Eunício Oliveira Archives - Página 6 de 6 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eunício Oliveira

A presepada da renúncia que não aconteceu

Por Wanfil em Eleições 2014

05 de Abril de 2014

Cid renunciou a renúncia que poderia ter sido anunciada, mas não foi. Na imprensa, mobilizou atenções; entre aliados, atiçou ambições e medos. Não comoveu o cidadão comum. Sem problemas. É que apesar de tudo ter se dado em razão de projeções eleitoreiras, o destinatário das mensagens encenadas no teatro político, nesse instante, não foi o eleitor, mas a própria comunidade política, seus partidos e lideranças. Os atos públicos, as declarações dúbias, as evasivas e o suspense serviram para dar dramaticidade aos eventos, conferindo ares de verossimilhança às bravatas da hora.

A semana do “pode ser que eu renuncie/não renuncio mais” entra como presepada no rodapé da História do Ceará. Foram dias perdidos para a administração, que agora segue em modo de piloto automático. Algo muito parecido com um reality show, com direito a indiretas, mal estar do governador, arroubos de seu irmão, palpites de parlamentares subalternos, sem que nada de importante fosse realmente discutido.

Projetos pessoais

O Ceará segue ao sabor de projetos pessoais reunidos numa aliança de conveniência entre Pros, PT e PMDB.

O projeto pessoal de Cid Gomes (que na verdade é um projeto de família) necessita, pelas atuais circunstâncias, de alguém de sobrenome diferente, mas suficientemente submisso para não escapar-lhe ao controle. O plano esbarrou no projeto pessoal do vice-governador Domingos Filho, que se negou a renunciar. Por não ser de confiança dos Ferreira Gomes, a desincompatibilização de Cid ficou impedida, sob pena de perder o comando da máquina para Domingos.

O PMDB é representado pelo projeto pessoal do senador Eunício Oliveira, pré-candidato ao governo estadual, e o PT caminha a reboque do projeto pessoal de José Guimarães, que sonha ser senador. Pros e PMDB querem o tempo de propaganda do PT, fiel da balança na rixa entre Cid e Eunício. O problema é que, nesse feudo vermelho, o senhor dos vassalos é Lula.

O futuro político é incerto, o que significa dizer que o ambiente continua favorável para mais confusões inúteis.

Sem rumo

Infelizmente, no jogo da sucessão, buscar propostas de soluções para os problemas que afligem a população não passa de detalhe a ser contornado mais à frente, com promessas bacanas boladas por marqueteiros caros. O importante é tramar em busca do poder.

Nessa toada, desperdiçamos uma boa oportunidade de falar sobre o Ceará. Qual o melhor rumo para desenvolver suas potencialidades? Ninguém diz. Rigor fiscal, atração de investimentos, políticas compensatórias e universalização da educação primária são conquistas antigas, de 15, 20 anos atrás, constantemente rebatizadas e reformadas para serem vendidas como novidades, mas que já dera o que tinham que dar. Qual o próximo passo? Como atrair novos investimentos? Como depender menos do governo federal? Qual o papel estratégico da educação para aprimorar nossa mão de obra?

São questões sem resposta porque nossas lideranças preferem dedicar tempo, dinheiro e energia em presepadas políticas. Para onde quer que eu olhe, vejo apenas presepeiros.

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Sucessão estadual: o poder em polvorosa e a lição de Maquiavel que Cid ignorou

Por Wanfil em Eleições 2014

04 de Abril de 2014

Maquiavel: Seu amigo gostaria de estar no seu lugar? Sim? Então, cuidado com ele.

Maquiavel: Seu amigo gostaria de estar no seu lugar? Sim? Então, cuidado!

O clima político no Ceará é de tensão, desconfiança e incerteza, enquanto todos esperam a definição sobre a renúncia do governador Cid Gomes, em atendimento as exigências da legislação eleitoral, caso deseje disputar um cargo ou abrir caminho para que seu irmão Ciro possa se candidatar ao Senado.

Para se ter uma ideia sobre a intensidade da pressão exercida por aliados, correligionários e apadrinhados (a patota instalada nos órgãos da administração estadual anda aflita sem saber  o dia de amanhã e angustiada com a possibilidade de ser substituída por uma nova turma), Cid Gomes chegou a passar mal durante discurso na inauguração de uma policlínica em Limoeiro do Norte, na noite de quinta-feira (3). Felizmente não foi nada grave e o governador, socorrido de helicóptero para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), recebeu alta ainda na madrugada.

Peço licença para dois breves comentários: 1) não tinha médico na policlínica? 2) ainda bem que não chovia na capital. Já imaginou o teto do HGF desabando com o governador internado? Pronto, volto ao tema central do post: eleições.

Na última hora

É público que Cid desejava terminar o mandato e depois ir para os EUA. Imagina poder fazer um sucessor de sua confiança. Bem ao seu estilo, não preparou nomes e deixou sua indicação para a última hora. Acabou engolido pelas circunstâncias.

Agora, em meio a um festival de especulações de toda ordem, o futuro político do grupo que hoje comanda o Ceará é um tremendo ponto de interrogação, que nem mesmo uma renúncia é capaz de clarear (afinal, os partidos só irão se posicionar oficialmente em junho, nas convenções). 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Enquanto outros governadores, como Eduardo Campos, em Pernambuco, ou Antonio Anastasia, em Minas, já renunciaram com relativa tranquilidade, mostrando que possuem inequívoco comando na condução desses processos, no Ceará tudo é incógnita e confusão, sinal de que a liderança age reativamente ao sabor de eventos recentes, na base do improviso e do susto.

Por aqui, os donos do poder estão atônitos, emparedados por aliados. Obcecados em sufocar ameaças externas de uma frágil oposição, não deram a devida importância ao perigo interno representado pelo senador Eunício Oliveira (favorito nas pesquisas) e pelo vice-governador Domingos Filhos (um não cidista que assume o governo caso Cid renuncie).

Maquiavel

No clássico O Príncipe, Nicolau Maquiavel ensinava (citode memória – faz tempo que li…) que o rei deve avaliar até mesmo o mais querido amigo com a seguinte indagação íntima: “Ele gostaria de estar no meu lugar”?  Se o rei, pensando com os próprios botões, entendesse que sim (o amigo sempre negaria e juraria lealdade, claro), seria então bom tomar cuidado com ele, pois a ambição não conhece limites e não respeita ninguém. Ora, se isso vale para quem é próximo, imagine então para aliados unidos pelos laços do fisiologismo. Deu no que deu.

Não deixa de ser surpreendente esse, digamos, descuido. Se não leram Maquiavel, a Cid e Ciro não falta experiência no assunto, adquirida na atuação em diversos partidos, com inúmeros ex-aliados.

Cid Gomes agora luta desesperadamente para não perder o controle do processo eleitoral. Quem diria.

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Dilma despenca e oposição cria CPI da Petrobras: bom para Eunício e ruim para Cid

Por Wanfil em Ao leitor

28 de Março de 2014

Amigos, por razão de viagem, ficarei sem postar até a próxima segunda, quando volto para falar a respeito da novela “Cid e Eunício na sucessão estadual”. Adianto apenas que ninguém é de ninguém até junho, quando serão feitas as convenções partidárias. E, só para lembrar, a CPI da Petrobras aprovada no Senado enfraquece o PT e fortalece o PMDB, que passa a ser o fiel da balança para blindar Dilma. Dito de outra forma: onde for obrigado a escolher entre o PROS e o PMDB, o PT ficará com o segundo, que é sua proteção na CPI. Já o PROS não é nada. Sigla de aluguel sem expressão. Portanto, entre o projeto de Eunício Oliveira e o dos Ferreira Gomes, Dilma estará forçada a não desagradar a cúpula peemedebista. Como dizia Nelson Rodrigues, não se faz política e futebol só com bons sentimentos.

Além disso, o governo Dilma também despencou nas pesquisas, o que reduz o peso de seu apoio pessoal a candidatos regionais. Segundo o Ibope, em levantamento divulgado na quinta, entre março de 2013 e março de 2014, a aprovação ao governo federal caiu de 63% para 36%. Queda livre. Só para efeito de comparação, quando Lula disputou a reeleição (definida no segundo turno), seu governo tinha, faltando sete meses para a disputa, 75% de aprovação. Do jeito que a coisa vai, os candidatos aos governos estaduais precisam calcular bem os riscos de vinculação de imagem com Dilma. Dito de outra forma: adversários e aliados que pretendem lançar candidaturas sem as bênçãos do Planalto estão mais animados.

O ambiente econômico nacional deteriorou e o Brasil foi rebaixado por agências internacionais. No empresariado, inclusive aqui no Ceará, há muita desconfiança e boatos de fuga de capitais. O crescimento é pequeno e a inflação está aí. Bancos anunciam ais investidores sobre a necessidade de um intenso ajuste fiscal em 2015 nas contas públicas.

Como a oposição é fraca em todos os níveis, resta concluir que as alianças governistas têm como maiores adversários suas próprias vicissitudes. Na raiz de todo o desgosto e instabilidade dessas relações estão os nossos velhos conhecidos: o clientelismo e o fisiologismo, os melhores caminhos para a incompetência administrativa.

É isso. Abraço e até segunda.

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Eleições: Ciro joga ônus de eventual rompimento em Eunício

Por Wanfil em Política

14 de Fevereiro de 2014

Ciro Gomes, atualmente secretário de Saúde do Ceará, disse em entrevista à Tribuna Bandnews FM (101.7), considerar justa a pretensa candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo estadual, para em seguida mandar ver a clássica conjunção coordenativa adversativa “agora”, no sentido de “mas”, “contudo”, “porém”. Pois é, sempre tem um “porém” para complicar a história. Assim, reproduzo a oração coordenada que dá sentido estratégico ao raciocínio de Ciro: Agora, nós vamos sentar na mesa (sic) apelando para que o que esteja em jogo não sejam projetos pessoais, nem nosso, nem de ninguém, mas o futuro do Ceará”.

Faço aqui, uma tradução interpretativa dessa sentença política: “O Eunício fez da candidatura um projeto pessoal e por isso não terá o nosso apoio. Portanto, se houver rompimento, a culpa é dele”. Na prática, é o que está dito. Por que raios ele não fala assim logo de uma vez, Wanfil? Ora, porque política é isso, a arte do arrodeio. Entre a imagem de vítima e de carrasco, a primeira é sempre mais simpática aos olhos do público.

Na entrevista, Ciro explicou os critérios pelos quais o PROS tem nada menos do que seis nomes como pré-candidatos ao cargo de Cid: Domingos Filho, Mauro Filho, Leônidas Cristino, Izolda Cela, Zezinho Albuquerque e Roberto Cláudio. Segue a explicação: “Por que eles? Porque são aqueles que têm maior massa de serviços prestados, maior experiência, maior conhecimento da estratégia de desenvolvimento do Ceará, garantia de seriedade de que nenhum deles, ninguém, pode pegar na munheca que não responda muito bem.”

Ficou um pouco confuso no final, mas, evidentemente, uma vez que o PROS não possui dinâmica partidária baseada numa militância genuína, nem sequer mesmo um programa claro, os nomes apresentados são pessoalmente ligados aos irmãos Ciro e Cid. Faço, mais uma vez, a tradução política do que foi dito: onde se lê “garantia de seriedade”, leia-se “garantia de lealdade”. Mais pessoal e menos imparcial, impossível.

Para encerrar, nos bastidores o próprio Eunício não esconde que, na opinião dele, o maior empecilho ao seu inequívoco projeto pessoal de ser governador, é mesmo Ciro Gomes. Cid até toparia, mas Ciro veta. Indagado qual seria o motivo, o senador é incisivo ao dizer que o ex-governador temeria perder espaço. Se isso é verdade ou não, não há tradutor que possa esclarecer. Resta aguardar cenas dos próximos capítulos dessa novelinha.

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O IPTU e a guerrinha dos fantoches

Por Wanfil em Política

08 de Janeiro de 2014

A vontade dos fantoche está na mão que o sustenta e conduz.

A vontade de um fantoche está na mão de quem o conduz. Qualquer semelhança com o impasse sobre o IPTU de Fortaleza, não é mera coincidência.

O aumento do IPTU em Fortaleza continua dando o que falar. Com os ânimos exaltados, o presidente do PT municipal, Elmano de Freitas, e o prefeito Roberto Cláudio (PROS), andaram trocando farpas pela imprensa. Na verdade – e isso não é segredo –, o caso é mais um capítulo do novelesco rompimento entre a ex-prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes. É pessoal, nada mais. Os comandados apenas refletem o comando.

Não existem aí questões de fundo norteando um debate mais profundo sobre a cidade, muito menos alguma incompatibilidade programática, ética ou ideológica entre as partes. Tanto é que o PT e o Pros são aliados nos governos estadual e federal.

A questão do IPTU pode ser reveladora sobre a natureza de um projeto político-administrativo para um município. Mas aqui, infelizmente, é reduzida às conveniências de cada um. Para a gestão, é instrumento de financiamento da máquina e de promessas feitas nas eleições passadas (a promessa de hoje é o imposto de amanhã, diz o ditado); para os opositores da hora, não passa de oportunidade para desgastar o governo.

Assim, esses grupos mobilizam suas forças – e agora a Justiça –, em razão de antipatias e ressentimentos entre Cid e Luizianne.

O episódio serve, desde já, para ilustrar como seria um eventual rompimento entre o Pros e o PMDB de Eunício Oliveira, que afirma ser candidato ao governo estadual queira Cid ou não, apesar de ter apadrinhados na gestão. Os aliados de hoje queimariam então suas juras de lealdade na fogueira das vaidades e no calor da disputa do poder pelo poder.

Essas divergências mostram a falta que faz uma oposição forte, pois sem alternativas para o eleitor, os que estão no poder se acomodam e terminam consumidos por disputas internas, mas que em nada divergem substancialmente. Desnudam também uma realidade em que projetos  pessoais acabam prevalecendo sobre a discussão de ideias e a definição de rumos para o Ceará.

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Senadores do Ceará falam (ou calam) sobre viagem de Renan Calheiros

Por Wanfil em Política

09 de julho de 2013

Conforme registrado no post Perguntar não ofende, enviei aos três representantes do Ceará no Senado Federal as seguintes questões:

— Senador, o senhor concorda com o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira para viagens particulares do presidente Senado, Renan Calheiros (PMDB)? Para o senhor, essa prática não está em dissonância com o clamor das ruas?

Questão de fundo

O Ceará no Senado: Renan e Eunício (Agência Brasil); Renan e Inácio (Agência Senado); Renan e Pimentel (Agência Brasil)

O Ceará no Senado: Renan e Eunício (Agência Brasil); Renan e Inácio (Agência Senado); Renan e Pimentel (Agência Brasil)

Antes de publicar as respostas, um breve esclarecimento. O caso em evidência chama a atenção, como convém aos escândalos, mas resulta, sobretudo, de uma cultura. No Brasil, cargo público pode servir para a obtenção de vantagens pessoais, para o enriquecimento ilícito e para o usufruto de mordomias.

No fundo, a questão em debate é a postura ética da classe política como um todo, o corporativismo dos seus membros e a eterna confusão entre o público e o privado.

A essa altura, a viagem de Renan Calheiros configura oportunidade preciosa para a manifestação daqueles que repudiam essas práticas. Mesmo os que não as repudiam de todo, poderiam acenar que entenderam o recado das ruas. Sendo assim, vamos ao que interessa.

As respostas

Senador Inácio Arruda (PC do B) — “Defendo que toda viagem de interesse particular deve ser feita em aviões comerciais. E essa regra serve para qualquer pessoa do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Avião oficial só para as viagens oficiais.”

Senador Eunício Oliveira (PMDB) — Sem resposta.

Senador José Pimentel (PT) — Por meio da assessoria informou que “não se manifestará sobre esse assunto” e que “cabe aos órgãos de controle avaliar a questão”.

O silêncio e a cautela

Como vimos, o senador Inácio Arruda foi o único que se pronunciou sobre fato, de forma compreensivelmente cautelosa. Não fez juízo de valor, mas deixou clara uma posição. Acredito que o senador não tenha considerado a presidente Dilma na lista de autoridades que deveriam ser impedidas de usar transporte oficial para fins particulares. É que presidentes representam o próprio Estado e, nessa condição, não podem se separar as figuras públicas e pessoal.

Quanto aos demais, dizer o quê? Pimentel está empenhado demais em suas atividades para perder tempo com isso.

Eunício não fala, provavelmente por achar que este espaço não está a altura da sua importância, embora muitos de seus eleitores vez por outra apareçam por aqui. Nesse caso, eu até poderia recorrer ao famoso ditado “quem cala, consente”, mas deixo para o leitor a avaliação sobre o silêncio como resposta. Sabe como é, quando é tempo de eleição, alguns políticos são falantes e acessíveis que é uma beleza, mas em alguns momentos, por motivos inescrutáveis, parecem estar sempre muito ocupados para tratar de certos assuntos.

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Perguntar não ofende

Por Wanfil em Política

05 de julho de 2013

Na noite de quinta-feira (4) busquei os perfis dos senadores Eunício Oliveira (PMDB), Inácio Arruda (PCdoB) e José Pimentel (PT) no Twitter (ver twitter.com/wanfil), para fazer a seguinte indagação: O senhor acha que Renan deve devolver o dinheiro da viagem no avião da FAB?” (Até então, Renan Calheiros negava a hipótese de ressarcir os cofres públicos por uma viagem feita em avião da aeronáutica para ir a um casamento na Bahia. Mudou de opinião após a repercussão negativa do caso).

Como, na condição de simples cidadão curioso, não obtive resposta, na manhã desta sexta-feira (5), já na condição de colunista da Tribuna BandNews, enviei email para os gabinetes dos três representantes do Ceará no Senado Federal com duas perguntas:

– Senador, o senhor concorda com o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira para viagens particulares do presidente Senado, Renan Calheiros (PMDB)?

– Para o senhor, essa prática não está em dissonância com o clamor das ruas?

Confirmei o envio dessas singelas indagações com as respectivas assessorias de cada um. Diante das solicitações de um prazo para depois do final de semana, informei que aguardo resposta até a noite de segunda-feira (9). Na terça (10), volto ao assunto.

Convenhamos, não é nada demais, não é mesmo?

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Senador Eunício, a solução para a seca é menos conversa e mais ação: cadê a transposição do São Francisco?

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2012

A bancada federal do Ceará está descontente com a presidente Dilma Rousseff, que vetou parte do projeto de lei que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo brasileiro. Os estados produtores também estão inconformados com a perda da receita que agora será dividida com não produtores. Cada parte alega que a verba extra será fundamental para melhorar os serviços públicos em seus estados.

Nessa toada, senadores do Ceará se antecipam e fazem planos para os recursos provenientes do petróleo. Para o petista José Pimentel, o dinheiro deve ser aplicado na educação. Já o senador Eunício Oliveira, do PMDB, acredita que a solução para conviver com a seca passa pelos novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo.

A mais nova solução para os problemas de sempre

Não faz muito tempo, todo problema não resolvido pelos governos seria solucionado com o advento do pré-sal. Como o buraco para o óleo em mares profundos é, literalmente, mais embaixo, a redenção anunciada não dará resultado no curto prazo. E assim, agora aparece outro apanágio nacional para empurrar promessas com a barriga: os royalties do petróleo.

Eunício Oliveira declarou recentemente a intenção de se candidatar à sucessão de Cid Gomes. Motivado pelo desafio, o senador discursou cobrando soluções para a seca, citando a transposição do Rio São Francisco como uma boa medida a ser efetivada.

Hora de agir

Enquanto a questão do petróleo não é resolvida, o jeito é apelar para a velha conversa utilizada em duas eleições presidenciais, cujo o resultado prático está aí: gente sedenta no Ceará, que sente na pele e no bolso os efeitos da seca, que votou em Eunício, Pimentel e seus aliados para resolverem a questão, muito antes de falarem em royalties.

Portanto, senador, com todo o respeito, não espere por royalties ou por ninguém. Nem cobre seus aliados Lula e Dilma, que o senhor é governista há muito tempo. Para cobrá-los, seria preciso dizer que a presidente e o ex-presidente souberam prometer, mas não fizeram por incompetência ou por negligência. Seria preciso mostrar-se indignado com o descaso e romper, hipótese que não combina com um líder do PMDB.

Sendo assim, é preciso agir. A posição de Vossa Excelência é a de quem deve prestar contas, não a de credor. Nesse sentido, explique aos cearenses: Cadê a transposição do Rio São Francisco?

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Senador Eunício, a solução para a seca é menos conversa e mais ação: cadê a transposição do São Francisco?

Por Wanfil em Ceará

30 de novembro de 2012

A bancada federal do Ceará está descontente com a presidente Dilma Rousseff, que vetou parte do projeto de lei que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo brasileiro. Os estados produtores também estão inconformados com a perda da receita que agora será dividida com não produtores. Cada parte alega que a verba extra será fundamental para melhorar os serviços públicos em seus estados.

Nessa toada, senadores do Ceará se antecipam e fazem planos para os recursos provenientes do petróleo. Para o petista José Pimentel, o dinheiro deve ser aplicado na educação. Já o senador Eunício Oliveira, do PMDB, acredita que a solução para conviver com a seca passa pelos novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo.

A mais nova solução para os problemas de sempre

Não faz muito tempo, todo problema não resolvido pelos governos seria solucionado com o advento do pré-sal. Como o buraco para o óleo em mares profundos é, literalmente, mais embaixo, a redenção anunciada não dará resultado no curto prazo. E assim, agora aparece outro apanágio nacional para empurrar promessas com a barriga: os royalties do petróleo.

Eunício Oliveira declarou recentemente a intenção de se candidatar à sucessão de Cid Gomes. Motivado pelo desafio, o senador discursou cobrando soluções para a seca, citando a transposição do Rio São Francisco como uma boa medida a ser efetivada.

Hora de agir

Enquanto a questão do petróleo não é resolvida, o jeito é apelar para a velha conversa utilizada em duas eleições presidenciais, cujo o resultado prático está aí: gente sedenta no Ceará, que sente na pele e no bolso os efeitos da seca, que votou em Eunício, Pimentel e seus aliados para resolverem a questão, muito antes de falarem em royalties.

Portanto, senador, com todo o respeito, não espere por royalties ou por ninguém. Nem cobre seus aliados Lula e Dilma, que o senhor é governista há muito tempo. Para cobrá-los, seria preciso dizer que a presidente e o ex-presidente souberam prometer, mas não fizeram por incompetência ou por negligência. Seria preciso mostrar-se indignado com o descaso e romper, hipótese que não combina com um líder do PMDB.

Sendo assim, é preciso agir. A posição de Vossa Excelência é a de quem deve prestar contas, não a de credor. Nesse sentido, explique aos cearenses: Cadê a transposição do Rio São Francisco?