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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

escolas

Vereadores querem ouvir candidatos à Prefeitura de Fortaleza. Deveriam ouvir os responsáveis pelas obras que desabam!

Por Wanfil em Fortaleza

15 de junho de 2016

Vereadores de Fortaleza devem convidar candidatos à Prefeitura da capital para ouvir, na Câmara Municipal, as propostas de cada um.

Para os candidatos será mais uma oportunidade de criar mídia para suas campanhas e os vereadores ainda poderão fazer de conta que fiscalizam os postulantes ao executivo desde o processo eleitoral.

Seria melhor convidar, ou convocar, secretários, empresas contratadas e o prefeito em exercício para que estes possam falar sobre o viaduto que desabou na Avenida Raul Barbosa, no mês de março deste ano. Ou sobre a coluna que caiu derrubando o telhado da recém-reformada Escola Municipal Santa Terezinha, na tarde de ontem, e que deixou cinco crianças feridas. Foi o terceiro caso envolvendo escolas somente em 2016.

Não é isso que os cidadãos de Fortaleza esperam de seus parlamentares?

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Enem 2014 mostra que escolas usam artifícios não pedagógicos para incrementar resultados

Por Wanfil em Educação

06 de agosto de 2015

O resultado do ENEM por escola divulgado nesta semana com dados referentes a 2014, jogou luzes sobre uma prática questionável utilizada desde outras edições da avaliação, mas que passava quase despercebida do público. Isso foi possível graças à criação de um novo indicador, o “índice de permanência”, que revela se o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no estabelecimento pelo qual prestou o exame.

Médias artificiais
O índice acabou revelando que muitas das “campeãs” do Enem possuíam índice inferior a 20% de permanência, ou seja, que participaram da prova com a maioria dos alunos vindos de outras escolas. Estas se defendem dizendo que turmas especiais são comuns. Tudo bem, mas existe aí um problema ético a ser examinado: com alunos importados, o resultado não refletirá integralmente a qualidade de ensino daquela escola. Isso é correto?

Existe ainda outro ponto. Alguns colégios particulares separam alunos de melhor desempenho em pequenas turmas, que possuem CNPJ diferente. Basta ver a lista do Enem para comprovar isso. Escolas com sedes inteiras compostas de apenas 20, 30 ou 40 alunos. São unidades cujos resultados podem levar o público a pensar que o desempenho desse grupo reduzido corresponde ao do estabelecimento como um todo, perfazendo uma média geral, mas que na verdade não passa de uma amostra específica e pontual.

Nesses casos, a prática é mais grave, do ponto de vista ético. O aluno estuda, por exemplo, a vida inteira no Colégio Militar e, próximo ao exame do Enem, recebe uma proposta para representar uma grande escola particular. Junto com outros estudantes mais preparados, matriculados na sede, digamos assim, “exclusiva”, conseguem colocar o colégio entre os melhores do país, gerando material de propaganda. No entanto, os outros alunos, aqueles que estão matriculados na sede original, com o CNPJ antigo, amargam resultados bem mais modestos.

Se os pais compararem o CNPJ da escola bem classificada, na qual imaginam que seus filhos estudam, com o CNPJ real das sedes nas quais eles efetivamente frequentam, descobrirão que a imensa maioria não estuda naquela da propaganda, como eles pensavam.

Ceará
O portal UOL publicou matéria mostrando que metade dos colégios top 10 tem baixo índice de permanência. A reportagem cita estabelecimentos de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Ceará: Farias Brito, Christus e Ari de Sá. O baixo índice, por si, não prova a existência de turmas separadas nessas escolas. Mostra que suas turmas de 3º ano não são compostas, na maioria, por alunos que já estudavam nelas. Mas isso, convenhamos, já pega mal.

Valores
Ainda que não seja uma prática ilegal, o uso de artifícios não pedagógicos para incrementar resultados no Enem, serve para mostrar que a educação só pode ser um diferencial na formação de um indivíduo e, por consequência, de uma sociedade, se ela envolver valores. Isso vale para as famílias, mas também vale para as escolas.

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Vereador apresenta projeto revolucionário para a educação em Fortaleza: é a Sexta do Futebol!

Por Wanfil em Fortaleza

07 de Fevereiro de 2013

Vereador Evaldo Lima, do PCdoB, ex-secretário de Luizianne e agora líder de Roberto Cláudio na Cãmara, é o autor do PL 23/123.

Vereador Evaldo Lima, do PCdoB, ex-secretário de Luizianne e agora líder de Roberto Cláudio na Câmara, é o autor do PL 23/123. Foto: Genilson de Lima/CMFOR

Como todos sabem, a rede municipal de ensino de Fortaleza ficou na penúltima posição no ranking da educação no estado, divulgado em 2012. Das 184 cidades avaliadas, só ganhou de Parambu. Portanto, é de se esperar que os vereadores empossados em janeiro de 2013 dediquem especial atenção ao problema.

Por isso mesmo o Projeto de Lei 23/2013 – de autoria do vereador Evaldo Lima, do PC do B, sigla que tem como modelo de educação a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung na China – causa estranheza. De acordo com o parlamentar, ex-secretário de Esportes na gestão de Luizianne Lins (PT) e agora líder do prefeito Roberto Cláudio (PSB) na Câmara (é a dialética, diriam os marxistas…), além de ajudar no cumprimento das promessas da atual gestão, faz-se mister criar a Sexta do Futebol nas escolas da capital.

O que é isso?

Segundo o vereador Evaldo Lima, que já foi professor de História, o projeto “dispõe sobre o uso facultativo de camisas de seleções que participarão da Copa do Mundo de Futebol de 2014, para o funcionalismo público e estudantes de escolas públicas municipais de Fortaleza às sextas-feiras”.

Qual a importância da iniciativa?

Ainda de acordo com o parlamentar, apesar de outras demandas, é preciso “contemplar e estimular também o lado lúdico que as grandes comemorações mundiais permitem”.

Conclusão

Não devemos julgar o trabalho do vereador estreante com base apenas em projeto de lei ordinária, é claro. Isso seria injusto, face a experiência de Evaldo Lima como educador, gestor público e político governista. Seria ainda duvidar da disposição revolucionária de um comunista.

No entanto, pela urgência da situação de desastre que vive a educação em Fortaleza, o melhor que se tem a fazer pelos alunos é ensiná-los a escrever e a fazer operações matemáticas básicas. Tudo o mais é secundário. Todos os esforços, tempo e autoridade disponíveis de nossos representantes devem convergir para melhorar a qualidade de ensino. Afinal, a Copa do Mundo passa, mas as escolas continuam.

Leia a proposta na íntegra (clique na imagem para ampliar)

PL

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Vereador apresenta projeto revolucionário para a educação em Fortaleza: é a Sexta do Futebol!

Por Wanfil em Fortaleza

07 de Fevereiro de 2013

Vereador Evaldo Lima, do PCdoB, ex-secretário de Luizianne e agora líder de Roberto Cláudio na Cãmara, é o autor do PL 23/123.

Vereador Evaldo Lima, do PCdoB, ex-secretário de Luizianne e agora líder de Roberto Cláudio na Câmara, é o autor do PL 23/123. Foto: Genilson de Lima/CMFOR

Como todos sabem, a rede municipal de ensino de Fortaleza ficou na penúltima posição no ranking da educação no estado, divulgado em 2012. Das 184 cidades avaliadas, só ganhou de Parambu. Portanto, é de se esperar que os vereadores empossados em janeiro de 2013 dediquem especial atenção ao problema.

Por isso mesmo o Projeto de Lei 23/2013 – de autoria do vereador Evaldo Lima, do PC do B, sigla que tem como modelo de educação a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung na China – causa estranheza. De acordo com o parlamentar, ex-secretário de Esportes na gestão de Luizianne Lins (PT) e agora líder do prefeito Roberto Cláudio (PSB) na Câmara (é a dialética, diriam os marxistas…), além de ajudar no cumprimento das promessas da atual gestão, faz-se mister criar a Sexta do Futebol nas escolas da capital.

O que é isso?

Segundo o vereador Evaldo Lima, que já foi professor de História, o projeto “dispõe sobre o uso facultativo de camisas de seleções que participarão da Copa do Mundo de Futebol de 2014, para o funcionalismo público e estudantes de escolas públicas municipais de Fortaleza às sextas-feiras”.

Qual a importância da iniciativa?

Ainda de acordo com o parlamentar, apesar de outras demandas, é preciso “contemplar e estimular também o lado lúdico que as grandes comemorações mundiais permitem”.

Conclusão

Não devemos julgar o trabalho do vereador estreante com base apenas em projeto de lei ordinária, é claro. Isso seria injusto, face a experiência de Evaldo Lima como educador, gestor público e político governista. Seria ainda duvidar da disposição revolucionária de um comunista.

No entanto, pela urgência da situação de desastre que vive a educação em Fortaleza, o melhor que se tem a fazer pelos alunos é ensiná-los a escrever e a fazer operações matemáticas básicas. Tudo o mais é secundário. Todos os esforços, tempo e autoridade disponíveis de nossos representantes devem convergir para melhorar a qualidade de ensino. Afinal, a Copa do Mundo passa, mas as escolas continuam.

Leia a proposta na íntegra (clique na imagem para ampliar)

PL