Davi Alcolumbre Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Davi Alcolumbre

Destaque cearense na derrota de Renan

Por Wanfil em Política

04 de Fevereiro de 2019

Eduardo Girão, Tasso Jereissati e Davi Alcolumbre – Foto: Agência Senado.

A ruidosa derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado, em sessão marcada por polêmicas, foi a ilustração perfeita do choque entre o “velho que não quer passar” e o novo que tenta chegar (adaptando uma célebre frase de Ernest Bloch).

Mais do que a vitória do desconhecido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o que marcou essa eleição foi mesmo a repulsa da opinião pública contra a chamada “velha política”, da qual Renan – com sua extensa ficha de acusações, processos e escândalos – é um dos expoentes.

A ideia de renovação permeou os discursos e enfrentamentos em sessão acompanhada (e comentada nas redes) ao vivo por milhões de eleitores. E talvez nenhuma bancada tenha representado melhor esse momento do que a do Ceará.

Por mais uma vez, o novo presidente do Senado agradeceu a Tasso Jereissati (PSDB) pelos conselhos e pela articulação política que mudou a correlação de forças na Casa. Aliás, o próprio Renan, de dedo em riste, apontou Tasso como um dos responsáveis pela mudança: “A culpa é sua!”, gritou ainda na sexta-feira.

Eduardo girão (de saída do PROS para o Podemos) foi decisivo para manter viva a campanha pelo voto aberto, que prevaleceu até ser proibida por Dias Toffoli, do STF. Responsável pela coleta de assinaturas pela transparência na eleição, Girão não recuou. E se os senadores contrários a Renan não mostrassem o voto para as câmeras, a pressão do público, via redes sociais, não surtiria o mesmo efeito.

Cid Gomes foi mais comedido durante a votação e destoou ao não defender o voto aberto. Tasso e Girão mostraram o voto em Davi Alcolumbre. De todo modo, ainda no início do processo eleitoral Cid trabalhou para montar um grupo independente que foi importante para mostrar que a disputa era possível.

É certo que o Senado, assim como o Brasil, ainda será palco para o enfrentamento entre práticas antigas e novas ideias. A história mostra que grandes mudanças não acontecem por obra de rupturas repentinas, mas por derivarem de processos lentos que se desenvolvem ao longo dos anos até culminarem em eventos marcantes. Nesse caminho, erros e acertos, avanços e retrocessos podem acontecer. Porém, mesmo lentas, é certo que estão em curso neste instante. E a maior característica dessa onda de mudanças é o peso da cobrança dos representados, sobre seus representantes.

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Destaque cearense na derrota de Renan

Por Wanfil em Política

04 de Fevereiro de 2019

Eduardo Girão, Tasso Jereissati e Davi Alcolumbre – Foto: Agência Senado.

A ruidosa derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado, em sessão marcada por polêmicas, foi a ilustração perfeita do choque entre o “velho que não quer passar” e o novo que tenta chegar (adaptando uma célebre frase de Ernest Bloch).

Mais do que a vitória do desconhecido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o que marcou essa eleição foi mesmo a repulsa da opinião pública contra a chamada “velha política”, da qual Renan – com sua extensa ficha de acusações, processos e escândalos – é um dos expoentes.

A ideia de renovação permeou os discursos e enfrentamentos em sessão acompanhada (e comentada nas redes) ao vivo por milhões de eleitores. E talvez nenhuma bancada tenha representado melhor esse momento do que a do Ceará.

Por mais uma vez, o novo presidente do Senado agradeceu a Tasso Jereissati (PSDB) pelos conselhos e pela articulação política que mudou a correlação de forças na Casa. Aliás, o próprio Renan, de dedo em riste, apontou Tasso como um dos responsáveis pela mudança: “A culpa é sua!”, gritou ainda na sexta-feira.

Eduardo girão (de saída do PROS para o Podemos) foi decisivo para manter viva a campanha pelo voto aberto, que prevaleceu até ser proibida por Dias Toffoli, do STF. Responsável pela coleta de assinaturas pela transparência na eleição, Girão não recuou. E se os senadores contrários a Renan não mostrassem o voto para as câmeras, a pressão do público, via redes sociais, não surtiria o mesmo efeito.

Cid Gomes foi mais comedido durante a votação e destoou ao não defender o voto aberto. Tasso e Girão mostraram o voto em Davi Alcolumbre. De todo modo, ainda no início do processo eleitoral Cid trabalhou para montar um grupo independente que foi importante para mostrar que a disputa era possível.

É certo que o Senado, assim como o Brasil, ainda será palco para o enfrentamento entre práticas antigas e novas ideias. A história mostra que grandes mudanças não acontecem por obra de rupturas repentinas, mas por derivarem de processos lentos que se desenvolvem ao longo dos anos até culminarem em eventos marcantes. Nesse caminho, erros e acertos, avanços e retrocessos podem acontecer. Porém, mesmo lentas, é certo que estão em curso neste instante. E a maior característica dessa onda de mudanças é o peso da cobrança dos representados, sobre seus representantes.