Eliane Novais Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eliane Novais

Debate Jangadeiro: as estratégias na reta final

Por Wanfil em Eleições 2014

02 de outubro de 2014

Debate JangadeiroO debate realizado pelo Sistema Jangadeiro refletiu o clima desse final de campanha. Via de regra, ocasiões específicas costumam reproduzir o panorama geral na qual estão inseridas. Se uma campanha ataca um oponente de forma dura, qualquer debate que aconteça sob o efeito dessa ação será igualmente conflituoso; se o embate acontece quando os ânimos estão mais comedidos, a tendência é que seja menos agressivo. É uma tautologia, é verdade, mas serve para mostrar que nada é improvisado e os movimentos são calculados antes de qualquer execução.

O momento mais agudo da campanha para o governo do Ceará aconteceu entre o final da semana passada e o início desta, com o surgimento do escândalo dos “banheiros fantasmas” e a consequente troca de acusações entre Eunício Oliveira, do PMDB, e Camilo Santana, do PT, que lideram as pesquisas. Com o fim da propaganda eleitoral no rádio e televisão, a intensidade dessa etapa foi reduzida, pelo menos publicamente.

Assim, como o debate do Sistema Jangadeiro foi último confronto direto entre os candidatos nessa campanha, a maior preocupação dos participantes foi não errar.

Favoritos reforçam discursos
Os favoritos trataram de reforçar suas estratégias de comunicação. Camilo Santana, do PT, se apresentou como continuidade do projeto liderado pelo governador Cid Gomes. Nessa condição, aproveitou mais uma vez qualquer para apresentar números oficiais cuidadosamente escolhidos, com a intenção de mostrar que a atual administração é um sucesso absoluto.

Por outro lado, Eunício Oliveira, do PMDB, afirmou que é possível sim melhorar a gestão, principalmente nas áreas em que o governo é mais reprovado pela população, notadamente segurança pública e saúde. Apresentou-se então como gestor experiente e de sucesso nos setores privado e público, capaz de colocar ordem na casa.

Desconstrução
Já Eliane Novais, do PSB, e Ailton Lopes, do Psol, buscaram novamente desconstruir os discursos principais candidatos, no papel de polemizadores do debate. Como a chance de vitória dessas candidaturas é praticamente impossível, a intenção parece ser demarcar espaço como forças de oposição ao futuro governo, ganhe quem ganhar. Política de longo prazo.

Agora é com o eleitor
A bola agora está com o eleitor, que terá três dias para fazer um balanço do que viu na campanha, trocar impressões com outros eleitores, avaliar as posturas candidatos e comparar históricos. Ah, também é a hora das autoridades responsáveis pela lisura do pleito mostrarem serviço para conter eventuais abusos.

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Eliane Novais para o blog: ‘Marina Silva sabe quem são os Ferreira Gomes’

Por Wanfil em Entrevista

18 de agosto de 2014

A morte Eduardo Campos e a confirmação informal de Marina Silva como nova candidata do PSB à Presidência da República deu vazão a inúmeras especulações. Após o choque inicial, os diretórios estaduais da sigla começam a reorganizar suas atividades e a refazer planos.

No Ceará, as diretrizes e a postura de campanha seguem as mesmas, de acordo com a candidata do PSB ao Governo do Estado, Eliane Novais, com quem conversei nesta segunda. A expectativa é que a mudança possa, inclusive, repercutir nas pesquisas.

“O Datafolha já mostra que ela parte com 21%. As pessoas reconheceram que Eduardo era a pessoa que poderia mudar o Brasil e sabem que Marina segue esse projeto. Quando conversamos na Expocrato, na última visita do Eduardo, ela disse que via muito potencial na nossa candidatura. Então, a expectativa é a melhor possível, dentro das circunstâncias, pois nós somos a verdadeira mudança no Ceará. Por isso vamos para o segundo turno”.

Sobre o PSB estadual, perguntei se a ausência de Eduardo Campos, que era presidente nacional do partido, mudava alguma coisa em relação ao Ceará, uma vez que Marina Silva e Ciro Gomes foram ministros no governo do ex-presidente Lula, e se isso poderia acenar para uma reaproximação no futuro. Como todos sabem, os Ferreira Gomes deixaram o PSB em 2013 para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, após romper com Eduardo Campos, que defendia candidatura própria defendido, em processo turbulento. Eliane foi taxativa na resposta:

“Não há essa possibilidade! Somos oposição no Ceará e isso não muda. Marina sabem quem eles são. Desde que romperam com o Eduardo, os Ferreira Gomes passaram a ser vistos como adversários pelo PSB e pela coligação. Continuamos com a mesma postura de sempre. Olha, ainda bem que o Eduardo botou esse pessoal pra fora. Imagina como ia ser?”.

No terreno movediço das hipóteses, de acordo com o jornal Valor Econômico, comenta-se nos bastidores de Brasília que se tivesse ficado no PSB, Ciro poderia ser o novo candidato do partido. É também impossível saber agora se e quanto Marina poderá impulsionar a candidatura de Eliane Novais. Como dizem os historiadores, não existe a História do que poderia ter sido, mas somente aquela que se realiza de fato. Assim, aguardemos.

Leia também: Mas afinal, o que seria essa terceira via de Marina?

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Segurança Pública: o que dizem os programas de governo dos candidatos

Por Wanfil em Eleições 2014

07 de julho de 2014

Os partidos e as coligações que disputarão o governo do Ceará nas eleições de outubro entregaram à Justiça Eleitoral suas propostas de governo. No geral, são textos de pouca informação técnica, repletos de clichês, mas que servem para indicar mais ou menos o tom da abordagens de cada um sobre diversas áreas.

Para ler na íntegra as quatro propostas registradas, basta ir ao site do Tribuna Superior Eleitoral. Aqui no blog selecionei trechos referentes ao tema Segurança Pública, área que promete ser um dos temas centrais das campanhas. Seguem abaixo, reproduzidos na cor azul, tópicos de cada candidatura a respeito do assunto, acompanhados de breves comentários meus.

Camilo Santana – PT – Coligação Para o Ceará Seguir Mudando

– Definir a atuação da política de segurança pública de forma integrada com as demais políticas públicas atuando de forma sistêmica no território, criando nos locais mais vulneráveis ações relacionadas à segurança, saúde, educação, emprego e infraestrutura pública, envolvendo as Secretarias de Governo;
– Estudar o fortalecimento do Programa Ronda do Quarteirão, baseado na cultura da paz e não violência;
– Estabelecer parcerias permanentes com o Governo Federal, através do Programa “Crack é possível vencer” e com os governos municipais;
– Desenvolvimento de um SISTEMA GESTOR OPERACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA. Esse sistema deverá ter a capacidade de saber “quantos e onde estão posicionados cada PM e PC, carros, motos, equipamentos em qualquer dia do ano, bem como todas as operações realizadas no estado do Ceará com acompanhamento de resultados, além de acompanhar, monitorar e avaliar a performance das Áreas Integradas de Segurança.

É visível o constrangimento no texto da coligação governista, que procura passar uma mensagem de mudança ao mesmo tempo em que precisa dizer que as escolhas do atual governo foram corretas. A primeira proposta é simplesmente uma cópia do programa Pacto pela Vida, implantado em Pernambuco pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB), desafeto de Cid e Ciro Gomes, padrinhos de Camilo Santana. Talvez por isso o devido crédito não tenha sido dado, o que é uma desonestidade intelectual.

Manter o Ronda do Quarteirão e uma cultura de não violência é uma homenagem forçada ao que não deu certo na gestão Cid. Dizer que fará parcerias com o governo federal é discurso velho: essa aliança já existe há oito anos e não deu resultados na área. Por fim, dizer que será desenvolvido um sistema de gestão operacional implica em reconhecer que passados dois governos, esse sistema não existe ou não funciona adequadamente. É mais um confissão de má administração do que uma promessa.

Eunício Oliveira –PMDB – Coligação Ceará de Todos

– Basear os esforços pela segurança pública no binômio gente e gestão;
– Aperfeiçoar a inteligência e eficácia da investigação científica;
– Qualificar a gestão da segurança pública;
– Valorizar os profissionais de segurança;
– Aumentar a mobilidade e a presença dos policiais nas ruas.

Por enquanto, são generalidades sem efeito prático. Quem pode dizer que é contra o aperfeiçoamento da segurança e a valorização de seus agentes? De boas intenções, como sabemos, o inferno está cheio. O último tópico é o que mais se parece com uma proposta efetiva: para aumentar a presença da polícia, é presumível um aumento do contingente.

No programa de governo apresentado pela coligação que apoia Eunício Oliveira faz um bom diagnóstico do problema, mas ainda precisa melhorar suas proposições se quiser convencer o eleitor de que pode resolvê-lo.

Leia mais

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Segurança Pública: o que dizem os programas de governo dos candidatos

Por Wanfil em Eleições 2014

07 de julho de 2014

Os partidos e as coligações que disputarão o governo do Ceará nas eleições de outubro entregaram à Justiça Eleitoral suas propostas de governo. No geral, são textos de pouca informação técnica, repletos de clichês, mas que servem para indicar mais ou menos o tom da abordagens de cada um sobre diversas áreas.

Para ler na íntegra as quatro propostas registradas, basta ir ao site do Tribuna Superior Eleitoral. Aqui no blog selecionei trechos referentes ao tema Segurança Pública, área que promete ser um dos temas centrais das campanhas. Seguem abaixo, reproduzidos na cor azul, tópicos de cada candidatura a respeito do assunto, acompanhados de breves comentários meus.

Camilo Santana – PT – Coligação Para o Ceará Seguir Mudando

– Definir a atuação da política de segurança pública de forma integrada com as demais políticas públicas atuando de forma sistêmica no território, criando nos locais mais vulneráveis ações relacionadas à segurança, saúde, educação, emprego e infraestrutura pública, envolvendo as Secretarias de Governo;
– Estudar o fortalecimento do Programa Ronda do Quarteirão, baseado na cultura da paz e não violência;
– Estabelecer parcerias permanentes com o Governo Federal, através do Programa “Crack é possível vencer” e com os governos municipais;
– Desenvolvimento de um SISTEMA GESTOR OPERACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA. Esse sistema deverá ter a capacidade de saber “quantos e onde estão posicionados cada PM e PC, carros, motos, equipamentos em qualquer dia do ano, bem como todas as operações realizadas no estado do Ceará com acompanhamento de resultados, além de acompanhar, monitorar e avaliar a performance das Áreas Integradas de Segurança.

É visível o constrangimento no texto da coligação governista, que procura passar uma mensagem de mudança ao mesmo tempo em que precisa dizer que as escolhas do atual governo foram corretas. A primeira proposta é simplesmente uma cópia do programa Pacto pela Vida, implantado em Pernambuco pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB), desafeto de Cid e Ciro Gomes, padrinhos de Camilo Santana. Talvez por isso o devido crédito não tenha sido dado, o que é uma desonestidade intelectual.

Manter o Ronda do Quarteirão e uma cultura de não violência é uma homenagem forçada ao que não deu certo na gestão Cid. Dizer que fará parcerias com o governo federal é discurso velho: essa aliança já existe há oito anos e não deu resultados na área. Por fim, dizer que será desenvolvido um sistema de gestão operacional implica em reconhecer que passados dois governos, esse sistema não existe ou não funciona adequadamente. É mais um confissão de má administração do que uma promessa.

Eunício Oliveira –PMDB – Coligação Ceará de Todos

– Basear os esforços pela segurança pública no binômio gente e gestão;
– Aperfeiçoar a inteligência e eficácia da investigação científica;
– Qualificar a gestão da segurança pública;
– Valorizar os profissionais de segurança;
– Aumentar a mobilidade e a presença dos policiais nas ruas.

Por enquanto, são generalidades sem efeito prático. Quem pode dizer que é contra o aperfeiçoamento da segurança e a valorização de seus agentes? De boas intenções, como sabemos, o inferno está cheio. O último tópico é o que mais se parece com uma proposta efetiva: para aumentar a presença da polícia, é presumível um aumento do contingente.

No programa de governo apresentado pela coligação que apoia Eunício Oliveira faz um bom diagnóstico do problema, mas ainda precisa melhorar suas proposições se quiser convencer o eleitor de que pode resolvê-lo.

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