Eduardo Cunha Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eduardo Cunha

Cid se nega a “tripudiar” sobre prisão de Cunha

Por Wanfil em Corrupção

21 de outubro de 2016

Cid Gomes na sessão da Câmara em que chamou o vingativo Eduardo Cunha de achacador. (Foto: Agência Brasil)

Cid Gomes na sessão da Câmara em que chamou o vingativo Eduardo Cunha de achacador. (Foto: Agência Brasil)

O ex-governador Cid Gomes perdeu o cargo de ministro da Educação após brigar com Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados, em março do ano passado. Cunha pediu a cabeça de Cid à ex-presidente Dilma, que prontamente o atendeu em nome da governabilidade.

Depois Cunha e Dilma brigaram e também perderam seus mandatos. Sem foro privilegiado, o ex-deputado foi preso na quarta-feira (18), por ordem do juiz Sérgio Moro.

O Povo Online procurou Cid Gomes, atualmente no PDT, para saber o que ele acha da prisão de seu desafeto, conforme matéria assinada por Lucas Mota ontem à noite (20):

“Olha, não é meu estilo, jamais será, de tripudiar de situações. Ele já perdeu a presidência da Câmara, perdeu o mandato de deputado e agora está preso. Enfim, prefiro não comentar.”

A resposta, além de sóbria, é oportuna. Não se trata de tripudiar, mas de evitar provocações no momento em que Cunha estuda fazer um acordo de delação premiada com a Lava Jato sobre as relações entre a Petrobras e o financiamento de campanhas do PMDB e do PT, aliado do PDT e, em particular, de Cid no Ceará. Não por acaso, nenhum político de grande expressão está tripudiando de Cunha.

PS. Tripudiar de Cunha hoje pode ser o constrangimento amanhã para aliados de Dilma e Lula, em caso de prisão de Lula ou Dilma, que sem foro privilegiado, também estão enrolados com na Lava Jato.

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Câmara elege Rodrigo Maia. Dois deputados cearenses não votaram no segundo turno

Por Wanfil em Política

14 de julho de 2016

Dos 22 deputados cearenses, 20 votaram no 2º turno da eleição para a Presidência da Câmara

Dos 22 deputados cearenses, 20 votaram no 2º turno da eleição para a Presidência da Câmara

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito, em dois turnos de votação, presidente da Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (14), contra Rogério Rosso (PSD-DF), aliado do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha.

No entanto, o maior derrotado foi Marcelo Castro (PMDB-PI), que não passou do primeiro turno, apesar do apoio de PT e PDT (ver post anterior). Com os petistas fora do jogo, restou-lhes o voto útil contra o candidato de Cunha.

Na primeira votação, os nomes dos 22 deputados da bancada cearense estavam registrados no plenário. Já no segundo turno, os de Luizianne Lins (PT) e Mauro Benevides (PMDB) não constaram na lista de presença. Dada a diferença folgada a favor de Maia (foram 285 votos contra 170), a ausência da dupla cearense não fez falta para nenhum dos lados.

Na prática, mudam os interlocutores nas negociações entre parlamentares e governo. No que diz respeito a problemas de ordem política e criminal, dificilmente alguém poderá superar Eduardo Cunha. Ainda assim, é pouca, muito pouca, a esperança de ver a qualidade dessas negociações respeitarem, como desejam os brasileiros, as boas práticas da ética e da moral. Afinal, mesmo com a mudança dos protagonistas desse roteiro, o elenco continua o mesmo de sempre.

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Afastamento de Cunha é golpe! Mais um contra a corrupção!

Por Wanfil em Política

06 de Maio de 2016

A decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados produziu uma rara unanimidade: governo e oposição concordam com a medida. Cunha, assim como Dilma, garante que é inocente. Cunha, assim como Dilma, cai pelo conjunto da obra de corrupção e de abusos de poder que produziu. Cunha, assim como Dilma, diz que não renuncia. Serão os dois renunciados pelos brasileiros e suas instituições democráticas.

Cadê o golpe?
Políticos e empresários estão presos por causa do gigantesco roubo à Petrobras e por tentarem obstruir as investigações. Nesta semana mesmo, a Procuradoria Geral da República ofereceu denúncia contra Lula e anunciou que pretende investigar o advogado geral da União ministro José Eduardo Cardozo e o senador oposicionista Aécio Neves, do PSDB. Havendo indícios, TODOS podem ser investigados e eventualmente condenados.

Não há, portanto, perseguição contra pessoas ou partidos, como querem os ainda governistas, mas uma vigilância mais eficaz que, a depender das provas, podem gerar punições.

Apoio às instituições
O que está posto à prova é um modo decadente de fazer política. Michel Temer, virtual novo presidente da República, deve ter o máximo cuidado na formação de sua equipe, se não quiser a população contra o seu governo. O noticiário mostra nomes de gente enrolada com a Lava Jato como ministeriáveis. Não dá!

Esse modelo fisiológico comum tanto em Brasília como aqui mesmo no Ceará, funciona a partir de coligações, geralmente de situação, que reúnem 15, 20 partidos ou mais, siglas que muitas vezes possuem programas antagônicos, ligadas pelo interesse de obter vantagens inconfessáveis à luz do dia.

Após as eleições, esses partidos indicam apadrinhados sem competência técnica para cargos que são usados para financiar campanhas eleitorais com dinheiro público. É esse esquema nojento e perverso, que está sob o ataque das instituições e que por isso merecem e contam com o apoio da imensa maioria dos brasileiros. Não é por acaso que Sérgio Moro é aplaudido nas ruas e políticos são vaiados.

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Dilma e Cunha tentam acordo: é a República do Rabo Preso!

Por Wanfil em Brasil

14 de outubro de 2015

Na sombra escura, executivo e legislativo são pardos.

Na sombra escura, Executivo e Legislativo são pardos

Dilma Rousseff e Eduardo Cunha, presidente do Brasil e presidente da Câmara dos Deputados, respectivamente, protagonizam um roteiro de brigas, reviravoltas, escândalos, traições, acusações mútuas, mentiras, ações judiciais, ameaças, suspense policial e intensa movimentação de bastidores. Melhor que novela. O problema é que, nesse caso, o distinto público é quem pagará a conta pelas lambanças da trama política que se desenrola em meio a uma crise econômica.

Nesse momento – e isso pode mudar a qualquer instante – Dilma e Cunha ensaiam uma trégua que pode ser resumida assim: Cunha não acolhe o pedido de impeachment contra Dilma e Dilma segura o PT no Conselho de Ética da Câmara para evitar a cassação de Cunha. Eis o padrão ético que norteia os líderes dos poderes executivo e legislativo no Brasil. É a institucionalização da política do rabo preso.

A possibilidade de um acordo, ainda que remota, mas não impossível, faz silenciar momentaneamente os que criticam Cunha por simpatizarem com Dilma e frustra, por outro lado, os que simpatizam com Cunha por torcerem pela queda de Dilma. A guerra de torcidas espera as cenas do próximo capítulo.

Antes de continuar, uma ressalva: nem todos os que desejam o impeachment de Dilma são partidários de Cunha, assim como nem todos os que pedem a saída de Cunha são governistas. Isso não impede, nem mesmo inibe, políticas organizadas atuem nesse jogo, cada um com sua bandeira.

De todo modo, torcer por Cunha ou por Dilma, a essa altura, é inútil para o Brasil. Ainda que mantenham seus cargos, estão desde já destituídos de autoridade moral para exercerem a liderança dos postos que ocupam. Podem garantir, na base do medo, seus funções de direito, mas não de fato. E assim, serão incapazes de conduzir o país para reformas constitucionais ou ações anticrise. São cadáveres adiados, para usar uma expressão do poeta Fernando Pessoa.

Na briga entre Cunha e Dilma, torço, particularmente, pelo Ministério Público Federal, pela Procuradoria Geral da República, pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal. Que sigam o exemplo do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do governo federal. Diante da bagunça generalizada, a única forma de não se deixar contaminar pelo clima de vale tudo irresponsável que domina o Congresso e o Executivo, é ver essas instituições se aterem ao papel institucional que lhes cabe, fazendo cumprir as leis.

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Saia justa: Camilo Santana e Eduardo Cunha, frente a frente

Por Wanfil em Política

15 de Abril de 2015

Em reunião com governadores do Nordeste, Cunha (na cabeceira) recebe Camilo Santana (o segundo, da esquerda para a direita). (Foto: divulgação no Twitter do deputado José Guimarães - PT).

Brasília: Eduardo Cunha (na cabeceira), algoz de Cid Gomes, recebe Camilo Santana (o segundo da esquerda para a direita), aliado do ex-ministro. (Foto: Twitter/José Guimarães)

É… A vida tem dessas coisas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), participou, nesta quarta-feira, em Brasília, de reunião entre governadores do Nordeste e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB. Aquele mesmo, acusado de ser achacador pelo então ministro da Educação Cid Gomes, numa sessão em que Camilo esteve presente, para prestar solidariedade ao ex-governador cearense.

O final da história, todos conhecem: no mesmo instante Eduardo Cunha exigiu a demissão de Cid no ministério e foi prontamente atendido.

É claro que um governador e o presidente da Câmara não precisam ser amigos ou aliados, mas é certo também que, eventualmente, circunstâncias de natureza institucional exijam uma aproximação para cuidar de temas de interesse público. Foi o caso dessa reunião com os governadores, que entre outros assuntos, tratou da polêmica sobre a possível troca do indexador das dívidas dos estados e municípios. Por isso, em razão desse mesmo motivo, é que gestores estaduais devem buscar preservar, como diria José Sarney, a liturgia do cargo, evitando atritos desnecessários.

Como Camilo se fez presente no plenário da Câmara em desagravo a Cid na sessão que custou o cargo do ex-ministro, ficou agora um certo constrangimento no ar, amenizado pelo fato de se tratar de uma pauta coletiva.

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Opa! Eduardo Cunha não ofendeu os cearenses. Desrespeito foi o golpe da refinaria!

Por Wanfil em Sem categoria

27 de Março de 2015

A Assembleia Legislativa do Ceará e a Câmara Municipal de Fortaleza aprovaram moções de repúdio contra Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília. Foi ele quem expulsou autoridades cearenses do plenário do parlamento durante convocação do ex-governador Cid Gomes.

Tomado de indignação, o presidente da Assembleia, deputado estadual Zezinho Albuquerque (Pros), disse que o povo cearense foi desrespeitado, pois ali estavam representantes eleitos pelo estado. O ressentimento é compreensível, mas não é bem assim.

Não estava em pauta ali nenhuma matéria de interesse do Ceará. Quem foi lá fazer plateia para aplaudir o ex-ministro, acabou exposto a um constrangimento desnecessário, é verdade, mas que, repito, nada tem a ver com o estado. Aliás, o que houve entre Cunha e Cid foi um desentendimento entre aliados da presidente Dilma. Problema deles.

Desrespeito foi a presepada da refinaria que nunca existiu nem mesmo como projeto. Ofensa é a própria tropa governista na Assembleia rejeitar o pedido da oposição para que o governo explique os gastos com a tal casa em que o ex-ministro Cid se hospedou, às expensas de dinheiro do tesouro estadual. Dinheiro público, dinheiro do…. povo cearense! A respeito desses casos, não se vê indignação dos deputados que dizem defender os cearenses contra Eduardo Cunha. Nada de moção de repúdio contra os presidentes da Petrobras ou Lula e a própria Dilma. Nada de moção de repúdio contra gastos exorbitantes com luxos desnecessários. É a indignação seletiva.

Só quando interessa é que eles se lembram que representam, ou deveriam representar, os cearenses.

 

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Zezinho na Assembleia, Cunha na Câmara e Renan no Senado: a soma de todos os vícios

Por Wanfil em Política

02 de Fevereiro de 2015

Décimo Júnio Juvenal: "Os homens que têm os mesmo vícios, apoiam-se mutuamente".

Décimo Júnio Juvenal: “Os homens que têm os mesmo vícios apoiam-se mutuamente”.

O que significam as eleições de Zezinho Albuquerque (Pros) para a Assembleia Legislativa, Eduardo Cunha (PMDB) para a Câmara dos Deputados e Renan Calheiros (PMDB) para o Senado Federal? E o que eles têm em comum? A resposta é simples: que os vícios são a regra no ambiente político e institucional degradado em que vive o Brasil. Vamos aos casos.

Assembleia Legislativa do Ceará
A recondução de Zezinho Albuquerque à presidência da casa é a confirmação o legislativo estadual permanece submisso ao Palácio da Abolição, mais precisamente, ao comando político dos Ferreira Gomes. Esse é um vício antigo no Ceará: a sedução do governismo. Não por acaso somente uma chapa foi inscrita para a disputa. É que nessa hora um fenômeno intrigante suprime eventuais divergências dos deputados sobre o papel do parlamento, fazendo com que oposição e situação se entreguem a um irresistível desejo de se unirem, combinando em troca cargos na mesa diretora. Só PSOL ficou de fora (esses se unem apenas na hora de indicar consultores aos seus parlamentares). Quando deputados falam em unidade, na verdade estão dizendo: cada um com seu curral (com raras exceções que confirmam a regra).

Câmara dos Deputados
A briga entre PT e PMDB deu a impressão – aos mais ingênuos – de que uma fronteira ética entre os dois havia sido estabelecida. Petistas diziam que o PMDB era má companhia, vejam só. No final o peemedebista Eduardo Cunha derrotou o Planalto, mas não se trata de um opositor programático, apenas de um aliado que vende mais caro o apoio do partido. No fundo, é briga de casal, que gera ressentimento, algumas pequenas traições, mas que ainda não acaba em divórcio. Tanto é assim que o PT apoiou Renan Calheiros, do mesmo PMDB, para a presidência do Senado (próximo tópico).

Senado Federal
Renan Calheiros foi eleito com apoio do PT e do governo Dilma. Quando se trata de cumprir acordos, esse entrega o que o que foi combinado e – como vimos – recebe o que lhe foi prometido. Tem ainda todo o interesse e a expertise para atrapalhar as investigações na Petrobras, ou pelo menos impedir que os comandos do PMDB e do PT amigo sejam alcançados pela justiça.  É o velho Renan de guerra, que já foi ministro de Collor e que já renunciou o mandato de senador uma vez para não ser cassado. Portanto, hoje, quem é Lula (que no passado prometia acabar com a prática da cooptação), quem é Dilma, quem é governo e quem é PT, no fundo, parafraseando uma propaganda eleitoral, é um pouco Renan.

Vícios
Os processos para a escolha do comando desses parlamentos tiveram de tudo um pouco: conchavos, intrigas, chantagem, submissão voluntária, troca de favores, traições, distribuição de cargos, e por aí vai. Esse conjunto de amoralidades e imoralidades é produto de uma lógica que põe as conveniências pessoais ou de grupo acima das convicções programáticas e do interesse público. Nem todos são bandidos, mas é bom não alimentar ilusões: sem pressão da opinião pública, os raros nomes dispostos a trabalhar sério pouco poderão fazer. É preciso, portanto, vigilância. Olho neles!

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Zezinho na Assembleia, Cunha na Câmara e Renan no Senado: a soma de todos os vícios

Por Wanfil em Política

02 de Fevereiro de 2015

Décimo Júnio Juvenal: "Os homens que têm os mesmo vícios, apoiam-se mutuamente".

Décimo Júnio Juvenal: “Os homens que têm os mesmo vícios apoiam-se mutuamente”.

O que significam as eleições de Zezinho Albuquerque (Pros) para a Assembleia Legislativa, Eduardo Cunha (PMDB) para a Câmara dos Deputados e Renan Calheiros (PMDB) para o Senado Federal? E o que eles têm em comum? A resposta é simples: que os vícios são a regra no ambiente político e institucional degradado em que vive o Brasil. Vamos aos casos.

Assembleia Legislativa do Ceará
A recondução de Zezinho Albuquerque à presidência da casa é a confirmação o legislativo estadual permanece submisso ao Palácio da Abolição, mais precisamente, ao comando político dos Ferreira Gomes. Esse é um vício antigo no Ceará: a sedução do governismo. Não por acaso somente uma chapa foi inscrita para a disputa. É que nessa hora um fenômeno intrigante suprime eventuais divergências dos deputados sobre o papel do parlamento, fazendo com que oposição e situação se entreguem a um irresistível desejo de se unirem, combinando em troca cargos na mesa diretora. Só PSOL ficou de fora (esses se unem apenas na hora de indicar consultores aos seus parlamentares). Quando deputados falam em unidade, na verdade estão dizendo: cada um com seu curral (com raras exceções que confirmam a regra).

Câmara dos Deputados
A briga entre PT e PMDB deu a impressão – aos mais ingênuos – de que uma fronteira ética entre os dois havia sido estabelecida. Petistas diziam que o PMDB era má companhia, vejam só. No final o peemedebista Eduardo Cunha derrotou o Planalto, mas não se trata de um opositor programático, apenas de um aliado que vende mais caro o apoio do partido. No fundo, é briga de casal, que gera ressentimento, algumas pequenas traições, mas que ainda não acaba em divórcio. Tanto é assim que o PT apoiou Renan Calheiros, do mesmo PMDB, para a presidência do Senado (próximo tópico).

Senado Federal
Renan Calheiros foi eleito com apoio do PT e do governo Dilma. Quando se trata de cumprir acordos, esse entrega o que o que foi combinado e – como vimos – recebe o que lhe foi prometido. Tem ainda todo o interesse e a expertise para atrapalhar as investigações na Petrobras, ou pelo menos impedir que os comandos do PMDB e do PT amigo sejam alcançados pela justiça.  É o velho Renan de guerra, que já foi ministro de Collor e que já renunciou o mandato de senador uma vez para não ser cassado. Portanto, hoje, quem é Lula (que no passado prometia acabar com a prática da cooptação), quem é Dilma, quem é governo e quem é PT, no fundo, parafraseando uma propaganda eleitoral, é um pouco Renan.

Vícios
Os processos para a escolha do comando desses parlamentos tiveram de tudo um pouco: conchavos, intrigas, chantagem, submissão voluntária, troca de favores, traições, distribuição de cargos, e por aí vai. Esse conjunto de amoralidades e imoralidades é produto de uma lógica que põe as conveniências pessoais ou de grupo acima das convicções programáticas e do interesse público. Nem todos são bandidos, mas é bom não alimentar ilusões: sem pressão da opinião pública, os raros nomes dispostos a trabalhar sério pouco poderão fazer. É preciso, portanto, vigilância. Olho neles!