eleições 2018 Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

eleições 2018

Pós-eleição: Ciro já não vê fascismo e Camilo quer diálogo com Bolsonaro

Por Wanfil em Política

31 de outubro de 2018

Charles Darwin explica: “Só quem se adapta, sobrevive”. Na política, isso pode ser recuo, adesão ou trégua

Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.Ciro Gomes, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo desta quarta-feira.

É o mesmo Ciro que durante a campanha alertava para “o crescimento do fascismo“. Como o suposto fascismo no país pode crescer sem supostos fascistas é um daqueles mistérios que desafiam a lógica comum, mas que podem perfeitamente conviver com a política.

Parece contradição. Na verdade, é contradição. E mesmo assim, eis o segredo, tem lá a sua lógica. De olho em 2020 e depois em 2022, percebendo a onda conservadora, a hora é de trabalhar estratégias de adaptação para sobreviver. Descolar de forma contundente do petismo e assinalar uma trégua temporária com o novo governo federal são ações alinhadas com o mais puro darwinismo político.

Acredito que nós vivemos em uma federação, e que a relação institucional possa existir entre a Presidência da República e os estados brasileirosCamilo Santana, em matéria do jornal O Povo, antes de reunião com secretários na terça-feira.

Faz bem o governador cearense em pedir sobriedade e consciência institucional. É preciso lembrar, porém, que essa é uma via de mão dupla. Camilo deseja manter a frente de governadores do Nordeste, única região onde Fernando Haddad venceu, para conversar com o novo governo.

Em outras ocasiões, esse grupo de governadores do NE, junto com Minas Gerais, que nunca viu nada de errado com as refinarias de Dilma e com a recessão produzida em seu governo, divulgou cartas criticando a gestão Temer e tentou visitar Lula, para produzir factoide eleitoral. É bom evitar esse tipo de engajamento.

É óbvio que os interlocutores no Ceará com o governo federal irão mudar e isso exigirá habilidade e respeito de todos – situação e oposição. Não é preciso elogiar ninguém gratuitamente, mas convém não criar arestas desnecessárias, preservando o aspecto institucional na relação com a União.

A palavra que melhor lhe servirá de norte não é resistência, mas como apontam as palavras de Ciro, adaptação.

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Eleições, demônios e precipícios

Por Wanfil em Crônica

26 de outubro de 2018

Em 1872, Fiódor Dostoiévski publicou Os Demônios, romance de características premonitórias escrito a partir de um caso real, o assassinato do estudante Ivan Ivanov por seguidores de Serguei Nietcháiev, um dos autores de O Catecismo Revolucionário (1869), que defende, em nome de um novo mundo, o terror e o assassinato como métodos políticos.

O enredo narra os delírios de um grupo de jovens niilistas. A distância entre o deslumbre dos salões nobres e a miséria dos camponeses na Rússia, entre governantes e governados, faz surgir um ressentimento social pronto para ser usado por fanatismos religiosos e políticos. Os personagens representam conflitos morais que no futuro, mais precisamente em 1917, daria vida ao fascismo bolchevista, com sua Revolução Russa e seus 30 milhões de cadáveres no Século XX.

Li Os Demônios em 2014 (confira aqui a resenha) e desde logo fui obrigado a concordar com Albert Camus, para quem Dostoiévski – e não Karl Marx – é o grande profeta do Século XIX. De fato, 45 anos antes do totalitarismo Russo, seguido depois pelo Alemão, o escritor captou a essência de suas primeiras manifestações.

Em 2018, no Brasil, forças sociais movimentadas por tensões políticas não conseguem promover diálogos. A corrupção sistêmica, a violência em patamares de guerra civil, os cacoetes de autoritarismo, a produção acadêmica subjugada pelo ativismo político, o corporativismo, a economia chantageada pelo estamento burocrático estatal (denunciado por Raimundo Faoro no século passado), constituem os fenômenos que alimentam uma espécie de revolta sem rumo, sem alvo certo, difusa.

Logo no início de Os Demônios há uma passagem bíblica, no Evangelho de Lucas (8, 32-36), com a qual Dostoiévski explica o título e proposta do livro: “Uma grande manada de porcos estava pastando naquela colina. Os demônios imploraram a Jesus que lhes permitisse entrar neles, e Jesus lhes deu permissão. Saindo do homem, os demônios entraram nos porcos, e toda a manada atirou-se precipício abaixo em direção ao lago e se afogou. Vendo o que acontecera, os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos, na cidade e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido. Quando se aproximaram de Jesus, viram que o homem de quem haviam saído os demônios estava assentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo, e ficaram com medo. Os que o tinham visto contaram ao povo como o endemoninhado fora curado”.

Na atual eleição brasileira, nada indica, a rigor, o encaminhamento de uma ruptura revolucionária ou de um golpe militar. Há mais histeria que fatos e os verdadeiros problemas continuam os mesmos de outras eleições. A jovem democracia nacional tenta se curar, mas talvez os nossos demônios, que andam agitados nos porcos da cegueira política e da intolerância, como disse Mano Brown, não estejam a procura de um abismo para se atirarem, mas prefiram ficar por aqui e a continuar na lama da violência, da corrupção e do atraso.

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Boatos, antipetismo e esperança cirista na véspera da eleição

Por Wanfil em Eleições 2018

06 de outubro de 2018

Véspera de eleição. Atenções voltadas para disputa presidencial. Ânimos exaltados entre eleitores, apoiadores, simpatizantes e pragmáticos das candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Liberalismo contra estatismo, petismo contra antipetismo, apoio à Lava Jato contra freio às investigações, corte de gastos contra ampliação de despesas. Notícias falsas de todos os lados, reducionismos, distorções sobre falas e intenções do adversários, boatos e mentiras transitando intensamente nas redes sociais.

O clima não é bom. Os candidatos não ajudam a amenizar seus grupos. Os discursos são de intolerância diante da divergência.

Por fora, correndo contra o tempo, Ciro Gomes (PDT), que apesar de falar em pacificação e união, também busca no alarmismo e no medo o impulso para uma arrancada de última hora.

A palavra da vez é “antipetismo”. Os partidos, é claro, recalibram suas estratégias na esperança de explorar o termo. Bolsonaristas a usam para pregar o voto útil. Petistas falam em manipulação eleitoreira, posando de vítimas. Ciristas garantem que seu candidato estaria imune ao antipetismo, ainda que venha a ser apoiado pelo petismo.

É preciso ter cuidado para não confundir o repúdio de grande parcela da população contra a corrupção e a violência, com uma mera antipatia partidária gratuita. É bom lembrar também que há uma rejeição contra os partidos em geral. Outras siglas, e talvez sejam todas, também sofrem com a perda da credibilidade.

O que pode haver de específico no antipetismo é o contraste entre o discurso messiânico de salvação da política e as práticas reveladas pela Lava Jato e outras investigações. Não só isso. A defesa dos preceitos politicamente corretos priorizou e atendeu a militância de grupos influentes e de minorias organizadas, mas deixou órfã a maioria silenciosa que paga a conta e que não possui canais de mobilização política.

O próprio Ciro avisou que essa polarização estava em curso e que poderia inviabilizar uma candidatura petista. Acabou isolado. O antipetismo cresce mais como reação ao que o petismo fez no poder do que pela ação planejada de adversários.

(Texto publicado originalmente para o Portal Tribuna do Ceará)

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Esquerda e direita nas eleições do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de setembro de 2018

Nestas eleições o Brasil se divide em dois grandes grupos que ainda podem ser mais ou menos identificados a partir dos conceitos clássicos de esquerda e direita. O fenômeno parece um tanto mais restrito aos centros urbanos, mas seu impacto é inegável.

É verdade que as coisas são um pouco mais complexas, afinal, existem nestes trópicos conservadores liberais e progressistas (liberais nos costumes) que são estatistas na economia. É que por aqui a dualidade antagônica que distingue direita e esquerda guarda importantes diferenças (e distorções) com outros países, sobretudo com os EUA e nações europeias. De todo modo, mesmo simplificadas, essas noções servem para qualificar (ou desqualificar) alguns grupos políticos, além de servir de bússola (com ou sem Norte) para parte do eleitorado.

Entre os candidatos que se destacam nas pesquisas, representam o eleitorado de direita e de centro-direita, os candidatos Bolsonaro, Alckmin, Amoedo, Álvaro Dias e Henrique Meireles; e mais à esquerda, do extremo ao centro, estariam Ciro Gomes, Fernando Haddad e Marina Silva. Sempre há quem conteste essas, digamos assim, rotulações, até mesmo os candidatos, porém, grosso modo, certo ou errado, é assim que são vistos.

No Ceará essas clivagens são diferentes. Os grupos se dividem entre apoiadores ou opositores do governo. E só. A perspectiva de orientação ideológica praticamente desapareceu. É que a liderança apartidária e ideologicamente flutuante dos Ferreira Gomes ao longo dos anos, a omissão dos partidos na construção de identidades e o recente acordão fisiologista que reúne na coligação governistas partidos como o DEM, PT, PR e PCdoB, tornaram essas marcações mais fluidas e imprecisas.

E aí temos candidatos a deputado estadual que estava na oposição mas que agora é da base levantando a bandeira do conservadorismo, afirmando que é contra o aborto, mas apoiando candidato ao governo de partido que não é contra o aborto. Temos entidades empresariais que anunciam apoio a partidos que pregam aumento de impostos. Tem eleitor que vota no Cid, mas não vota no Eunício, porque não aceita a parceria entre PDT e MDB, mas escolhe candidato da oposição ao Camilo, que é alinhado com Cid. Já conversei com eleitor anti-Lula e anti-PT que vota em Camilo, alegando que o governador não é petista de coração.

A confusão é grande, porém, não é acidental. Esquerda e direita ainda existem no Ceará, é claro, mas estas estão ocupadas nas trincheiras das eleições presidenciais. Nas estaduais, quase não aparecem. A lógica do poder pelo poder, o excesso de pragmatismo eleitoreiro, o oportunismo descarado, tudo isso vai apagando as mais básicas linhas divisórias do pensamento político, que poderiam ajudar o eleitor a situar suas escolhas em parâmetros conhecidos. Sem debate de ideias, não há política.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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Pesquisa mostra Ciro Gomes como alvo de concorrentes na disputa por vaga no 2º turno

Por Wanfil em Pesquisa

10 de setembro de 2018

O levantamento FSB/BTG Pactual mostra Jair Bolsonaro (PSL) com 30% (tinha 26% antes do atentado) e Ciro Gomes (PDT)  isolado na segunda posição com 12% (mesmo percentual da pesquisa divulgada semana passada). Na disputa pelo terceiro lugar estão Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados com 8%.

Os números mostram que a briga nesse momento é por uma vaga no segundo turno contra Bolsonaro. Com a saída de Lula do páreo, Ciro subiu. Em situações assim, com muitos candidatos dividindo o eleitorado, a tendência é que as atenções dos que estão em terceiro se voltem contra Ciro para impedir que ele cresça mais e, se possível, reduzir seu índice. É o que chamam de desconstrução.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Antônio Cambraia, então no PSDB, e Inácio Arruda (PCdoB) nas eleições para a prefeitura de Fortaleza em 2004, que acabaram atropelado por Luizianne Lins (PT), que não estava entre os favoritos.

As circunstâncias e as dimensões são bem diferentes, é claro, mas conversando com estrategistas à época, todos foram unanimes em avaliar que Cambraia subiu cedo demais nas pesquisas, virando alvo dos concorrentes. Foi também o que aconteceu com Marina, em 2014, duramente atacada pelo PT após subir nas pesquisas.

Agora, no domingo (9), durante o primeiro debate depois do atentado contra Bolsonaro, realizado pela TV Gazeta, Jovem Pan e pelo Jornal o Estado de São Paulo, Ciro foi indagado pela mesma Marina sobre os péssimos índices de segurança no Ceará. Não foi por acaso. Os adversários sabem que esse é um ponto fraco a ser explorado. Ciro foi consultor informal na secretaria de Segurança na gestão de Cid.

É só o começo.

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O alerta de Tancredo que serve para Ciro

Por Wanfil em Política

26 de julho de 2018

O Estadão informa que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) ameaçou largar a campanha após a repercussão da entrevista que o candidato concedeu no Maranhão, em que deixou a entender que poderia soltar Lula e que daria limites na atuação da Justiça. (Leia mais no Focus.Jor).

Em outra entrevista, ontem no Pará, Ciro disse que suas declarações foram mal interpretadas e tiradas de contexto. Não é de hoje que ele reclama de “distorções” sobre suas falas, mas o fato é que um candidato precisar medir bem as palavras.

Tudo isso me fez lembrar um caso, que cito de memória, creio que relatado pelo jornalista Sebastião Nery, sobre uma conversa entre José Maria Alkimin, deputado por Minas Gerais, e seu adversário Tancredo Neves. Lamentava ser alvo de denúncias que, assegurava, eram falsas.

– “Você sabe, não é Tancredo?”, perguntou.

– “Sei, mas o problema é saber se as pessoas acreditam que você seria capaz de fazer isso. Se acreditarem, pouco adiantará negar”, respondeu-lhe Tancredo.

Repito, faço o relato de memória, e pode até ser folclore político, mas a moral da história é o que interessa.

Quando um candidato precisa vir à público explicar o que quis dizer, e se isso acontece com frequência, há um problema evidente de comunicação e talvez de gestão de imagem. O que importa é como as pessoas assimilam suas falas.

No caso de Ciro, é preciso que ele, o PDT e seus assessores, se indaguem: por que as pessoas acreditam que ele poderia agir assim? Não raro suas declarações são vistas como autoritárias e intempestivas, ainda que intercaladas com análises bem estruturadas sobre o cenário político e econômico. Combinadas, projetam uma imagem de pessoa inteligente, mas instável.

Frases de efeito garantem manchetes, mas com o tempo, e a depender das circunstâncias, podem minar o próprio discurso do candidato.

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O Centrão do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Segue abaixo trecho do meu artigo para a página Focus Jangadeiro Eleições 2018.

“O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin. A depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?”

Leia mais aqui.

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O maior inimigo de Ciro é o PT

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Quis o destino, essa entidade irônica quando o assunto é política, que o PT do Ceará chegasse ao poder no Ceará graças ao apoio do ex-governador Cid Gomes, hoje no PDT, que na véspera das convenções em 2014 escolheu Camilo Santana para concorrer à sucessão.

É que durante muitos anos o petismo cearense viu na figura de Ciro, o irmão mais velho dos Ferreira Gomes, o seu maior inimigo, especialmente quando este, ainda no PSDB de Tasso Jereissati, ocupou os cargos de prefeito, governador e ministro da Fazenda.

É bem verdade que em Sobral a parceria já rendia frutos, mas nada que indicasse uma afinidade ideológica, digamos assim, mais profunda. De todo modo, a condição de aliado dos governos de Lula possibilitou uma maior aproximação entre ciristas e petistas que, em contrapartida, aderiram ao governo Cid.

Tudo ia bem até que em 2009 Ciro – então no PSB – a pedido de Lula, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e acabou sem legenda para disputar a Presidência no ano seguinte, quando Dilma foi eleita.

Agora, pela primeira vez, Ciro é candidato sem que o PT tenha um nome viável. Preso e impedido de concorrer, Lula no máximo poderá indicar um substituto que, mesmo assim, terá dificuldades, como apontam as pesquisas. Pela lógica, se apoiasse Ciro, a esquerda teria maiores chances, dado o cenário fragmentado da disputa.

Assim, o PT mais uma vez se faz obstáculo para Ciro. Impediu que PSB e PCdoB o apoiassem. O maior inimigo hoje do projeto presidencial dos ciristas, por incrível que pareça, não é o PSDB ou Bolsonaro (adversários naturais, portanto, de onde se espera o combate), mas o PT.

Por isso, ironia do destino é que seja o PT, no Ceará, de longe o maior beneficiado na aliança com o PDT de Ciro e Cid Gomes. Tem o governo do Estado, ainda que seja como inquilino, e fecha as portas do Planalto para os parceiros.

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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Ciro perde o Centrão. Veja como isso afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializa, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses. Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Leia mais aqui.

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Veja como a perda de apoio do Centrão a Ciro Gomes afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

PDT oficializa Ciro na disputa presidencial (FOTO: André Carvalho/CNI)

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira (20) que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializou, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses? Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Quanto mais forte a candidatura de Ciro ao Planalto, como no início desta semana, mais frágil fica a posição de Eunício Oliveira (MDB). A doce imagem do Palácio do Planalto faz sombra ao Palácio da Abolição. E assim PDT e PT chegaram a insinuar que desejavam indicar nomes para segunda vaga na chapa governista para o Senado.

O isolamento momentâneo do PDT nacional muda sutilmente as perspectivas estaduais. Com o projeto presidencial fazendo água, ganha mais urgência a manutenção do governo do Estado. E nesse caso, para reduzir riscos de surpresas, melhor ter o apoio do MDB, ou seja, manter Eunício na base de Camilo, com o devido silêncio dos Ferreira Gomes.

Tudo pode mudar? Pode. Talvez a tensão causada pelas incertezas das negociações partidárias tenha aumentado a disposição de Ciro para as declarações polêmicas, como registrado pelo noticiário nos últimos dias. As falas desgastantes seriam, portanto, efeito e não causa, do apoio perdido.

O jogo segue.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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Veja como a perda de apoio do Centrão a Ciro Gomes afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

PDT oficializa Ciro na disputa presidencial (FOTO: André Carvalho/CNI)

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira (20) que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializou, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses? Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Quanto mais forte a candidatura de Ciro ao Planalto, como no início desta semana, mais frágil fica a posição de Eunício Oliveira (MDB). A doce imagem do Palácio do Planalto faz sombra ao Palácio da Abolição. E assim PDT e PT chegaram a insinuar que desejavam indicar nomes para segunda vaga na chapa governista para o Senado.

O isolamento momentâneo do PDT nacional muda sutilmente as perspectivas estaduais. Com o projeto presidencial fazendo água, ganha mais urgência a manutenção do governo do Estado. E nesse caso, para reduzir riscos de surpresas, melhor ter o apoio do MDB, ou seja, manter Eunício na base de Camilo, com o devido silêncio dos Ferreira Gomes.

Tudo pode mudar? Pode. Talvez a tensão causada pelas incertezas das negociações partidárias tenha aumentado a disposição de Ciro para as declarações polêmicas, como registrado pelo noticiário nos últimos dias. As falas desgastantes seriam, portanto, efeito e não causa, do apoio perdido.

O jogo segue.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)