eleições 2018 Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

eleições 2018

Previsões eleitoreiras

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de Janeiro de 2018

Volto das férias e as perguntas que mais ouço dizem respeito a previsões eleitorais. Quem serão os candidatos, se Lula disputará, se Camilo Santana não terá adversário forte, se Tasso concorrerá ao governo estadual, se Cid Gomes subirá no mesmo palanque com Eunício Oliveira. Tem outras, mas não quero me alongar.

Invariavelmente digo que são questões impossíveis de serem respondidas agora com razoável grau de exatidão. Isso não quer dizer que tudo seja mistério. Na verdade, muitas coisas são fáceis de antever. É o que chamarei aqui de “previsões” eleitoreiras, mas que são apenas constatações de métodos consagrados no tempo, pois todo ano novo de eleição é marcado politicamente por velhas práticas. Cito algumas aqui, que o leitor poderá verificar sem maiores dificuldades no dia a dia.

– Aumento de viaturas circulando nas maiores cidades;
– Guardas fixos nas esquinas de maior visibilidade (foi um sucesso em 2010);
– Canteiros de obras do Metrofor apinhados de operários (bombou em 2012 e 2014);
– Inauguração de obra ainda não concluída;
– Isenção de taxas para serviços populares (emissão carteiras de motorista e ampliação de passes livres para o transporte público, por exemplo);
– Distribuição efetiva de remédios (deixam de faltar);
– Liberação de emendas parlamentares para atender lideranças e entidades selecionadas pelo potencial de voto que podem arregimentar;
– Retomada de programas e projetos parados (financiamento de bolsas, construção de casas populares, etc.);
– 
Intensificação de ações assistencialistas com distribuição de dinheiro (agora no Ceará é a vez do Cartão Mais Infância).

Pronto. Tudo isso (e um pouco mais) é comum em ano eleitoral, com variações de intensidade e preferência, de estilo e orçamento. São as engrenagens, ou parte das engrenagens, da máquina eleitoreira. Não tem como errar a “previsão”. Depois – outra constatação histórica – volta tudo ao normal.

Publicidade

Sobre aliança com PMDB no Ceará Cid diz sim, Ivo diz não e Ciro talvez: parece divergência, mas é método

Por Wanfil em Política

05 de dezembro de 2017

A respeito da possibilidade de subir no mesmo palanque de Eunício Oliveira, do PMDB, a trindade política dos irmãos Cid, Ivo e Ciro Gomes, atualmente no PDT, consegue ao mesmo tempo ser a favor, contra e neutra: um admite, o outro critica e o terceiro lava as mãos. O que pode parecer divergência aos olhos do público é na verdade a velha e boa estratégia de ocupar todos os espaços possíveis para confundir adversários, ludibriar aliados incômodos e aumentar as possibilidades de escolha ao sabor das circunstâncias quando for a hora das convenções estaduais.

Foi assim com Tasso em 2010, Luizianne em 2012, e com o próprio Eunício em 2014: declarações dúbias ou divergentes, hesitações nos bastidores, gestos contraditórios, tudo meticulosamente trabalhado até o momento certo, às vésperas das eleições. É método.

Desse modo, se Ciro estiver bem nas pesquisas no próximo ano a presença de Eunício ao lado de seus aliados no Ceará será um constrangimento para quem se apresenta como o candidato mais crítico ao PMDB. Nesse caso, sem uma aliança formal, Camilo Santana poderá selar um pacto de não agressão com Eunício, porém, a experiência de disputas anteriores mostra que a garantia desses acordos não é lá essas coisas, especialmente se levarmos em conta que a chapa governista teria duas vagas para candidatos ao Senado.

Cid já deu a senha para eventuais mudanças de última hora, lembrando que alianças não podem ser impostas, que precisa ser construída com todos do grupo e por aí vai. Bem entendido o discurso, está dizendo que pode não entregar o que está na vitrine. Assim, quem sonha com ela assume o risco de ficar com as mãos abanando. Mas é claro que Eunício sabe disso. Se aceita participar da encenação, sujeitando-se a nova decepção (nas eleições passada deveria ter sido o candidato governista ao Palácio da Abolição, no que acabou preterido por Camilo, o escolhido do “grupo”) é porque precisa muito e não enxerga na oposição alternativa para suas necessidades. Não há outra explicação.

Publicidade

Camilo e Eunício na foto que vale por mil palavras

Por Wanfil em Política

04 de dezembro de 2017

Dizem que uma imagem vale por mil palavras. De fato, o teatro político onde se encena o acordão entre PMDB, PT e PDT no Ceará foi resumido de forma contundente por uma foto publicada e divulgada no Facebook do governador Camilo, no último dia 2, durante entrega de casas no Crato, numa parceria com o Governo Federal, que reproduzo abaixo.

Eunício e Camilo entregam casa no Crato: sombra e luz (Foto: divulgação Facebook)

Sob a luz radiante do sol, Camilo Santana sorri. Do outro lado, atrás da janela fechada, no plano escurecido, como coadjuvante, acena Eunício Oliveira. É a imagem que ilustra à perfeição o discurso que busca explicar a presença incômoda do ex-adversário, do PMDB, aliado de Michel Temer, nas hostes governistas lideradas por aqueles que se dizem os maiores inimigos do PMDB e de Temer.

Segundo os Ferreira Gomes a aliança com Eunício é uma espécie mal necessário. Pelo menos foi o que Cid deu a entender em setembro, quando disse a correligionários que “o importante é que a gente não se misture: eu estou fazendo aqui uma aliança, não estou me misturando“.

A estratégia é óbvia. Facilitar a reeleição de Camilo, dividir a oposição e tirar proveito político da liberação de verbas federais (pelo menos até o período das convenções estaduais em 2018). Mais adiante, a depender do cenário nacional, aí as coisas serão realmente definidas. Por enquanto, apenas o governador se mistura.

PS. Uma conhecida figura que transita bem nos bastidores do Palácio da Abolição fez o seguinte comentário sobre a foto: “É o lado sombrio da força querendo se chegar ao lado luminoso”, numa alusão ao universo de Star Wars. Respondi, brincando, que respeitássemos George Lucas.

 

Publicidade

Aliança entre PT (PDT) e PMDB: tudo a ver

Por Wanfil em Política

04 de novembro de 2017

A reaproximação entre PT e PMDB no Ceará não constitui um ponto fora da curva, uma exceção a corromper uma suposta incompatibilidade de valores entre as siglas, demarcada sobretudo após o impeachment. Ao contrário, pelo que informa a imprensa do sul, é antes parte de um movimento bem mais amplo, mais evidente nas regiões Norte e Nordeste.

No Ceará, se algo dificulta essa reaproximação é a relação tumultuada entre Eunício Oliveira e os irmãos Cid e Ciro Gomes, pois o PT por aqui virou um puxadinho do PDT. Nada que a necessidade de garantir foro privilegiado com o menor risco possível não possa superar.

Bacanas mesmo são as declarações de parte a parte. PT e PDT dizendo que podem até aceitar compor com os “golpistas” em nome de uma incerta candidatura de Lula; o PMDB garantindo que prefere deixar ressentimentos de lado para trabalhar, de olhos fechados, para o bem do Ceará. Até parecem que fazem favor ao outro e não agem por interesse próprio.

Tanto sacrifício e amor pelo bem comum podem até comover os que anseiam uma sinecura estatal, mas não apaga a troca de acusações das eleições passadas, que subsistem agora como prova de que todos sempre se conheceram muito bem.

Nota – Quando partidos de oposição no Ceará, especialmente PSDB e PR, aceitam esperar o PMDB decidir de que lado está, aguardando autorização do PDT para fechar com o PT e voltar ao governismo, se igualam àqueles que criticam. 

Publicidade

A arte de esperar: Eunício espera por Tasso, que espera por Eunício, que espera por Camilo, que espera por Cid, que espera por Ciro…

Por Wanfil em Política

21 de outubro de 2017

Entre as várias artes da política – falo das habilidades desenvolvidas dentro da legalidade – a de esperar é uma das mais difíceis de administrar. E quanto mais confusos o ambiente e o período, maior a necessidade de saber esperar até o último minuto, para não queimar etapas ou perder oportunidades. E como toda espera gera ansiedade, é comum que os espíritos fiquem mais sensíveis a todo tipo de interpretação, sugestão, indícios e especulações.

Atualmente, descontadas as manchetes que refletem as excitações do momento, o que temos no Ceará é um conjunto de esperas que se misturam. O senador Eunício Oliveira, que disputará uma das duas vagas em jogo para continuar no Senado, precisa de um nome que atue como carro-chefe para ao governo estadual, puxando as demais candidaturas da chapa oposicionista. Assim, espera que o senador Tasso Jereissati concorra ao Executivo: é conhecido e tem mandato garantido no Senado por mais quatro anos após as eleições.

Tasso, por sua vez, espera que Eunício feche antes com a oposição para depois escolher alguém para disputar o executivo no Estado. A estrutura de campanha e o recall de ambos fariam alavancar a candidatura oposicionista ao Palácio da Abolição.

Camilo espera que Eunício feche com o governo para enfraquecer a oposição. Eunício espera que esse flerte pressione Tasso a concorrer ao governo. Se isso não acontecer, Eunício espera que Camilo possa convencer Cid Gomes, também candidato ao Senado, por uma aliança com o ex-aliado. Cid não veta por antecipação porque espera ver como a candidatura de Ciro à Presidência da República se encaminha para então decidir o que fazer.

Nesse jogo, qualquer declaração definitiva, no estilo ou vai ou racha, será precipitação.

Publicidade

Pesquisa Datafolha: Lula na frente, Bolsonaro empatado com Marina e Ciro Gomes muito atrás

Por Wanfil em Pesquisa

26 de junho de 2017

Lula, Marina e Bolsonaro se distanciam de Ciro. Ainda falta muito, as imagens do futuro ainda estão sem foco, mas expectativas fazem parte do jogo

A pesquisa Datafolha publicada nesta segunda pelo jornal Folha de São Paulo mostra os seguintes números para o primeiro turno da disputa presidencial do próximo ano:

30% – Lula (PT) – (tinha 22% em dezembro/2016)
16% – Bolsonaro (PSC) – (tinha 5%, subiu 11 pontos)
15% – Marina (Rede) – (liderava com 24% no mesmo período)
8%  – Geraldo Alckmin (PSDB) – (tinha 14%)
5%  – Ciro Gomes (PDT) – (com 7%, estava à frente de Bolsonaro)
2%  – Luciana Genro (PSOL) – (manteve os 2%)

Com João Doria
Em outro cenário, com João Doria como candidato do PSDB, as coisas não mudam muito. O prefeito paulistano, menos conhecido e sem recall de outras eleições presidenciais, aparece com 10%.

Sem Lula
Se a disputa se der apenas entre nomes não citados na Lava Jato, Marina assume a dianteira com 27%, seguida por Bolsonaro (18%), Doria (14%) e Ciro (12%).

Observações
Pesquisas feitas a mais de um ano para as eleições falam mais do presente do que do futuro. Outros nomes e fatos poderão surgir e a dinâmica típica dos processos eleitorais ainda não interfere nas decisões. De todo modo, é possível perceber algumas tendências:

1 – O PT não tem nome alternativo a Lula. Outro problema para o ex-presidente – além da possibilidade de ser preso – é a alta rejeição de 46% dos eleitores;

2 – Sem Lula e o PT, Marina surge como opção de esquerda mais conhecida. Ciro cresce, mas ainda fica longe dela. No entanto, pelo menos entraria na briga;

3 – Doria mostra potencial de crescimento muito superior ao de Alckmin;

4 – Bolsonaro já se consolida como fenômeno pré-eleitoral. Ciro já disse que o deputado divide os votos anti-PT, o que seria bom para candidatos de esquerda. Faz sentido;

5 – a candidatura de Ciro ainda não decolou, apesar de seus esforços midiáticos, com declarações fortes e críticas direcionadas, por exemplo, a Doria. Não funcionou. Como já foi candidato outras vezes, é adversário de um governo impopular e tem recall, era de se esperar melhor desempenho do ex-governador;

6 – no que diz respeito ao Ceará, a candidatura de Ciro é fundamental para manter aliados locais em torno de um projeto de poder viável e com a possibilidade de transferência de votos. Mas, para isso acontecer, é preciso que sua candidatura tenha o mínimo de competitividade, pois a maioria dos eleitores, por pragmatismo, tende a restringir suas opções entre aqueles que têm reais chances de vitória.

No momento, as expectativas não parecem promissoras, mas, como diz o clichê, ainda é muito cedo e tudo pode acontecer.

Publicidade

Ciro Gomes ataca (de novo) João Doria: a arte da guerra e a guerra sem arte

Por Wanfil em Política

03 de Abril de 2017

Ciro Gomes (PDT) voltou a provocar João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo: “Daria uma surra nele”, disse em relação as eleições presidenciais. Segundo Ciro, seus adversários mais fortes seriam Lula, o réu, e Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

É interessante observar a movimentação do ex-governador cearense, reveladora das artimanhas entre profissionais da política. Quando um comportamento ou um discurso são repetidos, há nisso mais cálculo e premeditação do que espontaneidade. E essa não é a primeira vez que Ciro mira Doria, que tem 70% de aprovação e atua com forte viés midiático.

Além de tentar polarizar com quem está em evidência, ganhando espaço na cobertura da imprensa, Ciro busca alimentar a discórdia na hoste inimiga, no melhor estilo “dividir para vencer”, conceito militar consagrado em A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e no livro homônimo escrito posteriormente por Nicolau Maquiavel.

Se na guerra a disseminação de boatos (desinformação e contrainformação) é arma de reconhecida importância, na política o apelo à vaidade e o aceno ao medo da traição são poderosos instrumentos de dissensão. Não é de graça que Ciro coloca Alckmin, padrinho político de Doria, como principal concorrente. Ao ressaltar a liderança do governador, Ciro faz as especulações sobre o prefeito novato parecerem atrevimento diante das pretensões públicas de Alckmin. Como sabemos, a desconfiança envenena qualquer relação.

Tudo isso pode ser percebido a partir da lógica elementar: se Alckmin fosse mesmo o nome mais difícil de ser batido e Doria o mais fácil, seria mais lógico bater no primeiro e não no segundo, para induzir os adversários ao erro, escolhendo quem fosse mais fácil de bater. É ou não é? A única certeza é que ressentidos e separados, eles ficam mais fracos.

Mais uma coisa. Ciro afirmou ainda que uma candidatura de Lula colocaria o passional acima do racional, polarizando a disputa entre PT e PSDB. Como se não estivesse o próprio Ciro usando uma retórica passional para adiantar e polarizar o debate eleitoral.

É a arte da guerra, travada por generais que lideram apenas suas próprias ambições. No fim, é mais guerra do que arte.

Publicidade

Cid candidato ao governo, Camilo para o Senado, Tasso de volta ao Executivo, Eunício indeciso… São os velhos balões de ensaio, gente!

Por Wanfil em Política

28 de Março de 2017

Para onde irá o balão?

De tempos em tempos balões de ensaio alçam voo no noticiário para medir a “temperatura” e “pressão” da atmosfera política diante de temas polêmicos, para testar nomes de olho na próxima eleição e até mesmo para sabotar articulações em curso. É a semeadura do “se colar, colou” ou da desconfiança.

No Ceará o céu das especulações está repleto desses balões. Não por acaso, Cid Gomes precisou declarar publicamente apoio à reeleição de Camilo Santana, diante dos crescentes rumores de que o governador disputaria uma vaga para o Senado, abrindo caminho para uma possível volta de Cid ao governo estadual. Ah, não podemos esquecer a saída de Camilo do PT, outra pedra bastante cantada.

Existe também a frente de possibilidades que apontam para a oposição. Eunício Oliveira desistiria de concorrer ao Palácio da Abolição para tentar a reeleição ao Senado, num improvável (porém, nunca impossível) aliança com Camilo. Nos ventos dessas contemplações flutuam ainda os nomes do deputado Capitão Wagner e do senador Tasso Jereissati.

Evidentemente, cedo ou tarde algumas dessas “previsões” se concretizarão. Boa parte desses cenários aguardam a definição da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Assim como o rumo dos ventos, as variáveis nesses casos são inúmeras e ainda imprevisíveis (a começar pela Lava-Jato), causando enorme expectativa no meio político. O resto é a busca política por influenciar os fatos com profecias que podem ou não vir a acontecer. Daí que soltem tantos balões de ensaio.

Publicidade

Sonhar não é pecado

Por Wanfil em Política

21 de Fevereiro de 2017

PT como vice na chapa de Ciro? Só se Lula desistir ou se a Lava Jato o impedir

O jornal O Estado ouviu parlamentares da base aliada no Ceará sobre as recentes declarações do governador Camilo Santana, que mesmo sendo do PT, defende que o partido abra mão de uma candidatura própria à Presidência da República, para apoiar Ciro Gomes, do PDT.

Resumindo, por aqui os petistas desconversaram e os pedetistas acharam a ideia genial. Delira quem imagina o PT cedendo a cabeça de chapa ao PDT, especialmente quando ainda se cogita uma possível nova candidatura de Lula.

Delírio que só deixa de ser delírio no momento em que o PDT como um todo e o cirismo em particular torcem para uma eventual desistência ou impedimento (leia-se prisão) de Lula. Aí passa a ser sonho.

Publicidade

Pesquisa mostra Lula na liderança e Ciro valendo meio Bolsonaro

Por Wanfil em Pesquisa

16 de Fevereiro de 2017

Ciro tem 5%, menos da metade de Marina e Bolsonaro, que anotaram 11%. Tá difícil

Pesquisa CNT/MDA divulgada na quarta-feira (15) mostra que se as eleições para a Presidência da República fosse hoje, de cada 100 entrevistados, 30 votariam em Lula (PT), 11 em Marina Silva (REDE), 11 em Jair Bolsonaro (PSC), 10 em Aécio Neves (PSDB), cinco em Ciro Gomes (PDT) e três em Michel Temer (PMDB).

No que interessa ao Ceará, Ciro Gomes tem apenas metade das intenções de voto declaradas a Jair Bolsonaro, que dispensa apresentações. Na verdade, Ciro ganha apenas – e por pouco! – do impopular Michel Temer.

A candidatura do ex-governador cearense é a última esperança de seu grupo político no Estado para ter novamente acesso aos favores do Governo Federal. As perspectivas não parecem boas, mas existe um trunfo: a possível prisão de Lula (réu em cinco processo por corrupção). Nesse caso, quem herdar a maior parte dos votos do petista (Marina também disputa esse quinhão) pode ter chance. Quem sabe, né?

Agora, se essa é a expectativa de poder que o hoje pedetista tem a oferecer aos seus aliados no Ceará, complica. É claro que outras variáveis podem mudar o cenário. Ainda falta um ano e oito meses para as eleições. O que fica evidente é que a caminhada de Ciro ao Planalto é bem mais longa que a dos seus adversários. E isso obriga muitos dos seus parceiros a considerar eventuais alternativas. É do jogo.

Publicidade

Pesquisa mostra Lula na liderança e Ciro valendo meio Bolsonaro

Por Wanfil em Pesquisa

16 de Fevereiro de 2017

Ciro tem 5%, menos da metade de Marina e Bolsonaro, que anotaram 11%. Tá difícil

Pesquisa CNT/MDA divulgada na quarta-feira (15) mostra que se as eleições para a Presidência da República fosse hoje, de cada 100 entrevistados, 30 votariam em Lula (PT), 11 em Marina Silva (REDE), 11 em Jair Bolsonaro (PSC), 10 em Aécio Neves (PSDB), cinco em Ciro Gomes (PDT) e três em Michel Temer (PMDB).

No que interessa ao Ceará, Ciro Gomes tem apenas metade das intenções de voto declaradas a Jair Bolsonaro, que dispensa apresentações. Na verdade, Ciro ganha apenas – e por pouco! – do impopular Michel Temer.

A candidatura do ex-governador cearense é a última esperança de seu grupo político no Estado para ter novamente acesso aos favores do Governo Federal. As perspectivas não parecem boas, mas existe um trunfo: a possível prisão de Lula (réu em cinco processo por corrupção). Nesse caso, quem herdar a maior parte dos votos do petista (Marina também disputa esse quinhão) pode ter chance. Quem sabe, né?

Agora, se essa é a expectativa de poder que o hoje pedetista tem a oferecer aos seus aliados no Ceará, complica. É claro que outras variáveis podem mudar o cenário. Ainda falta um ano e oito meses para as eleições. O que fica evidente é que a caminhada de Ciro ao Planalto é bem mais longa que a dos seus adversários. E isso obriga muitos dos seus parceiros a considerar eventuais alternativas. É do jogo.