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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Elio Gaspari afirma que Tesouro Nacional considera “capengas” as contas do Ceará

Por Wanfil em Ceará

09 de dezembro de 2013

Com o título de Farra Fiscal, nota do escritor, pesquisador e jornalista Elio Gaspari, publicada na edição de Domingo da Folha de São Paulo, afirma que as contas públicas do Ceará apresentam riscos, devido ao alto endividamento vinculado à variações cambiais.

Segue o texto de Gaspari:

O ministro Guido Mantega deve contratar um ator para representar o papel de defensor da responsabilidade fiscal. Sua capacidade de desempenho esgotou-se. Não se pode dizer que perdeu a credibilidade. O que perdeu foi a graça.

Um exemplo:

O governo do Ceará batalhou um empréstimo de até US$ 100 milhões do Bird, com garantia da União, e em 2012 o Senado autorizou-o. A Secretaria do Tesouro Nacional considerou que as contas do Ceará estavam capengas, com um deficit na sua capacidade de pagar o que deve.

Se isso fosse pouco, o Estado tem 40% de sua dívida atrelada ao dólar. Num piripaco cambial, dana-se.

O governador Cid Gomes foi a Mantega e obteve dele uma autorização especial para que a União garantisse o empréstimo.

Quando chegar a hora de pagar ao Bird, o Ceará terá outro governador, e a Fazenda, outro ministro.

Sinais

Nos corredores da Assembleia Legislativa, discretos comentários versam sobre um suposto risco de endividamento no futuro, algo que o governo, claro, nega, e diz que o teto da capacidade de contrair empréstimos está distante. O risco, diz a nota, é a variação cambial.

O Orçamento estadual seria, no burburinho da AL, uma caixa-preta cujo controle real seria feito por meio de um sistema informal de acompanhamento. Ninguém sustenta publicamente a crítica, mas como Gaspari tocou no assunto, lembrei do ditado: Onde há fumaça, há fogo. Será?

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Fortaleza aparece entre as capitais menos endividadas do país: rigor fiscal ou falta de projetos?

Por Wanfil em Fortaleza, Noticiário

01 de setembro de 2012

Quem me acompanha sabe que os meus artigos sempre estiveram entre os mais críticos em relação a gestão da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. No entanto, quando alguma realização merece reconhecimento, anoto por questão de justiça, sem receio de patrulhamento contra ou a favor. Análises devem se abster das questões pessoais. A crítica não deve ser confundida com campanha sistática contra alguém, assim como o elogio eventual não significa adesão incondicional a algo. De toda ação entendida como positiva ou negativa, podemos fazer reflexões construtivas. Dito isso, vamos ao que interessa.

Matéria da Folha de São Paulo deste sábado sobre o endividamento da capitais brasileiras mostra que Fortaleza tem um dos melhores quadros nessa área. Enquanto São Paulo possui uma dívida que chega a 200% de sua receita anual, Fortaleza aparece com uma dívida que corresponde a apenas 0,5% do que sua prefeitura arrecada. Menos do que Salvador, com 51,2%; Belo Horizonte, que chega a 33%; e Curitiba, com 3,3%.

Antes de comemorar, porém, é preciso avaliar algumas considerações. Primeiro, do ponto de vista político na forma de montar a equipe de uma administração; segundo, das causas para esse baixo endividamento.

Indicações técnicas X indicações politiqueiras

A Secretaria das Finanças está sob o comando do economista Alexandre Cialdini, técnico com experiência em gestão pública e que não é candidato a nada, o que reduz as chances de uso político da máquina . Políticos de carreira, aspirantes ou técnicos indicados por políticos, costumam a trabalhar para seus padrinhos e seus partidos, cedendo a pressões indevidas, alimentando relações de apoio eleitoral e financeiro, e por fim deixando a população em segundo plano. Acabam transformando os órgãos onde atuam em meros trampolins para postulações de aspirantes a prefeito ou vereador.

Que fique a lição para o próximo prefeito. Entre perder um amigo ou um aliado circunstancial e fazer uma indicação correta, fique com a segunda opção, a única que gera resultados para a cidade.

Rigor fiscal ou falta de crédito?

Ao saber da notícia, um leitor amigo fez a indagação fundamental pelo Twitter: “Isso é bom ou ruim?” Para em seguida responder: “Nesse caso o baixo endividamento é ruim, mostra a inabilidade gerar projetos credíveis, no sentido político e financeiro.” O alerta é pertinente. Nem todo endividamento significa inadimplência ou crise, pelo contrário. Ter crédito e usá-lo de forma responsável é condição indispensável para realizar obras. Leia mais

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Fortaleza aparece entre as capitais menos endividadas do país: rigor fiscal ou falta de projetos?

Por Wanfil em Fortaleza, Noticiário

01 de setembro de 2012

Quem me acompanha sabe que os meus artigos sempre estiveram entre os mais críticos em relação a gestão da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. No entanto, quando alguma realização merece reconhecimento, anoto por questão de justiça, sem receio de patrulhamento contra ou a favor. Análises devem se abster das questões pessoais. A crítica não deve ser confundida com campanha sistática contra alguém, assim como o elogio eventual não significa adesão incondicional a algo. De toda ação entendida como positiva ou negativa, podemos fazer reflexões construtivas. Dito isso, vamos ao que interessa.

Matéria da Folha de São Paulo deste sábado sobre o endividamento da capitais brasileiras mostra que Fortaleza tem um dos melhores quadros nessa área. Enquanto São Paulo possui uma dívida que chega a 200% de sua receita anual, Fortaleza aparece com uma dívida que corresponde a apenas 0,5% do que sua prefeitura arrecada. Menos do que Salvador, com 51,2%; Belo Horizonte, que chega a 33%; e Curitiba, com 3,3%.

Antes de comemorar, porém, é preciso avaliar algumas considerações. Primeiro, do ponto de vista político na forma de montar a equipe de uma administração; segundo, das causas para esse baixo endividamento.

Indicações técnicas X indicações politiqueiras

A Secretaria das Finanças está sob o comando do economista Alexandre Cialdini, técnico com experiência em gestão pública e que não é candidato a nada, o que reduz as chances de uso político da máquina . Políticos de carreira, aspirantes ou técnicos indicados por políticos, costumam a trabalhar para seus padrinhos e seus partidos, cedendo a pressões indevidas, alimentando relações de apoio eleitoral e financeiro, e por fim deixando a população em segundo plano. Acabam transformando os órgãos onde atuam em meros trampolins para postulações de aspirantes a prefeito ou vereador.

Que fique a lição para o próximo prefeito. Entre perder um amigo ou um aliado circunstancial e fazer uma indicação correta, fique com a segunda opção, a única que gera resultados para a cidade.

Rigor fiscal ou falta de crédito?

Ao saber da notícia, um leitor amigo fez a indagação fundamental pelo Twitter: “Isso é bom ou ruim?” Para em seguida responder: “Nesse caso o baixo endividamento é ruim, mostra a inabilidade gerar projetos credíveis, no sentido político e financeiro.” O alerta é pertinente. Nem todo endividamento significa inadimplência ou crise, pelo contrário. Ter crédito e usá-lo de forma responsável é condição indispensável para realizar obras. (mais…)