o adversário reagir, mas agora no dia 25 o petista cai cinco pontos e aparece com 52%. Já Eunício, que tinha 47% no dia 15 e 43% no dia 22, ressurge como surpresa no sábado que precede a eleição, com 48%.

O Ibope mostra estabilidade, mas a distância entre seus levantamentos pode ter deixado de captar eventuais subidas e descidas nesse meio tempo. O Datafolha preocupa mais os governistas, na medida em que aponta uma forte tendência de crescimento de Eunício e de descida de Camilo, bem acima da margem de erro de dois pontos percentuais: a diferença que era de 14 pontos caiu para 4! O que poucos dias atrás parecia definido, agora é dúvida. Se o Datafolha realmente captou uma onda pró-Eunício, somente no final do dia saberemos.

No Brasil
Para as eleições presidenciais, tudo é suspense. Pesquisas mostrando Aécio ou Dilma na frente, não faltam, basta ver o noticiário. No geral, a tendência do início da semana, quando Dilma apareceu à frente no Ibope e Datafolha, se inverteu e Aécio aparece agora em ascendência, voltando a empatar o jogo. Percebe-se medo entre os que desejam a reeleição da presidente e esperança entre os que preferem Aécio.

A disputa de de tal forma intensa que, tudo indica, a mínima diferença metodológica já altera o resultado dessas amostragens. Os institutos estão sob severa crítica. O fato é que numa eleição disputada voto a voto, a imponderabilidade aumenta demais.

Fatores como a regionalização da abstenção ou a definição de última hora dos indecisos (ou então, uma opção de quem se dizia decidido mas que depois resolve votar nulo, ou o nulo que decide por um dos candidatos), qualquer movimento desses podem fazer a diferença. A rigor, diante dessa dança de números e alternância de tendências, a única pesquisa realmente exata será feita neste domingo: a das urnas!

 

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Datafolha no Ceará: entre expectativas e frustrações

Por Wanfil em Pesquisa

21 de setembro de 2014

A mais recente pesquisa Datafolha para as eleições no Ceará, publicada pelo jornal O Povo neste sábado, mostra uma tendência à estabilidade na disputa, com 34% para Camilo Santana (PT), e 41% para Eunício Oliveira (PMDB), que mantém a dianteira.

O Datafolha confirma, por assim dizer, a análise que fiz na rádio Tribuna Bandnews  no dia 03 de setembro sobre a pesquisa anterior do instituto. Camilo havia avançado 12 pontos (pulando de 19% para 31%), dando a impressão de que uma onda favorável se formava. Entretanto, alertei que esse aumento se tratava ainda de transferência de votos do governador Cid Gomes para o seu escolhido. Quem quer que fosse o candidato governista, ele estaria ali na casa dos 30%, talvez um pouco mais, por herdar a preferência de parte dos que aprovam a atual gestão. Dali por diante, portanto, Camilo teria que conquistar seus próprios votos. E aí vimos que o ritmo caiu e o candidato agora apenas oscilou dentro da margem de erro de 3 pontos, frustrando aliados que nos bastidores já falavam em virada, probabilidade que causava inegável apreensão entre os partidários de Eunício.

Como eu já havia dito, o processo de transferência de Cid para Camilo atingiu o teto. Por outro lado, Eunício dá sinais de que também encontrou seu limite de intenção de voto. Se não caiu, deixando a impressão de que encontrou seu piso, também não conquistou indecisos, que são 13% dos entrevistados. Um feito, diga-se, pois descontados votos brancos e nulos, o peemedebista estaria eleito em primeiro turno com 51% das intenções de votos, contra um adversário que tem o apoio do governador e do prefeito de Fortaleza

Nessa reta final, faltando duas semanas para a eleição, um problema adicional para Camilo é o noticiário desfavorável criado pela reação desastrada de Cid Gomes,  seu fiador, no caso das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A pesquisa não avalia o impacto do caso, mas é razoável suor que isso reduza o peso da imagem do governador como principal puxador de votos para o petista.

O Datafolha desta semana é isso: frustração para quem sonhava com uma virada e renovação das expectativas para os que a temiam.

Senado
Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) subiu mais quatro pontos e aparece com 58% da preferência dos eleitores, aumentando a diferença para o segundo colocado, Mauro Filho (Pros), que registrou 19%. A diferença, de 39 pontos, quase três vezes o número de indecisos, que é de 14%. Contando somente os votos válidos, Tasso fica com 74%, contra 24% de Mauro.

A pesquisa mostra que essa é uma tendência que se repete em todos os segmentos avaliados. Como os governistas devem concentrar seus esforços na campanha de Camilo, a situação de Mauro fica mais difícil. Tasso caminha para retornar ao Senado, salvo reviravoltas monumentais de última hora.

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Datafolha no Ceará: disputa mais acirrada deve forçar mudanças de estratégia nas campanhas

Por Wanfil em Pesquisa

03 de setembro de 2014

A segunda pesquisa Datafolha para as eleições no Ceará, publicada hoje pelo jornal O Povo, mostra o seguinte cenário para a disputa ao governo estadual, após duas semanas de propaganda eleitoral:

– Eunício Oliveira (PMDB) – tinha 47% (na pesquisa de 14/08), agora tem 41%
– Camilo Santana (PT) – tinha 19%, agora tem 31%
– Eliane Novais (PSB) – tinha 7%, agora tem 4%
– Ailton Lopes (PSOL) – tinha 4%, agora tem 2%
– Brancos/nulos – eram 10%, agora são 8%
– Não sabe – eram 13%, agora são 15%

Resultado esperado
Todos sabiam, porque essa é a lógica, que Camilo Santana, candidato que conta com o apoio de três máquinas administrativas, deveria crescer, e que Eunício Oliveira, já em campanha desde o ano passado, pelo alto índice que ostentava na largada, estaria próximo ao teto. A questão de fundo sempre foi saber em que ritmo essa vantagem seria desfeita.

Com duas semanas de propaganda eleitoral, Camilo se apresentou como candidato apoiado por Cid, cujo governo tem uma boa aprovação no atual contexto brasileiro, mas que está longe de ser uma unanimidade. Como reforço, a  propaganda do petista enalteceu suas realizações como secretário, até com certo exagero. Os cearenses ficaram sabendo, de uma hora para a outra, que quase tudo o que imaginavam ter sido feito por Cid e até mesmo programas criados no Congresso Nacional, foram obras de Camilo. Bom, pelos números, deu certo. Mas é preciso lembrar que a base de comparação (a primeira pesquisa) é baixa, pois o petista era desconhecido do público. Pouco menos da metade do eleitorado não tinha candidato porque esperava mesmo a indicação do governo. Fosse outro o escolhido, qualquer um, o desempenho seria, provavelmente, o mesmo. O mérito aí é ser poste.

Já Eunício Oliveira trabalhou para manter seus índices. De certo modo, sendo uma candidatura de oposição, conseguiu seu objetivo, pois se manteve na casa dos 40%. Mais conhecido, sua propaganda buscou mostrar a seus eleitores que um eventual governo Eunício é uma aposta segura e estável. A tendência é de queda, mas administrada com sangue frio até o momento.

Suspense
Vale dizer o seguinte: como a redução da vantagem de Eunício era coisa esperada por todos, ninguém arriscou muito até o momento. Nem Camilo bateu em Eunício, nem Eunício bateu em Camilo. O peemedebista endureceu as críticas ao governo estadual, especialmente na área de segurança, mas como o candidato não é Cid e sim Camilo, que promete corrigir o que não deu certo, a iniciativa não visava mesmo frear o petista, mas preservar a simpatia dos que já desaprovavam a gestão Cid.

A dúvida agora é saber quando a propaganda de um ou de outro agirá no sentido de desconstruir o adversário. Escolher a hora e o tom certos para atacar é fundamental no xadrez eleitoral. Se for cedo demais, dá chance de recuperação, se for tarde, não consegue mobilizar o eleitorado. Como Camilo está em ascensão, é provável que o PMDB seja o primeiro a optar por uma nova tática, dentro de uma estratégia já pensada lá atrás.

É que cada coligação tem seu arsenal pronto para ser disparado contra o inimigo. Se houver segundo turno, o ideal é que esse material seja explorado somente nessa etapa de definição. O problema é que não há certeza sobre essa possibilidade, pois a parada pode ser resolvida no primeiro turno, especialmente com o desempenho pífio das demais candidaturas. Nesse caso, de nada adianta deixar o confronto para depois.

Assim, há um suspense no ar, e isso é inegável, sobre quando, e se, o caso dos banheiros fantasmas que assombram Camilo será mostrado ao eleitor. Será agora, para impedir a decolagem do adversário? Ou depois, faltando duas semanas para o fim da campanha, para não dar tempo de reação? E diante disso, cabe pensar nas respostas de Camilo. Do lado governista, as críticas devem ser centradas em especulações sobre a fortuna de Eunício, pelo menos é o que deixam transparecer as declarações de Cid e Ciro Gomes.

Ainda falta pouco mais de um mês para as eleições. É muito tempo. Mas o fato é que Cedo ou tarde a pressão dos números deve endurecer a campanha.

Senado
No Senado, Tasso Jeiressati (PSDB) continua a liderar com folga. Tinha 53%, oscilou para 54%. Mauro Filho (Pros) tinha 18%, e oscilou para 20%. Geovana Cartaxo (PSB) e Raquel Dias (PSTU) aparecem empatadas com 2%, cada. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco/nulo manteve-se em 9%, em comparação com o levantamento anterior, e o de indecisos passou de 10% para 13%.

Nesse caso, quem precisa desconstruir o adversário é Mauro Filho, já que se mostrar como o candidato do candidato escolhido por Cid não deu resultado. Mas o risco é grande, na medida em que 1) não é o estilo de Mauro atacar, 2) pode soar antipático aos indecisos, 3) se disser que Tasso não vota em Dilma, pode reforçar imagem de subserviência que o PSDB busca colar em Mauro. A saída, por enquanto, é torcer para que o crescimento de Camilo possa puxá-lo em algum momento.

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Governador e prefeito de Fortaleza resolvem problema da segurança… deles!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

17 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a criação, pelo governo do Estado, da Coordenadoria Militar da Prefeitura de Fortaleza.

Ouça o áudio:

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2013/04/POLÍTICA-WANDERLEY-Coordenadoria-Militar-da-Prefeitura-de-Fortaleza.mp3″]

 

Segue a transcrição:

Agora é oficial! A segurança do prefeito Roberto Cláudio será feita por policiais militares, conforme decreto do Governo do Estado. Antes, essa atribuição era da Guarda Municipal.

Vereadores da oposição criticam a iniciativa e dizem que policiais serão retirados das ruas justamente quando os índices de violência só aumentam. E lembram que a medida abre um precedente óbvio, caso prefeitos de outras cidades do Ceará também queiram a providencial segurança feita pela Polícia Militar.

Apesar da polêmica, em todo o mundo autoridades precisam de segurança especial, afinal, elas representam o próprio Estado. Mas existem, nesse caso de Fortaleza, algumas particularidades que ilustram bem o momento que vivemos.

Primeiro, governantes da capital cearense não ocupam uma posição de risco quanto a crimes de natureza ideológica ou política, tal qual cidades ameaçadas, por exemplo, pelo terrorismo internacional.

Segundo, vivemos, pelo menos oficialmente, em tempos de paz, sem inimigos no exterior e sem grupos paramilitares agindo em território nacional.

Terceiro, Roberto Cláudio já dispunha sim de uma segurança, só que feita, como eu disse, pela Guarda Municipal. Acontece que seus membros não portam armas de fogo, enquanto bandidos, sequestradores, assaltantes e traficantes, que são os únicos perigos à segurança do excelentíssimo prefeito, estão armados até os dentes.

No fundo, o projeto enviado à Câmara pelo prefeito Roberto Cláudio e o decreto assinado pelo governador Cid Gomes não deixam de ser uma forma de reconhecimento sobre o perigo real e imediato que é viver no Ceará e especialmente em Fortaleza nos dias de hoje.

Agora que o prefeito e o governador estão com seus problemas de segurança particular resolvidos, é hora de ver a segurança da população, que além de custear o bem estar de seus representantes, precisa pagar, quando pode, por segurança privada. Ou então, rezar a Deus para viver mais um dia.

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Governador e prefeito de Fortaleza resolvem problema da segurança… deles!

Por Wanfil em Tribuna Band News FM

17 de Abril de 2013

Meu comentário na rádio Tribuna BandNews FM – 101.7, sobre a criação, pelo governo do Estado, da Coordenadoria Militar da Prefeitura de Fortaleza.

Ouça o áudio:

[haiku url=”http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/wanderley-filho/files/2013/04/POLÍTICA-WANDERLEY-Coordenadoria-Militar-da-Prefeitura-de-Fortaleza.mp3″]

 

Segue a transcrição:

Agora é oficial! A segurança do prefeito Roberto Cláudio será feita por policiais militares, conforme decreto do Governo do Estado. Antes, essa atribuição era da Guarda Municipal.

Vereadores da oposição criticam a iniciativa e dizem que policiais serão retirados das ruas justamente quando os índices de violência só aumentam. E lembram que a medida abre um precedente óbvio, caso prefeitos de outras cidades do Ceará também queiram a providencial segurança feita pela Polícia Militar.

Apesar da polêmica, em todo o mundo autoridades precisam de segurança especial, afinal, elas representam o próprio Estado. Mas existem, nesse caso de Fortaleza, algumas particularidades que ilustram bem o momento que vivemos.

Primeiro, governantes da capital cearense não ocupam uma posição de risco quanto a crimes de natureza ideológica ou política, tal qual cidades ameaçadas, por exemplo, pelo terrorismo internacional.

Segundo, vivemos, pelo menos oficialmente, em tempos de paz, sem inimigos no exterior e sem grupos paramilitares agindo em território nacional.

Terceiro, Roberto Cláudio já dispunha sim de uma segurança, só que feita, como eu disse, pela Guarda Municipal. Acontece que seus membros não portam armas de fogo, enquanto bandidos, sequestradores, assaltantes e traficantes, que são os únicos perigos à segurança do excelentíssimo prefeito, estão armados até os dentes.

No fundo, o projeto enviado à Câmara pelo prefeito Roberto Cláudio e o decreto assinado pelo governador Cid Gomes não deixam de ser uma forma de reconhecimento sobre o perigo real e imediato que é viver no Ceará e especialmente em Fortaleza nos dias de hoje.

Agora que o prefeito e o governador estão com seus problemas de segurança particular resolvidos, é hora de ver a segurança da população, que além de custear o bem estar de seus representantes, precisa pagar, quando pode, por segurança privada. Ou então, rezar a Deus para viver mais um dia.