Elmano de Freitas Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Elmano de Freitas

O IPTU e a guerrinha dos fantoches

Por Wanfil em Política

08 de Janeiro de 2014

A vontade dos fantoche está na mão que o sustenta e conduz.

A vontade de um fantoche está na mão de quem o conduz. Qualquer semelhança com o impasse sobre o IPTU de Fortaleza, não é mera coincidência.

O aumento do IPTU em Fortaleza continua dando o que falar. Com os ânimos exaltados, o presidente do PT municipal, Elmano de Freitas, e o prefeito Roberto Cláudio (PROS), andaram trocando farpas pela imprensa. Na verdade – e isso não é segredo –, o caso é mais um capítulo do novelesco rompimento entre a ex-prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes. É pessoal, nada mais. Os comandados apenas refletem o comando.

Não existem aí questões de fundo norteando um debate mais profundo sobre a cidade, muito menos alguma incompatibilidade programática, ética ou ideológica entre as partes. Tanto é que o PT e o Pros são aliados nos governos estadual e federal.

A questão do IPTU pode ser reveladora sobre a natureza de um projeto político-administrativo para um município. Mas aqui, infelizmente, é reduzida às conveniências de cada um. Para a gestão, é instrumento de financiamento da máquina e de promessas feitas nas eleições passadas (a promessa de hoje é o imposto de amanhã, diz o ditado); para os opositores da hora, não passa de oportunidade para desgastar o governo.

Assim, esses grupos mobilizam suas forças – e agora a Justiça –, em razão de antipatias e ressentimentos entre Cid e Luizianne.

O episódio serve, desde já, para ilustrar como seria um eventual rompimento entre o Pros e o PMDB de Eunício Oliveira, que afirma ser candidato ao governo estadual queira Cid ou não, apesar de ter apadrinhados na gestão. Os aliados de hoje queimariam então suas juras de lealdade na fogueira das vaidades e no calor da disputa do poder pelo poder.

Essas divergências mostram a falta que faz uma oposição forte, pois sem alternativas para o eleitor, os que estão no poder se acomodam e terminam consumidos por disputas internas, mas que em nada divergem substancialmente. Desnudam também uma realidade em que projetos  pessoais acabam prevalecendo sobre a discussão de ideias e a definição de rumos para o Ceará.

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O IPTU e a guerrinha dos fantoches

Por Wanfil em Política

08 de Janeiro de 2014

A vontade dos fantoche está na mão que o sustenta e conduz.

A vontade de um fantoche está na mão de quem o conduz. Qualquer semelhança com o impasse sobre o IPTU de Fortaleza, não é mera coincidência.

O aumento do IPTU em Fortaleza continua dando o que falar. Com os ânimos exaltados, o presidente do PT municipal, Elmano de Freitas, e o prefeito Roberto Cláudio (PROS), andaram trocando farpas pela imprensa. Na verdade – e isso não é segredo –, o caso é mais um capítulo do novelesco rompimento entre a ex-prefeita Luizianne Lins e o governador Cid Gomes. É pessoal, nada mais. Os comandados apenas refletem o comando.

Não existem aí questões de fundo norteando um debate mais profundo sobre a cidade, muito menos alguma incompatibilidade programática, ética ou ideológica entre as partes. Tanto é que o PT e o Pros são aliados nos governos estadual e federal.

A questão do IPTU pode ser reveladora sobre a natureza de um projeto político-administrativo para um município. Mas aqui, infelizmente, é reduzida às conveniências de cada um. Para a gestão, é instrumento de financiamento da máquina e de promessas feitas nas eleições passadas (a promessa de hoje é o imposto de amanhã, diz o ditado); para os opositores da hora, não passa de oportunidade para desgastar o governo.

Assim, esses grupos mobilizam suas forças – e agora a Justiça –, em razão de antipatias e ressentimentos entre Cid e Luizianne.

O episódio serve, desde já, para ilustrar como seria um eventual rompimento entre o Pros e o PMDB de Eunício Oliveira, que afirma ser candidato ao governo estadual queira Cid ou não, apesar de ter apadrinhados na gestão. Os aliados de hoje queimariam então suas juras de lealdade na fogueira das vaidades e no calor da disputa do poder pelo poder.

Essas divergências mostram a falta que faz uma oposição forte, pois sem alternativas para o eleitor, os que estão no poder se acomodam e terminam consumidos por disputas internas, mas que em nada divergem substancialmente. Desnudam também uma realidade em que projetos  pessoais acabam prevalecendo sobre a discussão de ideias e a definição de rumos para o Ceará.