demagogia Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

demagogia

Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram)

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal cearense Tiririca, (PR-SP) apoiou a CPI, ao contrário da maior parte da bancada do Ceará. Quem é o abestado?

O deputado federal Tiririca, cearense eleito por São Paulo, apoiou a CPI da Petrobras, ao contrário da maior parte da bancada do Ceará. Quem é o abestado?

A Câmara dos Deputados do Congresso Nacional aprovou na semana passada a criação da CPI da Petrobras, com 182 assinaturas, nove a mais do que o mínimo necessário.

Da bancada federal do Ceará, composta por 22 parlamentares, apenas seis assinaram o requerimento que pedia a investigação.

Seguem abaixo, em ordem alfabética, os nomes dos representantes cearenses que se posicionaram a favor da CPI. Em seguida, estão os que oficialmente não se manifestaram a respeito do caso.

A FAVOR DA CPI
1. André Figueiredo – PDT
2. Danilo Forte – PMDB
3. Genecias Noronha – SD
4. Moses Rodrigues – PPS
5. Raimundo Gomes de Matos – PSDB
6. Moroni Torgan – DEM

A assinatura do deputado federal Vítor Valim, do PMDB, consta na lista, mas não foi reconhecida pela Mesa Diretora da Câmara.

NÃO PEDIRAM CPI
1. Adail Carneiro – PHS
2. Aníbal Gomes – PMDB
3. Antonio Balhmann – PROS
4. Arnon Bezerra – PTB
5. Cabo Sabino – PR
6. Chico Lopes – PCdoB
7. Domingos Neto – PROS
8. Gorete Pereira – PR
9. José Airton Cirilo – PT
10. José Guimarães – PT
11. Leônidas Cristino – PROS
12. Luizianne Lins – PT
13. José Maria Macedo – PSL
14. Odorico Monteiro – PT
15. Ronaldo Martins – PRB

Omissão ou conivência
A maioria dos parlamentares da bancada federal do Ceará na Câmara não quer a CPI, não obstante as graves denúncias e revelações diárias sobre um colossal esquema de corrupção na estatal. Quaisquer que sejam os motivos que venham a alegar, tenham agido por omissão ou conivência, não importa, o fato é que o grupo baixou a cabeça em favor dos corruptos que acabaram por inviabilizar a refinaria prometida aos cearenses.

Por isso, quando você ler, ouvir ou assistir por aí que a bancada federal do Ceará está disposta a reagir e a cobrar satisfações pelo golpe da refinaria, saiba que, com exceção dos seis deputados que assinaram a CPI, a conversa não passa de demagogia.

Confira a seguir a lista completa que consta no requerimento aprovado.

Lista de deputados da CPI da Petrobras

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Dilma pediu desculpas a médico cubano. Falta se desculpar com médicos brasileiros, pacientes, eleitores…

Por Wanfil em Brasil

23 de outubro de 2013

Durante cerimônia realizada na terça-feira (22), a presidente Dilma Rousseff pediu desculpas, em nome do povo brasileiro, ao médico cubano vaiado em Fortaleza durante protesto contra o polêmico programa Mais Médicos.

Pedir desculpas em solidariedade a uma pessoa vítima de constrangimento tem o seu mérito. Mas quando vira ato público para acusar terceiros, no caso, os críticos do programa, aí vira demagogia. Difícil mesmo é pedir desculpas pelos próprios erros, em sinal de sincera humildade. Isso, meus caros, vocês não verão, embora motivos não faltem.

Também merecem pedidos de desculpas os médicos brasileiros, apontados por governistas como vilões da saúde, quando esses profissionais sofrem nos hospitais sem as mínimas condições de trabalho. Como tratar um paciente no interior sem poder realizar exames?

Na verdade, a presidente deveria pedir desculpas aos pacientes obrigados a esperar meses ou anos por uma cirurgia eletiva, ou a ficar nos corredores superlotados das emergências. Ou aos familiares dos que morrem sem atendimento. Entre janeiro de 2010 e julho de 2013, quase 13 mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram desativados, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Desde 2005, a redução é de 26 mil leitos!

Deveria pedir desculpas ainda aos cidadãos que ficam doentes porque vivem sem saneamento básico (52% da população não tem esse serviço), sem água tratada (18% dos brasileiros não são atendidos), em regiões de baixa escolaridade, o que aumenta proliferação de doenças.

Saindo da área da saúde, é devido aos cearenses pedidos de desculpas pelo não cumprimento da promessa de transposição do Rio São Francisco e da construção de uma refinaria da Petrobras, a primeira por causa de incompetência e corrupção, a segunda por ser mero truque eleitoreiro.

Agora que a exploração do pré-sal foi privatizada, sem entrar no mérito da questão (sou contra a presença do Estado nessa atividade), a presidente poderia pedir desculpas aos eleitores que votaram nela acreditando no discurso fantasioso contra as privatizações.

É verdade que muitos outros políticos devem desculpas ao povo brasileiro. Mas Dilma simboliza a classe pelo cargo que ocupa. Além do mais, foi quem usou o artifício da desculpa para fazer populismo barato. Merece ser cobrada.

A verdadeira paz de consciência só pode ser alcançada com o pedido de desculpas sincero, acompanhado de suas devidas penitências. O resto é conversa mole.

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A moda plebiscitária chegou ao Ceará

Por Wanfil em Ceará, Fortaleza, Legislação

03 de julho de 2013

A multidão diz aos políticos que não se sente representada por eles, nem por seus partidos e entidades pelegas. Os políticos, profissionais na arte da dissimulação e da sobrevivência, fingem que o negócio não é com eles e se mostram solidários às reivindicações das massas, como se não fossem eles mesmos o alvo dos protestos.

A presidente Dilma acenou de forma atrapalhada com um plebiscito para uma reforma política. No Ceará, a moda das proposições plebiscitárias já pegou e o governador Cid Gomes já fala em plebiscito a respeito da construção de um aquário em Fortaleza.

O vereador João Alfredo aproveitou a onda (o PSOL procura desesperadamente colar suas pautas nas mobilizações apartidárias) e pediu urgência na tramitação de uma proposta nesse sentido. Seu colega Capitão Wagner (PR) pegou carona e sugere um plebiscito para a Ponte Estaiada, no Cocó.

O momento de comoção, a pressão das ruas, a procura em oferecer respostas, tudo somado, descamba para um voluntarismo incensado pelo improviso. Essas discussões lembram a famosa máxima de Mencken: “For every complex problem there is an answer that is clear, simple, and wrong.” Leia mais

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O sobe e desce no preço da passagem de ônibus em Fortaleza: e o custo da demagogia

Por Wanfil em Fortaleza

20 de Fevereiro de 2013

Não é o valor nomimal da passagem de ônibus em Fortaleza que está em jogo, mas seu valor como peça de propaganda política.

Nunca antes na história do Ceará, o aumento de 20 centavos no preço de um serviço público gerou tamanha confusão. O valor das passagens de ônibus em Fortaleza oscila entre R$ 2,00 e R$ 2,20, ao sabor de seguidas decisões judiciais. As leis de mercado e o bom senso foram substituídos pela burocracia dos trâmites jurídicos e pelo oportunismo da demagogia política.

Valor simbólico

Na capital cearense, o serviço adquiriu valor simbólico como peça de propaganda para a administração da ex-prefeita Luizianne Lins. Carente de realizações e com baixa aprovação popular, a gestão fez da tarifa uma bandeira: seria a menor do Brasil. A mensagem, de inspiração populista, era clara. Os preços deveriam ser regulados conforme a vontade política da prefeita. Não era uma convicção, mas uma conveniência, como hoje se constata.

Foi também explorada a versão de que a redução artificial do preço das passagens era produto da harmoniosa parceria entre entre Luizianne e Cid Gomes, via desconto no ICMS cobrado para as empresas de ônibus, que à época, aceitaram a manipulação política sem reclamar. Todos ganhavam.

Do ponto de vista eleitoral, o truque deu certo e a prefeita foi reeleita, mantendo o apoio para a reeleição do governador. Quites na seara das campanhas, os dois brigaram e o resto todos sabem. A pressão dos custos bateu à porta das empresas que agora se valem da Justiça.

O populismo fiscal como herança

Sem conseguir fazer o sucessor, Luizianne Lins, por ressentimento com o eleitor ou por algum pragmatismo enigmático e oportuno (ou pelos dois motivos), não recorreu de uma ação do sindicato das empresas de ônibus, que pedia o reajuste das passagens. O aumento, no entanto, entraria em vigor quase no início do governo do novo prefeito Roberto Cláudio. Este, por algum estranho motivo (desgastar ainda mais a ex-prefeita, evitar um possível ônus político, quem sabe…), optou por fazer da questão um cavalo de batalha. Leia mais

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O sobe e desce no preço da passagem de ônibus em Fortaleza: e o custo da demagogia

Por Wanfil em Fortaleza

20 de Fevereiro de 2013

Não é o valor nomimal da passagem de ônibus em Fortaleza que está em jogo, mas seu valor como peça de propaganda política.

Nunca antes na história do Ceará, o aumento de 20 centavos no preço de um serviço público gerou tamanha confusão. O valor das passagens de ônibus em Fortaleza oscila entre R$ 2,00 e R$ 2,20, ao sabor de seguidas decisões judiciais. As leis de mercado e o bom senso foram substituídos pela burocracia dos trâmites jurídicos e pelo oportunismo da demagogia política.

Valor simbólico

Na capital cearense, o serviço adquiriu valor simbólico como peça de propaganda para a administração da ex-prefeita Luizianne Lins. Carente de realizações e com baixa aprovação popular, a gestão fez da tarifa uma bandeira: seria a menor do Brasil. A mensagem, de inspiração populista, era clara. Os preços deveriam ser regulados conforme a vontade política da prefeita. Não era uma convicção, mas uma conveniência, como hoje se constata.

Foi também explorada a versão de que a redução artificial do preço das passagens era produto da harmoniosa parceria entre entre Luizianne e Cid Gomes, via desconto no ICMS cobrado para as empresas de ônibus, que à época, aceitaram a manipulação política sem reclamar. Todos ganhavam.

Do ponto de vista eleitoral, o truque deu certo e a prefeita foi reeleita, mantendo o apoio para a reeleição do governador. Quites na seara das campanhas, os dois brigaram e o resto todos sabem. A pressão dos custos bateu à porta das empresas que agora se valem da Justiça.

O populismo fiscal como herança

Sem conseguir fazer o sucessor, Luizianne Lins, por ressentimento com o eleitor ou por algum pragmatismo enigmático e oportuno (ou pelos dois motivos), não recorreu de uma ação do sindicato das empresas de ônibus, que pedia o reajuste das passagens. O aumento, no entanto, entraria em vigor quase no início do governo do novo prefeito Roberto Cláudio. Este, por algum estranho motivo (desgastar ainda mais a ex-prefeita, evitar um possível ônus político, quem sabe…), optou por fazer da questão um cavalo de batalha. (mais…)