Eunício Oliveira Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eunício Oliveira

Fantasma da candidatura de Lula assombra candidatura de Ciro Gomes

Por Wanfil em Política

24 de Março de 2018

Discussões jurídicas à parte, carteirada ou não, casuísmo ou não, privilégio ou não, aceno à impunidade ou não, a liminar do STF que livrou Lula temporariamente da prisão teve efeitos políticos imediatos. O mais visível foi ressuscitar a candidatura do petista à Presidência da República. Quem pode garantir que um tribunal superior não possa conceder, sei lá, uma liminar que garanta seus planos? Ou que até mesmo anule a condenação do ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro?

A decisão do STF, da forma que se deu, com ministros alegando cansaço ou compromissos de modo a adiar a decisão para depois da Páscoa, com 12 dias de folga, conseguiu ampliar a enorme desconfiança geral sobre a seriedade de uma politizada Suprema Corte. A imagem de desprezo para com as urgências da nação e de desdém pelas instâncias inferiores reforça a sensação de insegurança jurídica nesse ano eleitoral.

Assim, a candidatura Lula, que estava praticamente descartada, volta a ser uma possibilidade colocada no horizonte. Isso muda o cenário para os partidos de esquerda. A iminente prisão de Lula, então admitida pelo próprio PT, animava as movimentações de líderes do PDT em busca de aliados para Ciro Gomes, que esperar herdar votos do ex-presidente para crescer nas pesquisas. Aliás, nos cenários sem Lula, realmente Ciro cresce. O pedetista já falava em disputar o segundo turno contra Alckmin, do PSDB. Alguns petistas já falavam sobre a possibilidade de apoiar Ciro no primeiro turno, em nome de uma união das esquerdas.

Agora será preciso esperar os próximos capítulos nos tribunais e, no caso de Ciro, rezar pela aplicação da Lei da Ficha Limpa. Nada que altere o palanque de Camilo, Cid e Eunício. Os interesses que unem PT, PDT e MDB no Ceará seguem preservados, pelo menos por enquanto.

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No Teatro do Acordão Ciro e Eunício agora se respeitam pelo bem do Ceará

Por Wanfil em Política

06 de Março de 2018

A arte de encenar requer muitas máscaras

Novos atos do Teatro do Acordão no Ceará foram encenados neste início de março. Ciro Gomes fala em agradecimento e diálogo com Eunício Oliveira, que por sua vez, fica feliz com o reconhecimento do presidenciável do PDT. Tudo devidamente registrado pela imprensa.

Por que chamo a isso de teatro? Simples. Pela contradição entre o novo e o velho discurso de ambos. Antes e continuar, faço uma ponderação.

Romper e reatar relações políticas é normal até um certo limite. É possível um partido discordar de um ponto programático de um ex-aliado e depois, em outra circunstância, estabelecer um acordo em nome de pontos convergentes. É perfeitamente aceitável uma pessoa rever posições e mudar de opinião. E em muitos casos, até mesmo um adversário em comum pode servir de elo estratégico em determinado momento. Isso é política.

Coisa muito diferente é um rompimento justificado por objeções de natureza ética ou moral. Ciro dizia até recentemente que Eunício era corrupto e membro de uma quadrilha que precisava ser banida da vida. Eunício rebatia chamando Ciro de desequilibrado e questionando a fonte de renda do adversário para insinuar discrepância entre receitas e despesas de seu desafeto. Não eram, portanto, meras divergências ideológicas ou conceituais sobre problemas específicos, mas considerações sobre falhas de caráter.

E o que os fez mudar? Segundo eles mesmos, a defesa dos interesses do Estado do Ceará e dos cearenses, que estariam acima de diferenças pessoais. O fato de haver eleições neste ano seria somente uma coincidência. Nessa peça fica difícil é saber onde termina a comédia e onde começa a tragédia.

Curiosamente, até o momento, nenhum dos dois disse que estavam errados ou que pelo menos que exageraram. Voltam assim a acenar com a possibilidade de voltarem a compartilhar o mesmo projeto político, sem retirarem nada do que disseram um do outro. É muito amor pelo Ceará.

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Sobre aliança com PMDB no Ceará Cid diz sim, Ivo diz não e Ciro talvez: parece divergência, mas é método

Por Wanfil em Política

05 de dezembro de 2017

A respeito da possibilidade de subir no mesmo palanque de Eunício Oliveira, do PMDB, a trindade política dos irmãos Cid, Ivo e Ciro Gomes, atualmente no PDT, consegue ao mesmo tempo ser a favor, contra e neutra: um admite, o outro critica e o terceiro lava as mãos. O que pode parecer divergência aos olhos do público é na verdade a velha e boa estratégia de ocupar todos os espaços possíveis para confundir adversários, ludibriar aliados incômodos e aumentar as possibilidades de escolha ao sabor das circunstâncias quando for a hora das convenções estaduais.

Foi assim com Tasso em 2010, Luizianne em 2012, e com o próprio Eunício em 2014: declarações dúbias ou divergentes, hesitações nos bastidores, gestos contraditórios, tudo meticulosamente trabalhado até o momento certo, às vésperas das eleições. É método.

Desse modo, se Ciro estiver bem nas pesquisas no próximo ano a presença de Eunício ao lado de seus aliados no Ceará será um constrangimento para quem se apresenta como o candidato mais crítico ao PMDB. Nesse caso, sem uma aliança formal, Camilo Santana poderá selar um pacto de não agressão com Eunício, porém, a experiência de disputas anteriores mostra que a garantia desses acordos não é lá essas coisas, especialmente se levarmos em conta que a chapa governista teria duas vagas para candidatos ao Senado.

Cid já deu a senha para eventuais mudanças de última hora, lembrando que alianças não podem ser impostas, que precisa ser construída com todos do grupo e por aí vai. Bem entendido o discurso, está dizendo que pode não entregar o que está na vitrine. Assim, quem sonha com ela assume o risco de ficar com as mãos abanando. Mas é claro que Eunício sabe disso. Se aceita participar da encenação, sujeitando-se a nova decepção (nas eleições passada deveria ter sido o candidato governista ao Palácio da Abolição, no que acabou preterido por Camilo, o escolhido do “grupo”) é porque precisa muito e não enxerga na oposição alternativa para suas necessidades. Não há outra explicação.

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Camilo e Eunício na foto que vale por mil palavras

Por Wanfil em Política

04 de dezembro de 2017

Dizem que uma imagem vale por mil palavras. De fato, o teatro político onde se encena o acordão entre PMDB, PT e PDT no Ceará foi resumido de forma contundente por uma foto publicada e divulgada no Facebook do governador Camilo, no último dia 2, durante entrega de casas no Crato, numa parceria com o Governo Federal, que reproduzo abaixo.

Eunício e Camilo entregam casa no Crato: sombra e luz (Foto: divulgação Facebook)

Sob a luz radiante do sol, Camilo Santana sorri. Do outro lado, atrás da janela fechada, no plano escurecido, como coadjuvante, acena Eunício Oliveira. É a imagem que ilustra à perfeição o discurso que busca explicar a presença incômoda do ex-adversário, do PMDB, aliado de Michel Temer, nas hostes governistas lideradas por aqueles que se dizem os maiores inimigos do PMDB e de Temer.

Segundo os Ferreira Gomes a aliança com Eunício é uma espécie mal necessário. Pelo menos foi o que Cid deu a entender em setembro, quando disse a correligionários que “o importante é que a gente não se misture: eu estou fazendo aqui uma aliança, não estou me misturando“.

A estratégia é óbvia. Facilitar a reeleição de Camilo, dividir a oposição e tirar proveito político da liberação de verbas federais (pelo menos até o período das convenções estaduais em 2018). Mais adiante, a depender do cenário nacional, aí as coisas serão realmente definidas. Por enquanto, apenas o governador se mistura.

PS. Uma conhecida figura que transita bem nos bastidores do Palácio da Abolição fez o seguinte comentário sobre a foto: “É o lado sombrio da força querendo se chegar ao lado luminoso”, numa alusão ao universo de Star Wars. Respondi, brincando, que respeitássemos George Lucas.

 

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Camilo, RC e Eunício confraternizam enquanto Estado vive crise na saúde

Por Wanfil em Sem categoria

17 de novembro de 2017

O governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o senador Eunício Oliveira trocaram afagos durante solenidade de lançamento do programa “Juntos por Fortaleza”, nesta sexta-feira.

No mesmo horário, funcionários do Hospital do Coração, em Messejana, protestavam contra o atraso nos salários. Durante a semana, entidades como o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos do Ceará denunciaram a falta de remédios e insumos cirúrgicos em diversos hospitais estaduais e da capital.

É claro que ninguém deve criticar quando autoridades deixam diferenças partidárias de lado para cumprir suas obrigações em benefício da população. É desejável a separação entre questões políticas e funções administrativas ou representativas. Agora, é diferente quando essas diferenças são ignoradas em razão de projetos particulares, de natureza eleitoral, deixando em segundo plano os problemas reais da população. Quando projetos que ainda estão no papel recebem mais atenção do que crises como a que temos nos hospitais, é sinal de que alguma coisa está fora da ordem, numa inversão de prioridades entre gestão e eleição.

Nesse exato instante, doentes correm o risco de morrer por falta de condições mínimas de atendimento. Se isso não for uma urgência, nada mais será. Em nota à imprensa, a Secretaria da Saúde justificou o caos jogando a culpa em fornecedores e na burocracia. Repete assim o padrão de desculpas já bem estabelecido na área da Segurança: nunca, jamais admitir erro algum; sempre sustentar que somente as melhores medidas são tomadas; jamais tentar explicas como é que apesar de tantos acertos, os resultados continuam desastrosos.

Sem solução para os problemas do presente, importantes autoridades se reúnem para celebrar novas promessas para o futuro. É o cartão de visitas do acordão entre PT, PMDB e PDT.

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A arte de esperar: Eunício espera por Tasso, que espera por Eunício, que espera por Camilo, que espera por Cid, que espera por Ciro…

Por Wanfil em Política

21 de outubro de 2017

Entre as várias artes da política – falo das habilidades desenvolvidas dentro da legalidade – a de esperar é uma das mais difíceis de administrar. E quanto mais confusos o ambiente e o período, maior a necessidade de saber esperar até o último minuto, para não queimar etapas ou perder oportunidades. E como toda espera gera ansiedade, é comum que os espíritos fiquem mais sensíveis a todo tipo de interpretação, sugestão, indícios e especulações.

Atualmente, descontadas as manchetes que refletem as excitações do momento, o que temos no Ceará é um conjunto de esperas que se misturam. O senador Eunício Oliveira, que disputará uma das duas vagas em jogo para continuar no Senado, precisa de um nome que atue como carro-chefe para ao governo estadual, puxando as demais candidaturas da chapa oposicionista. Assim, espera que o senador Tasso Jereissati concorra ao Executivo: é conhecido e tem mandato garantido no Senado por mais quatro anos após as eleições.

Tasso, por sua vez, espera que Eunício feche antes com a oposição para depois escolher alguém para disputar o executivo no Estado. A estrutura de campanha e o recall de ambos fariam alavancar a candidatura oposicionista ao Palácio da Abolição.

Camilo espera que Eunício feche com o governo para enfraquecer a oposição. Eunício espera que esse flerte pressione Tasso a concorrer ao governo. Se isso não acontecer, Eunício espera que Camilo possa convencer Cid Gomes, também candidato ao Senado, por uma aliança com o ex-aliado. Cid não veta por antecipação porque espera ver como a candidatura de Ciro à Presidência da República se encaminha para então decidir o que fazer.

Nesse jogo, qualquer declaração definitiva, no estilo ou vai ou racha, será precipitação.

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Camilo e Eunício unidos novamente? Tudo é possível no país das conveniências

Por Wanfil em Política

04 de setembro de 2017

Corre a notícia de que emissários de Camilo Santana e Eunício Oliveira estudam uma reaproximação entre PT e PMDB no Ceará, com vistas à reeleição de ambos. Seria isso possível depois das eleições de 2014, quando os dois trocaram insultos e acusações? E após o impeachment que pôs PT e PMDB em litígio no plano nacional? Como nenhuma das partes veio a público rejeitar os rumores e dizer que dessa água não beberá fica claro que a hipótese está, quando menos, sujeita a estudo, afinal, feio é perder eleição, diz a anedota.

Segundo o deputado estadual Audic Mota, do PMDB, em declaração ao jornal O Povo, “política é feita de conversa, de consenso, desde que não envolva nada ilícito”. Verdade. Poderia acrescentar ainda que também é feita ainda convicções e valores inegociáveis, mas é bem aí que as coisas sempre se complicam, e não é de hoje.

O historiador Paulo Mercadante, no clássico “A Consciência Conservadora no Brasil”, observa que desde a época do Império tudo se resolve entre a elite política com uma boa conversa, mesmo entre adversários aparentemente inconciliáveis. As lideranças liberais e conservadoras, reacionárias e revolucionárias, republicanas e monarquistas, escravistas e abolicionistas, por mais que se engalfinhassem em disputas políticas, conseguiam invariavelmente construir um denominador comum que pudesse resguardar posições na divisão do poder, sendo capazes até de absorver parte do ideário oposto para modular o entendimento.

É que na tradição política nacional valores e convicções sempre podem ser negociados. Como observou Vasconcellos de Drummond, diplomata e político amigo de José Bonifácio e de Dom Pedro II, ainda no século 18, com “governo de transações, convém ceder para conciliar”. O mesmo espírito pragmático com que, séculos depois, deputados, prefeitos e vereadores no Ceará pulam de partido em partido para apoiar o governo da hora, sem a menor cerimônia ou vergonha.

Se por um lado a propensão ao entendimento afasta o risco de extremismos, no Brasil a virtude do equilíbrio foi corrompida pelos jeitinhos, de modo que “a consciência conservadora” tornou-se eufemismo para o oportunismo que permite conservar o poder pelo poder. Por tudo isso, uma nova aliança local entre PT e PMDB no Ceará para 2018 não seria surpresa alguma e apenas confirmaria o princípio pelo qual, historicamente, quase sempre na política brasileira as conveniências pairam acima de qualquer convicção.

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Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Por Wanfil em Política

12 de julho de 2017

Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Cabe recurso. Se a decisão for confirmada em segunda instância, o ex-presidente fica inelegível.

De todo modo, existem implicações políticas que interferem desde logo no processo eleitoral. Especialmente para seus aliados. E por incrível que pareça, no Ceará, alguns desses são os que mais podem lucrar com a condenação de Lula.

O principal adversário de Lula no Estado sempre foi o senador Tasso Jereissati, que não concorre ano que vem. E mesmo assim, sua votação se deu mais em função de méritos próprios que por contraposição a outros nomes. Nesse caso, a condenação é eleitoralmente indiferente para o tucano.

Eunício Oliveira sempre foi próximo a Lula. Foi eleito, inclusive, com seu apoio. Mas após romper com o PT do Ceará e com o impeachment de Dilma, o senador naturalmente se afastou do petista. Não é aliado, mas também não é adversário.

Ciro Gomes, ex-ministro de Lula, é quem pode se beneficiar com a condenação de Lula. Mal nas pesquisas, o pedetista pode herdar parte dos votos do ex-presidente, se este sair do páreo. A ruína de um viabiliza a candidatura do outro à Presidência. Assim, o PDT defenderá Lula, mas sem exagero. Sem contar que um bom desempenho de Ciro ajuda a puxar votos para seu grupo no Estado.

Por falar nisso, o governador Camilo Santana, por sua vez, mesmo ainda estando no PT, não tem muito a perder, afinal, sua imagem é mais atrelada a Cid Gomes, de quem foi secretário, do que propriamente de Lula.

Assim, quem mais perde mesmo são as lideranças locais do PT. O partido foi rejeitado nas eleições municipais, quando perdeu metade das prefeituras que tinha. Resta-lhes a figura de Lula, que paira acima do próprio petismo. Por isso mesmo falam em complô. É questão de sobrevivência política.

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Delação JBS 2 – Nota de Eunício nega acusação. De novo…

Por Wanfil em Corrupção

22 de Maio de 2017

O senador Eunício Oliveira foi acusado por Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS, de ter recebido R$ 5 milhões em troca de ajuda para uma medida provisória. Em resposta, por meio de nota à imprensa, Eunício afirma que “os diálogos relatados pelo delator são imaginários, nunca aconteceram, são mentirosos, como é possível constatar na prestação de contas do diretório nacional de PMDB ao TSE.”

Assim como outros implicados, a defesa do senador argumenta que as doações foram registradas. Isso, porém, não diz muito sobre a origem do dinheiro. Esse é problema. De todo modo, o que existe, por enquanto, é a palavra de um contra o outro. Mas por se tratar do presidente do Senado, a acusação pesa politicamente ao juntar-se a mais dois inquéritos no âmbito da operação Lava Jato. É algo, no mínimo, inconveniente.

Ver mais sobre a delação da JBS nos posts abaixo:
Delação JBS 3 – As informações de Camilo 
Delação JBS 1 – Nota de Cid Não responde ao que realmente interessa
Na mesma delação em que acusa Temer, JBS diz que propina abasteceu projeto de Cid no Ceará
JBS está entre os maiores doadores de campanha também no Ceará

leia tudo sobre

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Quem ganha com a troca ofensas entre Ciro e Eunício?

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2017

O senador Eunício Oliveira chamou Ciro Gomes de “batedor de carteira” durante evento do PMDB no Ceará. É mais uma resposta as acusações que Ciro vez por outra faz contra Eunício.

Ao permitir que animosidades extrapolem a crítica política e descambem para o ataque pessoal, Eunício busca revidar na mesma moeda de Ciro, o que é um risco óbvio, em razão famosa capacidade retórica do ex-governador.

Como política é estratégia, a pergunta a ser feita é: quem ganha com isso? E a resposta é fácil. O governo Camilo sai no lucro quando um de seus principais adversários se enreda nesse jogo onde a ofensa acaba ofuscando o debate sobre tantos problemas que pedem a atenção no Ceará.

No mesmo encontro, Eunício censurou ações do Governo do Estado nas áreas da saúde e da economia, mas tudo ficou em segundo plano, encoberto por mais um round contra Ciro. Camilo, candidato à reeleição, agradece.

A tática diversionista com base no argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) que funcionou nas últimas três ou quatro eleições no Ceará, continua a dar resultados.

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Quem ganha com a troca ofensas entre Ciro e Eunício?

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2017

O senador Eunício Oliveira chamou Ciro Gomes de “batedor de carteira” durante evento do PMDB no Ceará. É mais uma resposta as acusações que Ciro vez por outra faz contra Eunício.

Ao permitir que animosidades extrapolem a crítica política e descambem para o ataque pessoal, Eunício busca revidar na mesma moeda de Ciro, o que é um risco óbvio, em razão famosa capacidade retórica do ex-governador.

Como política é estratégia, a pergunta a ser feita é: quem ganha com isso? E a resposta é fácil. O governo Camilo sai no lucro quando um de seus principais adversários se enreda nesse jogo onde a ofensa acaba ofuscando o debate sobre tantos problemas que pedem a atenção no Ceará.

No mesmo encontro, Eunício censurou ações do Governo do Estado nas áreas da saúde e da economia, mas tudo ficou em segundo plano, encoberto por mais um round contra Ciro. Camilo, candidato à reeleição, agradece.

A tática diversionista com base no argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) que funcionou nas últimas três ou quatro eleições no Ceará, continua a dar resultados.