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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Imagens de elevador que leva a lugar nenhum em escola de Fortaleza ganham projeção nacional

Por Wanfil em Fortaleza

17 de Janeiro de 2017

Elevador em Fortaleza agora nacionalmente famoso (Foto: MPCE)

A Prefeitura de Fortaleza conseguiu sua primeira notícia de repercussão nacional em 2017. A edição desta terça-feira (17) do Jornal Hoje, da Rede Globo, apresentou, com direito a imagens exclusivas, denúncia do MP sobre a instalação de um elevador que não leva a lugar nenhum na Escola Municipal Professor Denizard Macedo.

O apresentador Evaristo Costa apresentou a obra como mau exemplo de ação pública:

Uma escola municipal de Fortaleza ganhou um elevador, ao custo de R$ 50 mil. Isso deveria ser um bom exemplo, mas não foi o que aconteceu.

Segundo a matéria, o relatório dos gestores municipais escondeu o fato: “A parte de cima não tem acesso a nada, mas isso não aparece na foto do relatório da obra encaminhado ao Ministério Público”. Ainda de acordo com o Jornal Hoje, a prefeitura responsabiliza a construtora que realizou a obra pela situação inusitada. Esta, por sua vez, responde afirmando que fez o que o projeto determinava.

A notícia foi devidamente coberta com farto material de imagens e amplo acesso ao local com exclusividade -, de modo que todos os brasileiros pudessem ver melhor a “qualidade” do planejamento das obras nas escolas municipais de Fortaleza.

O caso foi mostrado pelo portal Tribuna do Ceará no último dia 12.

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Aula de descaso com o patrimônio público

Por Wanfil em Educação

17 de junho de 2015

O portal Tribuna do Ceará publicou matéria sobre a interdição, a mudança, o abandono, e posterior saque e depredação da escola Caic Raimundo Gomes de Carvalho, construída com dinheiro público no bairro Autran Nunes, em Fortaleza. Segundo a diretora da instituição, Eliene Sales, o prédio foi “condenado” pela Secretaria de Educação do Ceará e por isso as aulas passaram a ser ministradas em outro prédio alugado, com dinheiro público, no mesmo bairro. Prejuízo duplo ao contribuinte cearense.

Escola interditada vira alvo de saques. De quem é a culpa? Dos alunos que não é. (FOTO: Marianna Gomes/ Tribuna do Ceará)

Escola interditada vira alvo de saques. De quem é a culpa? Dos alunos que não é. (FOTO: Marianna Gomes/ Tribuna do Ceará)

A matéria foi sugerida por um leitor do site. Ao saber disso, a direção chegou a negar o problema, mas diante de fotos  (para ver mais clique aqui) limitou-se a dizer o seguinte: “Desde que saímos de lá, o que acontecer no antigo prédio não é mais nossa responsabilidade”.

De quem é então? Segundo a diretora, é da Secretaria de Educação. E o que diz a Secretaria? Vai abrir uma sindicância para apurar o caso? Não. Diz apenas que providenciará a vigilância do Caic e que fará uma reforma no prédio abandonado, porém, sem previsão de data. Fica o dito pelo não dito, como se tornou comum no Ceará.

Mau exemplo
A melhor forma de ensinar é pelo exemplo. Assim, a Secretaria de Educação dá uma triste lição de como não cuidar de uma escola pública. Menos mal que tenha optado pela transferência dos alunos antes que algo mais grave viesse a acontecer, mas a questão é saber como as coisas chegaram a esse ponto. É por isso que não se admite que o governo venha a propor mais impostos, quando resta evidente que as verbas sob seus cuidados são gastas assim.

Comoção
Comovido com a dificuldade desses gestores na educação em definir e COBRAR responsabilidades nesse episódio, vai aqui, de graça, uma lição de lógica básica:

1 – procurem saber se a interdição da escola aconteceu por a) falha no projeto; b) problemas na execução do projeto; c) falta de manutenção adequada; d) todas as opções;

2 – o prédio da escola estava sem vigilância por a) ausência de comunicação da escola sobre a data da mudança; b) falta de orientação da secretaria no trâmite da operação; c) descaso generalizado com o patrimônio público; d) todas as opções.

Pronto. Com as respostas a esses questionamentos, é possível abrir os devidos procedimentos administrativos para averiguar quem deve o que nessa história. Quando se trata de dinheiro público, para perdas por corrupção ou por incompetência, um boa punição ainda tem o seu valor pedagógico.

PS. É possível responsabilizar os larápios que roubaram a estrutura do prédio. Mas aí, convenhamos, é consequência e não causa do problema.

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Cotas nas universidades federais buscam esconder fracasso na escola pública

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2012

Aproveitando a moda de cotas raciais, de gênero ou de renda para criar uma justiça social de ofício, nossos nobres senadores aprovaram a criação de uma reserva de 50% das vagas em universidades e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas. O projeto já passou pela Câmara e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Evidentemente, os defensores da iniciativa alegam as melhores e mais angelicais intenções. Vejam o que disse  senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a aprovação: “Não é justo que o preto e pobre trabalhe de dia para pagar a universidade e estudar à noite enquanto o branco descansa o dia todo.”

Nivelando a educação por baixo

Além de racista, a declaração é reveladora do projeto de país que vivenciamos. A ideia, na prática, protege alunos menos preparados de concorrêr com alunos mais preparados. É a meritocracia ao avesso, é a legalização da mediocridade como parâmetro de políticas públicas de educação superior.

É lógico que, por essa equação, as universidades federais terão que nivelar por baixo para absorver a nova demanda, sendo preciso ensinar o que eles não aprenderam no ensino médio (isso já acontece sem as cotas, imaginem depois).

A má formação de alunos oriundos da escola pública é algo que sensibiliza e essa preocupação é importante. No entanto, em nome da vontade de ajudar não podemos simplesmente aceitar soluções equivocadas, aparentemente fáceis, mas que não resolvem o problema e não mudam a realidade desses jovens.

Solução mágica é cortina  de fumaça

A pergunta a ser feita é: Por que alunos das escolas públicas não conseguem competir por vagas com alunos da escola privada em igualdade de condições? Vejam como a coisa muda de perspectiva. A resposta é óbvia: Porque são mal preparados! Culpa de quem? Do contribuinte é que não é. Assim, essas cotas e servem mesmo é de cortina de fumaça para encobrir a incompetência de nossas autoridades. Cadê o método Paulo Freire formando gênios na escola pública? O desempenho dos alunos brasileiros nos exames internacionais como o PISA é vergonhoso, sempre nas últimas colocações.

Enquanto isso, as escolas públicas continuam sucateadas e carentes de planejamento; o magistério não atrai os melhores profissionais, pelo contrário, com raríssimas exceções. Colocar alunos de um sistema de base falido em universidades pela janela não resolve nenhum desses problemas. Leia mais

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Cotas nas universidades federais buscam esconder fracasso na escola pública

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2012

Aproveitando a moda de cotas raciais, de gênero ou de renda para criar uma justiça social de ofício, nossos nobres senadores aprovaram a criação de uma reserva de 50% das vagas em universidades e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas. O projeto já passou pela Câmara e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Evidentemente, os defensores da iniciativa alegam as melhores e mais angelicais intenções. Vejam o que disse  senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a aprovação: “Não é justo que o preto e pobre trabalhe de dia para pagar a universidade e estudar à noite enquanto o branco descansa o dia todo.”

Nivelando a educação por baixo

Além de racista, a declaração é reveladora do projeto de país que vivenciamos. A ideia, na prática, protege alunos menos preparados de concorrêr com alunos mais preparados. É a meritocracia ao avesso, é a legalização da mediocridade como parâmetro de políticas públicas de educação superior.

É lógico que, por essa equação, as universidades federais terão que nivelar por baixo para absorver a nova demanda, sendo preciso ensinar o que eles não aprenderam no ensino médio (isso já acontece sem as cotas, imaginem depois).

A má formação de alunos oriundos da escola pública é algo que sensibiliza e essa preocupação é importante. No entanto, em nome da vontade de ajudar não podemos simplesmente aceitar soluções equivocadas, aparentemente fáceis, mas que não resolvem o problema e não mudam a realidade desses jovens.

Solução mágica é cortina  de fumaça

A pergunta a ser feita é: Por que alunos das escolas públicas não conseguem competir por vagas com alunos da escola privada em igualdade de condições? Vejam como a coisa muda de perspectiva. A resposta é óbvia: Porque são mal preparados! Culpa de quem? Do contribuinte é que não é. Assim, essas cotas e servem mesmo é de cortina de fumaça para encobrir a incompetência de nossas autoridades. Cadê o método Paulo Freire formando gênios na escola pública? O desempenho dos alunos brasileiros nos exames internacionais como o PISA é vergonhoso, sempre nas últimas colocações.

Enquanto isso, as escolas públicas continuam sucateadas e carentes de planejamento; o magistério não atrai os melhores profissionais, pelo contrário, com raríssimas exceções. Colocar alunos de um sistema de base falido em universidades pela janela não resolve nenhum desses problemas. (mais…)