eleições Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

eleições

PT X PDT: Gleisi Hoffmann publica foto com Camilo Santana após troca de farpas com Ciro

Por Wanfil em Política

13 de Março de 2019

Gleisi Hoffmann, chamada de quadrilheira por Ciro, posa para foto com Camilo Santana, aliado de Ciro, chamado de coronel ressentido por Gleisi – Foto: Twitter / Gleisi Hoffmann

Um dia após Ciro Gomes (PDT) ter chamado a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, de “chefe da quadrilha” que comanda uma “organização criminosa”, a petista publicou no Twitter foto com o governador do Ceará, Camilo Santana, que é do PT e também muitíssimo ligado a Ciro e Cid Gomes, que comandam a base aliada no Estado.

Junto com eles aparece ainda o deputado federal José Guimarães, que manda no PT cearense. Camilo Santana cumpria agenda oficial em Brasília nesta quarta (13).

A petista, aliás, já tinha rebatido Ciro, a quem chamou de “coronel ressentido, oportunista e covarde“., mas não parou por aí. Na imagem ao lado de Camilo, como que sugerindo uma espécie de desagravo, Gleisi escreveu: “Seguimos firmes, juntos, pelo Brasil e pelo Ceará.

Mais do que mera fofoca ou simples briguinha entre ex-aliados de campanhas passadas, a troca de farpas expressa movimentações políticas importantes. O desgaste vem desde as eleições do ano passado: o PDT perdeu aliados para o PT no primeiro turno e por isso não se engajou na campanha de Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Agora, com a escalada de acusações mútuas, o silêncio da executiva estadual do PT é sintomático.

Com tanta confusão, notícias de conversas entre Camilo Santana e o PSB sobre uma possível mudança de partido voltaram a ganhar corpo, inclusive, com a possibilidade de o PT lançar candidato próprio à Prefeitura de Fortaleza, atropelando o PDT de Roberto Cláudio.

Esse é outro aspecto que sempre deve ser levado em consideração nessas circunstâncias. O que tenta parecer aos olhos do público como divergência de valores inegociáveis, no fundo, é disputa visando as próximas eleições.

Leia mais no blog: PT apanha de Ciro e não reage: por quê?

Ciro Gomes ocupa vazio deixado por Fernando Haddad

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No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, uma reflexão sobre a deficiência na política

Por Wanfil em Textos escolhidos

03 de dezembro de 2018

Aproveito este dia 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, para indicar o site Eficiência e Superação. Em particular, um o texto do jornalista Edson Gomes, com um pertinente levantamento sobre a participação de pessoas com deficiência nas eleições do Ceará em 2018:

Por que nenhuma das seis pessoas com deficiência que se candidataram no Ceará foram eleitas?

Vale a reflexão. É um assunto muito abordado nas campanhas, mas que depois se perdem em meio a outras questões colocadas como prioridades. Para uma pessoa comum entender um pouco o que significam políticas de acessibilidade, por exemplo, basta um rápido período com uma perna imobilizada, ou mesmo outro incidente que a coloque em cadeira de rodas. Ir ao banheiro se transforma em pesadelo. Entrar em prédios ou subir andares pode ser impedimento para importantes obrigações e tarefas.

Segundo a matéria, “o Ceará tem cerca de 1,4 milhão de PcDs (incluídas deficiências físicas e intelectuais), das quais cerca de 300 mil só em Fortaleza“. Mesmo assim, nenhum candidato ligado a esse tema conseguiu ir bem. No texto, alguns deles falam sobre isolamento, desconfiança, falta de estrutura e apoio.

Os depoimentos são reveladores:

“O partido optou por não visibilizar a nossa pauta, desconhecendo, também, nosso potencial eleitoral.”

“Havia uma rejeição enorme de todos os grupos de cadeirantes da cidade e virtuais, os quais procurei ajuda”

“Difícil romper esse atual sistema, é quase uma muralha intransponível, principalmente no interior, onde famílias tradicionais tornaram a política um negócio, e vêm se alternando no poder ao longo de muitas gerações.”

Uma boa dica para os candidatos com deficiência é unir forças e desde logo procurar atuar junto a entidades ligadas a sua causa. A política, feita longe dos arranjos de gabinete, requer mais do que vontade individual, mas capacidade de envolvimento e disposição para escolher bons nomes que possam ser competitivos nas eleições.

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O contraste entre a emoção das eleições nacionais e a apatia no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

03 de outubro de 2018

A dinâmica das campanhas e os processos de consolidação de voto nessas eleições refletem a confusão política no Brasil e no Ceará em particular.

A antecipação do chamado voto útil dá o tom na reta final das eleições presidenciais. De um lado o repúdio à corrupção, do outro a possibilidade de colocar pautas laterais no centro do debate, sem precisar atinar para temas como corrupção e recessão.

No meio do caminho ficaram Alckmin (o PSDB não foi mais assimilado pelo eleitor mais à direita), Marina Silva e Ciro Gomes, que por mais que se esforcem, são associados aos governos do PT, quando foram ministros.

No Ceará, curiosamente, o candidato a reeleição Camilo Santana não virou alvo dos eleitores que repudiam o petismo, muito provavelmente por ser mais associado ao grupo liderado por Ciro e Cid Gomes, do que ao próprio partido. De todo modo, o governador sempre foi petista e isso não foi explorado por seus adversários.

Ironicamente, o PT que boicotou a candidatura de Ciro (Lula impediu que partidos de esquerda se coligassem com o PDT) tem tudo para continuar nominalmente no comando do governo estadual, graças ao apoio do grupo de Ciro. Assim, Camilo consegue o voto de eleitores do PDT, mas os petistas priorizam a campanha de Haddad, em detrimento de Ciro. No meio de campo ainda tem o MDB de Eunício Oliveira, publicamente rejeitado por Ciro e pelo PT, mas que concorre com o apoio informal do PDT e do PT. É confuso? Sim. E muito.

Tanta confusão fez a lógica da negação, do voto contra, o combustível das eleições nacionais, e da apatia desolada, sem personalidade, a marca da eleição estadual.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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O Brasil dividido entre o medo e a raiva. O que fazer?

Por Wanfil em Eleições 2018

24 de setembro de 2018

A questão é estar atento para perceber quais emoções prevalecem a cada eleição (FOTO: Lyvia Silva/Tribuna do Ceará)

Não se iluda. Eleições são mais influenciadas pelas emoções do que pela razão, por mais racional que se imagine o eleitor.

É que mesmos os mais escolarizados não conseguem abarcar a complexidade administrativa e multidisciplinar do Estado, sem contar as divergências de interpretação sobre causas e soluções para os problemas. Em algum momento seu voto também será uma aposta.

Por isso é que existem formas de condensar essas discussões sobre política e gestão pública. Uma delas é a ideologia, que se vale de preceitos gerais de avaliação.

Mesmo assim, se debatidas a fundo, as ideologias também são complexas. Aí entra o marketing político e eleitoral para estabelecer novos denominadores comuns a partir de um elemento de compreensão universal: a emoção. Pode ser útil ou perigoso, a depender do uso. Geralmente, o abuso das emoções processa debates complicados como se fossem salsichas, até que se transformarem em senso comum. E o senso comum, por mais ingênuo que pareça, sempre guarda preconceitos.

Otto Von Bismarck já dizia na Alemanha que era melhor as pessoas jamais saberem como são feitas as leis e as salsichas. Isso foi bem antes das eleições modernas, que certamente entrariam nesse grupo. Reduzido a chavões e clichês, a política se esvazia de conteúdo e transborda de emoções.

A questão, portanto, é estar atento para perceber quais emoções prevalecem a cada eleição. Neste ano, duas canalizam as atenções do eleitor: a raiva e o medo. Medo e raiva são importantes vetores de mobilização contra o que é ruim, mas sozinhos são péssimos conselheiros. Basta ver as redes sociais, onde quase todos enxergam más intenções ou ignorância nos que votam em candidatos que não sejam os seus. É que sem respeito pela divergência, sem propósitos claros, as emoções negativas avançam na ausência de delimitações para os seus campos de ação.

O risco disso, no final, é a criação uma espiral destrutiva, com um futuro governo, seja de esquerda ou de direita, utilizando o medo e a raiva como bases para legitimar seu discurso e instrumentalizar a propaganda governamental. Nos últimos anos, o ressentimento de classes (nós contra eles) e o ufanismo sem lastro no mundo real (o nunca antes nesse país) foram largamente manipulados, cultivando as emoções que hoje embalam as eleições, com direito a atentado, prisão como comitê, manifestações preconceituosas e palavrões disparados por candidatos.

Para encerrar, e em defesa do marketing e da propaganda como importantes e indispensáveis atividades nas sociedades de massas, vale lembrar que a política é que determina os fins da comunicação e não o contrário. Se chegamos até esse ponto, é porque a esperança degenerou em corrupção e a confiança em decepção. Recuperá-las será o nosso grande desafio para o futuro.

Pensar um pouco em como equilibrar as emoções que sentimos, parece ser o mais racional a se fazer agora.

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Eleições de rejeitados

Por Wanfil em Eleições 2018

11 de setembro de 2018

O dado mais interessante levantado pelas pesquisas para as eleições presidenciais é a rejeição. Todos os candidatos com alguma chance de ir ao segundo turno registram, nesses levantamentos, muito mais eleitores que não votariam neles de jeito nenhum do que gente disposta a elegê-los.

Nem Lula, quando figurava como candidato, nem Bolsonaro pós-atentado, escapam a regra. Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (o substituto petista) não são exceções.

Quando muito, um candidato pode comemorar ser menos rejeitado que o adversário, pouco para quem deseja (e precisa) inspirar liderança.  “Pode ser a diferença entre a vitória e a derrota no segundo turno”, argumentam por aí. Pode sim, claro, mas isso não altera o fato de que os candidatos, por enquanto, geram mais aversão que adesão.

Isso explica porque os presidenciáveis não assumem o papel de puxadores de votos, como em campanhas do passado. Aliás, é o contrário. Os apoios locais é que podem garantir aquele pontinho a mais que poderá fazer toda a diferença.

Se a campanha de Fernando Haddad atacar Ciro Gomes como fez com Marina em 2014, o constrangimento na base aliada estadual será imenso, especialmente para Camilo Santana, que apesar de ser petista, é ligado e foi escolhido como candidato nas eleições passadas pelos Ferreira Gomes, atualmente alojados no PDT.

Apesar das costura bem feita no Ceará é uma aliança tensa por causa das variáveis nacionais. De certo modo, a mesma coisa acontece com os demais candidatos. Os arranjos estaduais contradizem as coligações nacionais, gerando desgastes pra acomodar interesses. Por essas e outras, a desconfiança do eleitor segue maior do que a esperança.

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Diferenças e semelhanças (sim, elas existem) entre petistas e bolsonaristas

Por Wanfil em Eleições 2018

01 de setembro de 2018

Movimento apartidário e descentralizado que nasceu da insatisfação contra o politicamente correto e a corrupção, o bolsonarismo ganhou ares de causa ao incorporar o antipetismo. Velho ator político na cena brasileira, o petismo, combalido por escândalos e pela recessão, viu nas diatribes de um deputado do baixo clero a oportunidade de resgatar a mística da luta do bem contra o mal.

Assim, o bolsonarismo depende do antipetismo para ir além da imagem de Jair Bolsonaro e o petismo precisa do antibolsonarismo para superar a prisão de Lula por crime de corrupção. São forças que se retroalimentam e que se fortalecem mutuamente.

A crença no voluntarismo, no personalismo e no populismo, a dificuldade em reconhecer a legitimidade do adversário e a retórica agressiva dos seus adeptos são outras características em comum.

Existem, claro, diferenças marcantes. A primeira e mais óbvia é que o antibolsonarismo conta com o apoio de partidos políticos de esquerda, com longa tradição no aparelhamento do funcionalismo público, dos movimentos sociais, artes, redações, sindicatos e universidades.

Já o antipetismo é difuso, fruto das redes sociais. Não conta com estruturas tradicionais da política, resistindo e avançando sem partidos, recursos e estratégias bem articuladas, quase que no improviso, encontrando em Bolsonaro uma válvula de escape. É fenômeno novo e inusitado à espera de interpretação mais acurada.

São diferenças importantes e que produziram uma profunda divisão política no Brasil. Dificilmente o resultado das eleições conseguirá apaziguar o cenário. Uma vez no poder, é impossível antever as ações práticas inspiradas pelo antipetismo ou pelo antibolsonarismo. É que o petismo agora já não é o petismo “Lulinha paz e amor” do passado, mas um novo, ressentido com a perda da hegemonia moral do debate político e com a Lava Jato. Do outro lado, o bolsonarismo é uma incógnita que acena, sem maiores detalhes, com intenções liberais na economia e conservadoras no campo moral.

Caso o vencedor não consiga efetivar as reformas necessárias, é bem provável que um ou outro venha a repetir, no exercício do poder, a mesma lógica que os motiva hoje na campanha, fazendo dos seus adversários, reais ou imaginários, a razão maior e prioritária para a sua própria existência. O resto é o resto.

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Adiada decisão sobre forças federais no Ceará durante as eleições

Por Wanfil em Eleições 2018

27 de agosto de 2018

Tropas federais (FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O governador Camilo Santana (PT) informou no Facebook que, após reunião com o comando do TRE no Ceará, ficou decidido que uma nova reunião será realizada para definir sobre o eventual reforço de tropas federais netas eleições para os municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral.

Juízes eleitorais consultados pelo Tribunal recomendam que o Governo do Estado solicite o apoio nessas cidades. Segundo Camilo, um plano estadual de segurança será apresentado ao TRE para avaliar o pedido.

O caso é delicado, pois segurança é um dos temas centrais da campanha deste ano. Nessas horas, o melhor é não confundir gestão com eleição. A solicitação não partiu de partidos de oposição ou de candidatos adversários, mas do Poder Judiciário. É possível que adversários apontem fragilidades locais? Sim, mas isso é do debate. Governistas podem, inclusive, alegar que reclamam por esse reforço há tempos, como parte de uma política nacional contra a insegurança.

Além disso, é fato que existem áreas onde motoristas são obrigados a trafegar de vidros abertos e motociclistas sem capacete; onde famílias são expulsas de suas casas por facções; onde estudantes são impedidos de frequentar escolas porque bandidos não admitem alunos que residam em bairros dominados por quadrilhas rivais.

A polícia procura enfrentar essas situações, mas hoje trava uma guerra particular contra o crime organizado. Diante de tudo isso, e observando os índices elevados de violência no Ceará, é preciso reconhecer que nesses lugares será muito difícil garantir eleições realmente livres de pressões e de intimidações.

Os fatos são o que são, o resto é política e eleição.

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As eleições no Ceará já estão definidas?

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de agosto de 2018

A pesquisa Ibope para o Governo do Ceará, divulgada ontem (16), expõe um cenário condizente com as estratégias e circunstâncias do cenário político no Estado.

Camilo Santana (PT) larga com 64% – Candidato à reeleição e mais conhecido pelo eleitorado, governou praticamente sem uma oposição atuante e sistemática (oposição no sentido de grupo minimamente coeso e articulado). Além disso, o governador trabalhou sua candidatura passo a passo, sem criar arestas, para assim construir uma coligação gigantesca que inclui até partidos que estavam na oposição.

General Theophilo (PSDB) parte com 4% – O resultado reflete o desconhecimento do eleitor sobre a candidatura. A oposição, ou parte dela, paga o preço de ter apostado na estratégia de manter o MDB e o PR nas suas fileiras, mas esses partidos aderiram ao governo na última hora. Isso lhe daria mais tempo de propaganda para popularizar o candidato que viria a ser escolhido.

Outro candidatos – É isso. Ailton Lopes (Psol), Hélio Góis (PSL) e Gonzaga (PSTU) empatam com 2%; Mikaelton Carantino (PCO) não pontuou. Indecisos brancos e nulos somam 26%, ou seja, um quarto do eleitorado, dentro da média de outras eleições mais recentes.

A pesquisa Ibope, divulgada ontem, dia 16, foi encomendada pela TV Verdes Mares e registrada no TSE com o número CE-04197/2018. A margem de erro prevista é de 3%.

A eleição está definida?

É preciso ter calma. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não é apresentado à lista de candidato, Camilo aparece com 22%. Esse é o voto consolidado, que dificilmente muda de lado. Os outros 42% podem flutuar alguma coisa, a depender da dinâmica, da estrutura e competência das campanhas. Nesse ponto, Camilo também tem vantagem, com mais prefeituras e tempo de rádio e TV.

General Theophilo marcou 1% e os demais não foram citados. É provável que ao ser associado com outros nomes da oposição mais conhecidos, como o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o deputado Capitão Wagner (PROS), o candidato cresça, especialmente na capital, onde a violência crescente parece incomodar mais o eleitor. A questão é que o prazo de campanha é curto para tentar criar expectativas melhores.

A eleição no Ceará se assemelha, neste começo, a uma luta entre Davi e Golias. A soberba pode enganar o governo e a falta de tamanho é o ponto fraco da oposição.

De todo modo, se tudo estivesse realmente definido, o governo não teria empanhado esforços para abrigar desafetos pessoais, adversários e ex-críticos, criando constrangimento, inclusive, para a campanha de Ciro Gomes, ao aliar-se com o MDB de Eunício. Pelo visto, optou por não arriscar. Devem ter as suas razões.

Existem pontos que ainda podem influenciar a disputa. Qual o perfil ideal de candidato desejado pelo eleitor médio? Seria, por exemplo, alguém com mais autoridade ou com mais diálogo? Isso pode orientar a comunicação das campanhas. De resto, cabe esperar as próxima pesquisas para verificar o sentido e a intensidade de eventuais curvas de crescimento ou de queda.

Dúvida

Na pesquisa Ibope, há um dado curioso. No questionário apresentado ao eleitor, a primeira pergunta apresentada é esta:

P01) Para começar, como o(a) sr(a) diria que se sente com relação à vida que vem levando hoje? O(A) sr(a) está: 
01( ) Muito satisfeito,
02( ) Satisfeito,
03( ) Insatisfeito, ou
04( ) Muito insatisfeito?
98( ) Não sabe
99( ) Não respondeu

A dúvida é: o que isso tem a ver com eleição e até que ponto um tema paralelo pode induzir o entrevistado a um determinado estado de espírito?

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Cid Gomes e a arte do possível

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de agosto de 2018

Cid Gomes compareceu ao programa Focus Jangadeiro nesta quarta-feira (FOTO: Daniel Rocha/ Tribuna do Ceará)

O ex-governador Cid Gomes foi o entrevistado desta quarta-feira (8) no programa Focus Jangadeiro, na condição de articulador político do PDT.

Em período eleitoral, toda interação de políticos com a imprensa, especialmente com os veículos de maior audiência, tem por objetivo consolidar versões, ou visões, sobre os fatos em andamento. Como dizem os marqueteiros, estabelecer as premissas do debate e disseminar narrativas junto ao público.

Nesse sentido, com habilidade, Cid Gomes reconheceu divergências internas na coalizão que reúne no Ceará, partidos em conflito no cenário nacional, como PDT, PT e o MDB. Na entrevista, portanto, o recado trabalhado foi o de que apesar dos pesares, tudo está sob controle no Estado.

Os ataques de Ciro Gomes a Eunício Oliveira, a rasteira de Lula em Ciro, a convivência entre golpistas e golpeados, tudo isso acabaria, segundo a exposição de Cid, superado diante do apelo maior de um projeto para o Ceará.

De fato, discursos à parte, as ações de Cid, Eunício e Camilo, sem que PDT, PT e MDB mudem de rumo no Estado, sugerem um alinhamento. O resto é disputa de espaços dentro do acórdão.

Dizia Otto Von Bismarck, na Alemanha, que a política é a arte do possível. No Ceará, é a arte do possível e do impossível ao mesmo tempo.

(Texto publicado no portal Tribuna do Ceará).

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Quem vota em um, vota no outro?

Por Wanfil em Eleições 2018

07 de agosto de 2018

(FOTO: Divulgação)

Nas eleições de 2010 o então presidente Lula, no auge da popularidade, gravou um vídeo pedindo a seus eleitores que votassem em José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB, hoje MDB), para o Senado.

“Quem vota ni um, vota no outro (SIC); quem vota no outro, vota no outro, e não precisa votar em mais ninguém, só nos dois”, ensinava o petista.

Agora, em 2018, a estratégia de vinculação não poderá se repetir. Em razão das coligações e com a aliança informal do PT e PDT com o MDB no Ceará, e mesmo com Eunício declarando apoio a Lula, o único candidato a presidente que poderá pedir votos para o senador do MDB nos programas eleitorais será… Henrique Meirelles, seu correligionário e de Michel Temer. O candidato oficial na chapa de Camilo, do PT de Lula, é Cid, do PDT de Ciro.

Evidentemente, com a perspectiva de fiasco de Meireles, a estratégia para a reeleição de Eunício desta vez será “melhor só do que mal acompanhado”.

E antes que alguém faça objeção, adianto que sim, realmente são circunstâncias muito diferentes. Lembrando que nessa condição que mora o perigo, afinal, nas circunstâncias do passado, deu tudo certo, agora, vamos aguardar.

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Quem vota em um, vota no outro?

Por Wanfil em Eleições 2018

07 de agosto de 2018

(FOTO: Divulgação)

Nas eleições de 2010 o então presidente Lula, no auge da popularidade, gravou um vídeo pedindo a seus eleitores que votassem em José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB, hoje MDB), para o Senado.

“Quem vota ni um, vota no outro (SIC); quem vota no outro, vota no outro, e não precisa votar em mais ninguém, só nos dois”, ensinava o petista.

Agora, em 2018, a estratégia de vinculação não poderá se repetir. Em razão das coligações e com a aliança informal do PT e PDT com o MDB no Ceará, e mesmo com Eunício declarando apoio a Lula, o único candidato a presidente que poderá pedir votos para o senador do MDB nos programas eleitorais será… Henrique Meirelles, seu correligionário e de Michel Temer. O candidato oficial na chapa de Camilo, do PT de Lula, é Cid, do PDT de Ciro.

Evidentemente, com a perspectiva de fiasco de Meireles, a estratégia para a reeleição de Eunício desta vez será “melhor só do que mal acompanhado”.

E antes que alguém faça objeção, adianto que sim, realmente são circunstâncias muito diferentes. Lembrando que nessa condição que mora o perigo, afinal, nas circunstâncias do passado, deu tudo certo, agora, vamos aguardar.