equipe de transição Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

equipe de transição

Camilo diz que governo sabe quando e onde os crimes acontecem. Ótimo! Se é assim, só falta agir!

Por Wanfil em Segurança

21 de novembro de 2014

Atenção para a fala do governador eleito Camilo Santana (PT), em entrevista concedida após reunião com a equipe de transição, na quinta-feira (20), para avaliar a situação da segurança pública.

“Hoje o nível de tecnologia, o nível de organização da polícia hoje no Ceará na segurança evoluiu tanto, que hoje a gente sabe onde é que são as áreas mais críticas, os horários que acontecem o maior número de homicídios ou de crimes.”

Repare que o novo governador enfatiza bem o tempo presente com a repetição do advérbio “hoje”. É um tributo ao ainda governador Cid Gomes (Pros), seu padrinho político. Não há o antes, só o agora dotado de qualidades inéditas. Se é assim, é uma boa notícia, uma vez que sabendo onde e quando os crimes acontecem, basta agora partir para a ação. Fica até difícil explicar por qual razão os índices de criminalidade não caíram vertiginosamente. Por incrível que pareça ao governador eleito, o Ceará hoje é o segundo estado mais violento do Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 2006, o Estado ocupava a 15ª posição.

O problema desse excesso de zelo para não ferir suscetibilidades é deixar de ver a realidade. Isso não implica em falta de reconhecimento a respeito desses investimentos, mas se não houver a aceitação de que o modelo adotado hoje falou, não será possível fazer as devidas correções para o próximo ano, para o amanhã.

A experiência dos últimos oito anos mostra que esse investimento em equipamentos e tecnologia não foi o bastante. Evidentemente Camilo não precisa sair criticando a gestão Cid, que isso seria deselegante, mas é importante ter em vista que o desastre – e a palavra é essa mesmo – na segurança pública do Ceará é político. Na verdade, faltam rumo e liderança. E isso não pode ser comprado.

É preciso deixar claro desde o início que a política da nova gestão é de tolerância zero, que polícia e governo são parceiros, que a máquina está realmente organizada para atuar de forma coordenada. A crise de segurança, repito quantas vezes for necessário, é antes uma crise de autoridade que só pode ser debelada com pulso firme e sem tergiversações.

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Camilo deixa PT de fora da transição e confirma: o cidismo continua firme no poder

Por Wanfil em Partidos

14 de novembro de 2014

O governador eleito Camilo Santana (PT) definiu os nomes para sua equipe de transição: a vice-governadora Izolda Cela (Pros), o deputado estadual e ex-secretário da Fazenda Mauro Filho (Pros), o chefe de Gabinete de Cid Gomes, Danilo Serpa (Pros), o secretário adjunto do Planejamento, Orçamento e Gestão, Carlos Eduardo Sobreira, e o pai do governador, Eudoro Santana.

Continuísmo
O PT ficou de fora. É possível dizer que a sigla está contemplada com o próprio Camilo, mas o fato é que o governador eleito nunca figurou como liderança do petismo no Ceará. Na verdade, ele sempre foi visto mais como um expoente do grupo ironicamente chamado de “PT cidista”. Outra justificativa seria alegar que os nomes foram escolhidos pelo critério de conhecimento da atual gestão. No entanto, se é assim, de onde virão as novas ideias? De Eudoro Santana? Sem integrantes que incorporem a visão da nova gestão para as prometidas correções de rumos, a equipe não sugere continuidade, mas continuísmo puro e simples.

Transição é o momento em que a nova equipe passa a se inteirar dos detalhes da gestão anterior, mas como está, feita por nomes que já são do Executivo, não há transição, mas manutenção da atual linha de governo. É  o terceiro mandato de Cid.

Desconfiança
Como na política todo ato tem um significado simbólico, o anúncio deixa transparecer que existe, se não uma desconfiança, uma falta de afinidade política entre Camilo e o comando estadual do seu partido. O Pros teria mesmo grande espaço, disso ninguém duvidava, afinal, o partido tem maioria na Assembleia Legislativa e foi quem, na prática, bancou a campanha de Camilo. Prova disso foi que o padrão visual da campanha foi o amarelo e não o tradicional vermelho, fato que causou algum constrangimento interno no PT. Além do mais, Cid Gomes não escolheria um candidato que, eleito, transferisse o núcleo do poder para outras paragens. Mas daí a ver o PT excluído desse momento, vai uma distância grande.

O fato é que nesse processo de transição, o Pros – que é, como sempre digo, a sigla de aluguel que hoje abriga o grupo político liderado pelos Ferreira Gomes -, continua como o centro gravitacional em torno do qual orbitam as demais forças governistas. Dificilmente a Casa Civil, a Fazenda, a Infraestrutura, a Segurança, a Educação e o Turismo, pastas poderosas e estratégicas, ficarão com indicações do PT.

Coadjuvante
Resta aos petistas agora esperarem por algum prêmio de consolação, algumas secretarias de menor porte e importância, como Pesca ou Esporte. É claro que o partido vai reclamar, pressionar, jogar duro, para tentar ocupar espaços de maior relevância. Pode até conseguir barganhar algo, mas a perspectiva de que o arranjo governista fosse formado a partir da primazia do PT seguido dos demais aliados desmoronou. Se o petismo chegou a sonhar com algum protagonismo, pode acordar, pois começa o governo Camilo como coadjuvante.

A essa altura, Luizianne Lins deve dizer assim para José Guimarães: “Eu avisei”.

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Camilo deixa PT de fora da transição e confirma: o cidismo continua firme no poder

Por Wanfil em Partidos

14 de novembro de 2014

O governador eleito Camilo Santana (PT) definiu os nomes para sua equipe de transição: a vice-governadora Izolda Cela (Pros), o deputado estadual e ex-secretário da Fazenda Mauro Filho (Pros), o chefe de Gabinete de Cid Gomes, Danilo Serpa (Pros), o secretário adjunto do Planejamento, Orçamento e Gestão, Carlos Eduardo Sobreira, e o pai do governador, Eudoro Santana.

Continuísmo
O PT ficou de fora. É possível dizer que a sigla está contemplada com o próprio Camilo, mas o fato é que o governador eleito nunca figurou como liderança do petismo no Ceará. Na verdade, ele sempre foi visto mais como um expoente do grupo ironicamente chamado de “PT cidista”. Outra justificativa seria alegar que os nomes foram escolhidos pelo critério de conhecimento da atual gestão. No entanto, se é assim, de onde virão as novas ideias? De Eudoro Santana? Sem integrantes que incorporem a visão da nova gestão para as prometidas correções de rumos, a equipe não sugere continuidade, mas continuísmo puro e simples.

Transição é o momento em que a nova equipe passa a se inteirar dos detalhes da gestão anterior, mas como está, feita por nomes que já são do Executivo, não há transição, mas manutenção da atual linha de governo. É  o terceiro mandato de Cid.

Desconfiança
Como na política todo ato tem um significado simbólico, o anúncio deixa transparecer que existe, se não uma desconfiança, uma falta de afinidade política entre Camilo e o comando estadual do seu partido. O Pros teria mesmo grande espaço, disso ninguém duvidava, afinal, o partido tem maioria na Assembleia Legislativa e foi quem, na prática, bancou a campanha de Camilo. Prova disso foi que o padrão visual da campanha foi o amarelo e não o tradicional vermelho, fato que causou algum constrangimento interno no PT. Além do mais, Cid Gomes não escolheria um candidato que, eleito, transferisse o núcleo do poder para outras paragens. Mas daí a ver o PT excluído desse momento, vai uma distância grande.

O fato é que nesse processo de transição, o Pros – que é, como sempre digo, a sigla de aluguel que hoje abriga o grupo político liderado pelos Ferreira Gomes -, continua como o centro gravitacional em torno do qual orbitam as demais forças governistas. Dificilmente a Casa Civil, a Fazenda, a Infraestrutura, a Segurança, a Educação e o Turismo, pastas poderosas e estratégicas, ficarão com indicações do PT.

Coadjuvante
Resta aos petistas agora esperarem por algum prêmio de consolação, algumas secretarias de menor porte e importância, como Pesca ou Esporte. É claro que o partido vai reclamar, pressionar, jogar duro, para tentar ocupar espaços de maior relevância. Pode até conseguir barganhar algo, mas a perspectiva de que o arranjo governista fosse formado a partir da primazia do PT seguido dos demais aliados desmoronou. Se o petismo chegou a sonhar com algum protagonismo, pode acordar, pois começa o governo Camilo como coadjuvante.

A essa altura, Luizianne Lins deve dizer assim para José Guimarães: “Eu avisei”.