fisiologismo Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

fisiologismo

O Centrão do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Segue abaixo trecho do meu artigo para a página Focus Jangadeiro Eleições 2018.

“O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin. A depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?”

Leia mais aqui.

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Servidores acusam PDT de transformar Correios em cabide de empregos. E agora, como ficam as críticas de Ciro ao PMDB?

Por Wanfil em Partidos

22 de dezembro de 2015

Na coluna Expresso, da revista Época, e no site da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP):

Funcionários dos Correios promoverão nesta terça-feira (22) uma manifestação em frente à sede da estatal em Brasília durante a posse de seis novos vice-presidentes. Os principais beneficiários (terão salários de R$ 24 mil) das mexidas na cúpula da empresa são ligados ao PDT. A presidência dos Correios está sob o comando de Giovanni Queiroz, também do partido, há pouco mais de um mês.

O protesto, segundo informe que circula nas redes sociais, será contra  o ” aparelhamento da empresa”.  Outro trecho do informe diz que “a intenção é tentar salvar a empresa que, por conta de ter se tornado um cabide de empregos, tem apresentado déficit em suas contas”. Os servidores deverão estar vestidos de preto.

Casa de ferreiro, espeto de pau
Quando a crise política se intensificou, o líder do PDT na Câmara, deputado federal André Figueiredo, do Ceará, anunciou que sua bancada adotaria postura independente. Para segurar o PDT na base, a presidente Dilma entregou os Correios ao partido e o Ministério das Comunicações para Figueiredo, agrados que transformaram a “independência” em “convicção governista”. Tamanha convicção que Carlos Lupi, presidente do partido, junto com o neopedetista Ciro Gomes, criaram o “movimento pela legalidade”, contra o impeachment de Dilma.

Lupi, só para lembrar, foi ministro do Trabalho na gestão da petista, mas saiu a pedido da Comissão de Ética da Presidência da República, após denúncias de corrupção.

Ciro Gomes voltou a aparecer no cenário nacional criticando duramente o PMDB e suas práticas fisiologistas. Nesse caso, é severo nas adjetivações. Resta saber o que ele acha quando o fisiologismo é usado para comprar o apoio do PDT, seu atual partido. Ou os Correios não deveriam ser geridos por seus funcionários de carreira?

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Em véspera de eleição, “mudar tudo para que tudo fique como está”

Por Wanfil em Política

12 de novembro de 2015

Lampedusa desnudou a natureza de certas mudanças políticas

A intenção final de certas mudanças políticas é iludir para conservar o poder

A justiça eleitoral divulgou o calendário para as eleições municipais em 2016. No geral, as mudanças mais impactantes foram a redução do prazo de mudança de partido para candidatos de um ano para seis meses e a diminuição do tempo de campanha, com destaque para a propaganda obrigatória de 45 para 35 dias.

Na verdade, são pequenos ajustes decorrentes da mini reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional em setembro passado, que por serem superficiais, em nada alteram a natureza do jogo, seguindo a máxima do príncipe de Falconeri, personagem de Lampedusa em O Leopardo: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

Assim, a velha prática de ofertar cargos nas máquinas governamentais (e suas verbas, muito cobiçadas em períodos eleitorais), em troca de apoio político, continua intocada.

O governo federal, por exemplo, entregou o a presidência dos Correios ao médico Giovanni Queiroz, ex-deputado do PDT, ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária. Pelo currículo, o sujeito não tem nada a ver com os Correios. A indicação coube ao ministro das Comunicações, André Figueiredo, do PDT do Ceará.

Em outro caso, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também do PDT e candidato à reeleição, chegou a cogitar a criação de uma nova secretaria apenas para abrigar o deputado federal Adail Carneiro, do PHS, de modo a abrir vaga na Câmara o suplente Paulo Henrique Lustosa, garantindo assim o apoio do PP nas próximas eleições.

Como a proposta de criar uma estrutura em tempos de crise apenas por conveniência eleitoral pegou mal, o governador Camilo Santana, do PT, entrou em campo para terceirizar a manobra, nomeando o deputado federal como assessor para articulação política.

Esses são exemplos colhidos na ordem do dia, mas a prática é antiga e disseminada na política nacional, independente de partidos ou ideologias. E assim, apesar das decepções da população, dos escândalos, das denúncias e do descrédito da classe política em razão justamente dessas maquinações, os velhos vícios continuam e as mudanças apresentadas como se fossem reformas, não passam de perfumaria barata “para que tudo fique como está”.

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A reforma ministerial deformada e o “prestígio” do Ceará

Por Wanfil em Política

30 de setembro de 2015

Esplanada dos Ministérios deformada: o velho balcão de negócios elevado a programa de governo

Atrás do Congresso, a  Esplanada dos Ministérios deformada: o velho balcão de negócios elevado a programa de governo

Enquanto a presidente Dilma Rousseff dava palpites em Nova Iorque sobre a reforma nas Nações Unidas, a reforma ministerial aqui no Brasil se arrasta em meio a disputas políticas e falta de rumo.

Pela nova configuração que se desenha o PMDB passa a ser o partido forte na gestão federal, como prêmio para a sigla não endossar agora o impeachment. Já os espaços de articulação política ocupados pelo PT ficam com pessoas ligadas ao ex-presidente Lula, que assume de vez o papel de eminência parda, isolando a presidente Dilma e seus auxiliares mais próximos. O dilmista Aloizio Mercadante, por exemplo, que recentemente havia sido elogiado pelo Planalto, perdeu o cargo na Casa Civil, que vai para o lulista Jacques Wagner.

No que diz respeito ao Ceará, o novo ministério aguarda algumas novidades, sobre as quais falo a seguir.

Governo do Ceará na dependência de Cunha
Na Saúde deve assumir um nome indicado pelo deputado Eduardo Cunha, pela cota do PMDB na Câmara Federal. Como todos sabem, Cunha é desafeto de Cid Gomes, que o acusou de se achacador e que por isso foi demitido do Ministério da Educação.

Caso isso se confirme,  ironia será ver o governador do Ceará, Camilo Santana, que no episódio da briga entre Cunha e Cid foi à Brasília prestar solidariedade ao ex-governador, além de também ser crítico do PMDB, ser obrigado a pedir recursos para a Saúde a um preposto de Cunha.

Parece prestígio, mas não é
Na dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios, o deputado federal André Figueiredo é apontado para assumir a pasta das Comunicações, como recibo da compra da permanência do PDT na base. Na Integração Nacional, o comando pode fica com alguém indicado pelo senador Eunício Oliveira, pela cota do PMDB no Senado. O mais otimista já enxergam nisso sinais de prestígio do Ceará.

É preciso cuidado para não cair nessa conversa. O prestígio do Ceará junto ao governo federal pode ser medido pelo golpe da refinaria, pela reforma do aeroporto que acabou em puxadinho ou pelo contingenciamento de verbas que prejudica a Transposição do São Francisco, tudo sob o silêncio conivente dos aliados locais. A nomeação de cearenses para esse ou aquele cargo atende somente a interesses partidários, independente de critérios técnicos e é completamente alheia a qualquer coisa minimamente parecida com um planejamento em políticas públicas para o Ceará. Quem tem prestígio é o “toma lá, dá cá” do fisiologismo.

Nau à deriva
Por último, o modo como a reforma ministerial em curso tem sido conduzida revela que o uso tradicional balcão de negócios  para buscar apoio  se transformou, ele mesmo, em agenda de governo. Por que o ministro da Saúde caiu? Por que o Ministério das Comunicações vai  mudar de comando? Metas não cumpridas? Não. É para dar espaço a aliados comprados.

Se antes os fins (governabilidade) pareciam justificar os meios (fisiologismo), agora os meios definitivamente se transformaram em fim.

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A reforma ministerial deformada e o “prestígio” do Ceará

Por Wanfil em Política

30 de setembro de 2015

Esplanada dos Ministérios deformada: o velho balcão de negócios elevado a programa de governo

Atrás do Congresso, a  Esplanada dos Ministérios deformada: o velho balcão de negócios elevado a programa de governo

Enquanto a presidente Dilma Rousseff dava palpites em Nova Iorque sobre a reforma nas Nações Unidas, a reforma ministerial aqui no Brasil se arrasta em meio a disputas políticas e falta de rumo.

Pela nova configuração que se desenha o PMDB passa a ser o partido forte na gestão federal, como prêmio para a sigla não endossar agora o impeachment. Já os espaços de articulação política ocupados pelo PT ficam com pessoas ligadas ao ex-presidente Lula, que assume de vez o papel de eminência parda, isolando a presidente Dilma e seus auxiliares mais próximos. O dilmista Aloizio Mercadante, por exemplo, que recentemente havia sido elogiado pelo Planalto, perdeu o cargo na Casa Civil, que vai para o lulista Jacques Wagner.

No que diz respeito ao Ceará, o novo ministério aguarda algumas novidades, sobre as quais falo a seguir.

Governo do Ceará na dependência de Cunha
Na Saúde deve assumir um nome indicado pelo deputado Eduardo Cunha, pela cota do PMDB na Câmara Federal. Como todos sabem, Cunha é desafeto de Cid Gomes, que o acusou de se achacador e que por isso foi demitido do Ministério da Educação.

Caso isso se confirme,  ironia será ver o governador do Ceará, Camilo Santana, que no episódio da briga entre Cunha e Cid foi à Brasília prestar solidariedade ao ex-governador, além de também ser crítico do PMDB, ser obrigado a pedir recursos para a Saúde a um preposto de Cunha.

Parece prestígio, mas não é
Na dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios, o deputado federal André Figueiredo é apontado para assumir a pasta das Comunicações, como recibo da compra da permanência do PDT na base. Na Integração Nacional, o comando pode fica com alguém indicado pelo senador Eunício Oliveira, pela cota do PMDB no Senado. O mais otimista já enxergam nisso sinais de prestígio do Ceará.

É preciso cuidado para não cair nessa conversa. O prestígio do Ceará junto ao governo federal pode ser medido pelo golpe da refinaria, pela reforma do aeroporto que acabou em puxadinho ou pelo contingenciamento de verbas que prejudica a Transposição do São Francisco, tudo sob o silêncio conivente dos aliados locais. A nomeação de cearenses para esse ou aquele cargo atende somente a interesses partidários, independente de critérios técnicos e é completamente alheia a qualquer coisa minimamente parecida com um planejamento em políticas públicas para o Ceará. Quem tem prestígio é o “toma lá, dá cá” do fisiologismo.

Nau à deriva
Por último, o modo como a reforma ministerial em curso tem sido conduzida revela que o uso tradicional balcão de negócios  para buscar apoio  se transformou, ele mesmo, em agenda de governo. Por que o ministro da Saúde caiu? Por que o Ministério das Comunicações vai  mudar de comando? Metas não cumpridas? Não. É para dar espaço a aliados comprados.

Se antes os fins (governabilidade) pareciam justificar os meios (fisiologismo), agora os meios definitivamente se transformaram em fim.